terça-feira, 28 de setembro de 2010

Menina Pimenta e a delicia de ser autentica

Recentemente, uma série de novas descobertas tem acompanhado a mim e as minhas companheiras de aventura: são alegrias fugazes, estrelas cadentes as quais a gente se agarra, novidades explosivas as quais não temos tempo o suficiente de nos dedicar...

Menina Pimenta é uma estrela cadente... Nos agarramos a ela pelo cansaço do antigo e do sonho em comum.
Nos agarramos a ela pela igualdade de pensamentos e pelas diferenças que se complementam.
Menina Pimenta é antes de uma marca, um sonho de liberdade....
Quando penso em Menina Pimenta penso na mulher que sabe o que é e não tem medo de ser.
Penso na mulher livre com raízes no tradicional.
Penso na mulher em sua essência: antes de ser mãe, profissional e dona de casa, ela é simplesmente MULHER. Com desejos, com detalhes e com mil tons e nuances, naturais ou neóns.
Menina Pimenta é o meu sonho repartido e dividido que se multiplicou. E é esse sonho que me movimenta em prol da satisfação da mulher que antes de ser ocupada, estudante, modelo, amante, esposa, dona de casa ou qualquer ocupação, é aquela que é capaz de fazer diversas atividades ao mesmo tempo, com seu próprio jeito e sensibilidade... Madura, menina, com a alma sempre mais jovem que o corpo: Mulheres-meninas-pimentas sabem temperar todos os momentos da vida de forma marcante... porque o fazem de forma única!


Essa é minha marca... esse é meu sonho.

E em breve compartilharei com vocês.

Aline Bridget

domingo, 26 de setembro de 2010

Em cima do muro


Recentemente, vivi uma situação indigesta e gostaria de compartilhar um ponto de vista meu até então escondido no meu inconsciente.
Sempre defendi os meus. Sei que sou totalmente desequilibrada para defender meus entes amados e sei que devo melhorar. Mas por ora, preciso cuidar do que tenho. E recentemente, me colocaram numa história entre duas pessoas queridas.

Eu nunca escolheria.
Eu agiria assim para sempre. Eu nunca intermediaria, nunca me meteria.
Pense: Você é amigo do João e é amigo de Maria. João e Maria brigam. E tentam mostrar a você o ponto de vista um do outro. Em quem você acredita??
No mundo em que vivo, aprendi a não querer acreditar em ninguém. A não me meter.
E minha atitude bem neutra é essa: Não me meto.
Como resultado, as duas partes ficam muito decepcionadas com meu amor que não as defendeu.
E como resultado, eu fico como a vilã da história porque não defendi, não escolhi e não acreditei.

Não pude, não posso e não poderia.
E o motivo é simples: João e Maria são importantes para mim em grau de igualdade.
Não existe Aline sem o João e não existe Aline sem a Maria.
Maria e João são parte do que eu sou.
E se eu tivesse que escolher entre arrancar o braço direito ou o braço esquerdo, eu ia escolher não arrancar nenhum!

E é assim que a vida faz!

Aline Bridget

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Histórias de amor...

Num belo dia normal, a gente acorda normal.
Não imagina o que nos espera e segue o procedimento já adotado: rotina, diário.
Dias em que o tempo corre logo cedo. Sem pausa.

Num belo dia normal, eu acordei normal.
Me vesti do meu jeito simples e anormal e segui o meu apressado procedimento diário. Rotina.
O tempo correu logo cedo nesse dia... e correu de encontro a um destino.
Estaria mentindo se dissesse que senti logo cedo que algo mudaria: eu não senti nada... até a hora chegar.

A gente não percebe. Olha uma pessoa nos olhos pela primeira vez e por maior que seja o encanto, raras são as vezes que a gente sente no primeiro olhar o impacto que aquela pessoa terá em nossa vida.
Surgem os medos: de não agradar a pessoa ou de a pessoa não nos agradar. De não ser bom o bastante. De já existir outra pessoa... Uma infinidade de medos que nos paralisam em um primeiro momento.
Surgem as sensações: alegria boba, borboletas na barriga, falta de palavras, vontades estranhas...
Surge a convivência: conhecemos um pouco, expectativas são supridas, outras são descartadas, defeitos esquecidos.
Surgem os sentimentos: um carinho, uma saudade presa ali num momento bobo do dia, uma ansiedade, desejos estranhos...
E então, a gente percebe.
Freqüentemente, a gente lembra daquele mesmo dia normal... E as vezes, para tudo parecer mais especial, a gente diz: eu senti naquela manhã que tudo mudaria.

