Fiquei em dúvida se podia tirar uma foto sua. Pensei inúmeras vezes se olhar sua imagem me faria ouvir de novo sua voz.
Fiquei com esse pensamento na cabeça a noite toda e não conclui nada.
Passei a maior parte do tempo te olhando como se pudesse me lembrar de tudo pra sempre. Talvez eu possa. Eu não desejo esquecer.
Fiquei olhando em seus olhos e me vendo ali como se tudo fosse de verdade. Eu continuo aquela velha brincadeira de acreditar.
Pedi secretamente a Deus para dar você pra mim. Eu não estava pedindo muito, só pedi uma pessoa que me faz tão bem que me leva a esquecer tudo o que eu já vivi de mal.
Pensando por esse lado, eu estava pedindo muita coisa. Eu estava pedindo tudo.
Passei a noite toda falando qualquer coisa pra não deixar o tédio que sou tomar conta do ambiente. Olhando agora, vejo o quanto me esforcei e o quanto parecia natural para você estar ali, me dar um beijo na testa, acariciar meu rosto, me tratar como se eu fosse importante demais para me deixar ir embora.
Fiz questão de beijar cada centímetro de seu rosto, sabendo que era olhando para ele que eu encontrava boa parte da alegria que vivo agora.
Pedi tão baixinho pro tempo parar e ele correu...
A fotografia que gostaria de ter tirado teria me atrapalhado: prefiro continuar com o movimento da sua presença nas minhas lembranças. Imagens estáticas não combinam com você.
Ficar parado, manter-se aqui... são estados que não combinam com você...Uma imagem não me levaria a lugar nenhum.
Sei que, de qualquer forma, você continuará vivo, vívido e dinâmico em minha vida, onde quer que eu vá. E por enquanto, não há estado nenhum que seja melhor que isso.
Aline Bridget
sábado, 24 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
domingo, 4 de dezembro de 2011
Novela Nova
Vivo aquele momento mágico que acontece quando a gente chora até de madrugada e acorda com aquela "maresia" no ar.
A manhã que sucede uma noite dolorida é mágica: você acorda com a certeza de que sobreviveu.
Pois bem, são 21h34. Eu estou com essa maresia de quem chorou nos ultimos 7 anos. E sobreviveu.
Talvez eu esteja nas ultimas semanas dessa novela que foi minha vida até agora. Estou escrevendo esse final. Eu já decidi como vai ser o final, estou agora montando as cenas com beleza e sintonia.
Tantos personagens, tantos mocinhos e bandidos em carrossel. Eu já nem sei mais quem é quem. Amei profundamente até quem eu deveria odiar.
Eu errei, acertei, batalhei. Senti medo, senti frio, senti fome e senti solidão. Talvez essa última tenha sido a pior e a mais importante das minhas provações mas ela foi a responsável por burilar a pedra bruta que eu era.
Nem preciosa. Apenas pedra.
E agora, essa sensação de maresia, essa segurança, essa falta de motivos pra continuar só me leva a uma constatação: acabou.
Não é uma relação, um curso, uma pessoa ou uma fase.
Acabou a pessoa que eu era. A pessoa que eu fui. Acabou o tempo escuro de portas trancadas. Os monstros que se escondiam embaixo da cama já se foram:
Vejam vocês, antes que suba o "the end" dessa fase ruim. O tempo é claro, solar. Propício e perfeito para minha risada mais escandalosa.
A grama no chão é macia e limpa. É nela que eu vou derrubar todos os meus amores num abraço. E nela que vou deitar com todos eles pra olhar estrelas. Vejam as estrelas: traduzem um destino maravilhoso.
Chega de se esconder, chega de sussurrar, chega de acariciar com medo, chega de medo.
O mundo todo é lindo. E ele é todo meu.
Aline Bridget
A manhã que sucede uma noite dolorida é mágica: você acorda com a certeza de que sobreviveu.
Pois bem, são 21h34. Eu estou com essa maresia de quem chorou nos ultimos 7 anos. E sobreviveu.
Talvez eu esteja nas ultimas semanas dessa novela que foi minha vida até agora. Estou escrevendo esse final. Eu já decidi como vai ser o final, estou agora montando as cenas com beleza e sintonia.
Tantos personagens, tantos mocinhos e bandidos em carrossel. Eu já nem sei mais quem é quem. Amei profundamente até quem eu deveria odiar.
Eu errei, acertei, batalhei. Senti medo, senti frio, senti fome e senti solidão. Talvez essa última tenha sido a pior e a mais importante das minhas provações mas ela foi a responsável por burilar a pedra bruta que eu era.
Nem preciosa. Apenas pedra.
E agora, essa sensação de maresia, essa segurança, essa falta de motivos pra continuar só me leva a uma constatação: acabou.
Não é uma relação, um curso, uma pessoa ou uma fase.
Acabou a pessoa que eu era. A pessoa que eu fui. Acabou o tempo escuro de portas trancadas. Os monstros que se escondiam embaixo da cama já se foram:
Vejam vocês, antes que suba o "the end" dessa fase ruim. O tempo é claro, solar. Propício e perfeito para minha risada mais escandalosa.
A grama no chão é macia e limpa. É nela que eu vou derrubar todos os meus amores num abraço. E nela que vou deitar com todos eles pra olhar estrelas. Vejam as estrelas: traduzem um destino maravilhoso.
Chega de se esconder, chega de sussurrar, chega de acariciar com medo, chega de medo.
O mundo todo é lindo. E ele é todo meu.
Aline Bridget
sábado, 26 de novembro de 2011
T.C.C
Dá pra dizer com certa propriedade que é possível viver entre diferentes. Que dá para amar e odiar em um mesmo momento. E que, independente de qualquer pacto, com frequência, estamos sozinhos.
Dá para dizer que as vezes a ajuda ou a solução vem de onde a gente menos espera. E quando a gente está assim, tão perdido, aceita qualquer ajuda. E a ajuda é um abraço (ou uma grande xícara de café).
É possível dizer que comer, dormir e tomar banho tornam-se necessidades secundárias em alguns momentos.
A gente ainda consegue dizer sem lágrimas que nem todo mundo consegue ser amável sob pressão e nem todo mundo consegue ser paciente ao ensinar. Mas a maioria consegue e, por sorte, a gente acaba aprendendo com dignidade.
Dói um pouco dizer que essa escolha faz com que a gente deixe de lado coisas e pessoas que são muito importantes. É triste pensar nessa matemática maluca de tempo ganho e tempo perdido.
É realmente de emocionar pensar na luta como uma subida íngreme que a gente subiu. As vezes de mãos dadas, as vezes totalmente sozinhos e atormentados por medos interiores. Medo descreve direitinho o sentimento. E a gente sobe, sobe, sobe incansavelmente.
Então a gente chega, sabendo que é o "fim" de uma batalha e não da guerra. A gente chega sabendo que muitas batalhas mais sangrentas virão. Mas é melhor não pensar nisso agora.
O momento é de descansar as idéias, se preparar pros exames finais, beber uma gelada com pessoas que infelizmente ficaram pra segundo plano nesses 4 anos e prosseguir ano que vem.
Meu eterno agradecimento a todos que torceram e foram pacientes comigo, a todos que lutaram comigo e aos mestres que exigiram o melhor que pude dar. Não fui perfeita e deixei a desejar, mas trabalhei em carga máxima, dando o melhor de mim. E torço para que isso tenha sido o bastante até aqui.
Aline Bridget
Dá para dizer que as vezes a ajuda ou a solução vem de onde a gente menos espera. E quando a gente está assim, tão perdido, aceita qualquer ajuda. E a ajuda é um abraço (ou uma grande xícara de café).
É possível dizer que comer, dormir e tomar banho tornam-se necessidades secundárias em alguns momentos.
A gente ainda consegue dizer sem lágrimas que nem todo mundo consegue ser amável sob pressão e nem todo mundo consegue ser paciente ao ensinar. Mas a maioria consegue e, por sorte, a gente acaba aprendendo com dignidade.
Dói um pouco dizer que essa escolha faz com que a gente deixe de lado coisas e pessoas que são muito importantes. É triste pensar nessa matemática maluca de tempo ganho e tempo perdido.
É realmente de emocionar pensar na luta como uma subida íngreme que a gente subiu. As vezes de mãos dadas, as vezes totalmente sozinhos e atormentados por medos interiores. Medo descreve direitinho o sentimento. E a gente sobe, sobe, sobe incansavelmente.
Então a gente chega, sabendo que é o "fim" de uma batalha e não da guerra. A gente chega sabendo que muitas batalhas mais sangrentas virão. Mas é melhor não pensar nisso agora.
O momento é de descansar as idéias, se preparar pros exames finais, beber uma gelada com pessoas que infelizmente ficaram pra segundo plano nesses 4 anos e prosseguir ano que vem.
Meu eterno agradecimento a todos que torceram e foram pacientes comigo, a todos que lutaram comigo e aos mestres que exigiram o melhor que pude dar. Não fui perfeita e deixei a desejar, mas trabalhei em carga máxima, dando o melhor de mim. E torço para que isso tenha sido o bastante até aqui.
Aline Bridget
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Procura-se um idiota
Tinha esquecido completamente de um amigo querido do meu período juvenil... Como era mesmo o nome dele?
Eu não me importava com o nome dele, frequentemente chamava-o de "idiota".
A relação era assim: a gente brigava a manhã toda no colégio e bastava chegar em casa para lembrar e alguma coisa "muito importante" que tinha esquecido de dizer para ligar um para o outro. E se seguiam hoooras ao telefone.
Essa rotina tinha se instalado em mim quando ele começou a namorar e, por exigência da moça, se afastou de mim.
Eu poderia dizer que não doeu mas me lembro muito bem de ter chorado pela primeira vez por rejeição.
Esse namoro com essa moça, obviamente, não durou três meses. Ao final desse período (que eu vivi cobrindo o vazio das tardes ao telefone com alguma coisa qualquer), recebi um telefonema de pedido de perdão.
Claro, nunca mais seria igual. E nunca foi. Eu nunca mais o vi. E até lembrar dele hoje, havia esquecido de sua passagem em minha vida.
