terça-feira, 31 de agosto de 2010

Vibrações para malucos belezas...

Confesso que ainda fico chocada com algumas dessas "loucurinhas" diárias tão doces de viver. Mas ando pensando se a vida não é mais fácil assim.

Ouvi esse final de semana uma pessoa centrada dizer que preferia enlouquecer na velhice do que ficar consciente de sua dor, sua situação.
Ouvi essa pessoa, presente e atuante em minha família, dizer que preferia estar um pouquinho doidinha para não entender o que estava acontecendo e continuar vivendo a vida colorida.
Não foi normal e habitual. Não foi simples ouvir.
Somos uma família. Um todo com partes individuais e diferentes. Juntos na vida e na morte, cumprindo fielmente à risca o dever de amor ao qual nos comprometemos. Estaremos sempre juntos. Estaremos sempre ligados.
Não foi simples raciocinar dessa forma e entender que tudo é mais grave do que parece.
Não foi alegre constatar que festejei um final de semana para relaxar e me preparar para uma semana de tudo ou nada.
Não está fácil contar com o tudo.
Mas eu entendi o recado, entendi a lição.
Sorri mais uma vez de uma maluquicezinha qualquer e decidi que era hora de enlouquecer um pouco também.
Como resultado, decidi sonhar acordada (um parêntese para uma frase dita por meu pequeno príncipe de 4 anos de idade: A gente sonha quando dorme e quando ta acordado. Quando tá dormindo é sonho mesmo e quando tá acordado é imaginação).

Malucos como estamos, sentido não faremos.


Aline Bridget


Obs 1.: Não me leve ao pé da letra, essa história não tem pé nem cabeça...

Obs 2.: Paraboleando ou não, O Rappa com Cristo e Oxalá me mostra que fugas da realidade são aprovadas e abençoadas pelo Pai:

O Cristo partiu do alto do morro que nós somos /rodeado de helicópteros que caçavam marginais / A mostrar mais uma vez o seu lado herói, herói / Se transfomando em Oxalá, vice-versa tanto faz / A rodar todo branco na mais linda procissão / Abençoando a fuga numa nova direção /Minha fé, é meu jogo de cintura, minha fé / Minha fé, é meu jogo de cintura, minha fé, minha fé

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Desabafo apressado


Ainda faço uma resenha que valerá pontos para atividade complementar de algum incauto.

Por ora, devo dizer que APRENDIZ DE FEITICEIRO dos estudios Walt Disney é uma delicia! Violento, mas uma delicia.

O filme tem um enredo mega bom, Nicolas Cage tá uma delicia cremosa com pedaços inteiros de chocolate Nestlé na pele do feiticeiro Balthazar e até o nerd atrapalhado Dave é uma gracinha como diria minha amiga Hebe.

Eu daria minha fortuna para esse moço (se tivesse uma) para que as pessoas parassem de falar que ele está falido. Gente intrometida, poxa. Não falem do meu queridinho.


Aline Bridget
Obs.: na imagem acima, Nicolas e Mônica Belucci como Balthazar e Veronica.

domingo, 29 de agosto de 2010

Aos 25, eu aprendi...

O já tradicional texto de comemoração do dia natal surge envergonhado em meu coração...
Me lembrei de uma musica que canto muito com o thithi sobre aniversário que diz:

Hoje eu sinto que cresci bastante
Hoje eu sinto que estou muito grande
Sinto mesmo que sou um gigante
Do tamanho de um elefante

É que hoje é meu aniversário
E quando chega meu aniversário
Eu me sinto bem maior, bem maior, bem maior, bem maior
Do que eu era antes

E de fato, hoje me sinto expandida. Me sinto maior que meus problemas. Me sinto melhor.

Aprendi, nos ultimos 365 dias a amar loucuras, a apreciar belezas puras, a me amar acima de tudo, a acreditar em Deus, a cuidar sem medo de machucar, a querer bem, a deixar de querer, a esquecer e a pior coisa que tive que aprender foi deixar pessoas e pensamentos para trás. As vezes, eu ficava pesava de tanta coisa que tinha que carregar... agora levo só o leve, levo só o essencial...

Aprendi a me apaixonar de novo, aprendi a abrir o coração e meu inferno astral foi repleto de confusões que deixei para trás junto com a idade velha.