Eu não percebi. Olhei nos olhos de alguém e o que senti foi tristeza: meu coração não era meu e aquele encontro por mais especial que fosse, havia acontecido num momento não propicio.
Surgiu o medo: de me apaixonar, de não ser amada, de não ser o bastante, de não agradar, de machucar alguém.
Surgiram as sensações: borboletas na barriga, milhões de bolhas de sabão, medos, vontades.
Surgiu a convivência: contávamos sobre nossos dias, nossos planos: os frustrados e os que iríamos realizar em breve, nossas famílias, nossos amigos, nossos relacionamentos, filmes, musicas... só nunca conversamos sobre nós.
Os sentimentos que surgiram, eu escondi. Um carinho inexplicável e enorme. Uma ansiedade. E qualquer outro sentimento que eu não consegui nunca categorizar.
E então, quando eu percebi, tudo mudou de lugar.
Como se eu tivesse mudado de fase num vídeo game, "mudaram" o cenário.

Um belo dia, a gente acumula merecimento e essa história tem tudo para dar certo: e dá.Então surgem os planos e os medos somem.
As dúvidas dão lugar a certezas.
A gente passa até a perceber os defeitos... Mas é mais fácil de aceita-los.
Generalizando as histórias, a gente deixa de ser dois... e multiplica o amor e eterniza o sobrenome.

Um belo dia, eu acumulei débitos, medos, proteções e protegidos. E essa história que tinha tudo para dar certo se tornou um livro que o vento fechou antes que eu pudesse marcar a página.
No lugar de qualquer certeza, tristeza.
Percebi seus defeitos e descobri que eles só afastariam ainda mais você de mim.
Os planos se foram bem como você se foi. No lugar dos planos, o medo.
E o meu medo era um só (e por ironia, é o mesmo até hoje)
Meu medo é esquecer como é o seu rosto ou o seu tom de voz, conforme o tempo for passando...

Existem histórias e histórias.
E eu estou longe de conhecer, catalogar ou simplesmente cessar a vivência dessas.
O que aprendi com tudo o que ouvi, li e vivi é que todo amor que seja correspondido, vale a pena.
Que não temos que carregar culpa e que não temos que carregar nada: a vida já é dura por si só. Resolver problemas alheios não nos compete.
O que aprendi é que, ao contrário das histórias lendárias, certos príncipes vão embora mesmo sem volta nem reviravolta. Não existe milagre: é a lei da vida. E é preciso um certo respeito, um certo desprendimento e um certo jogo de cintura para conseguir fazer com que histórias como essas citadas acima dêem certo. Um pouco de amor ajuda também.


Nostalgicamente falando,


Aline Bridget

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sobre meus ídolos

Na época mais louca e bicho grilo da minha vida, um autor me acompanhava sempre que eu queria saber sobre suas idéias. Totalmente discriminado onde vá, ele foi o alicerce da minha formação totalmente maluca. Paulo Coelho. Não me envergonho.

Ontem a noite, explicava para minha prima adolescente o porque de meus dois maiores ídolos. Expliquei pois nossos idolos tem razões diferentes de existir em nossos corações. Esqueci de falar para ela os motivos por ter amado Paulo Coelho em minha adolescência.
Mas expliquei que O pequeno principe me ensinou tudo o que sei sobre amar ao próximo e cuidar do próximo. Sobre responsabilidade, verdade, sinceridade e amizade. Sobre perdoar e querer bem. Eu sou o que sou nesse sentido graças a ele.
E expliquei como Chaplin veio complementar isso, me mostrando com lições claras que eu tenho meu valor. Que eu sou importante e tenho talento. E que quem não consegue enxergar ou sentir isso, não merece minha atenção. Ou minha verdade.
Ela me olhou com olhos marejados e nada disse. Talvez tenha aprendido as lições que só aprendi após amar os dois personagens.

