sexta-feira, 28 de outubro de 2011

TCC

Eu nunca descobri minha especialidade ou dom. Mas talvez eu seja muito boa em fazer cócegas em crianças. Talvez eu tenha muita habilidade em não desistir das pessoas mesmo que elas errem muito. Pode ser que eu seja expert em abraçar bem forte aquela pessoa que teima em não chorar quando tudo desaba. Tenho a impressão que tenho aptidão para fazer minha avó rir até ficar vermelha.

Eu nunca me formei em curso nenhum, mas em matéria de vida posso dizer que aprendi e tenho experiencia em olhar nos olhos quando falo. E sou muito boa em ter fé em qualquer coisa.

Eu nunca quis ter pós graduação em coisa nenhuma. Eu nunca quis nada pós. Sou muito boa em viver o agora seguindo o conceito e a lei do bom e do correto.

Não fui a uma aula de bons costumes, acho que docilidade vale mais do que etiqueta.

Eu nunca foi boa em coisa alguma. Aprendo por tentativa e erro, sou movida a afetos autênticos e dinheiro nenhum me compraria.

Estudei pra vestibular mas não consegui aprovação. Eu nunca quis aprovação mesmo...
Eu nunca consegui usar fórmulas para ser como deveria ser. Conta nenhuma chega a mim como resultado. Mas aprendi muito rápido como não me enquadrar em ser quadrada. Sou muito boa em ser livre...

Eu nunca consegui ser totalmente segura. Um pouco de medo aqui, uma apreensãozinha acolá fazem parte daquilo que sou. E são parte dominante do que sou hoje.

Eu estive em busca de aprendizado. Mais de aprendizado do que de diploma. E posso dizer do tanto que aprendi, com ótimos professores e pessoas maravilhosas. Eu podia correr o risco de ser fingir desinteresse e dizer que não me importo se não for aprovada (no curso), mas eu nunca fui tão boa em ser cínica.

Posso dizer com certeza que fui aprovada com honras em tentar de novo. E se não conseguir colocar em prática o que aprendi agora, tentarei até de fato conseguir.

O mundo é uma escola. E eu estou aqui para continuar aprendendo.

Aline Bridget

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Tá na cara

"Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo"

(Atribui-se a autoria a Caio Fernando Abreu)

domingo, 16 de outubro de 2011

Tá no mural

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

(O Ultimno discurso - Chaplin)

domingo, 9 de outubro de 2011

Outra ocasião

Eu poderia começar esse texto dizendo que adoro a forma confiante como você sorri para mim. Sorri confiando de seu poder. Sorri com medo de não surtir um efeito tão poderoso assim.

Faria um texto bonito se eu pudesse dizer que a forma carinhosa como você me olha e o jeito tão possessivo como me toca são características que parecem ter sido criadas especficamente para momentos nossos.
Mas eu não cometeria o erro de escrever um texto tão cheio de meias verdades ou dessas parafernálias que minha cabeça cria para não enlouquecer de solidão. Eu prefiro desviar de um erro a mais.

Faria sentido citar uma das músicas que adoro e você finge gostar pra me agradar mas esta citação estaria tão fora do contexto como eu. Prefiro guardar pra mim.

Seria interessante e de bom tom agradecer pelo apoio em tantos momentos e pelo calor em tantos outros... Mas você me conhece, eu nunca faço nada como manda o figurino.

Fica pra outra vez.

Aline Bridget