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domingo, 2 de janeiro de 2011

O Milagre

(...) Sua mãe sabia exatamente como os homens costumavam pensar quando se tratava de mulheres e, apesar de acreditar mais no bom senso do que na ciência, tinha uma opinião extremamente racional em relação ao amor, e não acreditava que fosse possível acontecer em apenas alguns dias. O amor poderia ser colocado em movimento rapidamente, mas o verdadeiro amor precisava de tempo para se transformar em algo forte e duradouro. O amor era, acima de tudo, compromisso e dedicação, era acreditar que o passar dos anos com uma determinada pessoa iria criar algo maior do que a soma daquilo que ambas poderiam conquistar separadamente. Somente o tempo, contudo, poderia mostrar se a sua avaliação estava correta.
O desejo, em contrapartida, poderia acontecer quase que instantaneamente. Para ela (sua mãe) era fácil descrever o desejo: duas pessoas percebem que têm afinidades, a atração aumenta e o instinto ancestral para a preservação da espécie entra em cena. (...)

(Divagações de Jeremy Marsh sobre seu possível amor ou apenas atração por Lexie. Do Livro O Milagre de Nicholas Sparks)


Transcrevi porque casa com minha visão de amor e minha visão de atração física.
Belas definições para começar o ano.


Aline Bridget

sábado, 6 de novembro de 2010

Múltipla Escolha...

Um palco é uma escada, um corredor, um poço: esta ali desde quando nascemos, com chão firme ou lajes escorregadias – que no correr do tempo a gente vai transformando numa cadeia de tentativas, erros, acertos e acasos.

O que se abre para nos junto com cada uma dessas portas – o que ali vai se desenrolar por decisão nossa, seja ela vitoria ou desastre -, que aposentos vão se elaborar, em que pátios vamos caminhar, em que águas vamos nos afogar, talvez?

Vamos encontrar material previamente depositado, ou seremos depois boicotados pela fatalidade, nessa tarefa de ordenar espaços, colocar assoalho, erguer paredes, abrir janelas (e mais portas), inventar personagens além disso que seremos?

Talvez haja insetos rastejantes que tem de ser eliminados, vozes e recados que não entendemos (há que se apurar o ouvido), olhos nem sempre bons espreitando no escuro (vai ser preciso também instalar alguma luz).

No ar. Pendendo sabe se lá em que estrutura apenas esboçada, esta o nosso roteiro a ser cumprido: cada um do seu jeito, conforme nossa visão e informação, possibilidades e projetos. Sem esquecer a coragem para escolher, a cultura em que estamos metidos, as leis a que nos submetemos e as vezes em que soubemos escapar do comodismo.

Há que ter alguma coragem. Há que tem algum sonho correndo nas veias, e um grão de loucura faiscando na alma. Ou apenas desejo de viver a vida em vez de ser arrastado por ela como uma criança puxa atrás de si, na poeira, um brinquedo sem graça.

Mas nós temos graça. Nós fazemos a vida. Falhamos em muitas decisões (portas soltas nos gonzos, portas que dão em lugar nenhum, portas que não abrem) e isso vai da ideologia ao emprego, ao lugar onde morar, ao amigo e ao amante. Mas a gente pode sempre avaliar alguma coisa.

(Não tudo: a vida não é tão generosa assim.)

Por cálculos malfeitos desperdiçamos tempo e experiência – mas se não formos nem tolos nem rígidos demais, se o pessimismo não nos dominar, podemos ter um amor bom se perdemos o que estava ruim, ou foi roubado pela morte. Podemos ter uma vida nova, se deixarmos a outra, tormentosa e falsa. Podemos ter um novo projeto de trabalho (até ganhando menos), se o anterior não satisfazia mais.

Podemos mudar um mínimo lapso que seja até mesmo do universo, ainda que ninguém perceba, nem nós mesmos, porque estamos cegos para a importância do mínimo.

Aprendemos que, por mais que os tempos mudem e os costumes se alterem, as emoções humanas continuam as mesmas: da Coréia à Finlândia, do Congo a Amsterdã, todos queremos significado, segurança e harmonia.