Hoje, acordei me lembrando que Paulo Coelho me ensinou tudo sobre correr atrás dos sonhos. Com garra e convicção de merecer o sonho.
Eu acreditava muito no acaso como ele me apresentava. Acreditava no paralelo, na força da alma do mundo e etc.
Hoje, honestamente, acredito na Lei de Ação e Reação. E acredito que, por não saber a que vim, devo sim lutar por todos os meus sonhos ininterruptamente. Acreditando em mim, como Chaplin e pensando no próximo como O Pequeno Principe.
Todos eles, meus amores eternos, formam minha essência.
Mas o que tenho para hoje são alguns textos que roubei emprestado no blog do Paulo Coelho para compartilhar:

Quando o amor chamar, aceitem seu chamado, mesmo que o caminho seja duro, difícil.
E quando suas asas se abrirem, entreguem-se, mesmo que a espada que está ali escondida termine provocando ferimentos.
E quando o amor disser algo, acreditem, mesmo que sua voz destrua seus sonhos, como o vento do norte devasta os jardins.
Porque o amor glorifica e crucifica. Faz crescer os ramos, e os poda. Tritura os homens, até que estejam flexíveis e dóceis. Os queima em fogo divino, para que possam converter-se em um pão sagrado, que será consumido no banquete de Deus.
Entretanto, se tiverem medo, e quiserem encontrar no amor apenas a paz e o prazer, melhor que se afastem de sua porta, e procurem outro mundo, onde poderão rir, mas sem toda alegria, e poderão chorar, mas sem usar todas as lágrimas.
O amor não dá nada e não pede nada além de si mesmo. O amor não possui nem é possuído – porque ele se basta.
E não tentem dirigir o seu curso: porque se o amor achar que são dignos, ele os dirigirá até onde devem chegar.


Cada ser humano vive seu próprio desejo; faz parte do seu tesouro, e, embora seja uma emoção que possa afastar alguém, geralmente traz quem é importante para perto. É uma emoção que nossa alma escolhe, e é tão intensa que pode contagiar tudo e todos a nossa volta.
Escolhemos a verdade com a qual pretendemos viver. Procuramos ser práticos, eficientes, profissionais. Sempre é bom poder escolher o desejo como companheiro. Não por obrigação, nem para atenuar a solidão, mas porque é bom. Sim, é muito bom.
O amor é uma das coisas capazes de mudar totalmente a vida de uma pessoa, de um momento para o outro. Mas existe o outro lado da moeda, a segunda coisa que faz o ser humano tomar um curso totalmente distinto do que havia planejado: chama-se desespero. Sim, talvez o amor seja capaz de transformar alguém, mas o desespero, transforma mais rápido.
Podemos tolerar uma semana de sede, duas semanas de fome, muitos anos sem teto – mas não podemos tolerar a solidão. É a pior de todas as torturas, de todos os sofrimentos. Os homens sofrem com este sentimento destruidor – a sensação de que ninguém nesta terra se importa com eles.


Sempre antes de realizar um sonho, a Alma do Mundo resolve testar tudo aquilo que foi aprendido durante a caminhada. Ela faz isto não porque seja má, mas para que possamos, junto com o nosso sonho, conquistar também as lições que aprendemos seguindo em direção a ele.
É o momento em que a maior parte das pessoas desiste. É o que chamamos, em linguagem do deserto, de “morrer de sede quando as tamareiras já apareceram no horizonte”.
Confie em seu coração, mas não se esqueça de que você está no deserto.
Ninguém deixa de sofrer as conseqüências de cada coisa que se passa debaixo do sol.
Uma busca começa sempre com a Sorte de Principiante. E termina sempre com a Prova do Conquistador.