Esse tipo de atitude hoje em dia já não me machuca mais. Acho que acostumei.
Já não há rancor. Escrevi esse texto pela beleza da amizade. E pela vontade que me deu de encontrar esse idiota de novo, só pra brigar mais um pouco. E depois conversar mentalmente com ele (porque aprendi a odiar telefone), afinal, nesses 13 anos, "Muita coisa muito importante" aconteceu.
Aline Bridget
Eu não me importava com o nome dele, frequentemente chamava-o de "idiota".
A relação era assim: a gente brigava a manhã toda no colégio e bastava chegar em casa para lembrar e alguma coisa "muito importante" que tinha esquecido de dizer para ligar um para o outro. E se seguiam hoooras ao telefone.
Essa rotina tinha se instalado em mim quando ele começou a namorar e, por exigência da moça, se afastou de mim.
Eu poderia dizer que não doeu mas me lembro muito bem de ter chorado pela primeira vez por rejeição.
Esse namoro com essa moça, obviamente, não durou três meses. Ao final desse período (que eu vivi cobrindo o vazio das tardes ao telefone com alguma coisa qualquer), recebi um telefonema de pedido de perdão.
Claro, nunca mais seria igual. E nunca foi. Eu nunca mais o vi. E até lembrar dele hoje, havia esquecido de sua passagem em minha vida.
Esse tipo de atitude hoje em dia já não me machuca mais. Acho que acostumei.
Já não há rancor. Escrevi esse texto pela beleza da amizade. E pela vontade que me deu de encontrar esse idiota de novo, só pra brigar mais um pouco. E depois conversar mentalmente com ele (porque aprendi a odiar telefone), afinal, nesses 13 anos, "Muita coisa muito importante" aconteceu.
Aline Bridget
sábado, 19 de novembro de 2011
Volte para seu reino
É mais ou menos assim:
Eu olho em seus olhos e o resto do mundo desaparece junto com a gravidade. Se não me seguro, já não há equilíbrio.
Basta um olhar e você já me assalta: leva minha bússola e eu fico sem saber quem sou.
Quando passa esse choque que dura menos de 10 segundos, meu corpo se sente tão cansado da luta que é sobreviver a sua presença que se rebela. São dias para recuperar o ar que preenche o vazio que fica, o nó no estômago, o aperto no peito e o excesso de atividade mental.
Não, isso não é amor. Eu não sei o que é. Eu só sei que prefiro nunca mais sentir isso na minha vida.
Aline Bridget
Eu olho em seus olhos e o resto do mundo desaparece junto com a gravidade. Se não me seguro, já não há equilíbrio.
Basta um olhar e você já me assalta: leva minha bússola e eu fico sem saber quem sou.
Quando passa esse choque que dura menos de 10 segundos, meu corpo se sente tão cansado da luta que é sobreviver a sua presença que se rebela. São dias para recuperar o ar que preenche o vazio que fica, o nó no estômago, o aperto no peito e o excesso de atividade mental.
Não, isso não é amor. Eu não sei o que é. Eu só sei que prefiro nunca mais sentir isso na minha vida.
Aline Bridget
terça-feira, 15 de novembro de 2011
é bolha de sabão que não acaba mais...
Eu esqueci de mencionar, você fica fofo com cíumes... Dá vontade de te morder.
Esqueci propositalmente de mencionar...Você tem ocupado tanto do meu tempo e pensamento que não há quem tenha chance contra você. Ah, eu não diria isso nunca.
Esqueci de mencionar... No meu mundo, as pessoas não saem pra sempre. Elas entram e mudam de "cargo". Poucas vezes deixei pessoas para trás. Você não ia entender se eu te explicasse a lógica do meu mundo mas acredito que você vá ter possibilidade de conhecer por si só. Ah, eu adoraria que você conhecesse.
Ei, esqueci de te avisar... Eu ganharia facilmente de você no boliche. E no truco, no uno, no guitar hero... Talvez perdesse no jogo da velha. Por uma briguinha com você, eu aprenderia até xadrez de novo. Ah, você bem que poderia aceitar jogar...
Já vai? Espera... Esqueci de te dizer que se quiser voltar, não tem senha pra entrar no meu mundo. Traga seu melhor sorriso e suas melhores palavras e eu compartilharei tudo isso com você.
Agora pode ir... Acho que não tenho mais nada a dizer.
Espera, esqueci de dizer...
Por favor, não vai não...
Aline Bridget
Obs.: todos no mundo deveriam ler esse texto ouvindo essa música aqui:
Esqueci propositalmente de mencionar...
Esqueci de mencionar... No meu mundo, as pessoas não saem pra sempre. Elas entram e mudam de "cargo". Poucas vezes deixei pessoas para trás. Você não ia entender se eu te explicasse a lógica do meu mundo mas acredito que você vá ter possibilidade de conhecer por si só. Ah, eu adoraria que você conhecesse.
Ei, esqueci de te avisar... Eu ganharia facilmente de você no boliche. E no truco, no uno, no guitar hero... Talvez perdesse no jogo da velha. Por uma briguinha com você, eu aprenderia até xadrez de novo. Ah, você bem que poderia aceitar jogar...
Já vai? Espera... Esqueci de te dizer que se quiser voltar, não tem senha pra entrar no meu mundo. Traga seu melhor sorriso e suas melhores palavras e eu compartilharei tudo isso com você.
Agora pode ir... Acho que não tenho mais nada a dizer.
Espera, esqueci de dizer...
Por favor, não vai não...
Aline Bridget
Obs.: todos no mundo deveriam ler esse texto ouvindo essa música aqui:
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
De Bridget
Essa música cai como uma luva em dias chuvosos como esse. Eu bem gostaria de escrever mais coisas mas vai ficar pra um outro momento.
sábado, 12 de novembro de 2011
é só acordar que a gente percebe...
"Demorei muito para acreditar na mais louca e cruel verdade: quem gosta de você vai te tratar bem. Quem gosta de você se importa, quer o melhor, te procura, te liga, te dá satisfação. Quem gosta quer estar junto. Quem gosta demonstra. Quem gosta faz planos. Quem gosta apresenta para a família e amigos. Quem gosta manda uma mensagem bobinha só pra dizer que ama. Quem gosta carrega uma foto sua pra... ver quando dá saudade. Quem gosta abraça na hora de dormir. Quem gosta dá um beijo de boa noite e de bom dia. Quem gosta aguenta suas reclamações, sua cólica infernal, suas manhas e manias.
Me desculpa, mas não existe medo que seja maior que um sentimento. Não existe timidez que seja mais forte que uma declaração de amor. Não existe distância que deixe uma relação morrer se as duas pessoas querem ficar coladinhas. Não existe estou-dividido-entre-ela-e-você.
Quem gosta pode se perder, mas sempre vai saber pra onde quer voltar.”
– Clarissa Corrêa
Me desculpa, mas não existe medo que seja maior que um sentimento. Não existe timidez que seja mais forte que uma declaração de amor. Não existe distância que deixe uma relação morrer se as duas pessoas querem ficar coladinhas. Não existe estou-dividido-entre-ela-e-você.
Quem gosta pode se perder, mas sempre vai saber pra onde quer voltar.”
– Clarissa Corrêa
domingo, 6 de novembro de 2011
Passado escuro
Eu ficava me perguntando que caminhos teriam levado você para uma vida tão escura.
Eu ficava lá, tentando abrir cortinas, arrastar móveis e trazer um pouco de luz para sua vida... inutilmente.
Eu ficavá lá, perdendo meu tempo, acreditando em mentiras, tentando entender aquelas palavras que você pronunciava e que mais pareciam uma gravação do que sua própria voz falando... E era sua voz. Era você.
Era você com toda a bagagem cheia de preconceitos, egos e príncipios estranhos que lhe foram passados.
Era você esquecendo de comprar (com o dinheiro que você tanto valorizava) uma bagagem de amor ao próximo.
Vinha você e eu enxergava de longe, ouvia seus passos, sentia com uma inquietação na boca do estômago.
E quando você chegava, eu tinha que transformar de novo naquilo que não era. Por pouco tempo, porque você e sua bagagem tinham asas ao invés de pés. Como voavam com tantos sentimentos pesados?
Não me importa mais. Eu percebi que todas aquelas idéias que você tinha, eram idéias de outra pessoa e que aquilo não teria mais solução.
Você, sua mala, suas pessoas e suas opiniões ficaram no caminho escuro que abandonei quando num cruzamento enxerguei um caminho mais ensolarado. E segui por ele.
Não sinto saudades daquela escuridão não, mas algo em mim diz que se houvesse uma luz para acender naquele caminho, eu teria acendido. E algumas coisas teriam sido diferentes.
Mas não tinha luz nenhuma e tudo foi do jeito que tinha que ser.
Aline Bridget
Eu ficava lá, tentando abrir cortinas, arrastar móveis e trazer um pouco de luz para sua vida... inutilmente.
Eu ficavá lá, perdendo meu tempo, acreditando em mentiras, tentando entender aquelas palavras que você pronunciava e que mais pareciam uma gravação do que sua própria voz falando... E era sua voz. Era você.
Era você com toda a bagagem cheia de preconceitos, egos e príncipios estranhos que lhe foram passados.
Era você esquecendo de comprar (com o dinheiro que você tanto valorizava) uma bagagem de amor ao próximo.
Vinha você e eu enxergava de longe, ouvia seus passos, sentia com uma inquietação na boca do estômago.
E quando você chegava, eu tinha que transformar de novo naquilo que não era. Por pouco tempo, porque você e sua bagagem tinham asas ao invés de pés. Como voavam com tantos sentimentos pesados?
Não me importa mais. Eu percebi que todas aquelas idéias que você tinha, eram idéias de outra pessoa e que aquilo não teria mais solução.
Você, sua mala, suas pessoas e suas opiniões ficaram no caminho escuro que abandonei quando num cruzamento enxerguei um caminho mais ensolarado. E segui por ele.
Não sinto saudades daquela escuridão não, mas algo em mim diz que se houvesse uma luz para acender naquele caminho, eu teria acendido. E algumas coisas teriam sido diferentes.