Eu me sinto velha. De verdade. Velha e cansada. E já sinto medo de rugas... Mas sinto uma renovada energia para continuar tentando, para continuar vivendo...
Sinto em mim também o vazio característico de quem não tem mais expectativas, de quem não precisa mais mudar para se adequar a nada...a data é simbólica mas ela me transformou numa folha nova em branco...

E por mais inutil que uma folha branca possa parecer para qualquer um, para mim ela significa o melhor presente que Deus me deu:

A POSSIBILIDADE DE COMEÇAR A ESCREVER UMA NOVA HISTÓRIA PARA MINHA VIDA!

Sem os vilões que forjaram suas armas em minhas fraquezas, sem os galãs que se aproveitavam da minha ingenuidade e sem a tristeza solitária de quem está perdido no mundo!

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo....qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim."

assim farei!


Um beijo e meu eterno agradecimento a todos.

Aline Bridget

sábado, 28 de agosto de 2010

Mística...

Tão fácil crescer em dias assim... A maravilha do universo se mostrando novamente para mim...
Tão fácil sentir felicidade mesmo quando tudo dando errado. Pelo menos existe a sensação de estar esgotando todas as possibilidades... Não me acusem de sentir medo, não me acusem de me esconder: Coração aberto, cartas na mesa: estou fazendo exatamente o que tenho vontade em minha medíocre e feliz vidinha pacata.
Meu emprego tão complicado, relações tão de amor e ódio, positividade em tantos momentos. Doenças contra as quais lutamos (e pelas curas rezamos), um moço que não quer nada além de uma brincadeirinha cujo beijo tem gosto de bom dia, um novo ciclo, uma nova idade, decisões, amadurecimento de relações... Essa bagunça toda eu causei enquanto olhava as borboletas no caminho... tão distraída andei...

Se pensas que sinto muito, saiba que não sinto não. Tenho um não e uma porta fechada... e não vou mais ficar a bater...
Feliz estou por essa sensação de liberdade que me permite buscar novas portas, novos caminhos e transformar o não em sim.

Eu costumava dizer que era mais fácil crescer pelo amor... Mas eu estava errada: eu alcanço outra consciência em meio a dor. Mas não é nela que quero viver.

E hoje vou festejar minhas preocupações, minhas diferenças e o tanto de melancolia que me acompanha... Vou festejar até que o sol encontre novamente minha casa natal... e renove tudo o que já está envelhecido em meu ser.

Que venha o novo ciclo.

E que seja o ciclo do amor.


Aline Bridget

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Eu te roubaria para mim

Eu te roubaria para mim.
Facilmente, sem negociação ou razão para pedir resgate.
Eu te roubaria, te levaria para um lugar perto de mim. Bem perto de mim.
Eu expulsaria essa sensação de saudade que me acompanha.
E roubaria para mim o garoto de sorriso metálico que hoje é um homem sem tempo para muita coisa e sem tempo a perder com bobagens como "conhecer alguém novamente."
Eu roubaria para mim o moço de abraço apertado.
E roubaria para mim o cara que habitou minhas melhores lembranças por tantos anos.
E roubaria para mim essa pessoa que me ensina bastante do que sei sobre esperança, expectativa e até porque não, um pouco de ansiedade.

Eu te roubaria para mim.
Não porque preciso pois não me desesperaria sem você.
Mas porque gosto da sua presença, do seu jeito de falar, do seu jeito de sorrir e gosto de outros jeitos impronunciáveis.
Eu te roubaria pra mim porque parece acertado, parece certo, parece combinar.
E porque, no momento, é o que quero.

