quarta-feira, 16 de junho de 2010

Um lamento só



Cansaço. Resume bem.


Aline Alves

Canção

"No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir
De lá pra cá não sei
Caminho ao longo do canal
Faço longas cartas pra ninguém
E o inverno no Leblon é quase glacial

Há algo que jamais se esclareceu
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei

Lá mesmo esqueci que o destino
Sempre me quis só
No deserto sem saudade, sem remorso só
Sem amarras, barco embriagado ao mar
Não sei o que em mim
Só quer me lembrar
Que um dia o céu reuniu-se à terra um instante por nós dois
Pouco antes de o ocidente se assombrar"

Inverno - Adriana Calcanhoto...

È... faz sentido.

A Realidade, a ficção e os vampiros...

Diário de um vampiro me foi apresentada como uma série febril por minha prima.
Eu já conhecia essa história. Essa febre que também vivi por vampiros. Ainda vivo para ser exata. Minha febre é pelo adorável, doce, lindo, jovem eternamente, imortal, romântico, viril e rico Edward. Sobram adjetivos pelo mocinho altruísta que protagoniza a saga Crepúsculo criada pela mente mais maluca e fértil que já vislumbrei, Stefanie Meyer. Aceitei a experiência como sempre faço com essa minha prima. Gosto de saber do mundo dela. Gosto de conhecê-la, faz dela uma parte mais forte de mim.
Bem, comecei a assistir Diário de um vampiro. Estou no sexto capítulo.
Devo dizer que existem semelhanças entre a série e a saga de crepúsculo. Mas não são muitas.
Nessa, até onde assisti, existe o fator RAZÃO. Essa característica é inexistente na inconseqüente Isabella Swan de Crepúsculo, que embarca com tudo o que pode no amor que sente pelo Edward. Já para a Elena de Diário um vampiro, por enquanto, quem dá as cartas é a razão.
Ela concedeu à Stefan um dia para mostrar o que era e toda a sua história. E ao final desse dia, com o coração partido, disse ao mocinho (adorável, doce, lindo, jovem eternamente, imortal, romântico, viril e rico) que não ficaria com ele, mesmo sabendo que ele não a machucaria, pois ele e seu irmão Damon trariam grandes perigos para si e sua família. Ponto final.

Fiquei boquiaberta. E impaciente. Tudo piorou quando descobri que precisarei sobreviver até amanhã a noite pois não tenho o capitulo 7 aqui.
Mas além da tristeza profunda por entender Elena, ficou de lição algumas coisas das quais tenho tentando me convencer dia após dia.

Não é preconceito. Existem pessoas que simplesmente não fazem sentido para nossa vida. Sei que, pelo romantismo da série, eles ficarão juntos no final, mas a que preço?
Damon odeia o irmão pois “dividiram” a mesma mulher no passado. Mulher, aliás, que foi quem os transformou em vampiros. Mulher muito má, Katherine.
Damon nunca os deixaria em paz. Elena morreria, Stefan não. Stefan teria que manter uma distância segura eternamente para não machucar Elena. E se machucasse, ela só se transformaria em vampira se mordesse um ser humano: Stefan transformaria Elena numa assassina e vampira.
Não é falta de amor. Se o final desse seriado fosse outro, Elena provavelmente o terminaria sozinha, velhinha, sentada em sua cadeira na varanda como a viúva Garibaldi. Que outra escolha teria? Que outra escolha há quando seu coração pertence a um ser a quem ela não pode pertencer?

Trazendo isso para minha realidade de chocolate quente. Não é preconceito pelo que é ou pelo que costuma fazer em suas relações. Não é medo. Não é pelo que os outros pensam.
EU, ALINE ALVES, simplesmente não posso conviver com migalhas. Não depois de tudo o que vivi. Fosse antes, 10 anos atrás, ainda estaria aos pés de sua mesa, aos seus pés, entre as suas mãos. Que mal havia? Eu não queria ir a lugar algum mesmo.
Não é falta de amor. Nunca foi. Simplesmente SABEMOS que amor de minha parte não falta. Mas um amor que nunca aconteceu, não acontece mais de sua parte. Pode existir carinho, amizade, confiança e até um casual desejo. Mas isso NUNCA será amor. SABEMOS disso. SENTIMOS isso. Isso não se evita.
Não sei se o final reservado para mim será o de viúva Garibaldi. Não sei a que vim, não sei se o universo reserva para mim algo além de uma eterna labuta externa e luta interior. Não sei se há explicação para a existência dessa história que mais do que lições e lembranças lindas deixou em mim: deixou pontes. Talvez a explicação seja essa. Ou não.
Todas as perguntas que faço todas as noites recebem como resposta o silêncio.
Um pouco mais de paciência para mim. Essa virtude não tem fim.

