sábado, 26 de novembro de 2011

T.C.C

Dá pra dizer com certa propriedade que é possível viver entre diferentes. Que dá para amar e odiar em um mesmo momento. E que, independente de qualquer pacto, com frequência, estamos sozinhos.
Dá para dizer que as vezes a ajuda ou a solução vem de onde a gente menos espera. E quando a gente está assim, tão perdido, aceita qualquer ajuda. E a ajuda é um abraço (ou uma grande xícara de café).
É possível dizer que comer, dormir e tomar banho tornam-se necessidades secundárias em alguns momentos.
A gente ainda consegue dizer sem lágrimas que nem todo mundo consegue ser amável sob pressão e nem todo mundo consegue ser paciente ao ensinar. Mas a maioria consegue e, por sorte, a gente acaba aprendendo com dignidade.

Dói um pouco dizer que essa escolha faz com que a gente deixe de lado coisas e pessoas que são muito importantes. É triste pensar nessa matemática maluca de tempo ganho e tempo perdido.
É realmente de emocionar pensar na luta como uma subida íngreme que a gente subiu. As vezes de mãos dadas, as vezes totalmente sozinhos e atormentados por medos interiores. Medo descreve direitinho o sentimento. E a gente sobe, sobe, sobe incansavelmente.

Então a gente chega, sabendo que é o "fim" de uma batalha e não da guerra. A gente chega sabendo que muitas batalhas mais sangrentas virão. Mas é melhor não pensar nisso agora.
O momento é de descansar as idéias, se preparar pros exames finais, beber uma gelada com pessoas que infelizmente ficaram pra segundo plano nesses 4 anos e prosseguir ano que vem.


Meu eterno agradecimento a todos que torceram e foram pacientes comigo, a todos que lutaram comigo e aos mestres que exigiram o melhor que pude dar. Não fui perfeita e deixei a desejar, mas trabalhei em carga máxima, dando o melhor de mim. E torço para que isso tenha sido o bastante até aqui.

Aline Bridget

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Procura-se um idiota

Tinha esquecido completamente de um amigo querido do meu período juvenil... Como era mesmo o nome dele?
Eu não me importava com o nome dele, frequentemente chamava-o de "idiota".
A relação era assim: a gente brigava a manhã toda no colégio e bastava chegar em casa para lembrar e alguma coisa "muito importante" que tinha esquecido de dizer para ligar um para o outro. E se seguiam hoooras ao telefone.
Essa rotina tinha se instalado em mim quando ele começou a namorar e, por exigência da moça, se afastou de mim.
Eu poderia dizer que não doeu mas me lembro muito bem de ter chorado pela primeira vez por rejeição.

Esse namoro com essa moça, obviamente, não durou três meses. Ao final desse período (que eu vivi cobrindo o vazio das tardes ao telefone com alguma coisa qualquer), recebi um telefonema de pedido de perdão.

Claro, nunca mais seria igual. E nunca foi. Eu nunca mais o vi. E até lembrar dele hoje, havia esquecido de sua passagem em minha vida.

Esse tipo de atitude hoje em dia já não me machuca mais. Acho que acostumei.
Já não há rancor. Escrevi esse texto pela beleza da amizade. E pela vontade que me deu de encontrar esse idiota de novo, só pra brigar mais um pouco. E depois conversar mentalmente com ele (porque aprendi a odiar telefone), afinal, nesses 13 anos, "Muita coisa muito importante" aconteceu.


Aline Bridget

sábado, 19 de novembro de 2011

Volte para seu reino

É mais ou menos assim:
Eu olho em seus olhos e o resto do mundo desaparece junto com a gravidade. Se não me seguro, já não há equilíbrio.
Basta um olhar e você já me assalta: leva minha bússola e eu fico sem saber quem sou.
Quando passa esse choque que dura menos de 10 segundos, meu corpo se sente tão cansado da luta que é sobreviver a sua presença que se rebela. São dias para recuperar o ar que preenche o vazio que fica, o nó no estômago, o aperto no peito e o excesso de atividade mental.

Não, isso não é amor. Eu não sei o que é. Eu só sei que prefiro nunca mais sentir isso na minha vida.

Aline Bridget

terça-feira, 15 de novembro de 2011

é bolha de sabão que não acaba mais...