Mas não tinha luz nenhuma e tudo foi do jeito que tinha que ser.
Aline Bridget
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
TCC
Eu nunca descobri minha especialidade ou dom. Mas talvez eu seja muito boa em fazer cócegas em crianças. Talvez eu tenha muita habilidade em não desistir das pessoas mesmo que elas errem muito. Pode ser que eu seja expert em abraçar bem forte aquela pessoa que teima em não chorar quando tudo desaba. Tenho a impressão que tenho aptidão para fazer minha avó rir até ficar vermelha.
Eu nunca me formei em curso nenhum, mas em matéria de vida posso dizer que aprendi e tenho experiencia em olhar nos olhos quando falo. E sou muito boa em ter fé em qualquer coisa.
Eu nunca quis ter pós graduação em coisa nenhuma. Eu nunca quis nada pós. Sou muito boa em viver o agora seguindo o conceito e a lei do bom e do correto.
Não fui a uma aula de bons costumes, acho que docilidade vale mais do que etiqueta.
Eu nunca foi boa em coisa alguma. Aprendo por tentativa e erro, sou movida a afetos autênticos e dinheiro nenhum me compraria.
Estudei pra vestibular mas não consegui aprovação. Eu nunca quis aprovação mesmo...
Eu nunca consegui usar fórmulas para ser como deveria ser. Conta nenhuma chega a mim como resultado. Mas aprendi muito rápido como não me enquadrar em ser quadrada. Sou muito boa em ser livre...
Eu nunca consegui ser totalmente segura. Um pouco de medo aqui, uma apreensãozinha acolá fazem parte daquilo que sou. E são parte dominante do que sou hoje.
Eu estive em busca de aprendizado. Mais de aprendizado do que de diploma. E posso dizer do tanto que aprendi, com ótimos professores e pessoas maravilhosas. Eu podia correr o risco de ser fingir desinteresse e dizer que não me importo se não for aprovada (no curso), mas eu nunca fui tão boa em ser cínica.
Posso dizer com certeza que fui aprovada com honras em tentar de novo. E se não conseguir colocar em prática o que aprendi agora, tentarei até de fato conseguir.
O mundo é uma escola. E eu estou aqui para continuar aprendendo.
Aline Bridget
Eu nunca me formei em curso nenhum, mas em matéria de vida posso dizer que aprendi e tenho experiencia em olhar nos olhos quando falo. E sou muito boa em ter fé em qualquer coisa.
Eu nunca quis ter pós graduação em coisa nenhuma. Eu nunca quis nada pós. Sou muito boa em viver o agora seguindo o conceito e a lei do bom e do correto.
Não fui a uma aula de bons costumes, acho que docilidade vale mais do que etiqueta.
Eu nunca foi boa em coisa alguma. Aprendo por tentativa e erro, sou movida a afetos autênticos e dinheiro nenhum me compraria.
Estudei pra vestibular mas não consegui aprovação. Eu nunca quis aprovação mesmo...
Eu nunca consegui usar fórmulas para ser como deveria ser. Conta nenhuma chega a mim como resultado. Mas aprendi muito rápido como não me enquadrar em ser quadrada. Sou muito boa em ser livre...
Eu nunca consegui ser totalmente segura. Um pouco de medo aqui, uma apreensãozinha acolá fazem parte daquilo que sou. E são parte dominante do que sou hoje.
Eu estive em busca de aprendizado. Mais de aprendizado do que de diploma. E posso dizer do tanto que aprendi, com ótimos professores e pessoas maravilhosas. Eu podia correr o risco de ser fingir desinteresse e dizer que não me importo se não for aprovada (no curso), mas eu nunca fui tão boa em ser cínica.
Posso dizer com certeza que fui aprovada com honras em tentar de novo. E se não conseguir colocar em prática o que aprendi agora, tentarei até de fato conseguir.
O mundo é uma escola. E eu estou aqui para continuar aprendendo.
Aline Bridget
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Tá na cara
"Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo"
(Atribui-se a autoria a Caio Fernando Abreu)
(Atribui-se a autoria a Caio Fernando Abreu)
domingo, 16 de outubro de 2011
Tá no mural
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
(O Ultimno discurso - Chaplin)
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
(O Ultimno discurso - Chaplin)
domingo, 9 de outubro de 2011
Outra ocasião
Eu poderia começar esse texto dizendo que adoro a forma confiante como você sorri para mim. Sorri confiando de seu poder. Sorri com medo de não surtir um efeito tão poderoso assim.
Faria um texto bonito se eu pudesse dizer que a forma carinhosa como você me olha e o jeito tão possessivo como me toca são características que parecem ter sido criadas especficamente para momentos nossos.
Mas eu não cometeria o erro de escrever um texto tão cheio de meias verdades ou dessas parafernálias que minha cabeça cria para não enlouquecer de solidão. Eu prefiro desviar de um erro a mais.
Faria sentido citar uma das músicas que adoro e você finge gostar pra me agradar mas esta citação estaria tão fora do contexto como eu. Prefiro guardar pra mim.
Seria interessante e de bom tom agradecer pelo apoio em tantos momentos e pelo calor em tantos outros... Mas você me conhece, eu nunca faço nada como manda o figurino.
Fica pra outra vez.
Aline Bridget
Faria um texto bonito se eu pudesse dizer que a forma carinhosa como você me olha e o jeito tão possessivo como me toca são características que parecem ter sido criadas especficamente para momentos nossos.
Mas eu não cometeria o erro de escrever um texto tão cheio de meias verdades ou dessas parafernálias que minha cabeça cria para não enlouquecer de solidão. Eu prefiro desviar de um erro a mais.
Faria sentido citar uma das músicas que adoro e você finge gostar pra me agradar mas esta citação estaria tão fora do contexto como eu. Prefiro guardar pra mim.
Seria interessante e de bom tom agradecer pelo apoio em tantos momentos e pelo calor em tantos outros... Mas você me conhece, eu nunca faço nada como manda o figurino.
Fica pra outra vez.
Aline Bridget
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Pesadelo - Parte III
A senhora estava olhando seu mural de fotos.
Se perguntava em qual momento o havia perdido de vista. Lembrou todos os momentos em que teve absoluta certeza de que ele não a pertencia.
Lembrou de todos os dias em que disse que seria o ultimo em que falaria com ele.
Ela nunca o esquecera. Viveu outros poucos amores sem nunca esquecer o jeito doce do seu olhar ou o toque quente de suas mãos. Seu amor por ele era como uma doença crônica, uma maldição.
Ela balançou a cabeça, tentando fazer com que essas lembranças desaparecessem e sentiu de novo a mesma tristeza por desejar um abraço dele.
Tristeza aliás era um sentimento que sempre havia acompanhado essa senhora. Era visível e ela falava isso, por algum canal de comunicação, dentro da minha cabeça. Como uma transmissão de pensamento.
A campainha tocou e eram algumas pessoas que vinham felicita-la pelo seu aniversário. No bolo, duas velas com os números 7 e 6. As pessoas cantaram um parabéns a você lentamente, enquanto ela observava sorrindo.
Quando ela se curvou para apagar as velas, eu acordei e percebi que havia apenas cochilado.
Boa noite.
Aline Bridget
Se perguntava em qual momento o havia perdido de vista. Lembrou todos os momentos em que teve absoluta certeza de que ele não a pertencia.
Lembrou de todos os dias em que disse que seria o ultimo em que falaria com ele.
Ela nunca o esquecera. Viveu outros poucos amores sem nunca esquecer o jeito doce do seu olhar ou o toque quente de suas mãos. Seu amor por ele era como uma doença crônica, uma maldição.
Ela balançou a cabeça, tentando fazer com que essas lembranças desaparecessem e sentiu de novo a mesma tristeza por desejar um abraço dele.
Tristeza aliás era um sentimento que sempre havia acompanhado essa senhora. Era visível e ela falava isso, por algum canal de comunicação, dentro da minha cabeça. Como uma transmissão de pensamento.
A campainha tocou e eram algumas pessoas que vinham felicita-la pelo seu aniversário. No bolo, duas velas com os números 7 e 6. As pessoas cantaram um parabéns a você lentamente, enquanto ela observava sorrindo.
Quando ela se curvou para apagar as velas, eu acordei e percebi que havia apenas cochilado.
Boa noite.
Aline Bridget
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
A analista
Aqui estou eu, caindo na realidade, pedindo em oração pra Deus me mostrar pelo menos qual a porta. Porque eu dou conta de bater e pedir licença. Entrar devagarinho, ir me mostrando aos poucos.
Aqui estou eu, velha demais pra ficar aqui, jovem demais pra desistir. Ajudando pessoas, atrapalhando outras e perdendo o que há de melhor em mim, todos os dias.
Aquela ali, sou eu. Eu gosto de me olhar de fora, assim como vocês.
Dá menos vergonha quando a gente olha assim um fracasso alheio.
Entristece menos uma sequência de erros quando esses erros não são seus.
O tempo não espera ninguém. A voz totalmente lucida de minha avó repete isso toda noite insone em minha cabeça. Eu digo a essa voz que fico porque penso que talvez fechar uma porta e ficar parada numa rua seja tão perda de tempo quanto permanecer nesse cômodo vazio. Eu fico, porque sinto medo.
Certamente, nessa constatação, minha avó rebateria, agora totalmente brava, e me diria que mulher não deve sentir medo, que mulher já nasce para lutar, que mulher tem que cuidar da casa, do marido, dos filhos e ser uma profissional exemplar.
Eu sei que apenas choraria por não ser assim, uma mulher tão forte.
Eu desistiria de discutir com a voz imaginaria da minha avó antes tão autoritária e pediria colo.
Contaria para ela que eu tenho lutado bravamente para cuidar de mim. E isso tem consumido uma parte considerável do meu tempo. E dormiria.
Sonharia um sonho que já sonhei e não faz tempo.
Aquela moça lá em cima, na pedra mais alta, era eu.
Todos, inclusive uma parte muito importante de mim estavam se banhando no lago doce que corria abaixo. Olharam em choque para cima uma única vez: Eu observa lá de cima.
Tinha medo de descer pela trilha.
Tinha medo de pular e aprender a voar.
