sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011!

AMANHÃ SERÁ UM LINDO DIA...

Aline Bridget.

domingo, 26 de dezembro de 2010

O anjo de 2011

MIKAEL OU MIGUEL - REGENTE DE MERCURIO
Salmo 118 - elemento: fogo sutil (Espada/Balança)
Seu nome significa "Príncipe da Luz", grito de batalha. Comandante do Exército Celeste. Controla as chamas, quando acender uma vela peça para queimar tudo que é passageiro e permissão para o eterno brilhar.
Preside também os raios solares.
Os raios solares destroem as trevas e trazem a luz.
Padroeiro dos policiais, Arcanjo da coragem, defende e protege.
Hierarquia angelical - Arcanjos - Ancora com flores.
São os lideres entre os anjos, os generais do céu.
Estão ligados aos espíritos planetários.
Auxiliam os homens nas situações de perigo físico.

é, vai ser um ano de Luz... E vai ser um ano de muita saudades também, assim como está sendo esse momento em que acabo de ler o texto acima.

Te encontrarei em algum lugar, bichinho da goiaba.

Com todo amor,

Aline Bridget

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Carta ao bom velhinho (agora de verdade)

Querido Papai Noel,

Sei que já fiz muitas gracinhas com relação ao seu nome e meu possível pedido. Mas dessa vez, essa carta é a verdadeira que escrevi em cima da hora.

Sei também que comprar um presente assim, na véspera, seria impossível, por isso fique tranqüilo Papai Noel: não vai precisar encarar shoppings ou 25 de março porque não quero nada material.

Esse ano eu tentei de todas as formas ser uma boa menina. Mas com tanta torcida contrária, remando contra a maré, eu tive que ser o que deu pra ser sem exigir demais dos meus tão cansados corpo e mente. Diria até alma mas seria drama demais. Já te disse que não fiz xixi na cama e deixei quase tudo no lugar. Revi com carinho todos os meus amores. Joguei alguns fora pois não eram amores. Arrumei novos. Matei a saudades e guardei de novo aquele mais querido de novo. E vivi esse ano da melhor forma que pude.

Sei que o Sr. Dirá:

- Ho Ho Ho, você foi atrapalhada, menina.

É, papai Noel. Eu sempre serei.

Então de presente nesse Natal lindo de viver, quero te pedir apenas duas coisas:

1) Força renovada. A minha está muito perdida em meio a tantas confusões.

2) Discernimento necessário para não viver tantas tormentas em vão. E aprender tudo o que precisar com todas elas.

Obrigada por sempre lembrar-se de mim que já nem sou tão criança e inocente assim, Papai Noel.

Doe seu amor e sua alegria em forma de presentes para todas as crianças do mundo: elas merecem. Presenteie também aquelas crianças tão minhas que foram morar com o Papai do Céu.

Um Feliz Natal, querido!

Com amor, da eterna menina,

Aline Bridget

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Era uma vez...


Parecia utópico no mundo feliz da imaginação. Mas não foi tombo dos grandes não.
Parecia covardia, cena de novela ou de um livro dramático qualquer. Mas dessa vez, a mocinha da história não tinha tanta paciência para chorar pelos cantos.
Olhando longe, essa mocinha sabe disfarçar olheiras, sabe enxugar o próprio choro, sabe se defender.
Olhos positivos: com o tempo, a mocinha da história percebeu que tudo melhora e que aquilo que a avó dela diz na mesa do café é a pura verdade: Cada um tem o que merece!

Parecia utópico e para essa moça é a realidade com a qual ela tem que se adequar: existe maldade. Existem pessoas que acham que viver é brincadeira. Existem seres que ignoram a lei de ação e reação.

Parecia difícil no mundo cor de rosa e vazio da imaginação da moça. Mas agora está claro: a maldade existe mas existe também a firmeza de caráter, a capacidade de sair de situações negativas, a energia positiva e o amor que flui pelos poros. E essa moça da história descobriu em meio a tanta maldade, medo, feiura e perseguições injustas a SUA própria força e a SUA própria capacidade de amar.

Agora, essa mocinha espera apenas uma nova novela onde, como sempre, não haverá atuação: será sempre ela, verdadeiramente. Mas dessa vez, nas condições e cenários que ela merece. Com novos atores. E novos aprendizados.

Quanto a mocinha, não sintam dó dela. Porque ela sou eu. E eu detesto que sintam pena de mim.

Aline Bridget

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Por causa da chuva


Na janela, apenas gotas que caem.
Tento concatenar idéias sem sucesso. Me concentro em contar as gotas mas me perco contando lágrimas, contando carneiros... O que são números?

Olhando de cima, a chuva é só névoa. Olhando de longe, é uma cortina intransponível. Estando na chuva como estou, olhando-a pela janela de um carro qualquer, a chuva parece um choro. Ora um choro daqueles desesperados. Ora um choro silencioso cheio de tristeza. A névoa no vidro não me deixa enxergar nada.

Eu contei e recontei mas fui vencida: há tristezas que por mais tentemos controlar e parametrizar, nos fogem pelos dedos.

Eu não sou exatamente uma pessoa fraca. Aprendi a me virar e reforçar e, chorando na rampa, aprendi a sobreviver. Mas hoje, até eu pediria ajuda. Até eu ia precisar de um colo, um lenitivo, um bom motivo, uma saída.

Andar na chuva é como mergulhar em si mesmo... Estou totalmente encharcada e vejo nitidamente cada parte da minha tristeza e da minha forma imperfeita de ser.
Estou cansada e ainda não cheguei em lugar nenhum. Pior é pensar que pelo visto, ainda vai chover por um bom tempo.