Eu esqueci de mencionar, você fica fofo com cíumes... Dá vontade de te morder.

Esqueci propositalmente de mencionar... Você tem ocupado tanto do meu tempo e pensamento que não há quem tenha chance contra você. Ah, eu não diria isso nunca.

Esqueci de mencionar... No meu mundo, as pessoas não saem pra sempre. Elas entram e mudam de "cargo". Poucas vezes deixei pessoas para trás. Você não ia entender se eu te explicasse a lógica do meu mundo mas acredito que você vá ter possibilidade de conhecer por si só. Ah, eu adoraria que você conhecesse.


Ei, esqueci de te avisar... Eu ganharia facilmente de você no boliche. E no truco, no uno, no guitar hero... Talvez perdesse no jogo da velha. Por uma briguinha com você, eu aprenderia até xadrez de novo. Ah, você bem que poderia aceitar jogar...

Já vai? Espera... Esqueci de te dizer que se quiser voltar, não tem senha pra entrar no meu mundo. Traga seu melhor sorriso e suas melhores palavras e eu compartilharei tudo isso com você.

Agora pode ir... Acho que não tenho mais nada a dizer.

Espera, esqueci de dizer...

Por favor, não vai não...

Aline Bridget

Obs.: todos no mundo deveriam ler esse texto ouvindo essa música aqui:

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

De Bridget



Essa música cai como uma luva em dias chuvosos como esse. Eu bem gostaria de escrever mais coisas mas vai ficar pra um outro momento.

sábado, 12 de novembro de 2011

é só acordar que a gente percebe...

‎"Demorei muito para acreditar na mais louca e cruel verdade: quem gosta de você vai te tratar bem. Quem gosta de você se importa, quer o melhor, te procura, te liga, te dá satisfação. Quem gosta quer estar junto. Quem gosta demonstra. Quem gosta faz planos. Quem gosta apresenta para a família e amigos. Quem gosta manda uma mensagem bobinha só pra dizer que ama. Quem gosta carrega uma foto sua pra... ver quando dá saudade. Quem gosta abraça na hora de dormir. Quem gosta dá um beijo de boa noite e de bom dia. Quem gosta aguenta suas reclamações, sua cólica infernal, suas manhas e manias.
Me desculpa, mas não existe medo que seja maior que um sentimento. Não existe timidez que seja mais forte que uma declaração de amor. Não existe distância que deixe uma relação morrer se as duas pessoas querem ficar coladinhas. Não existe estou-dividido-entre-ela-e-você.
Quem gosta pode se perder, mas sempre vai saber pra onde quer voltar.”

– Clarissa Corrêa

domingo, 6 de novembro de 2011

Passado escuro

Eu ficava me perguntando que caminhos teriam levado você para uma vida tão escura.
Eu ficava lá, tentando abrir cortinas, arrastar móveis e trazer um pouco de luz para sua vida... inutilmente.
Eu ficavá lá, perdendo meu tempo, acreditando em mentiras, tentando entender aquelas palavras que você pronunciava e que mais pareciam uma gravação do que sua própria voz falando... E era sua voz. Era você.
Era você com toda a bagagem cheia de preconceitos, egos e príncipios estranhos que lhe foram passados.
Era você esquecendo de comprar (com o dinheiro que você tanto valorizava) uma bagagem de amor ao próximo.
Vinha você e eu enxergava de longe, ouvia seus passos, sentia com uma inquietação na boca do estômago.
E quando você chegava, eu tinha que transformar de novo naquilo que não era. Por pouco tempo, porque você e sua bagagem tinham asas ao invés de pés. Como voavam com tantos sentimentos pesados?

Não me importa mais. Eu percebi que todas aquelas idéias que você tinha, eram idéias de outra pessoa e que aquilo não teria mais solução.

Você, sua mala, suas pessoas e suas opiniões ficaram no caminho escuro que abandonei quando num cruzamento enxerguei um caminho mais ensolarado. E segui por ele.

Não sinto saudades daquela escuridão não, mas algo em mim diz que se houvesse uma luz para acender naquele caminho, eu teria acendido. E algumas coisas teriam sido diferentes.

Mas não tinha luz nenhuma e tudo foi do jeito que tinha que ser.

Aline Bridget