Observei até não haver nada mais para olhar. Esperava que essa outra parte minha (que desconheço até hoje) viesse me encontrar.
Mas ela nunca veio. Seguiu em frente antes que o dia terminasse.
Se perguntassem por mim, provavelmente ela responderia:
Por enquanto, eu vou deixa-la lá.
Por enquanto, eu desisti dela.
Eu acordaria assustada. Reclamaria qualquer injustiça. E seguiria para a mesma vida que tem me deixado cada dia mais perto da morte.
Aline Bridget
Aqui estou eu, velha demais pra ficar aqui, jovem demais pra desistir. Ajudando pessoas, atrapalhando outras e perdendo o que há de melhor em mim, todos os dias.
Aquela ali, sou eu. Eu gosto de me olhar de fora, assim como vocês.
Dá menos vergonha quando a gente olha assim um fracasso alheio.
Entristece menos uma sequência de erros quando esses erros não são seus.
O tempo não espera ninguém. A voz totalmente lucida de minha avó repete isso toda noite insone em minha cabeça. Eu digo a essa voz que fico porque penso que talvez fechar uma porta e ficar parada numa rua seja tão perda de tempo quanto permanecer nesse cômodo vazio. Eu fico, porque sinto medo.
Certamente, nessa constatação, minha avó rebateria, agora totalmente brava, e me diria que mulher não deve sentir medo, que mulher já nasce para lutar, que mulher tem que cuidar da casa, do marido, dos filhos e ser uma profissional exemplar.
Eu sei que apenas choraria por não ser assim, uma mulher tão forte.
Eu desistiria de discutir com a voz imaginaria da minha avó antes tão autoritária e pediria colo.
Contaria para ela que eu tenho lutado bravamente para cuidar de mim. E isso tem consumido uma parte considerável do meu tempo. E dormiria.
Sonharia um sonho que já sonhei e não faz tempo.
Aquela moça lá em cima, na pedra mais alta, era eu.
Todos, inclusive uma parte muito importante de mim estavam se banhando no lago doce que corria abaixo. Olharam em choque para cima uma única vez: Eu observa lá de cima.
Tinha medo de descer pela trilha.
Tinha medo de pular e aprender a voar.
Observei até não haver nada mais para olhar. Esperava que essa outra parte minha (que desconheço até hoje) viesse me encontrar.
Mas ela nunca veio. Seguiu em frente antes que o dia terminasse.
Se perguntassem por mim, provavelmente ela responderia:
Por enquanto, eu vou deixa-la lá.
Por enquanto, eu desisti dela.
Eu acordaria assustada. Reclamaria qualquer injustiça. E seguiria para a mesma vida que tem me deixado cada dia mais perto da morte.
Aline Bridget
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Feliz Aniversário, meu amor!
"- Será bonito, sabes? Eu também olharei as estrelas. Todas as estrelas serão poços com uma roldana enferrujada. Todas as estrelas me darão de beber…
- Será tão divertido! Tu terás quinhentos milhões de guizos, eu terei quinhentos milhões de fontes…"
(Exupery)
- Será tão divertido! Tu terás quinhentos milhões de guizos, eu terei quinhentos milhões de fontes…"
(Exupery)
sábado, 6 de agosto de 2011
Solidão
Essa solidão que acompanha e desloca, desfoca a visão.
As vezes, a gente não pede nada da vida: apenas que por algum momento alguém seja capaz de compartilhar algo conosco.
Compartilhar uma opinião, uma idéia, uma paixão, um objetivo.
As vezes, a gente pede pro universo só alguém pra olhar nos olhos sem precisar esconder nada.
Essa solidão pode enlouquecer. Nada é mais enlouquecedor do que ser um soldado solitário.
Nada é mais solitário do que enlouquecer por alguns ideais.
Essa solidão que acompanha em silêncio, desloca. As vezes, a gente se acostuma com longos momentos sem falar e se esquece de escolher as palavras certas.
As vezes, por tanta solidão, a gente dá os recados errados pras pessoas erradas.
Porque essa solidão as vezes trancafia a gente num quarto escuro e nossa visão se desacostuma a ver as pessoas como elas realmente são.
Essa solidão que desloca a gente e separa como se já não fizéssemos parte da feliz comédia teatral, as vezes cega.
A gente se acostuma tanto a não ser mais parte daquela peça que já nem procura mais motivo para ser parte de alguma coisa.
A gente se acostuma tanto com o "Não ter motivos" que já não há mais esforços. Pelo menos, não mais esforços que devam ser ditos. Até porque não haveriam palavras.
Essa solidão que enlouquece, causa risos em alguns e preocupação em outros.
Mas ela não é assim, um bicho de sete cabeças.
Zombar de um estado de espírito como esses é desperdiçar a oportunidade de conhecer profundamente uma pessoa que sozinha, aprendeu muito sobre si.
Preocupar-se com um estado de espirito como esses não livra ninguém de senti-lo algum dia.
Essa solidão que enlouquece e segrega, também ensina.
E hoje estou apta para aprender a próxima lição.
Aline Bridget
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Maluquices
"Espero que você possa perdoar
Essa maluca mania que eu tenho
De falar enlouquecidamente qualquer coisa
Só pra fingir
Que não fico enlouquecidamente perturbada
Com sua presença."
Aline Bridget
Essa maluca mania que eu tenho
De falar enlouquecidamente qualquer coisa
Só pra fingir
Que não fico enlouquecidamente perturbada
Com sua presença."
Aline Bridget
domingo, 31 de julho de 2011
Esses dias...
São dias que exigem um pouco de silêncio, um pouco de disciplina, um pouco de reclusão.
Esses dias tão tristes são sempre acompanhados de um lindo (e gélido) por-do-sol que a gente não tem coragem de levantar do sofá pra ver.
Esses dias tão silenciosos e parados são acompanhados de pensamentos que a gente não queria ter. E são escassos dos abraços que a gente precisaria ter.
Esses dias parecem fazer parar linhas telefônicas, operadoras de celular e provedores de internet. Não há como fugir pro mundo lá fora nesses dias em que nosso mundo pede um pouco de atenção.
E meu mundo, há tempos, está em estado de atenção. Sinais que meu corpo enviava e eu não percebia.
São dias esses que não matam nem ferem. Só intensificam a insatisfação e o desânimo que a gente já vem carregando por algum motivo que, intimamente, só a gente sabe.
São dias em que o melhor a fazer é esperar passar. Um agrado a si mesmo pode agravar. Silencio absoluto. Um bom livro, um filme qualquer talvez ajudem mas talvez induzam a maquiagem dos próprios sentimentos. Demora pouco até acontecer mais um dia desses.
O ideal é encarar o dia de frente. Sentar sozinho, sentir sozinho, chorar sozinho.
Certas situações são como becos sem saída e dessa vez não vou generalizar: falo por mim, pelas minhas situações sem saída.
Pensar numa solução pode parecer tempo perdido mas as vezes tudo que "a gente" tem de antidoto é um sonho.
Estou vivendo um dia "desses" e não sinto medo.
Amanhã será um novo dia. E amanhã eu começo um novo caminho que me levará para longe desses becos sem saída.
Aline Bridget
Esses dias tão tristes são sempre acompanhados de um lindo (e gélido) por-do-sol que a gente não tem coragem de levantar do sofá pra ver.
Esses dias tão silenciosos e parados são acompanhados de pensamentos que a gente não queria ter. E são escassos dos abraços que a gente precisaria ter.
Esses dias parecem fazer parar linhas telefônicas, operadoras de celular e provedores de internet. Não há como fugir pro mundo lá fora nesses dias em que nosso mundo pede um pouco de atenção.
E meu mundo, há tempos, está em estado de atenção. Sinais que meu corpo enviava e eu não percebia.
São dias esses que não matam nem ferem. Só intensificam a insatisfação e o desânimo que a gente já vem carregando por algum motivo que, intimamente, só a gente sabe.
São dias em que o melhor a fazer é esperar passar. Um agrado a si mesmo pode agravar. Silencio absoluto. Um bom livro, um filme qualquer talvez ajudem mas talvez induzam a maquiagem dos próprios sentimentos. Demora pouco até acontecer mais um dia desses.
O ideal é encarar o dia de frente. Sentar sozinho, sentir sozinho, chorar sozinho.
Certas situações são como becos sem saída e dessa vez não vou generalizar: falo por mim, pelas minhas situações sem saída.
Pensar numa solução pode parecer tempo perdido mas as vezes tudo que "a gente" tem de antidoto é um sonho.
Estou vivendo um dia "desses" e não sinto medo.
Amanhã será um novo dia. E amanhã eu começo um novo caminho que me levará para longe desses becos sem saída.
Aline Bridget
terça-feira, 26 de julho de 2011
Momento Musicado
"Que dia é hoje e de que mês?
O relógio nunca pareceu tão vivo
Eu não posso prosseguir
E eu não posso desistir
Tenho perdido tempo demais
O relógio nunca pareceu tão vivo
Eu não posso prosseguir
E eu não posso desistir
Tenho perdido tempo demais
Porque somos você e eu e todas as pessoas
Com nada para fazer
Nada para perder
E somos você e eu e todas as pessoas
E eu não sei por quê
Não consigo tirar meus olhos de você
Com nada para fazer
Nada para perder
E somos você e eu e todas as pessoas
E eu não sei por quê
Não consigo tirar meus olhos de você
Todas as coisas que quero dizer
Não estão saindo direito
Eu estou tropeçando nas palavras,
Você deixou minha mente girando
Eu não sei pra onde ir daqui
Não estão saindo direito
Eu estou tropeçando nas palavras,
Você deixou minha mente girando
Eu não sei pra onde ir daqui
Porque somos você e eu e todas as pessoas
Com nada para fazer
Nada para provar
E somos você e eu e todas as pessoas
E eu não sei por quê
Não consigo tirar meus olhos de você
Com nada para fazer
Nada para provar
E somos você e eu e todas as pessoas
E eu não sei por quê
Não consigo tirar meus olhos de você
Existe algo sobre você agora
Que não consigo compreender completamente
Tudo o que ele faz é bonito
Tudo o que ele faz é certo
Que não consigo compreender completamente
Tudo o que ele faz é bonito
Tudo o que ele faz é certo
Porque somos você e eu e todas as pessoas
Com nada para fazer
Nada para perder
E somos você e eu e todas as pessoas
E eu não sei por quê
Não consigo tirar meus olhos de você
Porque somos você e eu e todas as pessoas
Com nada para fazer
Nada para provar
E somos você e eu e todas as pessoas
E eu não sei por quê
Não consigo tirar meus olhos de você"
Com nada para fazer
Nada para perder
E somos você e eu e todas as pessoas
E eu não sei por quê
Não consigo tirar meus olhos de você
Porque somos você e eu e todas as pessoas
Com nada para fazer
Nada para provar
E somos você e eu e todas as pessoas
E eu não sei por quê
Não consigo tirar meus olhos de você"
(Tradução de You and Me - Lifehouse)
Nada pessoal, novamente.