Bom, eu espero de verdade que eles possam ensinar a vocês tudo o que me ensinaram.
Não tenho a pretensão de ser modelo para ninguém. Nunca serei.
E se estou certa, nunca saberei.
O que sei é que com tudo o que aprendi, passei a ver a vida de uma forma mais leve. E passei a viver com a consciência mais leve.
Pode parecer besteira, mas para alguns (como eu), isso ainda basta.
Por pouco tempo pois novas e inúmeras lições me aguardam.
Uma boa semana a todos,
Aline Bridget
Obs 1.: Fonte dos textos: http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/
Obs 2.: O Pequeno Principe é um personagem do autor francês Antoine de Saint-Exupery
Obs 3.: Não citei nada de Exupery ou Chaplin pois eles são presença constante nesse blog feliz a quem chamo de meu.

sábado, 18 de setembro de 2010

POR QUE EVA COMEU A FRUTA ?

Não foi assim facinho não!!!
No início, Eva não queria comer a fruta.
- Come - disse a serpente astuta! - e serás como os anjos!
- Não - respondeu Eva. Virando a cara para o lado!
- Terás o conhecimento do Bem e do Mal - insistiu a víbora.
- Cruzou os braços, olhou bem na cara da serpente e respondeu firme: Não!
- Serás imortal.
- Não! Já disse!
- Serás como Deus!
- NÃO, e NÃO! Já disse que NÃO!

Irritadíssima, quase enfiando a fruta goela abaixo, a serpente já estava desesperada e não sabia mais o que fazer para que aquela mulher, de princípios tão rígidos e personalidade tão forte comesse a fruta. Até que teve uma idéia, já que nenhum dos argumentos haviam funcionado...
Ofereceu novamente a fruta e disse com um sorrisinho maroto:

- Come, boba!!! EMAGRECE!!!!

*Foi tiro e queda!!!! *


hehehe

Dias estranhos


Quem nunca acordou num dia que não deveria existir?
Mais do erros, cansaços e problemas, certos dias apresentam um peso que quem carrega desconhece a origem. E desconhece o antídoto.

Certos dias esticam as horas, parecem não terminar.
Cada palavra dita ou não dita torna tudo mais complicado do que já seria.
Cada lembrança uma lástima.
Eu poderia morrer num dia assim! Ou facilmente, esquece-lo.

Mas esses dias tão complexos, gélidos, cansativos, cruéis e sem cor deixam em minha alma tão sedenta e carente cansada. Um cansaço que me causa insônia, apatia, preguiça. E um cansaço que me custa muitas horas de muito sono para repor energias jogadas foras porque o sol nasceu na hora errada.

Tudo bem. Superar é para os fortes e eu sou pouco mais que um titã.

Não contem comigo pelas próximas 15 horas, crianças!

Um beijo cansado e melado,

Aline Bridget

domingo, 12 de setembro de 2010

A falta de sentido


Um belo dia a gente acorda e percebe que poucas de nossas lutas fazem sentido. Uma guerra diária tão insana que dá até medo de parar de lutar... Porque não paramos? Pelo medo de perder o tesão, a vontade de viver.

Tudo me parece assim: estranho, alheio, distante. Me sinto distante.
Volto a me sentir mais acelerada do que as coisas. Volto a ter desejos malucos. Volto a esquecer todos os dias das coisas que tenho que me lembrar.

Obrigações, laços, atitudes e escolhas: Um dia a dia repleto de movimento me torna cada dia mais cansada e dinâmica.... Até que eu acordo um belo domingo e nada faz sentido: Nenhuma luta, nenhum, laço, nenhuma obrigação e nenhuma das escolhas que tenho que fazer.
Percebo que imploro por um pouco de amor e tenho de sobra dentro de mim.
Percebo que meus laços me levam a uma escravidão de pouca afinidade.
Percebo que minhas obrigações me emburrecem e me deixam cada dia mais longe do que realmente quero fazer na vida.
Percebo que tenho muitas escolhas a fazer por dia e por algum motivo que desconheço, escolho sempre errado.

E então? Eu vou continuar a lutar porque?

Desisto de ser um soldado nessa vida insana.
Numa guerra, minha participação poderá ser apenas como a do Exupery: piloto de aviões.
Eu não quero mais lutar por nada que não seja minha liberdade de voar quando a coisa ficar muito incomoda em determinado lugar.

Covarde?
Tudo bem, não quero aprovação de ninguém mesmo.