Aline Bridget

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Em busca do Ouro


Tenho esse filme há bastante tempo sem nunca ter assistido. Os motivos são a qualidade da imagem e o fato de ser um filme falado (e eu não estava acostumada.)
Ontem a noite decidi tentar ver pelo computador (já que se sabe que não enxergo lá essas coisas de longe... com o computador pertinho de mim, foi mais fácil). Como lamentei o tempo que perdi!!
Esse filme é o único que vi até agora com final feliz para o vagabundo...
Ele passa por momentos horríveis e é desse filme as clássicas cenas do ensopado de sapato e da dança dos pãezinhos. Identifiquei-me totalmente com essa ultima cena: imaginamos uma bela performance qualquer para fazer o ser receptor de nosso amor sorrir e nos admirar...todo ser apaixonado é inseguro. Carlitos não seria diferente.
O fato é que, depois de tanta tormenta, perigo e fome, meu amado vagabundo consegue ficar rico graças à mina de ouro que encontra e ainda fica noivo de Georgia. Um parentese para Georgia, mulher leviana, dançarina de salão de danças que a principio usa Carlitos para fazer ciumes a outro homem, depois o usa como diversão e por fim, quando percebe o sentimento secreto que é nutrido por ela, foge.
Encontra Carlitos já milionário num navio (com roupas maltrapilhas ainda) e até se oferece a pagar a passagem dele por desconhecer sua nova condição.
O mal entendido é resolvido e terminam o filme noivos, ricos e felizes.
E Fim!

Deveria fazer um belo comentário sobre esse filme... Mas o filme fala por si só.
Ele foi meu companheiro ontem, numa noite insone que me causou danos estomacais nessa segunda feira feliz. Ele me ajudou a manter o padrão alegre e leve de todo o meu Domingo... Eu ri até quase acordar todo mundo e fui dormir leve. Melancólica e leve.
Fica a dica então. Esse é fácil de achar por conta da releitura e dos prêmios que recebeu. A imagem não é das melhores mas a mensagem faz valer a característica mais marcante de Chaplin em toda sua vida: O otimismo e a segurança de que o melhor acontece sempre, basta querer e buscar.

Um beijo,

Aline Bridget

Obs.: A imagem acima refere-se ao filme Luzes da Cidade, ok?

domingo, 22 de agosto de 2010

Ficaremos quites

A unica forma de acabar com uma história é vivendo-a.
Não se termina de ler um livro sem começar.
Não poderia eu, mesmo com tanta vontade, viver uma história ou finaliza-la de vez para minha própria paz, sem ter coragem, vontade e disposição.

E eu não tive. Em nenhum momento.
Uma repulsa atraente. Um imã invisível. Um medo inexplicável.
Agora reduzidos a quase nada... Minha tormenta. Minha delícia. Meu inferno pessoal. Minha assombração.

Sabemos que falta pouco, que finalizaremos isso de uma vez. Sabemos que ficaremos livres da pergunta: E se?

E se acabarmos com o encanto, tudo bem. Precisamos de praticidade.

E se destruirmos um coração, tudo bem. Sabemos ser esse coração bem forte para suportar. Ele não vai esperar de novo. Vai ser tudo diferente agora, porque somos diferentes. (eu deveria esconder e não divulgar o lamento pela mudança em sua personalidade mas parte de mim se culpa por essa mudança).

Em breve, alguns textos saudosos ou perdidos ao fim de uma linha, um ciclo e uma história constarão aqui. Mais vorazes que todos os que já fiz, esses textos apresentarão certezas e não mais as doces dúvidas que me acompanharam junto com a saudade e a vontade de que você voltasse. Dessa vez não vou seguir seus passos ou tentar te ligar. Será realmente o final.

Me perdoe, mas não acredito em você. E por mais que queira, não acredito em nós.

Entenda que não sou o que você pensa que sou. E entenda rápido porque tudo isso vai se esvair como pó, vai embora como areia numa ampulheta. Tenho certeza, que tudo o que vivemos no nosso mundo imaginário, não sobreviverá nem sete dias. Apostaria contigo se não estivesse tão cansada de ouvir suas promessas tão vazias.

Todos saberão de sua existência em minha vida apenas por textos nesse blog.

E talvez seja esse um bom motivo para eu começar um novo, comprando para mim mesma um diário que um Marck Darcy me daria. Porque com todas as experiências tristes que já vivi, entendi que Marck Darcy’s não existem.

Não existem contos de fadas. E já está passando da hora de acordar.

Eu pensei que não doeria tanto. Mas já que vai doer, estou preparada.

Aline

sábado, 21 de agosto de 2010

Texto emprestado de um autor que desconheço

"Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata!

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai"?
Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente sentimos."

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Com cheiro de dama da noite...

é assim que a semana termina.
Queria dizer que todas as perguntas calaram mas na verdade elas aumentaram.
Queria dizer que tomei as decisões mas elas foram adiadas novamente.
E tudo prossegue.