Aline Bridget

domingo, 12 de dezembro de 2010

Reflexão

"Aceitar o pessimismo é aceitar a derrota. O otimista enxerga com mais clareza as oportunidades e vive melhor e com mais confiança os seus dias."

sábado, 11 de dezembro de 2010

Amores incomuns (E o meu)


Certas relações são assim... dos altos e baixos.
Da paixão ao ódio misturado com um pouco de mágoa, admiração e atração.
Certos amores nascem certos, vivem tortos e de aleijados, nunca morrem. Sobrevivem, a espera de um bom motivo para acreditar novamente. Ou quem sabe uma nova briga. Ou quem sabe, a espera da morte, eutanásia, sabe-se lá a espera de quê.

Certos amores aquecem a alma. Mas que calores pelo corpo, nos fornecem alegria para viver e lenitivo para qualquer micro problema.
Não há indícios de tão grande felicidade em um amor como esses: é muito comum em novelas, subentendido em cada olhar e totalmente feliz em qualquer the end.
Na vida real, os personagens são bem mais orgulhosos e preguiçosos para tentar. Tentar fazer um amor dar certo dá trabalho: Nos contos de fadas, tudo flui! Queremos um amor que flua!

E com isso, a gente cala os sentimentos. As vezes, um ex marido, do qual não precisamos, mas fazemos questão de brigar por uma pensão. Um vizinho com seu cachorro insuportável. Um ex que a gente cisma em perseguir nas redes sociais. Pessoas que a gente mantém por perto de forma doentia. A gente faz isso de forma automática sem nunca se perguntar o porque de tresloucadas atitudes. Eu digo: a gente faz isso porque no fundo, lá no fundo, algum sentimento nos impulsiona. Uma paixão mal resolvida, alguma vontade sobressalente talvez até mesmo o amor.
Escondido e incompreendido amor.

E o outro?
Bem, para o outro deve ser difícil olhar para uma pessoa tão atrapalhada aos seus pés, fazendo o possível e o impossível por um segundo de atenção. Na briga, na alegria, na saúde e na doença: conheço pessoas que são capazes de adoecer por um pouco de atenção do ser amado.
Deve ser difícil mas há indícios de que muitas vezes, essas atitudes são motivadas pelo “outro”. Apaixonado ou egocentrado. Estar numa relação (falo de relação de verdade e não de paixonites platônicas) como essa é sinal de que o “outro” alimenta atitudes passionais e quando não as corresponde. Por amor. Ou para massagear o próprio ego?
Questões que nunca saberão, as partes mais apaixonadas das situações.
O que eu sei é que conheço histórias dessas, ouço e vejo muito aqui no vilarejo onde moro.
Vejo amores que a gente nota no olhar: e tem sempre um mais durão que insiste no não.
Vejo casais que mais parecem lutadores de boxe.
E vejo um sentimento muito bonito brotando em cada ato, intimo demais, carinhoso demais: quem está de fora vê com mais facilidade as infinitas possibilidades de felicidade que dois, com óculos sujos de tanta mentira e medo, acabam não enxergando.


Escrevo esse texto me inspirando em meu próprio coração: aqui vive um amor ora no tatame, ora no motel, ora no altar, ora no céu.
Quem poderia me julgar?
Tamanho sentimento é tão lindo e tão leve que me permite viver o que eu tiver que viver. Como se o que prendesse fosse um corda imaginária, invisível e que não incomoda. Imperceptível.
Se volto, se será eterno, se um dia... Seja um dia hoje, amanhã ou daqui a vinte anos, faço questão de não saber.


Sei que amo e que vivo diversas formas de amor.
E por ora, isso basta.

Aline Bridget

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Parabéns!


Ela quer olhar nos olhos
E sorrir com alegria verdadeira
Ela quer abraços apertados
E fraternos desejos de bons dias
Ela quer beijos longos
E a certeza de corações entregues
Ela quer amor a noite toda
E dormir abraçada se refazendo do cansaço.

Ela está cansada da feiura dos sentimentos
E das faces quase mansas que a falsidade apresenta
Ela está farta de tanta mentira
E as vassouras de seu coração já não aguentam mais varrer tanto lixo:
Há lixo nas ruas, nas casas, nos corações, nos pensamentos e nas palavras

E ela, quer apenas um pouco de limpeza
Uma amizade sincera, uma esperança renovada
A leveza do branco sem poeira
O calor que aquece sem queimar

Ela está cansada de perder tempo
Ela quer amor de verdade,
Homens que queiram fazer planos.
Ela quer planejar e colocar em prática
Cada passo de uma vez...

Ela sabe o que quer e quer pouco: Nada além de ser feliz
Seguir as regras e inventar novas
Ela quer sorvete e chocolate mas não todos os dias
Ela quer trabalhar naquilo que acredita
Ela quer despertar sorrisos e não suspeitas
Ela quer acreditar... Ela sempre tenta acreditar!

Ela tem fé, tem saúde, tem vontade e tem força
Como vês: ela tem quase tudo. Só lhe faltam oportunidades.
Ela precisa de portas que se abram sem que seja preciso implorar ou abrir a pontapés
Ela precisa de portas cujos interiores precisem de pessoas verdadeiras sem medo do trabalho
Ela precisa de portas que acolham pessoas que, como ela, precisam antes de mais nada, da MUDANÇA.

Ela é minha chefinha. E hoje é o dia dela!