Apenas uma música.
Música que aliás, define um sentimento de uma pessoa que eu conheço.
Aline Bridget
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Paixonite aguda
E a vida é assim, uma constante chatice.
Aprendemos, colocamos em prática, ensinamos.
Os mais sortudos, vivem dias alegres e calmos.
Os mais azarados vivem dias mais loucos, cheios de baixos e mais baixos ainda.
Enxergamos poucas das cores, percebemos poucos brilhos. Condicionamos a ver o cinza.
Até que alguém colore.
Até que chega um alguém cuja presença é aquarela rica em cores.
Dai, os mais sortudos passam a viver dias maravilhosos.
Os mais azarados conseguem manter o otimismo diante dos baixos e até vivem alguns altos.
E a vida, antes tão chata, ganha uma característica diferente, um encanto inovador.
Eu não sei o final feliz de uma história dessas. E fico feliz por ainda não ter vivido um final.
Mas conheço essa sensação a qual apelidei de paixonite aguda. E gosto.
Por ora, isso basta.
Aline Bridget
Aprendemos, colocamos em prática, ensinamos.
Os mais sortudos, vivem dias alegres e calmos.
Os mais azarados vivem dias mais loucos, cheios de baixos e mais baixos ainda.
Enxergamos poucas das cores, percebemos poucos brilhos. Condicionamos a ver o cinza.
Até que alguém colore.
Até que chega um alguém cuja presença é aquarela rica em cores.
Dai, os mais sortudos passam a viver dias maravilhosos.
Os mais azarados conseguem manter o otimismo diante dos baixos e até vivem alguns altos.
E a vida, antes tão chata, ganha uma característica diferente, um encanto inovador.
Eu não sei o final feliz de uma história dessas. E fico feliz por ainda não ter vivido um final.
Mas conheço essa sensação a qual apelidei de paixonite aguda. E gosto.
Por ora, isso basta.
Aline Bridget
quinta-feira, 14 de julho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
(IN) Feliz dia!
Esse é mais um dia 12 de junho que passo solteira. Mas algo mudou.
Não lamento a solidão, não lamento o tempo que vejo passar. Não tenho tempo pra lamentar.
A vida exigiu de mim tanto nesses últimos tempos que eu simplesmente não devo à vida mais nenhuma formalidade: namorar, casar, criar uma família, ser perfeita... Tanto faz, cansei de correr atrás das coisas. Certas coisas não estão predestinadas a acontecer.
Desde o último dia 12 de Junho, onde contei minha frustração por ter tanto amor para dar sem ninguém que o queira receber, muita coisa mudou: eu reencontrei amores do passado, encontrei novos amores, encontrei pessoas que não valiam a pena e pessoas com as quais seria muito legal compartilhar... alguma coisa.
Resultado: pessoas que acrescentam muita coisa a minha vida sem despertar em mim aquilo que eu gostaria de sentir: Amor pleno, Amor livre, Amor com certeza de que é amor.
Acho que por isso e por tantas outras coisas que endureceram meu coraçãozinho de manteiga, não vou lamentar esse dia dos namorados.
Vou passá-lo sem um chamego, sem um presente ou cartão, sem um beijinho sequer no pescoço.
Mas vou passá-lo com pessoas queridas, na aconchegante casa onde moro, tomando algo quente para espantar o frio.
O amor? Pode ser que um dia ele me encontre. Decididamente, não será nesse 12 de Junho.
Feliz dia dos namorados!
Encalhadamente,
Aline Bridget
sábado, 28 de maio de 2011
A uma ausência
"Sinto-me sem sentir todo abrasado
No rigoroso fogo, que me alenta,
O mal, que me consome, me sustenta,
O bem, que me entretém, me dá cuidado:
Ando sem me mover, falo calado,
O que mais perto vejo, se me ausenta,
E o que estou sem ver, mais me atormenta,
Alegro-me de ver-me atormentado:
Choro no mesmo ponto em que me rio,
No mor risco me anima a confiança,
Do que menos espero estou mais certo;
Mas se de confiado desconfio,
É porque entre os receios da mudança
Ando perdido em mim, como deserto."
(Fiquei confusa acerca da verdadeira autoria. Internet faz isso comigo. Conheço esse poema desde a adolescência mas perdi o livro onde o li e não lembro o autor. Gosto pelo conteúdo e para mim isso basta)
Aline Bridget
No rigoroso fogo, que me alenta,
O mal, que me consome, me sustenta,
O bem, que me entretém, me dá cuidado:
Ando sem me mover, falo calado,
O que mais perto vejo, se me ausenta,
E o que estou sem ver, mais me atormenta,
Alegro-me de ver-me atormentado:
Choro no mesmo ponto em que me rio,
No mor risco me anima a confiança,
Do que menos espero estou mais certo;
Mas se de confiado desconfio,
É porque entre os receios da mudança
Ando perdido em mim, como deserto."
(Fiquei confusa acerca da verdadeira autoria. Internet faz isso comigo. Conheço esse poema desde a adolescência mas perdi o livro onde o li e não lembro o autor. Gosto pelo conteúdo e para mim isso basta)
Aline Bridget
quinta-feira, 26 de maio de 2011
T.C.C.
Fiquei sentada um tempo olhando a tela do computador. Totalmente off line, como eu gostaria de estar.
Passava o dedo na borda da xícara com um leite morno que me acalmaria, se eu o tomasse.
De uma hora pra outra, tudo muda.
A vida da gente vira de cabeça pra baixo. Não sobra tempo, não sobra ânimo. Não sobra raciocínio lógico pra fazer o que tem que fazer.
Falta espaço. Falta tempo. Falta ar.
Olho essas teclas com tantas palavras que poderiam ser formadas: não consigo nenhuma.
Insisto no leite, preciso dormir um pouco. Mas não gosto de nata.
Eu poderia rezar. Pedir ajuda. Ligar pra alguém.
Eu continuo sentada. Olhando a tela. Escrevendo algumas palavras que nada tem de ligação com o objetivo a que me propus.
Falta espaço porque tudo esta preenchido por ela: a solidão.
E pelo visto, ela vai ficar aqui até o final do ano.
Aline Bridget
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Inabitável
Não, eu não me sinto perdida. Tudo está no mesmo lugar.
Eu continuo sabendo onde estão as coisas e os lugares costumeiros... O que parece ter se perdido é o mundo.
As pessoas parecem ter perdido o costume de habitar esse local onde vivo. Vivo numa cidade com pessoas em extinção.
Ando pelos mesmos lugares que andei contigo. Mantenho o som da sua voz como meu som preferido.
Escuto, escuto, escuto... Não ouço nada...
Amo com devoção. A devoção e a saudade. E a certeza de que nunca haveria um felizes para sempre.
Sigo com perfeição. A cidade está vazia e eu acredito que isso é só uma encenação: preciso desempenhar bem o meu papel.
Continuo com trilha sonora, continuo com veracidade e vontade.
Me arrisco em novos amores: toda pessoa erra até reencontrar o novo amor de sua vida. Sim, nas novelas. Afinal, o que vivo?
Amo com devoção, com saudades e com solidão. Isso é real? Ficção. Loucura. Tormenta. Saudades.
A cidade está vazia. Eu olho os ônibus, carros, parques, mercados: Não há ninguém além dos figurantes que nem sei se são humanos... Vejo que não possuem seu tom de voz ou seu tom de pele. Percebo que não olham com seu olhar intenso. Nenhum deles roçaria o nariz com tanta perfeição em meu pescoço...
Sinto sua falta. De algum jeito que escondo o máximo que posso, sinto medo dos caminhos que me levaram pra longe de você.
Sinto sua falta. E sinto seu cheiro. E como se eu visse novamente uma cena de novela, Caetano canta na trilha sonora: O soluço e a vontade, de ficar mais um instante...
Aline Bridget
Obs.: Acho que, de tanto termos brigado por Caetano, a música "Debaixo dos caracóis..." cantada pelo mesmo me traz a lembrança esse moço que ocupa lugar importante na minha vida vazia, sem viver nela. Não, ele não tem cachinhos no cabelo e não foi embora pra longe. Ele está bem perto fisicamente de mim. E eu estou bem longe de seu coração.
Quem nunca amou sem saber como ou porque, provavelmente não vai entender esse texto.
Eu continuo sabendo onde estão as coisas e os lugares costumeiros... O que parece ter se perdido é o mundo.
As pessoas parecem ter perdido o costume de habitar esse local onde vivo. Vivo numa cidade com pessoas em extinção.
Ando pelos mesmos lugares que andei contigo. Mantenho o som da sua voz como meu som preferido.
Escuto, escuto, escuto... Não ouço nada...
Amo com devoção. A devoção e a saudade. E a certeza de que nunca haveria um felizes para sempre.
Sigo com perfeição. A cidade está vazia e eu acredito que isso é só uma encenação: preciso desempenhar bem o meu papel.
Continuo com trilha sonora, continuo com veracidade e vontade.
Me arrisco em novos amores: toda pessoa erra até reencontrar o novo amor de sua vida. Sim, nas novelas. Afinal, o que vivo?
Amo com devoção, com saudades e com solidão. Isso é real? Ficção. Loucura. Tormenta. Saudades.