Esse "disse me disse" pouco me agrada. Não aprovo conversinhas. Não preciso de advogados.
Assim... gostaria que as pessoas parassem de procurar nelas a culpa por uma insatisfação tão minha. O problema sou eu. Eu estou em manutenção. E já estou resolvendo esse assunto.
Estou farta de ver o olhar resignado dos que tentam ouvir o que eu tenho a dizer. Poxa, não ouça nada. Eu sei que é ruim. Eu sei que está complicado. Não sejam caridosos comigo. Não sou uma pobre coitada.
Não me digam o que sei fazer de bom porque eu prefiro reconhecer todos os lugares onde errei e saber que no final dessa contabilidade, não haverão débitos nem créditos.
Por favor, não culpem os inocentes que de errado tiveram apenas o mau comportamento.
Não me defendam, não me ouçam, não me protejam.

Com 25 anos de idade, vestida como uma menininha, cansada, cheia de olheira, sentada em minha cama, tudo o que sei é que sou uma mulher adulta. Vacinada. E infeliz.
E esse fato tem origem onde?
Esse é o erro do sistema que estou tentando descobrir.
Não me acomodei, não se preocupem. Não vou morrer, não me culpem.

Mas por favor... por enquanto... não me deêm tanto amor... porque eu posso não suportar tamanho remorso.

Eu amo todos vocês.

Aline Bridget

Para J

Eu te amaria mesmo se esses 25 anos não tivessem existido.
E mesmo se não houvesse ou houvesse de novo os traumas de nosso passado... eu ainda te amaria.
Se te visse nas ruas, olhar tão firme escondendo tantos segredos. Eu te amaria. Sem apego, mas amaria.
Eu te amaria se soubesses perdoar. Se tivesse agido de forma diferente. Se fosses mais humana.
Mas te amo mesmo não sendo.
Pela força do sangue.
Pela intensidade do amor que não há quem explique.
Eu te amei hoje pela manhã. Pela coragem.
E me amei por não ter demonstrado meus verdadeiros medos.
Eu te amarei dia 1º.
E te amarei todos os outros vindouros, perto ou longe de ti.
Porque assim que as coisas são.

Conte sempre comigo.

Aline Bridget

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Confessionário

"Você não sabe
O quanto eu caminhei
Prá chegar até aqui
Percorri milhas e milhas
Antes de dormir
Eu nem cochilei
Os mais belos montes
Escalei
Nas noites escuras
De frio chorei

A vida ensina
E o tempo traz o tom
Prá nascer uma canção
Com a fé do dia-a-dia
Encontro a solução
Encontro a solução...

Quando bate a saudade
Eu vou pro mar
Fecho os meus olhos
E sinto você chegar
Você, chegar...

Quero acordar de manhã
Do teu lado
E aturar qualquer babado
Vou ficar apaixonado
No teu seio aconchegado
Ver você dormindo
E sorrindo
É tudo que eu quero prá mim
Tudo que eu quero prá mim...

Quero!
Quero acordar de manhã
Do teu lado
E aturar qualquer babado
Vou ficar apaixonado
No teu seio aconchegado
Ver você dormindo
É tão lindo
É tudo que eu quero prá mim
Tudo que eu quero prá mim..

Você não sabe
O quanto eu caminhei
Prá chegar até aqui
Percorri milhas e milhas
Antes de dormir
Eu nem cochilei
Os mais belos montes
Escalei
Nas noites escuras
De frio chorei,

Meu caminho só meu pai
Pode mudar"

(A estrada - CIdade Negra)

Que fique claro que eu não precisava disso agora.
E que fique claro que eu sei as consequências de me permitir sentir uma sandice dessas.
Mas que fique claro que talvez eu precise dessa babaquice nesse momento.
E que fique claro que passar mais quatro anos pensando que deveria ter sentido tudo de forma livremente vai matar minha alegria.
Que fique claro que sou feliz por você não ler meu blog.
E que fique claro que você tem habitado minhas confusões, pensamentos e sonhos.
E que quando ouvi essa música dias atrás, pensei em você.
E que há exatamente um mês você mudou o rumo da vida que eu estava vivendo e me tirou do trilho do trem.
Que fique claro que não há expectativa... e que durante muito tempo, direi que o que sinto por você é "grande carinho". E que terei sempre medo de baixar a guarda e você me machucar.
Que fique claro que sempre haverá mais do que você poderá ver na superficíe.
Que fique claro que você terá que mergulhar profundamente para saber quem sou.
Agora me sinto leve. Secretamente, não há mais segredos entre nós.
Com carinho... grande carinho,

Aline Bridget

Estamos com fome de amor

O que temos visto por ai ???
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes.

Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plasticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer… mas???

Chegam sozinhas e saem sozinhas…
Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos…
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “personal dancer”, incrível.

E não é só sexo não!

Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida?
Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama … sexo de academia . . .

Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalisticas…
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção…
Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós…..
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos “ORKUT”, “PAR-PERFEITO” e tantos outros, veja o número de comunidades como: “Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra viver sozinho!”
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal “beleza”…

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos…
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário…
Pra chegar a escrever essas bobagens?? (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa…
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, famílias preconceituosas…

Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados…

Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado…
“Pague mico”, saia gritando e falando o que sente, demonstre amor…
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais…

Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem haver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida…
E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois…
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?

Um ditado tibetano diz: “Se um problema é grande demais, não pense nele… E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?”
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado…
O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out… ou in…
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos…..

Queira do seu lado a mulher inteligente: “Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida”…

Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: “amo você”, “fica comigo”, então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!

Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!

(Arnaldo Jabor)

sábado, 14 de agosto de 2010

Recadinho

Sr. Blogger, Bom dia!

O sr. me hospeda gratuitamente há muito tempo e eu sou totalmente grata por isso... Mas por favor, vamos combinar o seguinte: pare agora de desconfigurar meus textos e imagens porque eu estou cansada de demorar 3 horas para formatar um maldito post e estou colocando-os no ar todos tortos e maltrapilhos.
E estou na TPM também, o que torna essa situação insustentável, deplorável e altamente deprimível (e essa palavra nem existe).
Vamos combinar assim: o sr deixa eu visualizar exatamente o que vai pro ar. Eu arrumo o que estiver em desacordo com meu gosto pessoal e pronto! Ou como segunda opção, o sr. me deixa editar html de verdade.

Estamos combinados?

Obrigada pela compreensão.

Com amor,

Aline Bridget

Insight sobre o amor verdadeiro...


Ontem eu vi um casal de idosos na rodoviária do Tietê em SP. Esperando com uma certa ansiedade um ônibus de volta para Visconde do Rio Branco - MG, terra natal. Aproveitaram o benefício da passagem gratuita para pessoas com mais de 60 anos e vieram conhecer SP.
Como descoberta, ela ganhou uma calça e até gostou de usar nesse "vento gelado que faz aqui". Ele pouco falou. Na forma como se olhavam, dava pra perceber que haviam compartilhado uma longa, difícil e apaixonada vida e não tinham a menor intenção de se afastar ou deixar de compartilha-la.
Ela falou com os olhos marejados que ainda bem que chegaria sábado pois o neto estaria em casa. Fosse dia de semana e ela teria que esperar até as 11 da manhã até ele voltar.
Esse casal não deve ter estudado. As mãos calejadas mostram que seus empregos iam de trabalhar na lavoura e lavar roupa para fora. O ar simples de dizer "estou muito elegante de calça cumprida" mostra que eles nunca tiveram muita abundância financeira. Mas quanto amor havia! Quanta beleza e quanta leveza!
O próximo plano deles? Ir até Volta Redonda - RJ de graça também, visitar a irmã dele. Falavam isso com um ar aventureiro de quem não tem medo de descobrir a vida.
Eu observei esse casal com uma saudade no peito e uma sensação indefinida.
Quer dizer, eles devem ter uns 80 anos e provavelmente são casados desde antes dos 20. Nessa época, no local onde morava, namorava-se no sofá da sala. Não havia MSN, orkut ou SMS: O moço adentrava sua casa, conhecia sua família e nunca ligaria no dia seguinte pois no dia seguinte ele estaria lá. E todos os dias seguintes até conseguir se casar com você.
O moço nunca te convidaria para ir a um Motel num segundo encontro e provavelmente só te beijaria de verdade depois de muitos encontros. Respeito pela mulher e pela família era mais levado em conta pelos dois.
O moço nunca "ficaria" com sua amiga, nunca te diria que você era boa demais para ele, nunca te deixaria sozinha num momento complicado.
O moço até insistiria mas é provável que a primeira "noite de amor" entre vocês aconteceria só depois de casados.
Então eu pensei na quantidade de vezes que me disseram que eu era ultrapassada em minha forma de me relacionar (e não por questão de sexo porque sou até libertina até demais desde que sinta segurança), mas pela minha forma eterna de ver a vida e o amor.
Eu estive esses últimos anos, perdida entre meu Marck e meu Daniel numa roleta maluca em que eles mudavam de papel a cada rodada e eu sempre soube que os meus sentimentos para com os dois eram absolutamente distintos.
Um é meu amor para recordar que quero ter por perto pra sempre. Um é meu amor para enlouquecer que prefiro nem comentar o que quero.