Lu,

Feliz Aniversário!
Que seu novo ciclo seja aquele de colher o que foi plantado.
Que seja o ciclo da mudança, do amor, da justiça e da alegria.

Um beijo grande.

Com amor,

Aline Bridget

sábado, 4 de dezembro de 2010

Diálogo

Avó: Quando eu era nova, ia para o baile com meu melhor (e único) vestido e com os sapatos na mão... Andava o caminho todo descalça e, perto de chegar ao baile, lavava os pés no rio, calçava o sapato e ia para o baile. Foi em um baile que conheci seu avô, namorei um ano e meio, casei após esse período e fui feliz para sempre com o homem da minha vida. Havia respeito e muito amor naquela época e etc.

Neta: Eu, em dias de ir para "baile" acordo bem cedo. Depilo as pernas, virilhas, sobrancelhas, buço e axilas. Tomo banho, faço esfoliação, hidrato os cabelos, faço unhas dos pés e unhas das mãos. Fico sem comer nada o dia todo para a roupa ficar boa no corpo. Tiro hidratante do cabelo, lavo, seco, estico, puxo, passo maquiagem, coloco a roupa, sapato alto, passo perfume importado e vou.
É, vó. Eu faço tudo isso e não consigo nem um beijo na boca, fico aqui, encalhada. Respeito? Amor? Difícil...

Avó: hahahahahaha

Neta: =[

Aline Bridget

Obs.: Transcrevi exatamente minha conversa com minha velhinha linda em 03/12/2010. É, Vó, Os tempos mudaram.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O que é felicidade para você?



Seja como for, seja sempre meu amor.
Terás sempre meu amor, mesmo que diga que não o quer.
Morarás sempre em meu coração, mesmo que diga que mora no seu prédio.
Será sempre minha luz, minha alegria e o moço que me faz sorrir sozinha pelos cantos.

Estará sempre em minhas orações, em minhas brincadeiras e em meus assuntos.
Será sempre meu bebê, meu super herói, meu mini grande homem, minha alegria.
Porque você chegou assim, sem aviso. De inicio com um sorriso sem dentes tentando me conquistar. Depois com um dentinho só. Depois muitos.
Depois com uma musiquinha, e várias, uma cor, milhares.... E gradativamente, eu fui abrindo espaços para você em meu coração... Coração esse que agora já não sabe mais o que é vida sem suas angelicais bolhas de sabão e flores que jogas e perdes pelo caminho, fazendo de seu próprio caminho de pureza e ingenuidade, uma grande lição para adultos que como eu, ainda não aprenderam a ser crianças.

Amo você mas do que jamais imaginei amar um ser. Inadvertidamente. E incondicionalmente.

Aline Bridget

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Transitório

...É mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir...

(Ana Carolina)

sábado, 20 de novembro de 2010

Felicidade e Alegria

“Ser alegre (muito melhor do que ser feliz) é gostar de viver mesmo quando a vida nos castiga”

Quando eu era criança ou adolescente, pensava que a felicidade só chegaria quando eu fosse adulto, ou seja, autônomo, respeitado e reconhecido pelos outros como dono exclusivo do meu nariz.
Contrariando essa minha previsão, alguns adultos me diziam que eu precisava aproveitar bastante minha infância ou adolescência para ser feliz, pois, uma vez chegado à idade adulta, eu constataria que a vida era feita de obrigações, renúncias, decepções e duro labor.
Por sorte,

1) meus pais nunca disseram nada disso; eles deixaram a tarefa de articular essas inanidades a amigos, parentes ou pedagogos desavisados;

2) graças a esse silêncio dos meus pais, pude decretar o seguinte: os adultos que afirmavam que a infância era o único tempo feliz da vida deviam ser, fundamentalmente, hipócritas;

3) com isso, evitei uma depressão profunda pois, uma vez que a infância e a adolescência, que eu estava vivendo, não eram paraíso algum (nunca são), qual esperança me sobraria se eu acreditasse que a vida adulta seria fundamentalmente uma decepção?
Cheguei à conclusão de que, ao longo da vida, nossa ideia da felicidade muda:

1) quando a gente é criança ou adolescente, a felicidade é algo que será possível no futuro, na idade adulta;