Na comparação entre diário de um vampiro X blog da Aline, eu tiraria o fantástico mundo dos vampiros e colocaria apenas a falta de amor. Elena tem o amor de Stefan. Aline nada tem.
E mesmo assim, ao final desse sexto capitulo, vejo Elena na mesma posição que eu: sentada chorando atrás de uma porta que ela mesma fechou depois de muito pensar.


Aline Bridget

terça-feira, 15 de junho de 2010

Vamo que vamo!




"Terra adorada!
Entre outras mil
És tu, Brasil
Ó Pátria Amada
Dos filhos deste solo
És Mãe Gentil
Pátria Amada, Brasil"


sábado, 12 de junho de 2010

Feliz dia dos Namorados! =(



Nessa data comercial que tanto esvazia meu coração (e diminui minhas esperanças), eu começo a pensar no quanto me sinto diferente das pessoas ao meu redor. O apelo está em todos os lugares porque é assim que tem de ser: O dia dos namorados é uma data que deve ser comemorada e seu parceiro ou parceira merece ser presenteado. Há sempre o melhor sapato, a melhor blusa, o melhor perfume, jóia, maquiagem, vinho, livro, cd, bolsa. Há sempre o melhor restaurante, o melhor motel e o melhor chalé em campos do Jordão a espera daqueles que tanto amor compartilham. Na TV, no rádio, na internet, nos papéis que alguns panfleteiros ainda entregam, nas portas das lojas (e nas filas dos caixas). A informação acerca dessa data que eu tanto gostaria de esquecer chega até ao meu e-mail pessoal e minha página do Orkut. Até minha colheita feliz quer que eu comemore o dia dos namorados!

Poxa, me respeitem!

Eu sou uma pobre moça pobre, romântica e solteira.

Minha energia não bate com a de moço disponível algum. Que culpa tenho? Não sou feia, sabe? Tampouco sou de se envergonhar para apresentar para a família num almoço de domingo. E mesmo assim, a maldição de “A fórmula do Amor” que eu tanto cantava pro Willy cai sobre mim.

Pensava sobre isso no ônibus. Sobre diferenças. Sobre moças que discutem como farão para decidir com qual dos 2 namorados passarão esse dia. E moças chateadas porque “namoram” moços casados que não passarão esse dia com elas. E sobre moças que vão “ferver” nessa data com muitos solteiros por aí a fora.

Refleti muito e cheguei a conclusão que talvez eu esteja mesmo errada. Antiquada? Fora de moda? Fora dos padrões?

Não existe “fila” na minha vida. Fila nenhuma anda aqui não. Meu corpo é meu templo. Eu tenho sentimentos, gente! E tenho coração. E se vivo um amor platônico e eterno ou não, problema meu.

Senti tanta revolta com oportunidades que as pessoas jogam fora, com os sonhos que vou jogando fora com o tempo por não ter com quem compartilhar, com o tempo que passa e eu ainda não namoro, ainda não pensei em comprar minha casa com quintal nos fundos, ainda não sonhei o quarto do Vini e sequer sei se o Vini nascerá. O sentimento foi de revolta e de impotência. Porque não há nada que eu possa fazer a não ser viver para ver morrer meu sonho e objetivo de vida: Constituir uma família na base do amor.

Com base nesses sentimentos e embalada por essa data tão feliz, criei a seguinte teoria: Relacionamentos Lojão do Brás X Relacionamentos Hering

O entendimento é simples. Podem ler e ir correndo com as flores para suas amadas e com os perfumes para seus amados:

Relacionamento Lojão do Brás: Com um investimento de R$ 80,00 você vai nessa loja com roupas de qualidade duvidosa e saí de lá com a sacola cheia. Blusas, calças, meias, tudo. A um precinho camarada. O atendimento não é lá essas coisas e as peças são muitas vezes um tanto desbeiçadas. Mas tudo bem, suas aquisições enchem uma sacola toda. Ponto.