Podemos nos anistiar se erramos feio, se formos medrosos, quem sabe cruéis. Podemos – e devemos – ser indivíduos para alem do que nos quer ensinar nossa cultura, para alem do que ordenam nossos governos, para alem das propagandas, das regras e convenções da nossa tribo, todos nós querendo um acomodado rebanho fácil de comandar. Querer decidir, não sempre aceitar, exige audácia e fervor – gosto dessas duas palavras. (...)

A quem achar que sou demais romântica ou demais pessimista, direi que nem uma coisa nem outra: escrevo sobre a morte porque desejo a vida e, sobre a dor porque acredito na possível alegria. Falo das minhas preocupações porque tenho esperança; espreito a sombra porque acredito em alguma claridade que justifique o universo. Comento dramas familiares porque considero esse núcleo o chão para sempre. (...)

Somos fracos, somos poderosos, somos assustados mas nunca completamente bobos. Eu acredito nisso. Antes que tudo desande, antes que tudo acabe, seremos mais do que escravos carregando de um lado para outro, sem saber porque, cenários de uma peça que nem terminou de ser escrita.

E se concluída, não teria nada a dizer.

(Capítulo Final do Livro Múltipla Escolha - Lya Luft)

Tive que transcreve-lo aqui. Tenho lido esse capítulo incansávelmente desde ontem, tentando entender as decisões que preciso tomar. Deixar o medo de lado. Fazer acontecer como manda o figurino. Tenho esse livro há quase um ano sem nunca ter conseguido finalizar a leitura. Faltava tempo, no montante das tarefas infundadas que tenho que executar.

Compartilho com os poucos que me lêem. Sem motivo, porque não acredito que exista em qualquer parte do mundo, lendo meu blog ou não, alguém que precise tanto dessas palavras quanto eu mesma.

Aline Bridget

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Um livro dinâmico

(...) Diz o filósofo Marcel Conche que o sofrimento de uma criança é a refutação da existência de Deus. Eu acho que a dor de uma criança enfatiza o enigma no qual estamos mergulhados, e que não é silencioso: ele fala alto. Então nos atordoamos para não ouvir, fugimos dele para não o perceber, recorremos a mil atividades e distrações, numa agitação insana, andamos e não chegamos nunca - nem sabemos aonde queremos ir. (...)
(...) Por ter sido muito amado, a memória de sua passagem breve como a de uma lanterna mágica que varou o céu permanecerá. O mesmo não acontence com a de milhões de crianças que morrem anõninas, desassistidas e até desamadas - porque nós, sociedade desumana e fútil, não olhamos por elas. (...)

(Lya Luft - Múltipla escolha - Páginas 60 e 61)

Falo mais sobre ele quando acabar.

Aline Bridget

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Por favor, desenha-me um carneiro!

Um achado em meio ao bacião dos antigos filmes da Blockbuster me levou a uma produção de 1974.
Siiiiiiiim, Produzido pela Paramount company, O Pequeno Principe, baseado no livro homônimo de Exupery...
Alguma adaptações nos planetas visitados e a visão da raposa como um homem deram um sentido mais fácil de entender à história.
O riso do Pettit Prince é de fato tão encantador quanto parece no livro... E a rosa tem a mesma aparência vaidosa...
Lindo, lindo... Minha melhor aquisição desse ano.
Um filme que me transportou do sofá da minha casa para o universo do coração, o país das que ainda acreditam, o país dos que cresceram na alma.
O dificil vai ser categorizar esse post... Um belo filme ou um belo livro?
Dá empate!
A dica?
Corra já para qualquer Lojas Americanas e vasculhem até encontrar... Ou espere pacientemente que eu enjoe e possa emprestar.


Bom, é isso.