Aline Bridget

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Universo Paralelo

O cansaço que atinge periodicamente quem costuma lutar por seus sonhos é proporcional a carga de obstáculos encontrados. E esses obstáculos podem querer:
a) provar que o objetivo não é necessário para o crescimento pessoal de ninguém;

b) atrapalhar pura e simplesmente por azar do lutador;

c) chamar a atenção para detalhes que o lutador quase sempre esquece quando olha fixamente o objetivo.

É o preço que se paga por querer demais. É o preço que se paga por não deixar as coisas correrem livre e cegamente. Todo o planejamento parece vir por água abaixo e as vezes apenas para uma muda voz dizer: Oi, quem manda aqui sou eu!
É... as vezes acontece...

No momento, eu sou uma lutadora cansada.
E de tanto cansar, estou fugindo. Porque meus obstáculos são mais numerosos que meus sonhos e eu não sei se estou tão displicente assim com outros detalhes que deixei passar. Eu não deixei tanta coisa fora do lugar. Eu não faria as coisas tão dessa forma.
Estou cansada de pensar em soluções que nunca virão e cansada de remoer problemas que não consigo solucionar. Decidi viajar... na maionese... é isso aí!
Vou sorrir feito louca: na minha mente, tudo vai bem. Eu não quero mais saber.
O mundo para onde tenho ido todas as noites (e até durante o dia) é um lindo lugar solar e ameno onde encontro saúde e alegria para mim e para os meus e encontro até aqueles que não querem me encotrar (e com quem convivo pacificamente). Esse mundo paralelo se apresenta em minha mente e em meu coração e é para mim o paraíso fugidio do meu inferno particular...

Não sintam dó, do contrário: invejem-me.
Pura criatividade me fez criar um local tão lindo e vestidos tão floridos que nunca achei em loja alguma para comprar.
Puro amor no coração me fez criar tantas tarefas alegres e fáceis de executar.
Pura saudades de tempos tão felizes me faz lembrar e recriar momentos tão meus.

Eu não estou louca. Estou apenas sobrevivendo do jeito que posso.

Aline Bridget

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Poema de Mulher


Que mulher nunca teve:
Um sutiã meio furado.
Um primo meio tarado.
Ou um amigo meio viado?

Que mulher nunca tomou:
Um fora de querer sumir.
Um porre de cair.
Ou um lexotan para dormir?

Que mulher nunca sonhou:
Com a sogra morta, estendida.
Em ser muito feliz na vida.
Ou com uma lipo na barriga?

Que mulher nunca pensou:
Em dar fim numa panela.
Jogar os filhos pela janela.
Ou que a culpa era toda dela?

Que mulher nunca penou:
Para ter a perna depilada.
Para aturar uma empregada.
Ou para trabalhar menstruada?

Que mulher nunca comeu:
Uma caixa de Bis, por ansiedade.
Uma alface, no almoço, por vaidade.
Ou, um canalha por saudade?

Que mulher nunca apertou:
O pé no sapato para caber.
A barriga para emagrecer.
Ou um ursinho para não enlouquecer?

Que mulher nunca jurou:
Que não estava ao telefone.
Que não pensa em silicone.
Ou que “dele” não lembra nem o nome?


terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ficamos quites

Papai Noel, Boi-tatá, Curupira, Big Brother, Amor e Homens: Eu acredito em tudo.
Ingênua, tonta, idiota, retardada, romântica e lelé da cuca.
Estou acostumada a ser a branca de neve da maluca realidade paralela em que vivo: gata borralheira, não tão bela adormecida, heroína moderna que nada salva além de si mesma do marasmo que é a vida... Não aprendi a confiar em príncipe algum mas vejam só que ironia: Ainda acredito na existência deles.

Essa é minha essência: acreditar, olhar nos olhos, esperar o melhor, sorrir até com lágrimas nos olhos, chorar por ver a dor de outrem, acreditar, amar, acreditar de novo, oferecer outra chance, e outra, e outra e ter em mente que ninguém é perfeito. E por isso, acreditar de novo. E oferecer outra chance.
E eu já disse um bilhão de vezes que nada externo vai mudar o que carrego no meu interior. Então, que fique claro que eu sei que estou errada: e eu não vou mudar.

