"Sinto-me sem sentir todo abrasado
No rigoroso fogo, que me alenta,
O mal, que me consome, me sustenta,
O bem, que me entretém, me dá cuidado:
Ando sem me mover, falo calado,
O que mais perto vejo, se me ausenta,
E o que estou sem ver, mais me atormenta,
Alegro-me de ver-me atormentado:
Choro no mesmo ponto em que me rio,
No mor risco me anima a confiança,
Do que menos espero estou mais certo;
Mas se de confiado desconfio,
É porque entre os receios da mudança
Ando perdido em mim, como deserto."
(Fiquei confusa acerca da verdadeira autoria. Internet faz isso comigo. Conheço esse poema desde a adolescência mas perdi o livro onde o li e não lembro o autor. Gosto pelo conteúdo e para mim isso basta)
Aline Bridget
sábado, 28 de maio de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
T.C.C.
Fiquei sentada um tempo olhando a tela do computador. Totalmente off line, como eu gostaria de estar.
Passava o dedo na borda da xícara com um leite morno que me acalmaria, se eu o tomasse.
De uma hora pra outra, tudo muda.
A vida da gente vira de cabeça pra baixo. Não sobra tempo, não sobra ânimo. Não sobra raciocínio lógico pra fazer o que tem que fazer.
Falta espaço. Falta tempo. Falta ar.
Olho essas teclas com tantas palavras que poderiam ser formadas: não consigo nenhuma.
Insisto no leite, preciso dormir um pouco. Mas não gosto de nata.
Eu poderia rezar. Pedir ajuda. Ligar pra alguém.
Eu continuo sentada. Olhando a tela. Escrevendo algumas palavras que nada tem de ligação com o objetivo a que me propus.
Falta espaço porque tudo esta preenchido por ela: a solidão.
E pelo visto, ela vai ficar aqui até o final do ano.
Aline Bridget
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Inabitável
Não, eu não me sinto perdida. Tudo está no mesmo lugar.
Eu continuo sabendo onde estão as coisas e os lugares costumeiros... O que parece ter se perdido é o mundo.
As pessoas parecem ter perdido o costume de habitar esse local onde vivo. Vivo numa cidade com pessoas em extinção.
Ando pelos mesmos lugares que andei contigo. Mantenho o som da sua voz como meu som preferido.
Escuto, escuto, escuto... Não ouço nada...
Amo com devoção. A devoção e a saudade. E a certeza de que nunca haveria um felizes para sempre.
Sigo com perfeição. A cidade está vazia e eu acredito que isso é só uma encenação: preciso desempenhar bem o meu papel.
Continuo com trilha sonora, continuo com veracidade e vontade.
Me arrisco em novos amores: toda pessoa erra até reencontrar o novo amor de sua vida. Sim, nas novelas. Afinal, o que vivo?
Amo com devoção, com saudades e com solidão. Isso é real? Ficção. Loucura. Tormenta. Saudades.
A cidade está vazia. Eu olho os ônibus, carros, parques, mercados: Não há ninguém além dos figurantes que nem sei se são humanos... Vejo que não possuem seu tom de voz ou seu tom de pele. Percebo que não olham com seu olhar intenso. Nenhum deles roçaria o nariz com tanta perfeição em meu pescoço...
Sinto sua falta. De algum jeito que escondo o máximo que posso, sinto medo dos caminhos que me levaram pra longe de você.
Sinto sua falta. E sinto seu cheiro. E como se eu visse novamente uma cena de novela, Caetano canta na trilha sonora: O soluço e a vontade, de ficar mais um instante...
Aline Bridget
Obs.: Acho que, de tanto termos brigado por Caetano, a música "Debaixo dos caracóis..." cantada pelo mesmo me traz a lembrança esse moço que ocupa lugar importante na minha vida vazia, sem viver nela. Não, ele não tem cachinhos no cabelo e não foi embora pra longe. Ele está bem perto fisicamente de mim. E eu estou bem longe de seu coração.
Quem nunca amou sem saber como ou porque, provavelmente não vai entender esse texto.
Eu continuo sabendo onde estão as coisas e os lugares costumeiros... O que parece ter se perdido é o mundo.
As pessoas parecem ter perdido o costume de habitar esse local onde vivo. Vivo numa cidade com pessoas em extinção.
Ando pelos mesmos lugares que andei contigo. Mantenho o som da sua voz como meu som preferido.