2) quando a gente é adulto, a felicidade é algo que já se foi: a lembrança idealizada (e falsa) da infância e da adolescência como épocas felizes.
Em suma, a felicidade é uma quimera que seria sempre própria de uma outra época da vida -que ainda não chegou ou que já passou.
No filme de Arnaldo Jabor, “A Suprema Felicidade”, que está em cartaz atualmente, o avô (extraordinário Marco Nanini) confia ao neto que a felicidade não existe e acrescenta que, na vida, é possível, no máximo, ser alegre.
Claro, concordo com o avô do filme. E há mais: para aproveitar a vida, o que importa é a alegria, muito mais do que a felicidade. Então, o que é a alegria?
Ser alegre não significa necessariamente ser brincalhão. Nada contra ter a piada pronta, mas a alegria é muito mais do que isso: ser alegre é gostar de viver mesmo quando as coisas não dão certo ou quando a vida nos castiga. É possível, aliás, ser alegre até na tristeza ou no luto, da mesma forma que, uma vez que somos obrigados a sentar à mesa diante de pratos que não são nossos preferidos ou dos quais não gostamos, é melhor saboreá-los do que tragá-los com pressa e sem mastigar. Melhor, digo, porque a riqueza da experiência compensa seu caráter eventualmente penoso.
Essa alegria, de longe preferível à felicidade, é reconhecível sobretudo no exercício da memória, quando olhamos para trás e narramos nossa vida para quem quiser ouvir ou para nós mesmos. Alguém perguntará: é reconhecível como?
Pois é, para quem consegue ser alegre, a lembrança do passado sempre tem um encanto que justifica a vida. Tento explicar melhor.
Para que nossa vida se justifique, não é preciso narrar o passado de forma que ele dê sentido à existência. Não é preciso que cada evento da vida prepare o seguinte. Tampouco é preciso que o desfecho final seja sublime (descobri a penicilina, solucionei o problema do Oriente Médio, mereci o Paraíso).
Para justificar a vida, bastam as experiências (agradáveis ou não) que a vida nos proporciona, à condição que a gente se autorize a vivê-las plenamente.
Ora, nossa alegria encanta o mundo, justamente, porque ela enxerga e nos permite sentir o que há de extraordinário na vida de cada dia, como ela é.
É óbvio que não consegui explicar o que são a alegria e o encanto da vida. Talvez eles possam apenas ser mostrados: procure-os em “Amarcord” (1973), de Federico Fellini, em “Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas” (2003), de Tim Burton ou no filme de Jabor. “A Suprema Felicidade” me comoveu por isto, por ter a sabedoria terna de quem vive com alegria e, portanto, no encantamento.
Segundo Max Weber (1864-1920), a racionalidade do mundo industrial teria acabado com o encanto do mundo. Ultimamente, bruxos, vampiros, lobisomens, deuses e espíritos andam por aí (e pelas telas de cinema); aparentemente, eles nos ajudam a reencantar o mundo.
Ótimo, mas, para reencantar o mundo, não precisamos de intervenções sobrenaturais. Para reencantar o mundo, é suficiente descobrir que o verdadeiro encanto da vida é a vida mesmo.

(Contardo Calligaris na Folha de São Paulo 18/11/2010)

Acima temos um texto que acredito ser importante o bastante para ser compartilhado.

Aline Bridget


Reflexão

É aqui que eu encontro a contradição que não sei solucionar. Porque a grandeza do homem não é feita somente do destino da espécie: cada individuo é um império.

(A Espanha Ensanguentada do Livro Um sentido Para a Vida de Antoine de Saint-Exupery)


Do contexto do francês que mais amo na vida fica fácil perceber: Existem reis de ninguém e impérios vazios, desprovidos de leis ou governantes.

Aline Bridget


terça-feira, 16 de novembro de 2010

Carta ao bom velhinho

Querido Papai Noel,

Esse ano eu não fiz xixi na cama, tomei banho sozinha, não maltratei os animais, joguei o lixo no lixo e não fiz malcriação para minha mãe.
Papai Noel, eu confesso que fiz algumas birras e as vezes chorei a toa quando estava triste. Confesso que quebrei alguns brinquedos sem querer, mas na maior parte do ano eu cuidei bem e guardei tudo, tirei boas notas na escola, respeitei os professores e não arrumei brigas com ninguém.

Como vê, fui uma boa menina... Será que não mereço um presente antecipado (independente do natalino?)

Pois bem, caso eu mereça, gentileza providenciar que esse ano acabe logo. Porque eu não aguento mais esse 2010. Prometo ser boazinha assim também em 2011.

Obrigada Papai Noel. E até a Noite Feliz de Natal.

Um beijo,

Aline Bridget

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Coragem

Ai que de ansiedade sofro... Sofro mas não morro.
Assim como não morro de saudade.
Se morrer, será de bala perdida, de carro atropelante, de tombo alucinado da escada.

Da maldade, eu desvio. Da falta de compreensão eu apenas fujo. Também não vou morrer porque alguém não me estendeu a mão.
Não morro de inveja. Tampouco morrerei por mau olhado, mau pensado, mau falado, mau agouro.

Não morro de raiva, não morrerei de tristeza e nem velha morrerei de medo.

Sou do time dos fortes, dos que vivem e não apenas sobrevivem, dos que têm consciência e acima de tudo sou daqueles que confiam desconfiando e não perdem tudo se perdem o apoio.
Na minha terra, seguro morreu de velho e um abraço cura qualquer ferida.
Na minha terra, existe o bom dia! e o por favor.

E acima de tudo, na minha terra, existe o amor e a crença no amanhã.

De rancor, não morro.
Não maltrato meu coração com sentimentos ruins.
De ciúmes, não padeço.

Corro sim, atrás do que mereço e faço por merecer.
E as pedras que me jogam, eu largo onde estão. Meu castelo é feito com as flores do caminho. E da alegria que é minha oração em todos os momentos.

Aline Bridget

sábado, 13 de novembro de 2010

Pés cansados

"Sou só uma moça que assume que errou, assume que perdeu tempo indo numa rua reta sem fim. Sou só uma moça que vai continuar seguindo por essa rua (como se sabe não se pode voltar) até encontrar uma travessa. Não precisa ser uma grande avenida. Pode de verdade ser uma rua deserta. O que importa é chegar ao fim desse caminho errado. E começar a caminhar no caminho certo."


Aline Bridget

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Enquanto espero...

Há dias em que o acaso (ou o motivo escondido) prepara um cenário perfeito e propício para uma novela cotidiana: São dias em que sentimos que de tudo o que vivemos, somos meros fantoches, com nosso papel pré definido. Um trapalhão, um sedutor, uma dona de casa com a mão nas cadeiras.
Há dias em que o menor de nossos atos provocam uma reação em cadeia. Interferência ou participação previamente agendada?
Há dias em que o inexplicável toma conta do que deveria ser só mais um dia normal. Cotidiano.