Relacionamento Hering: Com o mesmo investimento de R$ 80,00 você entra nessa loja com atendimento padronizado. Escolhe uma peça pela qual se apaixona e compra. O vendedor te oferece opções de pagamento, embalagem presenteavel e etc.

Análise dos fatos após 1 mês:

As duas peças Hering que você comprou ainda estão inteiras, mesmo tendo sido lavadas várias vezes. Quando você a usou, as pessoas notaram o quanto ela combinava contigo e quanto de bom gosto e harmonia havia na estampa e na costura. Você se sentiu bem vestida! Mesmo depois de um mês e várias lavadas, a blusa mantéma cor e o formato. Um luxo só.

As várias peças que você comprou no lojão do Brás tinham um defeito inicial: Você não as provou, portanto, quando chegou em casa, viu que algumas delas não ficaram bem no seu corpo não. As outras, você usou normalmente. E lavou normalmente. E um mês depois a maioria dela já tinha perdido a cor e estava mais desbeiçadas do que de início.

E então? O que vale mais?

Trocentas roupas com um curto ciclo de vida?

Ou uma peça durável e com uma melhor relação custo-benefício?

Eu ficaria com a Hering nesse caso. Porque tenho gavetas cheias de blusas que não consigo usar, que desbotaram, furaram, rasgaram e etc. Deixo-as no fundo da gaveta e uso minhas herings.

Trazendo para a vida real, relacionamentos Lojão do Brás são esses que as pessoas vivem a rodo: 2 numa noite de balada, um esse mês, outro no próximo, 2 de uma só vez. E sucessivamente, sem tempo para respirar, as pessoas vão vivendo amores sem terem nem tempo de conhece-los. Amores sem sentido. Amores que não são amores. Passatempos. Tapa buracos de necessidades e carências. Puro sofrimento comprado a preço barato.

Relacionamentos Hering são esses nascidos da sinceridade de sentimentos, da cumplicidade. Relacionamentos baseados em respeito, em carinho, planos comuns e desejos comuns.

Relacionamentos Lojão do Brás são um conjunto de relacionamentos que algumas pessoas carregam, sabendo o peso que representam. Desnecessários.

Relacionamentos Hering é o tipo de relacionamento que vejo minha avó contar. Conheceu meu avó aos 17 anos, casou-se pouco depois, teve com ele 13 filhos, tinha pouco conforto, pouco dinheiro e pouca comida. Ensinou a todos os filhos aquilo que eles tinham de melhor: caráter. Ter o que merece pelo trabalho. Meu avó era lixeiro. E minha avó para ter uma renda extra e ajudar a colocar comida em casa, lavava a roupa dos amigos de trabalho dele. Meu avó morreu há mais de 20 anos. Minha avó nunca mais teve homem nenhum. E ainda se refere a ele como meu véio.

Um relacionamento Hering. Ele no plano espiritual e ela aqui no terreno, cuidando com todo o amor de toda a família e do parco patrimônio que eles haviam conseguido juntos.

Relacionamento Hering. Não desbotou nem com a bebedeira que levou meu avó à morte, não desbotou nem com a própria morte do meu avô.Um relacionamento de amor. E então, depois da constatação dessa teoria, eu entendi. Eu entendi que não havia sofrimento algum em ainda não ter ninguém para chamar de meu rei.

Eu engoli o choro por não poder andar de mãos dadas com alguém, ou dormir abraçadinha nesse friozinho que tem feito. Porque eu entendi que para ter uma roupa da Hering, eu precisava ter um pouco mais de dinheiro. Esperar o dia do pagamento talvez.

E entendi que, definitivamente, não quero um relacionamento Lojão do Brás para mim.

Feliz dia dos namorados a todos!

Que o amor seja base de todos os relacionamentos sempre!

Um beijo especial ao meu amor. Onde quer que você esteja, tenho te esperado há tempos. O melhor de mim tem sido guardado para você.