Eu pensava nisso enquanto a senhorinha ajudava o senhor a encontrar as passagens e cheguei a conclusão que no final das contas, sou uma Bridget sem nada. Porque nunca homem algum me olhou daquela forma tão simples e familiar, como se tivesse me amado desde sempre com todos os meus defeitos.
E percebi que o Marck e o Daniel, sejam lá quais sejam as posições, me ensinaram muita coisa mas estão longe de ser um amor para a eternidade, como esse casal.
Vim pra casa me sentindo mais sozinha e infeliz do que nunca me senti.
Mas a lição foi dada e o insight mais uma vez foi percebido.
Agora é hora de tentar recomeçar.


Um beijo a todos que acreditam no amor verdadeiro.

Aline Bridget

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Meu adorável vagabundo - Não se fala de outro assunto!

"Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar - se possível - judeus, o gentio ... negros ... brancos. Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades. O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.A cobiça envenenou a alma do homem ... levantou no mundo as muralhas do ódio ... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, emperdenidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade.Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas duas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem ... um apelo à fraternidade universal ... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora ... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas ... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!"A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia ... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens, a liberdade nunca perecerá. Soldados! Não vos entregueis a esses brutais ... que vos desprezam ... que vos escravizam ... que arregimentam as vossas vidas ... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar ... os que não se fazem amar e os inumanos.Soldados! Não batalheis pela escravidão! lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Estás em vós! Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela ... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo ... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice. É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão!Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progreso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos. Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos! "

(Charlie Chaplin - O grande ditador)

Quando vi esse filme pela primeira vez, um pouco alterada na casa de uma grande amiga, esse discurso me pareceu menor. Mas não é. Chaplin não sabia ser "menor", não sabia ser "menos".
Nesse, Carlitos é confundido com Hitler e blábláblá, finaliza a guerra com esse discurso mais que lindo aí em cima.
Hannah é uma judia que muito sofria pela segunda guerra como todos os judeus e blá blá blá. E Hannah o ouve pelo auto falante do que acredito ser um campo de concentração ou um esconderijo. Como disse, estava um pouco alterada graças à minha amiga russa chamada Vodka.
Bom é isso.
Aline Bridget

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Lições que a gente aprende...

Insista em si mesmo, nunca imite. Você pode usar seu Dom a todo momento com a força cumulativa do esforço de toda uma vida; mas do talento adotado de outro você só tem meia posse extemporânea. Aquilo que cada um fez de melhor apenas seu criador pode ensinar. (...) Onde esta o mestre que pode Ter ensinado Shakespeare? Onde esta o mestre que pode Ter instruído Franklin, Washington, Bacon ou Newton? Cada homem é único. (...) Shakespeare nunca seria criado pelo estudo de Shakespeare. Faça o que é determinado a ti e não poderá esperar demais ou ousar demais.
Emerson (do livro Chaplin Uma Vida de Stephen Weissman)