A cidade está vazia. Eu olho os ônibus, carros, parques, mercados: Não há ninguém além dos figurantes que nem sei se são humanos... Vejo que não possuem seu tom de voz ou seu tom de pele. Percebo que não olham com seu olhar intenso. Nenhum deles roçaria o nariz com tanta perfeição em meu pescoço...
Sinto sua falta. De algum jeito que escondo o máximo que posso, sinto medo dos caminhos que me levaram pra longe de você.
Sinto sua falta. E sinto seu cheiro. E como se eu visse novamente uma cena de novela, Caetano canta na trilha sonora: O soluço e a vontade, de ficar mais um instante...
Aline Bridget
Obs.: Acho que, de tanto termos brigado por Caetano, a música "Debaixo dos caracóis..." cantada pelo mesmo me traz a lembrança esse moço que ocupa lugar importante na minha vida vazia, sem viver nela. Não, ele não tem cachinhos no cabelo e não foi embora pra longe. Ele está bem perto fisicamente de mim. E eu estou bem longe de seu coração.
Quem nunca amou sem saber como ou porque, provavelmente não vai entender esse texto.
domingo, 8 de maio de 2011
Solidão
"Tente sobreviver a solidão, mesmo que ela tente te enlouquecer.
Trave com ela uma luta, uma briga sem ofensas.
Seja mais forte, mostre-se superior.
Sobreviva a solidão e ao final dela você saberá que, convivendo apenas consigo mesmo, você pode sobreviver a qualquer coisa."
Aline Bridget
Trave com ela uma luta, uma briga sem ofensas.
Seja mais forte, mostre-se superior.
Sobreviva a solidão e ao final dela você saberá que, convivendo apenas consigo mesmo, você pode sobreviver a qualquer coisa."
Aline Bridget
domingo, 1 de maio de 2011
Momento musical
"Eu me perdi, perdi você
Perdi a voz, o seu querer
Agora sou somente um,
Longe de nós, um ser comum
Agora eu sou um vento só, a escuridão
Eu virei pó, fotografia, sou lembrança do passado
Agora sou a prova viva de que nada nessa vida
É pra sempre até que prove o contrário
Estar assim, sentir assim
Um turbilhão de sensações dentro de mim
Eu amanheço, eu estremeço, eu enlouqueço
Eu te cavalgo embaixo do cair da chuva,
Eu reconheço
Estar assim, sentir assim
Um turbilhão de sensações dentro de mim
Eu me aqueço, eu endureço, eu me derreto, eu evaporo
E caio em forma de chuva, eu reconheço
Eu me transformo"
(Sensações - Paula Fernandes)
Essa musica, apresentada a mim por uma amiga muito querida, resume exatamente o tipo de sensação que nunca consegui descrever, apesar de há anos sentir.
Aline Bridget
Perdi a voz, o seu querer
Agora sou somente um,
Longe de nós, um ser comum
Agora eu sou um vento só, a escuridão
Eu virei pó, fotografia, sou lembrança do passado
Agora sou a prova viva de que nada nessa vida
É pra sempre até que prove o contrário
Estar assim, sentir assim
Um turbilhão de sensações dentro de mim
Eu amanheço, eu estremeço, eu enlouqueço
Eu te cavalgo embaixo do cair da chuva,
Eu reconheço
Estar assim, sentir assim
Um turbilhão de sensações dentro de mim
Eu me aqueço, eu endureço, eu me derreto, eu evaporo
E caio em forma de chuva, eu reconheço
Eu me transformo"
(Sensações - Paula Fernandes)
Essa musica, apresentada a mim por uma amiga muito querida, resume exatamente o tipo de sensação que nunca consegui descrever, apesar de há anos sentir.
Aline Bridget
domingo, 24 de abril de 2011
Renascer
Vez ou outra acontece de a gente acreditar que nossa demanda é grande e merece intervenção divina.
Nos vemos pedindo ajuda de Deus para conseguir uma coisinha aqui ou acolá.
Nesses momentos, nunca pensamos se aquilo será o melhor para todos os envolvidos: é sempre o que queremos e pronto.
Falo esse texto generalizando mas sei que faço referência a meu próprio ser.
Eu já pedi coisas. Desejei profundamente, sem analisar se aquilo me faria feliz, se faria alguém feliz.
Eu poderia realmente me culpar, tornar publica minha culpa ou viver reclusa mas me contento com a experiência e me contento com a lição.
E agradeço por não ter conseguido o que queria: eu não tinha discernimento para querer nada.
Sei que não posso prever o futuro. Posso criar demandas absurdas novamente e lutar por elas. Mas acreditarei em todos os momentos que o melhor está reservado para mim.
E, mesmo com vergonha pelas demandas inúteis pelas quais lutei, posso seguir em frente de cabeça erguida: errar é humano. Acordar para a vida, é quase divino.
Aline Bridget
Nos vemos pedindo ajuda de Deus para conseguir uma coisinha aqui ou acolá.
Nesses momentos, nunca pensamos se aquilo será o melhor para todos os envolvidos: é sempre o que queremos e pronto.
Falo esse texto generalizando mas sei que faço referência a meu próprio ser.
Eu já pedi coisas. Desejei profundamente, sem analisar se aquilo me faria feliz, se faria alguém feliz.
Eu poderia realmente me culpar, tornar publica minha culpa ou viver reclusa mas me contento com a experiência e me contento com a lição.
E agradeço por não ter conseguido o que queria: eu não tinha discernimento para querer nada.
Sei que não posso prever o futuro. Posso criar demandas absurdas novamente e lutar por elas. Mas acreditarei em todos os momentos que o melhor está reservado para mim.
E, mesmo com vergonha pelas demandas inúteis pelas quais lutei, posso seguir em frente de cabeça erguida: errar é humano. Acordar para a vida, é quase divino.
Aline Bridget
domingo, 17 de abril de 2011
O Grande Amor de Nossas Vidas
"Como definir este sentimento tão intenso, que faz ver estrelas de dia? Chorar de felicidade, o coração explodindo de tanta emoção e muita, muita paz na alma... Que o nosso amor seja eterno enquanto dure... dizia o poeta. Podemos amar mais de uma vez? Amar vale a pena? A segurança e a estabilidade do até que a morte os separe... são reais?
Arrumar desculpas para não viver uma grande história de amor por medo. Medo de não dar certo (a vida é feita de incertezas), medo de tentar (pior do que tentar e não dar certo), medo de se apaixonar de verdade (pavor de sofrer), medo de sentir prazer (será que é certo desfrutar da vida enquanto as outras pessoas estão infelizes)... medo pela eventual situação difícil das crianças (o casal se separa, mas continuam pai e mãe dos filhos)...
Medo de romper o antigo relacionamento por comodismo (Quem garante que vai melhorar)? Medo de ser abandonado (Todos corremos este risco), medo de magoar outras pessoas (Cuidado, nós podemos ficar doentes), medo do que os outros irão dizer (Eles falam, mesmo que não tenha motivo), medo de se declarar... e se levar um fora? Medo de escutar um não (Melhor um não logo do que perder anos nesta brincadeira)...
Ficar ao lado de quem já passou, recusar-se a curtir intensamente a vida, reprimir-se, ter atitudes fracas, passividade, vegetar... Tudo isto gera depressão. A alma pede e você não escuta! É necessário ter uma terceira pessoa para um relacionamento naufragar? Não, como estamos em constante mutação, as pessoas mudam e os sentimentos também.
Ninguém é culpado, e o fato de ficar juntos, forçados, só piora a situação. Pode criar até antipatia e desprezo. Não estou sugerindo fazer as coisas de um impulso, mas analisar a situação objetivamente (Complicado, não?!) e depois de escutar o coração, resolver o que a alma deseja. A sua intuição é o parâmetro de suas emoções. Se sentiu interesse por outras pessoas, algo de errado há de existir neste relacionamento!
Como fazer para um casamento dar certo? Podemos comparar com uma plantinha. É necessário investir, regar sempre, dar alimentação adequada, carinho, trocar idéias, ser cúmplice, respeitar e principalmente dar muito, muito amor. Amor incondicional, sem controles, aceitando a outra pessoa como ela é sem tentar modificá-la, e incentiva-la a realizar os sonhos dela.
Um grande amor faz os olhos brilharem, faz você adorar a voz da pessoa, querer flutuar, ficar boba, olhos nos olhos, suspirar de alegria, sair dando pulinhos, sentir a vibração da pessoa ao seu lado, amar a sua pele, querer passar a mão em seus cabelos, dançar sozinho, cantar feliz, não querer que termine nunca, segurar a imagem da pessoa eternamente na retina...
Como saber se é o grande amor? Nunca teremos a certeza, pois amamos várias pessoas de diferentes maneiras. E cada uma é única, especial a seu modo. Tenha histórias marcantes, profundas de amor. Mesmo as que não deram certo, mas você teve a coragem de tentar. São vivências de momentos especiais, inesquecíveis... E cada momento deve ser curtido no presente. Não deixe de aproveitar todas as oportunidades positivas que surgirem na sua história. O passado não volta mais e o futuro você cria a partir do que realizar no presente... "
Mon Liu
Original aqui: http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=2703
Arrumar desculpas para não viver uma grande história de amor por medo. Medo de não dar certo (a vida é feita de incertezas), medo de tentar (pior do que tentar e não dar certo), medo de se apaixonar de verdade (pavor de sofrer), medo de sentir prazer (será que é certo desfrutar da vida enquanto as outras pessoas estão infelizes)... medo pela eventual situação difícil das crianças (o casal se separa, mas continuam pai e mãe dos filhos)...
Medo de romper o antigo relacionamento por comodismo (Quem garante que vai melhorar)? Medo de ser abandonado (Todos corremos este risco), medo de magoar outras pessoas (Cuidado, nós podemos ficar doentes), medo do que os outros irão dizer (Eles falam, mesmo que não tenha motivo), medo de se declarar... e se levar um fora? Medo de escutar um não (Melhor um não logo do que perder anos nesta brincadeira)...