Aline Bridget

Obs.: ôo Santo Antônio, amanhã é seu dia... Olhai por nós, as mocinhas românticas e encalhadas. Dai-nos namorados bons e corretos. Amém.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Plano B - Ui Ui Ui

Genteeee, uma comédia romântica que faz chorar.
E um mocinho que faz a gente suspirar.
E uma mocinha tão atrapalhada que facilmente nos identificamos com ela.
E um cachorro que nem dá medo
E cenas no mínimo, improváveis...

Mais que dica, fica a ordem: Assistam Plano B.

A Crítica já falou que é filme para sozinhos, espelho dos solitários e etc.
Para mim, esse filme nada mais é do que o retrato do relacionamento que existe em meus sonhos. Um filme que faz as pessoas sairem suspirando do cinema... ai ai...

Não vou resumir esse filme aqui. Fazia muito isso quando era obrigada a entregar atividade complementar na faculdade, mas agora que essa fase passou, escrevo apenas para mostrar minha admiração pelos filmes e obrigar as pessoas a assistirem.

Então é isso!


E viva Stan!!! Ahhhhhh Stan! Olha ele aí:



Nos melhores cinemas:




Aline Bridget

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Cadê minha senha do Twitter?

Hoje é o meu aniversário de Vênus. E eu não sei o que isso significa. Mas sei que algumas demandas precisam ser rapidamente solucionadas ou minha sanidade será posta a prova.

1) Eu tenho 48 horas para arrumar um namorado. Ou não comprarei o presente que todas as mídias me mandam comprar
2) Eu quero que chegue logo dia 01/07 porque eu estou com ingressos comprados e quero ver logo meu vampirão
3) Eu quero que saia logo minhas notas pra eu saber que passei de ano
4) Eu quero que essa TPM passe juntamente com essa boba ansiedade que não sai de meu coração, tão intrinseca com essa alegria infundada.

Feliz Aniversário de Vênus em mim!

Alibe Bridget

Obs: Quem souber minha senha do Twitter, gentileza me avisar pois esqueci de novo e esse motivo me fez escrever pequenas besteiras aqui para desabafar.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Mais do mesmo - O cenário musical

"Ei menino branco o que é que você faz aqui
Subindo o morro pra tentar se divertir
Mas já disse que não tem
E você ainda quer mais
Por que você não me deixa em paz?

Desses vinte anos nenhum foi feito pra mim
E agora você quer que eu fique assim igual a você
É mesmo, como vou crescer se nada cresce por aqui?
Quem vai tomar conta dos doentes?
E quando tem chacina de adolescentes
Como é que você se sente?

Em vez de luz tem tiroteio no fim do túnel.
Sempre mais do mesmo
Não era isso que você queria ouvir?

Bondade sua me explicar com tanta determinação
Exatamente o que eu sinto, como penso e como sou
Eu realmente não sabia que eu pensava assim
E agora você quer um retrato do país
Mas queimaram o filme
E enquanto isso, na enfermaria
Todos os doentes estão cantando sucessos populares.
(e todos os índios foram mortos)."

Mais do Mesmo - Legião Urbana


Sobre raposas e um relato sobre realidade x ficção

Gêmeas atacadas por raposa em Londres continuam internadas
Mãe fala do 'pesadelo' ao encontrar bebês no berço cobertas de sangue, e raposa ainda no quarto.

