São dias que exigem um pouco de silêncio, um pouco de disciplina, um pouco de reclusão.
Esses dias tão tristes são sempre acompanhados de um lindo (e gélido) por-do-sol que a gente não tem coragem de levantar do sofá pra ver.
Esses dias tão silenciosos e parados são acompanhados de pensamentos que a gente não queria ter. E são escassos dos abraços que a gente precisaria ter.
Esses dias parecem fazer parar linhas telefônicas, operadoras de celular e provedores de internet. Não há como fugir pro mundo lá fora nesses dias em que nosso mundo pede um pouco de atenção.
E meu mundo, há tempos, está em estado de atenção. Sinais que meu corpo enviava e eu não percebia.
São dias esses que não matam nem ferem. Só intensificam a insatisfação e o desânimo que a gente já vem carregando por algum motivo que, intimamente, só a gente sabe.
São dias em que o melhor a fazer é esperar passar. Um agrado a si mesmo pode agravar. Silencio absoluto. Um bom livro, um filme qualquer talvez ajudem mas talvez induzam a maquiagem dos próprios sentimentos. Demora pouco até acontecer mais um dia desses.
O ideal é encarar o dia de frente. Sentar sozinho, sentir sozinho, chorar sozinho.
Certas situações são como becos sem saída e dessa vez não vou generalizar: falo por mim, pelas minhas situações sem saída.
Pensar numa solução pode parecer tempo perdido mas as vezes tudo que "a gente" tem de antidoto é um sonho.
Estou vivendo um dia "desses" e não sinto medo.
Amanhã será um novo dia. E amanhã eu começo um novo caminho que me levará para longe desses becos sem saída.
Aline Bridget
domingo, 31 de julho de 2011
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