domingo, 8 de agosto de 2010

Ficção

Quando penso de novo na quantidade de tic tacs que ouvi esse tempo todo, me arrependo de não ter pensado antes.
Me arrependo de não ter conduzido o pensamento de tal forma que entendesse antes o que entendo agora.
Me arrependo de ter sentido culpa quando eu era só presa fácil da armadilha... Da sua armadilha.

Não me arrependo de ter ido. Eu faria de novo mesmo se já tivesse entendido. Não vejo grande sofrimento nisso que estou vivendo... acho que o coração da gente aprende a lidar com as situações. Bem, o meu aprende. Isso não vai me tornar mais triste, mais preocupada ou mais precavida.
Hoje entendi que no fundo essa questão, esse meu jeito tão "plebéia" de ser tinha um peso maior do que deveria ter. Eu deveria saber que seu jeito tão seletivo e separador de pessoas por categorias, influenciaria. E agora tudo volta ao normal. Quase um mês depois:
Uma bem criada menina com pensamentos infantis e com a qual você não consegue conversar mas que consegue facilmente dominar, fisga seu coração novamente. Você finge acreditar que conviver com alguém assim eternamente é possível, ela finge acreditar que mesmo bruto, você é o melhor para ela...
E eu? Minha vida segue e eu me vejo livre do stigma criado e da sensação de ter quebrado um coração de pedra como o seu... Eu não espero mais por você. Eu não espero mais nada.

Eu sou Aline Bridget

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