Lola e Isabella Koupparis foram atacadas às cerca de 22h de sábado (5).
As duas meninas sofreram ferimentos nos braços e uma delas teria sido mordida no rosto.
A mãe das gêmeas descreveu o "pesadelo" ao descobrir as meninas feridas dentro do berço e o animal ainda no quarto.
'Pesadelo'
"Era algo que eu jamais esperava que fosse acontecer, menos ainda com minhas lindas meninas", disse Pauline Koupparis à BBC.
Uma fonte da polícia disse que a raposa, aparentemente, entrou na casa por uma porta que estava aberta no andar térreo, antes de atacar as bebês no quarto, no segundo andar.
Paulin Koupparis disse que ouviu um barulho, descrito como "um choro engraçado, não um choro normal", vindo do quarto onde as gêmeas dormiam.
"Estava bastante abafado, mas parecia ser de dor. Entrei no quarto e vi sangue no berço de Isabella, achei que ela tivesse um sangramento no nariz", disse a mãe.
"Acendi a luz e vi a raposa. Ela ficou olhando para mim e nem parecia sentir medo."
"Comecei a gritar quando me dei conta de que Lola também estava coberta de sangue."
Acredita-se que a raposa tenha entrado pela porta que estava aberta por causa da temperatura quente, no sábado.
Os pais das meninas, Nick e Pauline, disseram que estavam vendo TV na hora do ataque.
Pauline disse que Lola estava em um estado "terrível".
"Um lado do rosto dela estava lindo. O outro, era algo como um filme de terror", disse.
Mas ela comentou que apesar do ataque, a bebê está "sorrindo e rindo para as pessoas".
"Isabella está em atendimento especial. Ela não está tão bem", acrescentou.
Joe Lobenstein, que foi prefeito de Hackney (distrito londrino onde as meninas foram atacadas), disse que já havia alertado as autoridades locais sobre raposas na área em 1983 e em 2000.
"Escrevi que raposas famintas podem ter comportamento imprevisível e me parece que em uma área de grande densidade populacional, onde há uma mistura de pessoas bastante idosas e bastante jovens, o problema devia ser levado a sério", disse ele.
Um porta-voz da autoridade local disse que não há indicações de que o bairro tenha mais raposas do que outras áreas de Londres.
Desde o incidente, as autoridades locais colocaram armadilhas para raposas no jardim da casa. Uma raposa foi encontrada em uma das armadilhas no domingo à noite e morta por um veterinário.
John Bryant, controlador de pestes especializado em raposas, disse que o ataque não condiz com o comportamento típico do animal.
"Elas entram na casa das pessoas, andam em volta, fazem bagunça no banheiro e às vezes até dormem nas camas se não houver ninguém por perto", disse ele.
"(O ataque) não faz nenhum sentido para mim."
Em 2002, a britânica Sue Eastwood afirmou que seu bebê, Louis, foi ferido quando uma raposa entrou na casa da família, em Kent, enquanto ela dormia.
O bebê de 14 meses de idade foi mordido na cabeça depois que o animal entrou pela sala da casa, em Dartford.
A presença de raposas em centros urbanos na Grã-Bretanha é comum. Especialistas estimam que cerca de 10 mil raposas vivem na capital britânica.
A RSPCA, sociedade britânica de proteção dos animais, disse entretanto que ataques de raposas a humanos são bastante raros.
Uma pesquisa realizada em 2001 pela ONG Mammal Society revelou que 80% dos londrinos gostam da presença das raposas na cidade.

*As gêmeas de nove meses de idade atacadas por uma raposa dentro de sua casa, em um bairro do leste de Londres, permanecem internadas no hospital. A condição das gêmeas permanece grave, mas estável. Uma das meninas foi transferida para o Great Ormond Street Hospital, especializado em crianças.

Materia original aqui: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/06/gemeas-atacadas-por-raposa-em-londres-continuam-internadas.html


Não que eu não esteja sentida com essa mãe e com essas crianças, mas o motivo que me fez colocar essa matéria aqui é muito mais infantil e "parabolês" (se é que posso inventar esse termo hoje). Porque eu conheci uma raposa amiga de um amigo meu. E ela não era assim. Ela apenas cativava pessoas, não atacava ninguém.
E eu, fico aqui com medo de raposas. E com medo de que pessoas virem raposas também.

Fica aqui todo o meu desejo de melhoras para as menininhas que nunca conheci mas pelas quais já fui cativada.


Aline Bridget

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O Circo...

Assisti nessa madrugada, mais um daqueles presentes que me dou.
Seu nome: O Circo. Do Chaplin.

Nesse, que tem apenas 71 minutos, Carlitos é confundido com um ladrão e, fugindo da perseguição da polícia, entra em meio a um espetáculo circense. Ao tentar se desvencilhar dos policiais, ele arranca risos da platéia, que o confunde com um artista, e ele acaba sendo contratado pelo circo. Logo, ele se apaixona pela filha do dono do local.
O final é feliz. Mas não para ele. A moça da história casa com o malabarista e ele deixa que os dois sigam a vida feliz...