Há dias que a chuva nos impede de sair ou de voltar para casa.
Geralmente esses são os dias em que mais precisamos sair ou voltar.
A sensação de estar ilhado é amedrontadora. E a vontade de ficar e se esconder onde quer que esteja é grande.

Devemos considerar que a chuva uma hora estia. Se não o fizer completamente, basta esperar que ela acalme... uma garoa não mata ninguém. Há dias que devemos memorizar para não esquecer: somos fortes.

Eu poderia discorrer bem mais sobre o teatro da vida e o espetáculo que foi meu dia.
Mas a chuva acalmou e eu quero muito ir pra casa.

Uma boa noite de chuva, querido diário.

Aline Bridget

domingo, 7 de novembro de 2010

Chaplin

"A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas",
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher."

sábado, 6 de novembro de 2010

Múltipla Escolha...

Um palco é uma escada, um corredor, um poço: esta ali desde quando nascemos, com chão firme ou lajes escorregadias – que no correr do tempo a gente vai transformando numa cadeia de tentativas, erros, acertos e acasos.

O que se abre para nos junto com cada uma dessas portas – o que ali vai se desenrolar por decisão nossa, seja ela vitoria ou desastre -, que aposentos vão se elaborar, em que pátios vamos caminhar, em que águas vamos nos afogar, talvez?

Vamos encontrar material previamente depositado, ou seremos depois boicotados pela fatalidade, nessa tarefa de ordenar espaços, colocar assoalho, erguer paredes, abrir janelas (e mais portas), inventar personagens além disso que seremos?

Talvez haja insetos rastejantes que tem de ser eliminados, vozes e recados que não entendemos (há que se apurar o ouvido), olhos nem sempre bons espreitando no escuro (vai ser preciso também instalar alguma luz).

No ar. Pendendo sabe se lá em que estrutura apenas esboçada, esta o nosso roteiro a ser cumprido: cada um do seu jeito, conforme nossa visão e informação, possibilidades e projetos. Sem esquecer a coragem para escolher, a cultura em que estamos metidos, as leis a que nos submetemos e as vezes em que soubemos escapar do comodismo.

Há que ter alguma coragem. Há que tem algum sonho correndo nas veias, e um grão de loucura faiscando na alma. Ou apenas desejo de viver a vida em vez de ser arrastado por ela como uma criança puxa atrás de si, na poeira, um brinquedo sem graça.

Mas nós temos graça. Nós fazemos a vida. Falhamos em muitas decisões (portas soltas nos gonzos, portas que dão em lugar nenhum, portas que não abrem) e isso vai da ideologia ao emprego, ao lugar onde morar, ao amigo e ao amante. Mas a gente pode sempre avaliar alguma coisa.

(Não tudo: a vida não é tão generosa assim.)

Por cálculos malfeitos desperdiçamos tempo e experiência – mas se não formos nem tolos nem rígidos demais, se o pessimismo não nos dominar, podemos ter um amor bom se perdemos o que estava ruim, ou foi roubado pela morte. Podemos ter uma vida nova, se deixarmos a outra, tormentosa e falsa. Podemos ter um novo projeto de trabalho (até ganhando menos), se o anterior não satisfazia mais.

Podemos mudar um mínimo lapso que seja até mesmo do universo, ainda que ninguém perceba, nem nós mesmos, porque estamos cegos para a importância do mínimo.

Aprendemos que, por mais que os tempos mudem e os costumes se alterem, as emoções humanas continuam as mesmas: da Coréia à Finlândia, do Congo a Amsterdã, todos queremos significado, segurança e harmonia.

Podemos nos anistiar se erramos feio, se formos medrosos, quem sabe cruéis. Podemos – e devemos – ser indivíduos para alem do que nos quer ensinar nossa cultura, para alem do que ordenam nossos governos, para alem das propagandas, das regras e convenções da nossa tribo, todos nós querendo um acomodado rebanho fácil de comandar. Querer decidir, não sempre aceitar, exige audácia e fervor – gosto dessas duas palavras. (...)

A quem achar que sou demais romântica ou demais pessimista, direi que nem uma coisa nem outra: escrevo sobre a morte porque desejo a vida e, sobre a dor porque acredito na possível alegria. Falo das minhas preocupações porque tenho esperança; espreito a sombra porque acredito em alguma claridade que justifique o universo. Comento dramas familiares porque considero esse núcleo o chão para sempre. (...)

Somos fracos, somos poderosos, somos assustados mas nunca completamente bobos. Eu acredito nisso. Antes que tudo desande, antes que tudo acabe, seremos mais do que escravos carregando de um lado para outro, sem saber porque, cenários de uma peça que nem terminou de ser escrita.

E se concluída, não teria nada a dizer.

(Capítulo Final do Livro Múltipla Escolha - Lya Luft)

Tive que transcreve-lo aqui. Tenho lido esse capítulo incansávelmente desde ontem, tentando entender as decisões que preciso tomar. Deixar o medo de lado. Fazer acontecer como manda o figurino. Tenho esse livro há quase um ano sem nunca ter conseguido finalizar a leitura. Faltava tempo, no montante das tarefas infundadas que tenho que executar.

Compartilho com os poucos que me lêem. Sem motivo, porque não acredito que exista em qualquer parte do mundo, lendo meu blog ou não, alguém que precise tanto dessas palavras quanto eu mesma.

Aline Bridget

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Creio que ele aproveitou para evadir-se, pássaros selvagens que imigravam....