Essa frase lida por mim hoje de manhã em pé num ônibus cheio me soou como um chacoalhão.
Me fez ver a quantidade de tempo que todos perdemos quando tentamos nos enquadrar no que consideramos o melhor para nós (e mais normal para todos) sem nos preocupar com o que de fato necessitamos fazer e ser.
Meus talentos... considero todo o tipo de manifesto que escondo por medo de mostrar e não ser aceita. Em poucos momentos cogitei imitar ou copiar alguém porque não levo jeito para isso. Em contrapartida, conheço pessoas que usam minha superfície como espelho e mesmo com esse texto ainda não sei o que dizer a elas. Não digo nada, finjo não perceber.
Quando li esse pequeno texto, pensei apenas nas malditas horas felizes e percalços que eu enfrentaria se tivesse a coragem de mandar pro ar tudo o que me causa dor e vivesse daquilo que me faz sentir leve.
Lendo esse texto, me lembrei (e por coincidência encontrei) com o homem mais honesto, integro, doce e engraçado que já conheci. E sua presença me fez ver que não faltam portas abertas para quem tem o coração aberto e sabe batalhar pelo bem.
Hoje, lendo esse texto que tanto me fez pensar, me senti totalmente cansada das idiotices que faço pela minha maldita mania de colocar as pessoas no meu coração e acreditar, confiar e me preocupar com elas. Essa burra forma de acreditar que todo mundo pensa como eu e que a maldade não existe para quem tem o santo forte e o coração tão franco como o meu. Confesso todos os meus defeitos para quem quiser saber mas não me acuso injustamente de ser leviana em meus sentimentos.
Hoje, com todo esse cansaço e decepção comigo mesma, o que posso dizer é que minha vontade de largar tudo e seguir com aquilo que me faz feliz é grande. Tão grande que me agarro a pequenos e políticos motivos para continuar onde estou. E que Deus me ajude a conseguir.

Eu sou Aline Bridget

domingo, 8 de agosto de 2010

Apenas um trecho

"Se eu beijar agora, eu vou querer beijar muito mais, a vida inteira, e vou querer casar com você pra beijar você toda noite, até toda noite virar uma noite e outra, até uma noite e outra virar de vez em quando, até de vez em quando virar nunca mais. Até esse amor que hoje é tão grande nem se lembre de como era no passado. Eu não posso ficar com você, eu não quero gastar esse amor, eu quero lembrar dele assim pra sempre do jeito que a gente ta sentindo ele agora".

Do filme A dona da História.

Ficção

Quando penso de novo na quantidade de tic tacs que ouvi esse tempo todo, me arrependo de não ter pensado antes.
Me arrependo de não ter conduzido o pensamento de tal forma que entendesse antes o que entendo agora.
Me arrependo de ter sentido culpa quando eu era só presa fácil da armadilha... Da sua armadilha.

Não me arrependo de ter ido. Eu faria de novo mesmo se já tivesse entendido. Não vejo grande sofrimento nisso que estou vivendo... acho que o coração da gente aprende a lidar com as situações. Bem, o meu aprende. Isso não vai me tornar mais triste, mais preocupada ou mais precavida.
Hoje entendi que no fundo essa questão, esse meu jeito tão "plebéia" de ser tinha um peso maior do que deveria ter. Eu deveria saber que seu jeito tão seletivo e separador de pessoas por categorias, influenciaria. E agora tudo volta ao normal. Quase um mês depois:
Uma bem criada menina com pensamentos infantis e com a qual você não consegue conversar mas que consegue facilmente dominar, fisga seu coração novamente. Você finge acreditar que conviver com alguém assim eternamente é possível, ela finge acreditar que mesmo bruto, você é o melhor para ela...
E eu? Minha vida segue e eu me vejo livre do stigma criado e da sensação de ter quebrado um coração de pedra como o seu... Eu não espero mais por você. Eu não espero mais nada.

Eu sou Aline Bridget

Seja como for, tenha sempre meu amor.

Eu gostaria de simplesmente abraça-la nesse momento.
Mas as barreiras que seu jeito tão ariano criou me impedem.
Eu entendo sua dor, sua preocupação e seu problema... E mesmo assim não entendo porque categoriza as pessoas e suas preferências sem nunca conhecê-las.

Eu gostaria que fosse mentira. Que houvesse saúde, que houvesse união e que houvesse amor... Porque por mais que as pessoas se aproximem de você com interesses escondidos, esse não é meu caso.
As vezes tento acreditar que você um dia perceberá que as coisas não são assim e que o amor pode fluir no lugar de tanta mágoa e medo.

Por hoje, só o que eu queria era poder te abraçar. E te dizer que pode contar comigo sempre até que tudo fique bem.

Sabendo que não posso, meus melhores pensamentos e orações estarão contigo.

Mesmo que não pareça, eu te amo.


Aline Bridget

Motivos...

Dei uma passeada por esse que me hospeda, mr Blogger e me assustei com a quantidade de blogs felizes no ar.