Procurei os links no youtube, mas não achei não.
Fica a dica mas aviso de antemão que é difícil pacas de encontrar esse para venda.
Posso alugar por R$ 200.000,00. A hora. Hehehe

Aline Bridget

Obs.: Falei isso para minha irmã ontem e concordo com a melancolia que me acompanhava. Eu gostaria de ter vivido na época de Chaplin. Eu gostaria de tê-lo conhecido.

domingo, 6 de junho de 2010

Os 5 preceitos do Reiki

"Somente hoje não sentirei raiva
Somente hoje não me preocuparei, terei fé
Somente hoje serei grata e honrarei meus pais
Somente hoje trabalharei duro e honestamente
Somente hoje serei gentil com todos os seres humanos"


E se a força do Reiki que opera milagres em meus chakras e meu corpo astral permitir, serei firme e aplicarei os preceitos em todos os momentos, estando consciente ou não.

Pelo Budha, pelo Dharma e pela Sangha.


Aline Bridget

Obs.: Pra quem tem o pensamento forte, o impossível é só questão de opinião. Bem, estou seguindo um conselho e fazendo de conta que o impossível não existe.

Ensaio sobre os emoticons... =)



Sabem o que eu fiz? eu ri!

Aline Bridget

sábado, 5 de junho de 2010

Alegria

Segundo o dicionário, Alegria é contentamento, júbilo; regozijo; divertimento, festa. Separando as sílabas, temos a.le.gri.a.

Para mim, mais do que isso, alegria é um estado de espírito. Muitas vezes com pouca ligação com estado de felicidade plena e estável pois as vezes, conseguimos sorrir mesmo no meio da merda. Espero que possam perdoar o termo chulo, mas estou hoje alegre demais para poupar os vícios de linguagem.
Alegria para mim, é manifestação de bem estar consigo mesmo. E alegria pode muito bem ser fingida e manipulada, apresentado em alguns casos sorrisos amarelos e piadas sarcásticas de sabor amargo.

Alegria para mim tem gosto de algodão doce, leveza de bolhas de sabão, cores amenas e balões flutuantes.

Alegria para mim é poder chegar em casa a meia noite e encontrar pessoas com quem conversar sobre algum fato engraçado qualquer.

Alegria para mim é rir de piadas bobas, é rir de si mesmo, é sorrir ao ver alguém.

Alegria para mim é fazer o que tem que ser feito diariamente com um sorriso no rosto, de quem sabe o que faz, de quem sabe o que quer.

Alegria é como ter um palhaço em nossa mente, fazendo cócegas nos nossos mais sérios pensamentos, produzindo risos em série, risos que nos fazem chorar. Risos por coisas diárias.

E o riso é contagioso. O sorriso é reprodutor e fértil. E esse palhaço em nossa mente nos faz rir da piada e rir do nosso riso e rir do amigo e rir rir rir... Até que perca a graça. E reste somente a sensação leve de quem até se cansou de rir. Uma bobeirinha aguda. Uma sensação gostosa. Uma alegria de viver.

Em todos os caminhos por onde peregrinei, observei que a felicidade era algo muito muito almejado. Pessoas sisudas, amarradas que quando questionadas sobre o que queriam da vida, diziam: quero ser feliz!
Os esforços para chegar a felicidade eram mínimos e errôneos. As pessoas sequer sabem o que é felicidade e a imaginam como um carro, um emprego ou um status que jamais terão.

Pois bem, o que é que eu sou para achar que sei de alguma coisa?
Nascida e criada sem pai, mas com minha mãe e uma família grandiosa e alegre, conto agora com quase 25 anos. O tempo passou e boa parte desse tempo eu gastei correndo atrás do próprio rabo: Queria ser feliz. Trancada no quarto sonhando com um príncipe encantado, eu fui uma adolescente que queria percorrer o caminho todo e ser feliz no final.
Hoje, mato qualquer príncipe sem encanto a paulada: minha felicidade se tornou meu caminho. C-O-T-I-D-I-A-N-O.
Se sou feliz o tempo todo?
Para ser sincera, não. Nunca fui feliz realmente. Porque nunca me senti completa.
Vivi momentos alegres, calmos, deliciosos e tristes.
70% desse tempo, gastei esperando ser feliz.
Hoje, economizo expectativa. Meu príncipe? Na certa ainda é sapo. Mas ainda faz parte do meu sonho de felicidade total. Sonho infantil que realizarei com mente adulta. Acho que ser infeliz foi de grande valia para meu crescimento pessoal.
Hoje, valorizo coisas simples da minha vida. Como um sorriso, um abraço, uma coincidência.
Sem pressa nem tempo considerado perdido.
Com alegria quaaaaaase o tempo todo.
E com muito silêncio para reciclar sozinha o lixo que a tristeza gera aqui, dentro de mim.