Aline Bridget

Obs.: Encantador o pedido. Decidi que o que mais quero agora é um carneiro desenhado. Por favor, desenha-me um carneiro?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Músicas da ficção

Um hábito curioso, típico de quem tem alguns parafusos a menos na cabeça... Eu adoro ler ouvindo músicas.
E sempre há uma música que associo ao livro do momento e não há quem me convença de que a música nada tem a ver com a história, o personagem e com o enredo em geral.
Na minha loucura pela saga de crepúsculo, duas músicas era obrigatórias enquanto eu lia. Uma era Kiss from a Rose do Seal... Sim, a música do batman. A outra era a música Completo da Ivete Sangalo que, para mim, fala exatamente do tipo de amor entre Bella Swan e Edward Cullen... Ou seja, fala do amor que já conheci e hoje só conheço em sonhos.

No momento, na minha total depressão pós-Carax, uma música me acompanha no ônibus e fica comigo até eu dormir, me lembrando do escritor sem rosto que mora em meu coração: A música é Away in Silence do Creed. Música essa que baixei por livre e espontânea pressão da Laurinha Jagodiz... E pela qual me apaixonei.

Antes, músicas do Live acompanhavam minhas paixões épicas e espíritas... São tantas... O grande problema é que já esqueci os nomes dos livros.
Ao ouvir a canção, me vem aquela velha sensação de saudade dos personagens que não "vejo" há anos.
Um dos mais saudosos é o Alexandre de Um motivo para viver da Schellida.
Uma das músicas mais fofas do Live (que também não lembro o nome) me faz pensar em como homens assim são raros, se não extintos.

O pequeno príncipe eu gosto de ler ao som de músicas para meditar.
O próprio já disse que a linguagem é uma fonte de mal entendidos. Basta acalmar meu coração e eu já o sinto.

Bom, é isso.
Esse post é mais um daqueles desabafos... Que eu faço ao som da furadeira no laboratório da facul enquanto espero o tempo passar...
Achei a tradução de Away in Silence... Mas está dificil de copiar e só vai evidenciar o fato de que a música nada tem a ver com a estória. O que fica é a melodia... E a sensação de proximidade que ela me faz sentir.


é isso aí.

Aline Bridget

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Um dia estranho...

Um coração que pede mudança
Uma alma que já não aguenta mais a mesma rotina
Um corpo cansado
Uma mente enlouquecida...

Eis o meu auto retrato do momento.

Uma dor de cabeça sem trégua, uma vontade de ficar quieta e a saudade de um personagem.
Antes que fique no ar, sim, terminei de ler A Sombra do Vento... E ainda me pergunto o que farei sem Julian Carax.
Mais uma frasesinha do manuscrito me fez ver que eu tenho mais de Nuria Monfort em mim do que imagino: Só encontramos num livro aquilo que já temos dentro de nós.

Delícia, né?

Uma adaptação dessa frase é muito utilizada por mim: A gente só dá aquilo que tem.
Ninguém dá amor se só tiver decepção.
Ninguém dá alegria se só houver raiva no coração.

É isso...


Aline Bridget


Obs 1.: Um Eba merecido para vovó que já está bem e já até se atreveu a lavar roupa. Hoje pela manhã estava sentada a mesa de avental e tudo.
Assim que ela é: guerreira.
Assim que eu me esforço para ser, mesmo sabendo que não chego nem perto de ser a unha encravada dela. Bem, não me custa tentar...
Obs 2.: Um Eba mais merecido ainda para o preço baratinho desse livro: http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/1911095/a-sombra-do-vento/?ID=C8C4E0507DA02031236060335&PAC_ID=18659

E vai comprar logo antes que Lain Coubert apareça para queimar vc e seu livro.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Julian Carax não é um homem, Julian Carax é uma doença...

Um livro que me consome, para variar...
Um homem que ora é mocinho, ora é vilão, ora é mistério, ora é ternura.
Um suspense, uma ansiedade... Uma distração.
Um mundo para eu entrar e sair um pouco do meu.

Nuria Monfort amou Julian Carax a vida inteira, sabendo que nunca o teria realmente: teria sempre as memórias dos momentos que tiveram juntos. Momentos pela metade.
Nuria Monfort decide dar uma chance a Miquel Moliner e, por piedade e amizade, casa-se com ele.
Nuria Monfort nunca esquece Julian Carax. E no meio do livro me solta uma pérola dessas para minha total tristeza.
"Estava quase me convencendo de que Julian Carax não era um homem, Julian Carax era uma doença."