A prova de que existe justiça é a mudança.
Mudança de planos, mudança de sentimentos, mudança de situações.
A prova de confiança que podemos dar a Deus, o tempo ou a quem quer que seja, é a paciência.
Toda situação é passageira. A boa, a ruim e a normal.
Demandas incontroláveis perdem totalmente o sentido com o tempo. Hoje vivo isso como experiência própria.

Veja bem, a sensação de perda de tempo é horripilante. No meu caso, foram anos de perda de tempo em um sonho e em um ideal que não prestavam. Não serviam.
Ontem, o que tomava conta do meu ser era culpa. Vontade de voltar no tempo e fazer tudo certo. Segunda chance era minha demanda.

Hoje, chego na linha de chegada (dessa corrida, pelo menos). Vitoriosa: posso estar atrasada mas cheguei inteira. Nem machucada estou.
Chego hoje a conclusão que não valeu a pena tal vivência e tal espera. Mas valeu a experiência.
Valeu por saber que sou só uma moçoila. Com sentimentos e necessidades super humanas.
Valeu por perceber que todo coração pode ser reconstruído e com o tempo, toda dor pode ser cicatrizada.
Valeu por perceber que as vezes, tentamos nos responsabilizar por situações que não nos dizem respeito. Cada ser aprende e se torna o que quiser se tornar. Veja bem, eu também já sofri. E não me tornei monstro algum. A vivência foi a mesma e é a mesma para milhares de pessoas no mundo: Geral já sofreu por algum motivo como rejeição, desamor, traição e etc.
O que cada um é capaz de fazer com o que aprendeu é que faz a diferença. Diferença entre os fortes. E os fracos que vão se proteger eternamente.

E por fim, valeu por perceber que o passado pode até ser relembrado. Mas na maioria das vezes, não deve ser revivido.

Aline Bridget

Obs.: O título é do Exupery - Sobre o momento que o Pequeno Principe abandona o Asteróide B612.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Texto nada meu...e nada mal.

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só!!
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.

O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.

A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...

Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...

Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'.
Deixar de lado a régua,
o compasso,
a bússola,
a balança
e os 10 mandamentos.

Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.

Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: 'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...

Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.

Um dia a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora!

Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente.

OK? Não necessariamente nessa ordem!

Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago...

Obs.: é possível encontrar esse texto como "Duas bolas, por favor?" e autoria atribuída a Danuza Leão. Ou "Pudim" e autoria atribuida a Martha Medeiros. Eu desconheço a autoria mas conheço de cor essa sensação.

sábado, 30 de outubro de 2010

Dez coisas que levei anos para aprender

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom ou empregado, não pode ser uma boa pessoa.

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

5. Não confunda sua carreira com sua vida.

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu todo o seu potencial, essa palavra seria ‘reuniões ‘.

8. Há uma linha muito tênue entre ‘hobby’ e ‘doença mental’.

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Lembre-se: nem sempre os profissionais são os melhores. Um amador construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

Uma última, mas não menos sábia. ‘Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra’.

(Luís Fernando Veríssimo)

Pra ser feliz...

Eu ouço essa frase com tanta freqüência quanto ouço Bom dia.
Geral quer ser feliz... E querem ser felizes o tempo todo. E criam ligações entre felicidade e outras coisas, pessoas e situações que nada de felicidade são capazes de trazer.

Uma grande porcentagem da "População" que deseja insistentemente ser feliz, até já possuem motivos para a felicidade em sua vida: paz, amigos, família e um emprego razoável. Isso faria de um mero mortal um feliz mortal. Com muita garra para ir além, conhecer novos lugares, aprender novas coisas, novas pessoas e manter-se no sossegado caminho da paz, economizando energias para uma possível batalha dessas que a vida sempre traz porque ser mocinha ou herói de novela não é fácil... Parece felicidade certa? E não é.

Uma outra porcentagem da "população" vive na outra margem do rio, do outro lado da calçada: são aqueles que tem problemas em família, problemas de saúde e não possuem emprego ou renda própria fixa. Vivem de sobressaltos: uma dor, um filho que algo fez de errado, um algo a ajustar por ali. De meros mortais, essas pessoas se transformam em super homens (ou mulheres maravilhas, como preferirem): E doentes, escolhem trabalhos aleatórios e alternativos, com rendas que muitas vezes compram apenas o necessário. Não economizam energia para a batalha: eles não têm escolha e vivem a batalha. Energia sobra, flui pelos poros. Parece motivo para ser infeliz o tempo todo? Não é.

Um ou outro gato pingado, que nem entram nos meus gráficos, são as pessoas que vivem a vida de um jeito leve e eu as considero sortudas: tudo parece vir de forma fácil para essas pessoas e por essa qualidade, qualquer problema é resolvido conforme a demanda e com facilidade. São raras mas eu as conheço. Elas não falam muito em felicidade: basta olhar para elas que você percebe que elas estão de mãos dadas com o próprio interior, seguindo a vida conforme manda o figurino, sempre com um plano de contingência caso tudo dê errado. Uma palavra os resume: confiança.