Com muita alegria, finalizo esse post alegre e sem pé nem cabeça com a música do circo du soleil.


E com muita alegria, deixo aos leitores ótimas energias em formato de bolhas de sabão. E desejos de que a alegria esteja sempre no coração de todos vocês.

Com amor,


Aline Bridget

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Temas da crítica

  • Procure silenciar onde você não possa prestar auxílio.
  • A vida dos outros, qual se afirma na expressão, é realmente dos outros e não nossa.
  • Devo compreender que o erro de outrem, hoje, talvez será o meu amanhã, já que nas trilhas evolutivas da Terra todos somos ainda portadores da natureza humana.
  • O tempo que se emprega na crítica pode ser usado em construção.
  • Toda vez que criticamos alguém, estamos moralmente na obrigação de fazer melhor que esse alguém a tarefa em pauta.
  • Anote: em qualquer tempo e situação os pontos de vista e as oportunidades, os recursos e os interesses, o sentimento e a educação dos outros são sempre muito diversos dos seus.
  • Criticar não resolve, porque o trabalho da criatura é que lhe determina o valor.
  • Quem ama ajuda e desculpa sempre.
  • Não condene, abençoe.
  • Lembre-se: por vezes, basta apenas um martelo para arrasar aquilo que os séculos construíram
(SInal Verde - Chico Xavier)
MAGOE-ME COM A PIOR VERDADE...

... MAS NÃO ME ILUDA COM A MELHOR MENTIRA!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sobre o Outono...



"Quando sonho sou guiado para um outro mundo
Várias e várias vezes
No amanhecer eu luto para continuar dormindo
Porque eu não quero deixar o conforto desse lugar
Porque existe um faminto, querendo escapar
Da vida que eu vivo quando estou acordado

Então vamos lá
Vamos fazer nossa fuga
Venha, vamos lá
Vamos perguntar se podemos ficar

Você pode me levar mais alto?
Para um lugar onde os cegos vêem?
Você pode me levar mais alto?
Para um lugar com ruas de ouro?

Apesar disso eu gostaria que nosso mundo mudasse
Isso me ajuda a apreciar
Aquelas noites e aqueles sonhos
Mas, meu amigo, eu sacrificaria todas aquelas noites
Se eu pudesse fazer da Terra e dos meus sonhos os mesmos
A única diferença é
Deixar o amor substituir todo o nosso ódio

Então vamos lá
Vamos fazer nossa fuga
Venha, vamos lá
Vamos perguntar se podemos ficar

Você pode me levar mais alto?
Para um lugar onde os cegos vêem?
Você pode me levar mais alto?
Para um lugar com ruas de ouro?

Então vamos lá
Vamos fazer nossa fuga
Venha, vamos lá
Vamos perguntar se podemos ficar

Nas alturas eu sinto como se vivesse pela primeira vez
Ainda alto eu sou forte o bastante para pegar esses sonhos
E torná-los meus

Ainda alto eu sou forte o bastante para pegar esses sonhos
E torná-los meus

Você pode me levar mais alto?
Para um lugar onde os cegos vêem?
Você pode me levar mais alto?
Para um lugar com ruas de ouro?"


O texto é a tradução de Higher do Creed e resume meu interior.

