quarta-feira, 16 de junho de 2010

A Realidade, a ficção e os vampiros...

Diário de um vampiro me foi apresentada como uma série febril por minha prima.
Eu já conhecia essa história. Essa febre que também vivi por vampiros. Ainda vivo para ser exata. Minha febre é pelo adorável, doce, lindo, jovem eternamente, imortal, romântico, viril e rico Edward. Sobram adjetivos pelo mocinho altruísta que protagoniza a saga Crepúsculo criada pela mente mais maluca e fértil que já vislumbrei, Stefanie Meyer. Aceitei a experiência como sempre faço com essa minha prima. Gosto de saber do mundo dela. Gosto de conhecê-la, faz dela uma parte mais forte de mim.
Bem, comecei a assistir Diário de um vampiro. Estou no sexto capítulo.
Devo dizer que existem semelhanças entre a série e a saga de crepúsculo. Mas não são muitas.
Nessa, até onde assisti, existe o fator RAZÃO. Essa característica é inexistente na inconseqüente Isabella Swan de Crepúsculo, que embarca com tudo o que pode no amor que sente pelo Edward. Já para a Elena de Diário um vampiro, por enquanto, quem dá as cartas é a razão.
Ela concedeu à Stefan um dia para mostrar o que era e toda a sua história. E ao final desse dia, com o coração partido, disse ao mocinho (adorável, doce, lindo, jovem eternamente, imortal, romântico, viril e rico) que não ficaria com ele, mesmo sabendo que ele não a machucaria, pois ele e seu irmão Damon trariam grandes perigos para si e sua família. Ponto final.

Fiquei boquiaberta. E impaciente. Tudo piorou quando descobri que precisarei sobreviver até amanhã a noite pois não tenho o capitulo 7 aqui.
Mas além da tristeza profunda por entender Elena, ficou de lição algumas coisas das quais tenho tentando me convencer dia após dia.

Não é preconceito. Existem pessoas que simplesmente não fazem sentido para nossa vida. Sei que, pelo romantismo da série, eles ficarão juntos no final, mas a que preço?
Damon odeia o irmão pois “dividiram” a mesma mulher no passado. Mulher, aliás, que foi quem os transformou em vampiros. Mulher muito má, Katherine.
Damon nunca os deixaria em paz. Elena morreria, Stefan não. Stefan teria que manter uma distância segura eternamente para não machucar Elena. E se machucasse, ela só se transformaria em vampira se mordesse um ser humano: Stefan transformaria Elena numa assassina e vampira.
Não é falta de amor. Se o final desse seriado fosse outro, Elena provavelmente o terminaria sozinha, velhinha, sentada em sua cadeira na varanda como a viúva Garibaldi. Que outra escolha teria? Que outra escolha há quando seu coração pertence a um ser a quem ela não pode pertencer?

Trazendo isso para minha realidade de chocolate quente. Não é preconceito pelo que é ou pelo que costuma fazer em suas relações. Não é medo. Não é pelo que os outros pensam.
EU, ALINE ALVES, simplesmente não posso conviver com migalhas. Não depois de tudo o que vivi. Fosse antes, 10 anos atrás, ainda estaria aos pés de sua mesa, aos seus pés, entre as suas mãos. Que mal havia? Eu não queria ir a lugar algum mesmo.
Não é falta de amor. Nunca foi. Simplesmente SABEMOS que amor de minha parte não falta. Mas um amor que nunca aconteceu, não acontece mais de sua parte. Pode existir carinho, amizade, confiança e até um casual desejo. Mas isso NUNCA será amor. SABEMOS disso. SENTIMOS isso. Isso não se evita.
Não sei se o final reservado para mim será o de viúva Garibaldi. Não sei a que vim, não sei se o universo reserva para mim algo além de uma eterna labuta externa e luta interior. Não sei se há explicação para a existência dessa história que mais do que lições e lembranças lindas deixou em mim: deixou pontes. Talvez a explicação seja essa. Ou não.
Todas as perguntas que faço todas as noites recebem como resposta o silêncio.
Um pouco mais de paciência para mim. Essa virtude não tem fim.

Na comparação entre diário de um vampiro X blog da Aline, eu tiraria o fantástico mundo dos vampiros e colocaria apenas a falta de amor. Elena tem o amor de Stefan. Aline nada tem.
E mesmo assim, ao final desse sexto capitulo, vejo Elena na mesma posição que eu: sentada chorando atrás de uma porta que ela mesma fechou depois de muito pensar.


Aline Bridget

Um comentário:

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