Isso é tudo para hoje.


Aline Bridget

Obs.: Livro: A Sombra do Vento.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Um sentido para a vida...

Sigo a vida com minha velha mania de me apegar à ficção...

Me sinto cansada, me sinto metade, me sinto infeliz.
Tenho feito o possível para mudar, mas parece ser esse um ciclo que terminará por si só... Qualquer esforço é vão.
Para quem nunca teve nada, bolinha de gude é pedra preciosa.
Conheço de perto esse perigo e tenho embarcado nessa com bem mais cuidado.
A pedra preciosa de minha semana é um livro.
Após rodar a cidade atrás de um livro, decido optar por outro do mesmo autor para me dar de presente de natal. Compro, espero 2 dias e busco. Agora sim tenho um motivo para não sentir tristeza essa noite: um livro todo só para mim! Uma realidade inteira diferente da minha, para eu seguir sem medo, sem dor! Agora sim tenho paz...

A realidade, os psicólogos, os amigos e os livros de auto ajuda são categóricos: Ocupe seu coração com outros afetos, esqueça o que te machuca, esqueça saudades, esqueça dores... Ame seus amigos, seus animais, sua familia... Ame-os sem medo, dê a eles o amor que sobra.

Eu segui a risca e sem medo essa regra. Não me arrependo.
Mas hoje tenho medo.
Medo de amar mais e receber sofrimentos proporcionais.
Medo de amar e decepcionar de novo.

Como abrir um coração quebrado para novos amores?

Eu sou um ser bem imperfeito, essa é a verdade.
E fica muito fácil decepcionar as pessoas quando se é assim tão falho.

Todo que aparento ser, pode ser bem diferente da realidade. Não posso mudar o que sou de uma hora para outra, mas esse exercicio diário de auto controle tem um preço alto: Eu me sinto sozinha.

Hoje, com todo esse cansaço, não me sinto digna de amor.
Não acho que mereça.

Acredito de verdade que esse ciclo vá acabar, que essa fase vá passar.
Tenho pescado motivos e milagres todas as manhãs para sobreviver a mais um dia. É bem verdade que tudo anda muito dificil.

É tristeza, é saudade, é culpa, é mágoa, é excesso de tarefas...

Tudo anda bem subida de ladeira.

Mas hoje eu não vou mais chorar. Vou tomar um banho e me preparar...

Livro na mão é garantia de embarque numa viagem para um mundo novo...

E esse mundo se chama:

Um sentido para a vida de Antoine de Saint-Exupéry.

E é para lá que eu vou.


beijos, me liguem no verão


Aline Bridget Alves

domingo, 20 de dezembro de 2009

Um pouco mais de pequeno príncipe...


Todos que me conhecem, sabem de minha paixão pelo pequeno príncipe bem como, todos que me conhecem, sabem que minha vida anda meio louca de falta de tempo.

Quase perdi a exposição do pequeno príncipe na Oca... Eu nunca me perdoaria se perdesse...

Após um sábado de faxina, acordo as 8 da manhã em pleno domingo e sigo para a Oca com meu inseparável amigo cultural Willy.

3 horas de ônibus e um sol chato não foram nada perto da linda exposição que foi como um pôr do sol para mim.

"Sigam as estrelas" era a única instrução dada pelo guia. E seguindo as estrelas, me vi de novo no mundo mágico do pequeno príncipe... O mundo mágico de quem não tem vergonha dos seus sentimentos, o mundo mágico de quem ama, de quem cativa, de quem pergunta.

No primeiro andar da exposição, seguindo estrelas, Willy e eu revimos a tão conhecida história em cenas, desenhos, filmes, cenários e esculturas.

No segundo andar, caminhando pelo "mundo", vimos a trajetória do autor Exupery (que era piloto de guerra), os campos de trigo (eu quase chorei quando os vi) e um teatro com um aviador engraçado, contando resumidamente a história... Ao sair do teatro, estrelas de papel à nossa disposição para deixar uma mensagem para um planeta melhor.