Meu cabeleireiro me disse que no outono os cabelos caem mais. Se renovam.
Eu apenas sorri diante da ironia boa: Minha vida também está se renovando nesse outono. E minha amiga mais fiel e companheira há anos, conhecida como "Certeza" me acena tchau, seguindo para outras localidades mais certas.
Eu fico aqui. Sozinha e um pouco perdida. Me vejo de novo com 18 anos e um saco de medo no lugar do coração.
Eu cresci. Eu me lembro da Certeza ter me ensinado a crescer, escolher os caminhos, trilhar, caminhar, realizar, escolher amigos (os melhores sempre), cuidar de mim, cuidar dos meus amores. E então hoje, quando o medo me dominou e eu quis chorar, me lembrei que sabia mais ou menos o que fazer. Vesti minha máscara da naturalidade. Os olhos atentos de novo. A luta interna contra o mau que hábita meu coração, de novo. Reforma íntima é cotidiana. Para ter merecimento ou apenas por ser assim? Nunca saberei.
Só sei que hoje, assim como meus cabelos que cairam para renovar-se, minhas certezas e minhas mágoas caem também, dando lugar a um novo sentimento que ainda estou tentando entender. Um sentimento que ainda é só uma semente. E um sentimento que tem mais a ver comigo do que com qualquer alguém ou certeza.
Só sei que hoje, tive que escrever uma média de 4 textos para entender o que ia a fundo no meu coração.
Confesso que entendi a duras penas. Mas ainda gostaria de uma receita pronta que me desse a solução para a demanda dessa estação.

Já que não há, venha comigo para mais essa viagem enquanto durmo.
Tens meu amor, como sempre.

Te espero no astral,


Aline Bridget

Sobre artistas do nosso cotidiano...

Algumas pessoas nascem com o dom de saber fazer bem o que fazem.

Outras, como eu, nasceram com o dom de admirar os que sabem.

Entre tantos artistas do dia a dia que já conheci e conheço, que têm o dom de fazer rir, de escrever, de desenhar, de contar piadas, de falar e etc, hoje vou citar um que atende carinhosamente pelo codinome de G! Biscoito. Curioso. Seu nome? Gabriel Lima.

Esse ser criativão estuda comigo na faculdade e um dia me mostrou o seguinte vídeo:



Consumista como sou, já fiz minha encomenda... 5 anos depois, aparece em meu orkut um vídeo que me fez chorar até:


O talento e a criatividade são visiveis, né?
Bem, como ninguém é perfeito, esse moço ainda deve a minha amiga T. B. um vídeo sobre a música Me Adora da Pitty. Talvez daqui uns 15 anos...

Parabéns, garoto!

Aline Bridget


terça-feira, 1 de junho de 2010

Que seja fraqueza então...

"Não quero mais te ver,
Tire suas mãos de mim agora
As últimas palavras que naquela hora eu ouvi
No princípio do fim
Pra sumir daqui
Quer ir embora e me esquece
Mas se voltar, se entregue
Nada acontece sem você aqui

Assim
Que tudo fica incompleto
Se as horas já não correm enquanto eu não te convencer
Que a história tende a dar certo
Quando o seu orgulho se perder

Agora é tarde pra se arrepender
Eu nunca fui nada sem você
Esquece o que passou
Pra ser daqui pra sempre
E o que dizem já não importa mais
E se entregue sem olhar pra trás
A noite eu vou te levar daqui pra sempre

E ontem que eu lembrei
Dos anos que já não te vejo
Pensei em te ligar
Mas vi que ainda era cedo
e que eu não deveria me aproximar assim
Pra se proteger, quer se fechar
E prefere não me encontrar ou se perde
Nada acontece sem você aqui

E é assim,
Que tudo fica incompleto
Se as horas já não correm enquanto eu não te convencer
Que a história tende a dar certo
Quando o seu orgulho se perder
Agora é tarde pra se arrepender

Eu nunca fui nada sem você
Esquece o que passou
Pra ser daqui pra sempre
E o que dizem já não importa mais
E se entregue sem olhar pra trás
A noite eu vou te levar daqui pra sempre

Minha boca no teu corpo corre desde o início ao fim
E o pôr do Sol é intenso quando você esta aqui
Por perto
Por perto "


Como uma coisa leva a outra e assim é o ciclo que vivemos, lembrei-me de ti quando ouvi essa música. E numa equação maluca, ela é uma das músicas que mais ouço. E me lembro de você infinitamente.
Sem pedidos, sem despedidas, sem proximidade.
Desejo apenas que a paz te acompanhe como tem te acompanhado há tanto tempo.

Com amor,

Aline Bridget

Obs.: Gosto muito dos mineirinhos do Strike e me espantei ao ver que nunca havia postado uma música deles aqui. O nome dessa é A Ultima Chance e é do album novo Hiperativo.