Eu ainda vou acreditar, ainda vou amar, ainda vou dar todas as chances.
E eu vou me machucar, eu vou ter que engolir sapos e eu vou chorar. Mas eu não vou dizer que criei proteção nenhuma em lugar nenhum: Naturalmente disposta a viver o que tiver que viver... Mas não com você.

Você esgotou minha paciência e rebaixou minhas expectativas.
Você desprezou minhas verdades e veja que paradoxo: Ficamos quites porque agora você partiu meu coração.

Adeus.

Aline Bridget

Conselho roubado, conselho dado

Quanto tempo ainda vai esperar pra arriscar sem medo de errar?
Quantas coisas quis fazer, mas na hora deu pra trás?
Há coisas na vida, que não podemos adiar.
Viva agora. Esse é o momento. Viva o hoje como se o amanhã não fosse chegar.
Se algo deu errado, volte, faça outra vez.
Se tem uma opinião, expresse-a.
Se tem um amigo, abrace-o.
Se tem um amor, ame.
Diga ás pessoas a importância delas em sua vida.
Diga para cada o quão te fazem bem e te importam.
Diga 'eu te amo' quantas vezes puder.
Mas não diga se realmente não for isso que sentir.
'Eu te amo' não é um 'bom dia' que podemos dar á todos, quando e onde quisermos.
'Eu te amo' tem valor.
Não engane.
Quantas chances acha que precisa pra corrigir seu erro?
Quanto tempo ainda acha que tem pra dizer o que sente?
Pra fazer o que sonha?
Pra viver como quiser?
Não deixe pra amanhã, o que tem ou quer fazer hoje.
Aja. Mas aja agora. Não adie sua felicidade.
Ela não vem até sua porta.
Por isso, vá, corra atrás dela enquanto há tempo.
Converse, brinque, abraçe, beije, faça. Mas faça hoje.
Amanhã pode ser tarde demais.

Aline Bridget


Obs.: Esse texto não é meu... Mas ele é "eu" nesse momento. E ele segue de conselho mudo pra um alguém que nunca citarei o nome. E que se ler e se identificar, dane-se. E segue de conselho pras minhas preferidas Camis e Stebarie... para que aprendam que o verdadeiro valor das coisas está no que sentimos. Porque um dia tudo acaba. E a gente só leva pro infinito o que está dentro da gente. Amem com tudo o que podem, minhas lindas. E não percam tempo porque esse é precioso.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Eis os motivos do meu encalhamento...

Que me perdoem os corajosos: eu nasci para não mostrar o que sinto.
Não parece, né?
Todos os que lêem esse blog sabem que demonstro e digo com facilidade o que sinto... Mas dessa vez estou me referindo ao amor romântico, entre homem e mulher.
E me desculpem e até tenham dó de mim: Eu sou osso duro de roer nesse sentido. Mas não foi sempre assim.
Eu já amei sem medo de amar, já me joguei, me entreguei, me apaixonei por um olhar e vivi por esse olhar... Pela Lei de Murphy o que temos: um pé na bunda tamanho 44.
Resultado: medo!
Eu admiro pessoas que se declaram, que dizem que vão esperar, que ligam, que mandam um torpedo dizendo algo como estou com saudades e tals. Eu penso: poxa vida, eu já fui assim. Travei.
Por medo, por falta de tempo, por estar de saco cheio ou por simplesmente não sentir o retorno necessário para tais atitudes... Até ligo de vez em quando com papos malucos. Até converso se puxar assunto. Até escrevo textos dizendo que o sequestraria sem direito a resgate. Mas dizer o que sinto, dizer que espero, mostrar o quanto é especial?
Nem que a vaca tussa e torça o rabo!!!

Num mundo de tantos relacionamentos que começam do lado errado e terminam na velocidade da luz, eu que não vou ser besta de acreditar em papai noel.

Estou revoltada. Estou rebelde. Estou cansada. Estou ansiosa.
Sou uma amostra da população que deve ser pesquisada: Não sou burra. Não acredito em qualquer promessa. Não preciso desesperadamente de um homem.
Sou uma daquelas moças tão em falta no mercado que têm outras coisas em mente, que não acredita em qualquer: "vem cá, nenem.", que só acreditam no "Eu te amo" depois de vê-lo virar ação.
Sou daquelas moças difíceis e "personalientas" por demais. Que querem ser tratadas com respeito e com carinho mas como gente adulta.
Sou uma moça cansada porém com disposição. O que quero de um homem não é proteção. Nem apenas sexo.