São blogs institucionais, sobre decoração, arte, artesanato, sobre dicas de donas de casa, sobre donas de casa que são felizes em sua “profissão”, sobre futuras mães, sobre música, sobre filmes, sobre seriados, sobre (e contra) alguém, algo ou tudo... e alguns blogs como o meu: sobre uma visão dos acontecimentos de nossa vida.

Algumas pessoas criam personagens e codinomes para se esconder. Eu nem posso falar nada mas a verdade é que a Bridget surgiu de uma brincadeira por minha semelhança com a comunicadora da ficção Bridget Jones.

Minha paixão pela escrita me impulsionou há cerca de 2 anos a colocar no ar minhas palavras tão pensadas. Surgiu esse blog a quem chamo de: O diário de Aline Bridget.

Longe de copiar o cômico diário de Bridget, meu blog tem o intuito de ser meu amigo e meu portfólio, já que a redação é meu objetivo de vida, mesmo que pareça tão tão distante.

Voltando ao meu tour virtual, eu percebi que as pessoas colocavam seus blogs no ar querendo expor uma idéia, desabafar, disponibilizar downloads ou vender um produto. E eu não me encaixei nisso. Eu coloquei meu blog no ar porque eu queria... ESCREVER! Eu queria me comunicar. Queria ser lida, ter opiniões das pessoas e acima de tudo, queria entretê-las. E eu não tinha a pretensão de ser lida por muita gente: meus fiéis quase 10 leitores já me animam bastante.

Todo caminho têm seus percalços e o meu é a falta de tempo e o stress: basta um momento stressante e ocorre um bloqueio. Não consigo escrever coisa com coisa. Coloco toda a minha força no que preciso escrever profissionalmente para não enlouquecer... E abandono esse feliz blog à própria sorte... Até me acalmar e o assunto voltar. Uma espécie leve de cyberbullying acontece comigo também mas não dramatizo a situação.

Bem, devo dizer que hoje meu blog volta ao ar depois de alguns dias escondido. Uma noite relaxante e milhões de sonhos tão confusos me botaram nos eixos novamente. Se eu vou ter assunto, por hoje não garanto...

Mas minhas aulas voltaram e eu vou ter muitos bons assuntos (stressantes) e que não exponha a vida de ninguém, já que nessa atual fase, minhas “negociações” estão muito fortes com pessoas. Contato Humano.

Isso é bom, eu gosto de movimento...Mas isso é assunto para outro post.

Eu agradeço as energias positivas enviadas para mim.

E eu volto com força total porque Eu sou Aline Bridget

Obs.: Tenho utilizado o Eu sou em minha assinatura e não é por me achar foda. Acontece que precisei de força... E me lembrei de uma discípula querida de Saint Germain que me ensinou o “truque” de se achar mesmo no meio do caos, tornando-se parte ATIVA do todo, dizendo I AM, I AM... E agindo! Eu sou é a atividade da vida. Decidi usar. É só isso, viu só? Funciona. Obrigada, Ananda.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Dias melhores virão...

Estou lendo um livro sobre Chaplin. Confesso que meu amor por ele só aumenta a cada página que nem sempre tenho tempo de ler. Nesse, que se chama "Uma Vida", um psicólogo faz uma biografia, analisando cada atitude do meu adorável vagabundo.
Estou terminando de ler e sei que farei muitos posts sobre ele. Mas a característica que mais vejo nesse livro todo, é a confiança de Chaplin em seu próprio potencial.
Com 7 anos, no orfanato, Chaplin já acreditava ser um grande ator de muito sucesso e sabia ser aquela fase apenas temporária.

Esse livro tem me servido de inspiração nesses dias tão estranhos e silenciosos.
Tem sido de grande valia pra eu entender que sou digna, independente de minha condição ou da condição em que me colocam os juizes.

Então, hoje, num dia em que não li nenhuma página, posso dizer que Chaplin tinha em comum comigo, além do jeito de sentar sobre uma perna, a certeza de ser merecedor do que há de melhor. E a garra para lutar contra a maré de azar que costuma perseguir os otimistas. E a força de assumir os erros. Ou simplesmente não comenta-los nem repeti-los. E a confiança de que um sorriso pode salvar um dia.


Eu sou Aline Bridget.