Eu, por minha vez, se tivesse que me categorizar, diria que sou o caso 1. A porcentagem dos que freqüentemente "choram de barriga cheia". E dentro dessa categoria, que abrange boa parte dos que conheço, existem os estágios:
  • O primeiro estágio é daqueles que ainda buscam mudanças quando tudo fica ruim e não são sempre fortes, as vezes eles vacilam. O primeiro estágio é o das pessoas comuns, que buscam a felicidade e reconhecem que talvez já a tenham.
  • O segundo estágio é daqueles que reclamam até quando tudo está bom: Droga, recebi um aumento de salário! Mas o vizinho recebeu um aumento de salário maior que o meu, como vou ser feliz assim? Droga, estava com muita dor, mas era só enxaqueca. O segundo estágio é dos reclamões.
  • O terceiro estágio é daqueles que não mudam nunca. E para a vida ser menos monótona, eles vivem de problemas imaginários. O terceiro estágio é daqueles que deveriam procurar psicólogos. É o estágio dos pobres coitados.
E eu, aqui nessa categoria em que me encontro, continuo minha feliz busca: a felicidade está em mim. E eu sei que se eu parar o movimento externo, posso ouvir a voz do meu coração, aquilo que eu realmente sou e quero ser: e essa é a voz que me indica o caminho da felicidade, que nem sempre é pura alegria escandalosa e nem sempre é a pura paz da casa de campo.

Para mim, ser feliz, tem mais a ver com estar com a consciência tranqüila e sentir muito amor. Por mim, pelas pessoas, pelos filmes, pelas flores, pela vida. Pois como já disse Gandhi:

"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho."

Um beijo feliz,

Aline Bridget

Obs.: Citei população entre aspas por falar da população que conheço e que observo. São meus amigos, meus amores, minha família. Pessoas lindas, com qualidades e defeitos unicos. São eles os responsáveis por cia e alegria no meu caminho feliz para a felicidade. População aqui é um termo que indica uma quantidade limitada porque eu não sou lá nada popular. Mas vale a observação e os insights. Aqui, considerem a intenção. Obrigada!



domingo, 24 de outubro de 2010

Por favor, desenha-me um carneiro?

Um ser, quando nasce nesse planeta, traz consigo a esperança e a alegria de ser bem vindo em uma família que durante nove meses esperou ansiosamente para ver seu rostinho feliz.
Um bebê, quando nasce, tão rosado, tão solar, tem a obrigação apenas de ser saudável e feliz e crescer como manda a lei da natureza: Nascer, crescer, envelhecer e morrer. Nesse meio tempo, ser feliz é a maior lei.
Certo?
Errado.

Um ser, quando Renasce nesse planeta, traz consigo a responsabilidade pelos atos passados. Escolhe provas que sabe que poderá suportar e, com a ajuda de quem sabe do assunto, escolhe famílias que o acolherão, ajudarão e aprenderão com ele. Escolhidas assim, aleatóriamente, sem ligação passada? Nop.
Nasce num corpo frágil e dependente mas mantém no espírito as certezas adquiridas em tanto tempo de vida.
Sua maior lei? Evoluir.
Seu maior mandamento? Amar.

Esse ser, muitas vezes não nasce com todas as faculdades necessárias para viver independente nesse planeta. Por vezes, o que consideramos um castigo divino é escolha do próprio espírito: uma deficiência auditiva, visual, mental, física...
Pessoas deficientes provocam dó em você?
Eles estão assim por escolha própria. Não devem ser mais ou menos amados por isso. Merecem sim, mais cuidados, mais apoio, maior atenção. Mas não devem ser excluídos ou olhados com pena. Não são coitadinhos. São seres fortes que sabem que serão capazes de suportar as provas as quais se dispuseram a cumprir.

Já vi de perto seres maravilhosos encarnarem sem o que os médicos consideram essencial para sobrevivência: um cromossomo, um glândula, um céu da boca, o hormônio que faria desenvolver conforme o crescimento, faculdades mentais... E vi de perto esses seres lutarem bravamente, dia após dia, para cumprir com sucesso sua missão temporária nessa terra de expiação.
Foram lutas difíceis. Para eles e para nós, que acompanhamos de perto, com os olhos marejados a cada nova crise. Com a mente ligada no plano superior, sabendo que aquilo deveria acontecer. E com o coração na mão sabendo que o certo era aquela criança correr pela casa e não ficar deitada num leito de hospital.
Foram momentos muito especiais, que guardo na lembrança, de cada rostinho calmo e resignado: espíritos que já se foram e conquistaram um lugar especial em meu coração, deixando-o assim, cheio de saudades.

Hoje, comemoro cada nascimento: Uma nova vida traz sempre novas esperanças. Crianças sempre foram motivo para muita alegria e, no meu caso, muitos apertões.

Essa semana, comemorei mais um nascimento. Um primo lindo com bochechas que eu vou apertar e morder com todo o prazer.... Mas como essa Terra não é lugar de passeio, ele veio viver conosco uma existência com algumas limitações físicas também.
Se eu choro, não é por dó. Eu já o amava antes de seu nascimento. E ele é muito bem vindo, independente de como vier.

Conversando com o pai dele hoje, um primo de primeiro grau com quem vivi ótimos momentos de minha adolescência e com que tive muitos insights, eu disse que eles (os pais) deveriam se considerar preparados e maduros: Não existe um fardo que um ser humano não possa carregar. Está tudo escrito e combinado. O hoje é reflexo do que fomos ontem. Não é Deus quem determina nosso caminho: São nossas próprias ações e escolhas.
Eu ouvi do outro lado da linha apenas um choro cansado.

E agora? Bem, o que temos?
Um pouco de fé e um amor maior que o mundo.
E a paciência para esperar....

Uma cura, um diagnóstico favorável, um milagre.

Esperar que seja um impacto mínimo possível para que possamos ensinar todas as lições que ele deve aprender pelo amor.
E esperar com otimismo que dessa vez a história seja diferente.

E é isso.