Ficar ao lado de quem já passou, recusar-se a curtir intensamente a vida, reprimir-se, ter atitudes fracas, passividade, vegetar... Tudo isto gera depressão. A alma pede e você não escuta! É necessário ter uma terceira pessoa para um relacionamento naufragar? Não, como estamos em constante mutação, as pessoas mudam e os sentimentos também.
Ninguém é culpado, e o fato de ficar juntos, forçados, só piora a situação. Pode criar até antipatia e desprezo. Não estou sugerindo fazer as coisas de um impulso, mas analisar a situação objetivamente (Complicado, não?!) e depois de escutar o coração, resolver o que a alma deseja. A sua intuição é o parâmetro de suas emoções. Se sentiu interesse por outras pessoas, algo de errado há de existir neste relacionamento!
Como fazer para um casamento dar certo? Podemos comparar com uma plantinha. É necessário investir, regar sempre, dar alimentação adequada, carinho, trocar idéias, ser cúmplice, respeitar e principalmente dar muito, muito amor. Amor incondicional, sem controles, aceitando a outra pessoa como ela é sem tentar modificá-la, e incentiva-la a realizar os sonhos dela.
Um grande amor faz os olhos brilharem, faz você adorar a voz da pessoa, querer flutuar, ficar boba, olhos nos olhos, suspirar de alegria, sair dando pulinhos, sentir a vibração da pessoa ao seu lado, amar a sua pele, querer passar a mão em seus cabelos, dançar sozinho, cantar feliz, não querer que termine nunca, segurar a imagem da pessoa eternamente na retina...
Como saber se é o grande amor? Nunca teremos a certeza, pois amamos várias pessoas de diferentes maneiras. E cada uma é única, especial a seu modo. Tenha histórias marcantes, profundas de amor. Mesmo as que não deram certo, mas você teve a coragem de tentar. São vivências de momentos especiais, inesquecíveis... E cada momento deve ser curtido no presente. Não deixe de aproveitar todas as oportunidades positivas que surgirem na sua história. O passado não volta mais e o futuro você cria a partir do que realizar no presente... "
Mon Liu
Original aqui: http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=2703
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Pesadelo II
Ela estava sentada próxima a janela. Olhava seu vaso de flores miúdas e o bonsai que só nessa etapa da vida aprendeu a cuidar. Um pouco acima, um bebedouro para beija-flor. Ela quis um desses a vida toda, mas sua mãe dizia que atrairia pombos.
Ela estava com um pequeno brinco de pérolas e, por pirraça, mantinha os cabelos longos e brancos, presos num coque com grampos. Ela poderia ter pintado os cabelos, cortado à moda, curtos. Mas parecia gostar deles longos...
Ela vestia um vestido de flores e um casaco branco. As mãos, agora com unhas curtas e sem cor, afagavam, Vini, o gato.
Sim, ela tinha um gato. O gato era uma pirraça. Como se “ELE” pudesse saltar de sua memória para o presente e dizer: Ah Pára, eu ODEIO gatos.
Ela disse baixinho, como que para se defender: gatos são bonzinhos... Os olhos cheios de lágrimas. Um coração com mais saudades do que um ser humano seria capaz de sentir.
Ela se lembrou de um dia que o tempo não apagou. Ele estava deitado em seu colo, falando alguma coisa engraçada como sempre. Ela, mexia em seus cabelos. O clima intimista dessa lembrança causou em mim um certo constrangimento, afinal, o que fazia eu naquela casa, escondida em algum lugar que não conhecia, olhando aquela senhora novamente, tentando novamente descobrir algo sobre ela sem sucesso? Eu estava invadindo as lembranças dessa senhora. E essa “mágica” causava em mim uma dor de perda quase física.
A senhora parecia perceber. E se lembrou de seu primeiro beijo com esse homem engraçado.
Eu assisti, com o coração apertado, um beijo terno, desajeitado, seguido de um beijo na testa (dado por ele) e um beijo na mão dele (dado pela senhora, então jovem).
O olhar dos dois era algo como fogo e algodão. Eu nunca em minha vida havia presenciado tanta intensidade...
A senhora se levantou e se encaminhou para um quarto. A esse ponto, minha curiosidade já ultrapassara o limite da educação: eu estava seguindo a senhora pela sua casa. Entrou em um quarto e, em um quadro desses que a gente vê em colégio, com cortiça, haviam diversas fotos: um bebê de enormes olhos castanhos, uma adolescente solar, uma moça de cabelos longos e negros, uma família toda, cerca de 7 fotos de gatos diferentes, todos com a inscrição “Vini” abaixo da foto... Me perdi olhando tais fotos, reconhecendo alguns personagens naquele mural... até que vi a foto que ela observava:
A jovem de cabelos negros sorria e o rapaz engraçado a abraçava. Dava pra perceber que o rapaz era bem mais alto que a senhora. E possuia olhos claros mas a foto, propositadamente, era em preto e branco.
Ela acariciou o rosto do rapaz na foto com os olhos marejados.
Fiquei com tanta dó que fui abraça-la, perguntar o que tinha acontecido. Mas o despertador tocou. E chocada, eu acordei.
Antes de levantar as pressas novamente, percebi: a senhora era eu. As pessoas no mural, eram pessoas minhas. A moça de cabelos negros sou eu.
E essa senhora, que ultimamente tem invadido meus sonhos, parece querer me mostrar que não existe saída para isso que estou vivendo.
Aline Bridget
domingo, 10 de abril de 2011
10 de abril - Minha primavera pessoal!
"A semana inteira, fiquei esperando, pra te ver sorrindo, pra te ver cantando.
Quando a gente ama, não pensa em dinheiro, só se quer amar, se quer amar, se quer amar..."
Incrível. Há anos essa tem sido a música oficial de seus aniversários.
Sua ansiedade e seu entusiasmo para festas contagiam. Aliás, pequena flor, você é um ser contagiante!
Eu não consigo imaginar o que seria do mundo se não houvesse você.
Eu tenho acompanhando seu crescimento... suas dúvidas, suas decisões. O que tenho a dizer sobre o que você é e sobre o que você se torna a cada pequeno acontecimento é: fascinante.
Hoje você completa exatos 16 anos. Uma idade linda onde você tem a liberdade de ser criança e a pretensão de ser adulta. Da largata à borboleta. Quando é essa sua vontade, claro.
Esse é o seu caminho. Caminho que você trilha com a graça de quem sabe o que quer.
Você sabe, esse seu caminho é o sucesso. O sucesso diário, que você alcança a cada passo, sem esperar com ansiedade o destino.
Feliz Aniversário, minha querida! Que possamos comemorar com muuuuuuuita alegria mais, pelo menos, 200 anos de vida juntas.
Obrigada por todas as perguntas e por todas as respostas que você me dá, diariamente.
Amo você.
Aline Bridget
Quando a gente ama, não pensa em dinheiro, só se quer amar, se quer amar, se quer amar..."
Incrível. Há anos essa tem sido a música oficial de seus aniversários.
Sua ansiedade e seu entusiasmo para festas contagiam. Aliás, pequena flor, você é um ser contagiante!
Eu não consigo imaginar o que seria do mundo se não houvesse você.
Eu tenho acompanhando seu crescimento... suas dúvidas, suas decisões. O que tenho a dizer sobre o que você é e sobre o que você se torna a cada pequeno acontecimento é: fascinante.
Hoje você completa exatos 16 anos. Uma idade linda onde você tem a liberdade de ser criança e a pretensão de ser adulta. Da largata à borboleta. Quando é essa sua vontade, claro.
Esse é o seu caminho. Caminho que você trilha com a graça de quem sabe o que quer.
Você sabe, esse seu caminho é o sucesso. O sucesso diário, que você alcança a cada passo, sem esperar com ansiedade o destino.
Feliz Aniversário, minha querida! Que possamos comemorar com muuuuuuuita alegria mais, pelo menos, 200 anos de vida juntas.
Obrigada por todas as perguntas e por todas as respostas que você me dá, diariamente.
Amo você.
Aline Bridget
domingo, 3 de abril de 2011
Estagnação conjunta
Ela olhou para ele novamente. O mesmo olhar de todos os anos.
Todos esses anos que passaram entre brigas e ternuras.
Ele, sentado. Ela, em pé.
Ele segurou a mão dela, ela se abaixou e deu-lhe um demorado e cheio de amor beijo na testa. E foi embora.
Esse casal está destruído, acabado. Por culpa de um sentimento que não devia existir: orgulho.
Foi essa necessidade de estar sempre em posição de "estou certo" que acabou com o que eles eram.
Não existem mais as conversas diárias, os planos, os sonhos, os beijos ou os pesados sonos abraçados.
A proteção, o calor, o amor... tudo foi jogado fora. Porque ambos querem "estar certos".
Certa vez, ela, cansada de tanta tristeza longe daquele que seria seu homem, decidi dizer: Ok, estou errada. Vamos começar outra vez?
Tiro pela culatra: a sensação de poder já o havia corrompido. Disse ele: Sim, você está errada, eu estou certo. Não dá pra recomeçar.
E ela cansou. Seguiu sozinha e devagar um longo caminho esperando que ele a seguisse. E ele não seguiu. Ele estava certo.
E ela cansou. Cansou de ceder, cansou de esperar, cansou de ser a errada. Cansou e parou: não vai mais a lugar nenhum.
A conheci numa rua escura do meu sub-consciente. A vida dela, assim como a minha, já não tem mais sentido algum.
Aline Bridget
Todos esses anos que passaram entre brigas e ternuras.
Ele, sentado. Ela, em pé.
Ele segurou a mão dela, ela se abaixou e deu-lhe um demorado e cheio de amor beijo na testa. E foi embora.
Esse casal está destruído, acabado. Por culpa de um sentimento que não devia existir: orgulho.
Foi essa necessidade de estar sempre em posição de "estou certo" que acabou com o que eles eram.
Não existem mais as conversas diárias, os planos, os sonhos, os beijos ou os pesados sonos abraçados.
A proteção, o calor, o amor... tudo foi jogado fora. Porque ambos querem "estar certos".
Certa vez, ela, cansada de tanta tristeza longe daquele que seria seu homem, decidi dizer: Ok, estou errada. Vamos começar outra vez?