Quero, se possível for, carinho, cumplicidade, diversão, muito beijo na boca e todo o resto como consequência (e não objetivo). Quero a liberdade da rotina. A tranqüilidade de um casal que sabe o que quer e o que sente.
O que? Não sou o que você procura?
Saia!


Aline Bridget

Um achado

" Eu gostaria que você largasse seus problemas, renunciasse aos seus problemas.... E se você puder desistir de seus problemas, aí o caminho para a alegria poderá ser aberto. E se você conseguir abandonar os seus problemas, você irá perceber que aquilo que você pensava ser problema nada mais era que ilusão. E os seus problemas não o estavam segurando; você é que os estava segurando. Mas uma vez que você os deixe ir, você irá saber então quem estava segurando quem.
Compreenda uma coisa mais: foi de fora que você pegou as dores e as trouxe para dentro de si. Por favor, volte com elas para o lado de fora.
A dor não é interna; todas as dores são trazidas do lado de fora. Quando você nasceu, qual era a natureza do seu ser? Não havia dor: a dor foi trazida de fora.
Se um homem o maltratou e fez você ficar infeliz, o maltrato foi trazido de fora. Agora, você irá acumular essa dor do lado de dentro, deixará que ela cresça, irá reprimi-la, assim ela se expandirá e envenenará toda e qualquer célula do seu corpo. .... Você traz a dor de fora. Ela não está em sua natureza.
É por isso que eu lhe digo que você pode livrar-se da dor. Você não consegue se livrar da natureza, daquilo que é a fonte do sentir. Você pode livrar-se apenas daquilo que não é seu. Não há jeito de você livrar-se daquilo que é seu.A alegria está dentro. Ninguém a traz de fora. Ela não vem de fora, ela é a sua natureza, ela é você. Ela está escondida dentro, ela é a sua alma. Se for jogado fora esse lixo que veio de fora e que tem sido acumulado, então, a alma interna começará a expandir, começará a crescer.
Você começa a ver a sua luz e a ouvir a sua dança, você começa a mergulhar na música mais interna.Mas isso só acontece se você liberar o lixo de modo que o céu interior possa se estabelecer, algum espaço criado. Então, aquele espaço que está escondido dentro pode expandir-se.Um pouco de coragem é requerida e você poderá abandonar o seu inferno - exatamente como um homem que se sujou na rua e volta para casa para tomar um banho e a sujeira é lavada. Da mesma maneira, a meditação é o banho e a dor é a sujeira.
Assim como, depois do banho, a sujeira foi lavada e você se sente fresco, da mesma forma você terá um vislumbre, sentindo dentro de si a felicidade e alegria que é a sua natureza".

OSHO - Tradução: Sw.Bodhi Champak -Fonte: revista Osho Times

domingo, 5 de setembro de 2010

Sobre aprender a perder...

Vou contar hoje uma estorinha de efeito moral, uma parábola sem fundo musical.

"Quando adolescente, entre minhas muitas paixonites, uma delas era por um moço estranho (novidade grande). Seu codinome aqui será J.
J. nunca quis nada comigo porque eu era gordinha, baixinha, dentuça e caia a cada 2 passos que dava no colégio. Éramos amigos e nada mais.
O tempo passou, terminei o colégio. Curiosamente, continuei gordinha, baixinha, dentuça e desequilibrada... Fato a parte. Um belo dia, uma pessoa a quem vou denominar F. me adiciona no MSN.
Aceito por educação e por rebeldia já pergunto logo de quem se trata. Diz ser a esposa do J. e viu um e-mail meu de muitos anos atrás e tals. Nem esquento com o ciúmes dela e penso: Que bom! Ele casou.
Tempos depois, eles terminam. J. sempre foi extremamente individualista e maluco. Eu penso até que o relacionamento deles durou bastante.
F. sofreu muito com o fim. Não sabia como recomeçar a viver. (não somos amigas, acompanhei tudo isso pelo orkut pois viramos amigas virtuais). Senti muito por ela, mas só o que podia fazer era rezar. E rezei. Mas depois, com meus próprios problemas e o tempo que passa inexoravelmente, me esqueci dela.
Até hoje, quando vi numa atualização de fotos de amigos. F. está grávida, casada (com outra pessoa) e feliz.