Subindo para o terceiro andar, informações sobre a vida de Exupery, com cartas, fotos, jornais e fatos de sua vida, bem como, livros do pequeno príncipe em todas as linguas e a pulseira que foi encontrada por um pescador com o nome de Exupery (que morreu aos 44 anos na queda de um avião).

No quarto andar, o asteróide B612 (com os vulcões e a rosa) e no teto, projeções dos planetas por ele visitados.

Puffs e o próprio asteróide eram tudo de que eu precisava: fiquei mais de uma hora deitada olhando as projeções, descansando o corpo, refrescando a mente...

Essa exposição foi tão linda que até consegui me sentir feliz hoje. Há tempos não sentia essa sensação.

O pequeno príncipe tem mesmo razão: a gente sempre se consola.


E uma outra frase que li, do Exupery mesmo, porém de outro livro, me fez pensar muito... Precisei anota-la a fim de me lembrar... Ela segue de presente hoje para você:


"O que salva é dar um passo mais um passo. É sempre com o mesmo passo que se recomeça"



Bem, é isso!


beijos, me liguem no verão



Aline Bridget Alves

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Sobre Coisas Sérias

Sempre fui apaixonada por leitura desde pequenina, quando lia gibis do Chico Bento (meu personagem preferido até hoje). Fui crescendo e lendo livros juvenis que emprestava na biblioteca do colégio (fofíssimos, aliás) e alguns livros de adultos de minha tia.
Um desses livros me chamou atenção desde muito cedo pelas figuras, pelo título e pelo tamanho: eu leria bem rápido! Era o Pequeno Príncipe do Antoine de Saint Exupery.
Eu o li diversas vezes durante minha infância e adolescência e vim a entender o sentido dele agora, depois de velha.

Eu acabei de ler pela 5903 vez. E estou com o coração apertado e os olhos inchados de tanto chorar. De novo.
Eu nunca sei se choro porque a história é triste, se choro pelos amigos que eu também cativei e abandonei, se choro porque perdi a criança que havia em mim.
Eu nunca entendo.

Hoje chorei porque há milhões de campos de trigo em minha mente.
E milhões de estrelas rindo
Chorei porque sei que minha flor também tem só quatro espinhos de nada. E também sei que foi o jeito de minha flor e minha expectativa sobre ela que me fizeram ficar tão longe que agora não posso mais protege-la dos perigos. E ela tem só quatro espinhos de nada!!
Chorei pelas raposas que cativei e abandonei.
Chorei porque conheci pessoas que deixaram o corpo pesado para trás para irem atras da felicidade em outros lugares longe do planeta terra. Chorei tanto de saudade!
Chorei porque conheço reis de ninguém.
Chorei porque conheço bêbados.
Chorei porque conheço pessoas que se julgam tão importantes que são como cogumelos.
Chorei porque conheço vaidosos e não gosto de elogia-los.

Chorei porque as vezes deixo meus vulcões explodirem
Chorei porque as vezes me sinto pequena e vazia
Chorei porque sempre me consolo.

E chorei porque esse livro me faz chorar.

Parece uma desgraça de livro, mas é o livro mais lindo que há em meu mundo.
É um livro que me liberta dos meus medos de parecer ridicula.
É um livro que me liberta para ser eu mesma em qualquer circustância
É um livro que me mostra que curiosidade é de certo modo saudável.

E é por isso que é meu livro preferido na vida!

Muitos dirão que é infantilidade, que não se lê tantas vezes um mesmo livro, que não se aprende tanta coisa com uma estória.
Provavelmente por não conhecerem a grandiosidade da estória.
Provavelmente porque não são iguais a mim.

Pois eu digo para finalizar que, assim como foi o tempo que o pequeno príncipe perdeu com a rosa que tornou a rosa importante, é o tempo que gasto com esse livro que faz dele parte de mim.
E faz de suas lições parte do que eu sou.

Esse livro é como o pôr do sol para mim (E a gente sempre gosta de ver o Pôr do sol quando se está muito muito triste)
Então é isso.
Fica a dica para quem usa o coração que leva no peito: Leia Exupery.


beijos me liguem no verão,


Aline Bridget Alves