Escuto, escuto, escuto... Não ouço nada...
Amo com devoção. A devoção e a saudade. E a certeza de que nunca haveria um felizes para sempre.
Sigo com perfeição. A cidade está vazia e eu acredito que isso é só uma encenação: preciso desempenhar bem o meu papel.
Continuo com trilha sonora, continuo com veracidade e vontade.
Me arrisco em novos amores: toda pessoa erra até reencontrar o novo amor de sua vida. Sim, nas novelas. Afinal, o que vivo?
Amo com devoção, com saudades e com solidão. Isso é real? Ficção. Loucura. Tormenta. Saudades.
A cidade está vazia. Eu olho os ônibus, carros, parques, mercados: Não há ninguém além dos figurantes que nem sei se são humanos... Vejo que não possuem seu tom de voz ou seu tom de pele. Percebo que não olham com seu olhar intenso. Nenhum deles roçaria o nariz com tanta perfeição em meu pescoço...
Sinto sua falta. De algum jeito que escondo o máximo que posso, sinto medo dos caminhos que me levaram pra longe de você.
Sinto sua falta. E sinto seu cheiro. E como se eu visse novamente uma cena de novela, Caetano canta na trilha sonora: O soluço e a vontade, de ficar mais um instante...
Aline Bridget
Obs.: Acho que, de tanto termos brigado por Caetano, a música "Debaixo dos caracóis..." cantada pelo mesmo me traz a lembrança esse moço que ocupa lugar importante na minha vida vazia, sem viver nela. Não, ele não tem cachinhos no cabelo e não foi embora pra longe. Ele está bem perto fisicamente de mim. E eu estou bem longe de seu coração.
Quem nunca amou sem saber como ou porque, provavelmente não vai entender esse texto.
domingo, 8 de maio de 2011
Solidão
"Tente sobreviver a solidão, mesmo que ela tente te enlouquecer.
Trave com ela uma luta, uma briga sem ofensas.
Seja mais forte, mostre-se superior.
Sobreviva a solidão e ao final dela você saberá que, convivendo apenas consigo mesmo, você pode sobreviver a qualquer coisa."
Aline Bridget
Trave com ela uma luta, uma briga sem ofensas.
Seja mais forte, mostre-se superior.
Sobreviva a solidão e ao final dela você saberá que, convivendo apenas consigo mesmo, você pode sobreviver a qualquer coisa."
Aline Bridget
domingo, 1 de maio de 2011
Momento musical
"Eu me perdi, perdi você
Perdi a voz, o seu querer
Agora sou somente um,
Longe de nós, um ser comum
Agora eu sou um vento só, a escuridão
Eu virei pó, fotografia, sou lembrança do passado
Agora sou a prova viva de que nada nessa vida
É pra sempre até que prove o contrário
Estar assim, sentir assim
Um turbilhão de sensações dentro de mim
Eu amanheço, eu estremeço, eu enlouqueço
Eu te cavalgo embaixo do cair da chuva,
Eu reconheço
Estar assim, sentir assim
Um turbilhão de sensações dentro de mim
Eu me aqueço, eu endureço, eu me derreto, eu evaporo
E caio em forma de chuva, eu reconheço
Eu me transformo"
(Sensações - Paula Fernandes)
Essa musica, apresentada a mim por uma amiga muito querida, resume exatamente o tipo de sensação que nunca consegui descrever, apesar de há anos sentir.
Aline Bridget
Perdi a voz, o seu querer
Agora sou somente um,
Longe de nós, um ser comum
Agora eu sou um vento só, a escuridão
Eu virei pó, fotografia, sou lembrança do passado
Agora sou a prova viva de que nada nessa vida
É pra sempre até que prove o contrário
Estar assim, sentir assim
Um turbilhão de sensações dentro de mim
Eu amanheço, eu estremeço, eu enlouqueço
Eu te cavalgo embaixo do cair da chuva,
Eu reconheço
Estar assim, sentir assim
Um turbilhão de sensações dentro de mim
Eu me aqueço, eu endureço, eu me derreto, eu evaporo
E caio em forma de chuva, eu reconheço
Eu me transformo"
(Sensações - Paula Fernandes)
Essa musica, apresentada a mim por uma amiga muito querida, resume exatamente o tipo de sensação que nunca consegui descrever, apesar de há anos sentir.
Aline Bridget
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