E a lição que fica?
Bem, misturando as histórias, a lição que fica eu li e aprendi com uma ex de um dos meus ex (minha vida é uma cadeia de pessoas, graças a Deus). Uma moça linda e alto astral que também já vive outra história como eu e que nada tem a ver como nosso ex em comum. A lição é:
Quando Deus tira uma coisa de você, ele não o está punindo.
Ele está te preparando para receber algo melhor.

Taí. Dá o tom pro meu domingo.

Aline Bridget

Quantos anos bastam para reconstruir um instante?

Você vai habitar meus melhores sonhos novamente?
Preso, atado secretamente em meu inconsciente, me lembrando todos os dias dos meus erros e dos meus medos?
Junto comigo em todos os momentos em que eu me lembrar que não sou o bastante para você?

Você estará novamente em meus assuntos?
Em cada comparação, comentário ou simples lembrança de qualquer fato, palavra ou gesto?

Você será sempre uma fotografia sem voz que vou ter que observar porque em breve seus traços sumirão de minha mente?
Você vai ser sempre meu segredo e minha verdade?
Você vai ser sempre meu local de paz e meu inferno pessoal?

O mais estranho é que parece que sim.
Olhando a enlouquecedora situação, parece que sim...

E eu me pergunto apenas porque?
Para que?

Por não saber, sigo em frente... para mais uma noite em que minha mente provavelmente forjará sua presença em meu sonhos.

O tempo vai me mostrar os motivos, as razões e até quem sabe, soluções.

Aline Bridget

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Homenagem para minha flor solar...




Depois dessa ventania o temporal
Fez da nossa vida
Um mundo desigual
Qual é a tua?
O teu segredo?
Me diz
Como eu vou decifrar?

E a verdade é absurda no plural
Mas pra mim
Honestamente isso é normal
Na minha onda, teu oceano
Me ensina como navegar...

Eu amo mais você
Do que eu...

A tardinha
As coisas mudam sem parar
E a gente fala muito por falar
Mas de repente, a gente sente
Que tudo sobrou num olhar...

Penso infinitamente sem parar
A verdade é transparente no mirar
Da tua retina, minha menina
Me diz como não te amar?

Eu amo mais você do que eu...

Penso infinitamente sem parar
A verdade é transparente no mirar
Da tua retina, minha menina
Me diz como não te amar?

Eu amo mais você do que eu...

Essa música que ouvi hoje numa carona de volta para casa só me fez pensar em como tudo mudou tão drásticamente desde o começo desse ano... Como se já tivesse data marcada há tempos e só a gente não tinha percebido.

Verdade que isso não muda nosso sentimento, né? Mas mudam os cuidados e as preocupações. E muda porque fico triste por algumas situações.

Mas no geral, você vai ser sempre um grande amor, um grande exemplo e a melhor fazedora de café para mim.

Com amor,

Aline Bridget

Obs.: A música é Eu Amo mais Você do Catedral...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Um texto sobre mim?

'Eu sou um poema inacabado que ninguém nunca leu.
Eu sou a paisagem daquele quadro que o pintor não terminou.
Eu sou uma tarde quente de verão em que não choveu.
Eu sou Aquele rio que secou Antes de alcançar o mar.
Eu sou aquele sonho bonito que ninguém realizou.
Eu sou a escultura quase perfeita que caiu da mão e quebrou.
Eu sou aquela paixão gostosa que por medo, alguém sufocou.
Eu sou o amor que alguém esperava mas nunca chegou.
Eu sou metade do que eu desejava ser... o dobro do que eu nunca esperei...'

Desconheço a autoria mas deixo claro que não fui eu quem fiz... Li no orkut de uma moça artista que não posso propagar e sabe Deus porque cheguei até o orkut, blog e portfólio dela...
Por medo de achar mais coisas, estou me auto saindo da internet.

Cambio e desligo!

Aline Bridget