Tiro pela culatra: a sensação de poder já o havia corrompido. Disse ele: Sim, você está errada, eu estou certo. Não dá pra recomeçar.
E ela cansou. Seguiu sozinha e devagar um longo caminho esperando que ele a seguisse. E ele não seguiu. Ele estava certo.
E ela cansou. Cansou de ceder, cansou de esperar, cansou de ser a errada. Cansou e parou: não vai mais a lugar nenhum.
A conheci numa rua escura do meu sub-consciente. A vida dela, assim como a minha, já não tem mais sentido algum.
Aline Bridget
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Citando o ídolo
“Criamos a época da velocidade, mas senti-mo-nos enclausurados dentro dela. Os nossos conhecimentos tornaram-nos cépticos; a nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.”
(Charlie Chaplin)
(Charlie Chaplin)
quinta-feira, 24 de março de 2011
Algumas tristezas temporárias
"Hold on!
Segure-se!
Hold on!
Segure-se!
Don't be scared
Não tenha medo
You'll never change what's been and gone
Você nunca mudará o que aconteceu e passou
May your smile (May your smile)
Que seu sorriso (que seu sorriso)
Shine on (Shine on)
Brilhe (brilhe)
Don't be scared (Don't be scared)
Não tenha medo (não tenha medo)
Your destiny may keep you warm
Seu destino pode mantê-lo aquecido
'Cause all of the stars
Porque todas as estrelas
Are fading away
Estão desaparecendo
Just try not to worry
Apenas tente não se preocupar
You'll see them some day
Você as verá algum dia
Take what you need
Pegue o que você precisa
And be on your way
E siga seu caminho
And stop crying your heart out
E faça seu coração parar de chorar
Get up (Get up)
Levante (levante)
Come on (Come on)
Venha (venha)
Why you scared? (I'm not scared)
Por que você está assustado? (Não estou assustado)
You'll never change what's been and gone
Você nunca mudará o que aconteceu e passou
'Cause all of the stars
Porque todas as estrelas
Are fading away
Estão desaparecendo
Just try not to worry
Apenas tente não se preocupar
You'll see them some day
Você as verá algum dia
Take what you need
Pegue o que você precisa
And be on your way
E siga seu caminho
And stop crying your heart out
E faça seu coração parar de chorar
'Cause all of the stars
Porque todas as estrelas
Are fading away
Estão desaparecendo
Just try not to worry
Apenas tente não se preocupar
You'll see them some day
Você as verá algum dia
Just take what you need
Pegue o que você precisa
And be on your way
E siga seu caminho
And stop crying your heart out
E faça seu coração parar de chorar
Where all us stars
Onde todas todas nós, estrelas
We're fading away
Nós estamos desaparecendo
Just try not to worry
Apenas tente não se preocupar
You'll see us some day
Você nos verá algum dia
Just take what you need
Apenas pegue o necessário
And be on your way
E siga seu caminho
And stop crying your heart out
E faça seu coração parar de chorar
Stop crying your heart out
E faça seu coração parar de chorar"
(Oasis)
Tenho a impressão de passar a maior parte de meu tempo mergulhada num lago de tristeza perceptível apenas para mim. Não que eu seja acostumada a fingir. Eu só acho mais fácil ficar "tudo bem" enquanto eu me resolvo aqui, quieta no meu canto.
Tanta tristeza me torna egoísta. Eu vejo a tristeza dos outros sem ter muito o que dizer para ajudar. E com medo de atrapalhar (eu conheço a responsabilidade de um conselho).
Então não sei bem se escrevo esse texto para mim ou para as pessoas que estão ao meu redor que também, por algum motivo estejam tristes. Eu sei que essa música não vai ajudar em nada. Quando a gente tá triste, tá triste e ponto. A alegria não vem do externo.
Na dúvida, vou deixar a música e meu confuso texto. Dane-se.
Pra finalizar, vou citar minha queridíssima Lispector: Eu não sou sempre triste assim. É que hoje estou cansada.
Tudo vai melhorar.
Aline Bridget
terça-feira, 8 de março de 2011
Aline Bridget Responde - Uma Resposta Urgente!
Recebi uma angustiada mensagem hoje. Mesmo com correria da faculdade, achei por bem ajudar a pobre coitada:
Prezada Madame Aline
Encontro-me bastante angustiada por meses com uma dúvida que não sai da minha cabeça. Tenho altos indícios que meu ex namorado é uma mocinha. Como posso descubrir se isso é verdade? Como posso tirá-lo do armário?
Por favor madame Aline, dei-me uma luz!
Obrigada,
Querida Olivia Palito,
Acalme seu coração querida. Tamanha angustia me comoveu: peguei até meu baralho de truco para ver nas cartas o destino da sua situação.
Estava faltando um valete de paus. Começo a desconfiar de quem possa tê-lo roubado....
Pois bem, vamos lá. Vamos chamar o seu ex namorado de Brutus.
Isso. Brutus, pelo que você me conta na parte não publicada de sua mensagem, quando namorava contigo aparentava ter uma certa aversão ao sexo feminino. Ao sexo, principalmente.
Filha minha, tua própria pergunta te fornece respostas que seus olhos não vêem:
Se Brutus é ou não é... Essa não é a questão.
Deves pensar apenas nisso: Brutus fazia você feliz? Verdadeiramente feliz? Ou ficava sempre faltando uma coisinha?
Vejo aqui na bola de cristal dos conselhos recebidos que, quando forçamos o acontecimento de uma coisa, significa que aquela coisa não deve acontecer...
Fofa, resumindo, essa coca é fanta!
Esse Brutus quer mesmo é um Popeye. Mas ele nunca vai assumir. Esquece.
Fica de conselho apenas isso: Veste tua melhor roupa e vai atrás de um Popeye cheirosão e carinhoso para você.
E nunca, jamais, em hipótese alguma, apresente-o ao seu ex Brutus. Deixe-o no armário.
Que o Jesus da Cabana acompanhe você nessa empreitada desencalhativa.
Madame Aline Bridget
Obs.: Quanto ao negão pelado que quer mostrar pra ele, pode mostrar pra mim. Obrigada.
Prezada Madame Aline
Encontro-me bastante angustiada por meses com uma dúvida que não sai da minha cabeça. Tenho altos indícios que meu ex namorado é uma mocinha. Como posso descubrir se isso é verdade? Como posso tirá-lo do armário?
Por favor madame Aline, dei-me uma luz!
Obrigada,
Seja convincente
Usarei suas dicas
Só não manda eu colocar um negão pelado na frente dele.
Olivia Palito
Querida Olivia Palito,
Acalme seu coração querida. Tamanha angustia me comoveu: peguei até meu baralho de truco para ver nas cartas o destino da sua situação.
Estava faltando um valete de paus. Começo a desconfiar de quem possa tê-lo roubado....
Pois bem, vamos lá. Vamos chamar o seu ex namorado de Brutus.
Isso. Brutus, pelo que você me conta na parte não publicada de sua mensagem, quando namorava contigo aparentava ter uma certa aversão ao sexo feminino. Ao sexo, principalmente.
Filha minha, tua própria pergunta te fornece respostas que seus olhos não vêem:
Se Brutus é ou não é... Essa não é a questão.
Deves pensar apenas nisso: Brutus fazia você feliz? Verdadeiramente feliz? Ou ficava sempre faltando uma coisinha?
Vejo aqui na bola de cristal dos conselhos recebidos que, quando forçamos o acontecimento de uma coisa, significa que aquela coisa não deve acontecer...
Fofa, resumindo, essa coca é fanta!
Esse Brutus quer mesmo é um Popeye. Mas ele nunca vai assumir. Esquece.
Fica de conselho apenas isso: Veste tua melhor roupa e vai atrás de um Popeye cheirosão e carinhoso para você.
E nunca, jamais, em hipótese alguma, apresente-o ao seu ex Brutus. Deixe-o no armário.
Que o Jesus da Cabana acompanhe você nessa empreitada desencalhativa.
Madame Aline Bridget
Obs.: Quanto ao negão pelado que quer mostrar pra ele, pode mostrar pra mim. Obrigada.
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Aline Bridget Responde - RESPOSTAS
Carta a um Coração burro
Querido coração,
Tantas vezes deixei as decisões por sua conta e veja só: paguei a conta por seus exageros.
Foi você que acreditou, que se apaixonou e que se entregou.
E fui eu que tive que me esconder, fugir e tentar esquecer para que de tristeza, você não parasse de bater.
Hoje eu reli cartas e e-mail ditados por você. Confesso que sua vocação para amar é linda. Seu problema é escolher sempre as pessoas erradas.
Confesso coração: me arrependi de ter feito o favor de enviar tudo o que você escreveu.
Até aqui, em meu blog, você fez seus estragos.
Eu devia ter calado você a principio.
Eu devia ter sido disciplinadora para com você.
Mas tudo era tão lindo na forma como você via: felicidades, carinhos, bolhas de sabão.
Machucar você seria como matar um unicórnio. Aposto como você também nunca acreditou que pudessem acontecer essas desgraças que você já esqueceu.
Sabe, coração amigo, a maioria das pessoas que você carrega ai dentro já te magoou demais. O restante pode ser que te magoe ainda.
Obviamente, você deve continuar amando. Claro, agora estou preparada para ser a mãe moderadora para você. Filtrando e peneirando os alvos de seu profundo amor.
Não é maldade contigo... Bem, coração. Eu preciso sobreviver também. Tente ver minha posição.
Você esquece. Você sente na hora mas como se entrasse em choque, esquece no momento seguinte.
Eu não. Eu vejo freqüentemente. Sinto novamente. Penso.
Nossos diálogos nunca foram muito proveitosos. Você sempre fingiu não me ouvir.
Então, decidi ser enérgica quiçá ditadora.
Tu podes amar quem tu quiseres amar.
Mas só vai oferecer esse amor a quem eu quiser que ofereça.
Essas são as regras da casa.
Se estiver insatisfeito, pode partir.
(Tenho certeza de que se continuássemos no seu ritmo, partiríamos mais cedo ainda).
Não sinta raiva de mim. Estamos no mesmo time. Vamos jogar para ganhar agora.
Com amor,
Aline Bridget
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