Aline Bridget

Obs 1.: O título é do Pequeno Príncipe do Exupery.
Obs 2.: Uma das instituições que conheci quando tinha tempo disponível e que merece uma visitinha e uma atenção. Os assistidos não são mais crianças, são pessoas com paralisia cerebral e, de todas as instituições que procurei quando queria doar o amor que tinha em mim, essa foi a mais fofinha que achei:

Fraternidade Irmã Clara - FIC
Av. Pacaembu, 40
Barra Funda
São Paulo - SP
CEP: 01155-080
11-3666-2727

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Eu canto pela Paz... pela MINHA Paz...

"Dizem que o medo e a dor
Fazem a gente aprender
A superar como for
Um mal de amor pra valer
Verbos e sonhos se vão
Deixando a mesma impressão
Não vale a pena viver por viver
Pelo seu amor, chorei
Pelo seu amor que essa alma se lançou
E o encanto bom que existe então chegou
Quer viver assim, assim tão perto de mim?
E eu que era sozinho agora estou
Em paz
Estrela do meu céu azul renasceu
Em paz
Indo do Cruzeiro pra Sul renasceu
Em paz"

(Em Paz - Natiruts)

Eu acompanho esses moços de Brasilia desde o comecinho. Não me comparo aos fãs pois pouco sei sobre eles, mas amo de paixão a forma leve e livre com que eles cantam a vida e o amor.
E essa, antiguinha já, se chama EM PAZ... E no momento ela fala sobre mim.
Fala sobre minhas constatações e sobre a minha feliz descoberta que um tanto quanto melancólica e amedrontada ainda me deixa... E no panorama analisado, me sinto em paz comigo mesma.
E isso é tudo, ué.

Aline Bridget

Obs.: é do Natiruts também a música Iluminar que sempre canto pra minha irmã. Já devo tê-la citado aqui. Fácil perceber que Natiruts tem sempre um bom conselho e uma boa música para diversas ocasiões e relações.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Recomeçar... Onde mesmo eu parei?

Um dia me disseram que não existe o acaso e que cada pessoa e acontecimento tem razão de ser num passado por mim esquecido.
Um dia, ao ouvir tal explicação, tentei entender ligações com todas as pessoas do meu mundo. E tentei entender e categorizar todo meu mundo...
Um dia, ao tentar controlar o incontrolável, eu me vi perdida: eu que tinha tudo na palma da mão, já não sabia de mais nada.
E tudo o que eu queria abandonar, falava a minha consciência: Razões do passado, cuidado.

E eu fui ficando...
Sonhei, planejei e eu nada fiz.
Amei, desamei, re-amei... batalhei... e nada fiz.
Na verdade, essa lição de "razão no passado" me escravizou: hoje tenho medo de errar. Medo de machucar. E as vezes, eu machuco é o meu próprio e imaturo coraçãozinho.

É com tristeza e pesar que eu digo que nada fiz. Nada conquistei e pouco aprendi.
Mas o que eu sinto hoje é bem diferente de auto piedade ou tristeza profunda: estou decidida e apática. Tem mais a ver com rompimento...

Um dia me disseram que os laços de hoje tem origem em outrora. E que passada a lição a aprender e a ensinar, cada um segue seu caminho rumo a evolução...
Nesse dia me deram a chave da minha própria liberdade...

Hoje é um dia em que me questiono se já não aprendemos tudo... Acho de verdade, que podemos seguir rumos separados em direção a evolução. E nesse dia, com o coração partido, sem certeza alguma e sem ter pra onde ir, concluo que está na hora de ir embora.

E rumo a eternidade, concluo que eu nunca vou me esquecer de você.


Aline Bridget

sábado, 9 de outubro de 2010

Obrigada!

Fazendo uma limpeza no meu idoso e respeitável computador, encontrei um texto com muuuuito tempo de idade. Nunca tive intenção de divulga-lo (e nem sei se já o divulguei um dia) mas hoje, quando o li, percebi que tratava-se de grande verdade.
Não o escrevo como recado a ninguém. Esse texto salvo numa pasta escondida com o título "Obrigada" vai ao ar hoje pela beleza de alguém que foi forte ao final de uma relação.
Me acusem do que quiserem mas não o farão com verdade se disserem que não sou forte.

Então, para vocês, um texto de quase 10 anos de idade, cujo título é: Obrigada!

Obrigada!
Por me ensinar a contar só comigo.
Por me mostrar que não existe porto seguro a não ser em nós mesmos.
Por me mostrar que as pessoas mentem
Que promessas são quebradas
Que beijos não são alianças
Que palavras são esquecidas
E ofensas são parte da vida

Obrigada por me ensinar a ser livre
Por me mostrar que ter alguém não é indício de ter apoio
Por me ensinar que tenho que resolver meus problemas e dividir coisas boas e alegres
No fim, toda a dor que senti me fez ver que eu sou capaz de me virar sozinha.
Eu gosto. Eu prefiro!
Hoje me sinto preparada para amar de novo.
Dividir coisas boas, ensinar e aprender....
Sem precisar de apoio, sem necessitar de alguém pros momentos difíceis.

Por isso hoje agradeço pela sua passagem na minha vida!
E agradeço a Deus a possibilidade de amadurecer... me sinto tão diferente...
Tenho medo de te ver... sei que diria que deixei de ser o anjo que sempre fui na sua vida...
Mas honestamente, isso não importa mais.

Sou mais feliz e sou o que sempre quis ser.

Daqui pra frente, carrego só o que for leve... Infelizmente, vc foi ficando pesado.

Obrigada por tudo!

Com todo o amor que um dia vc deixou de lado,

Aline Bridget

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Citando "Encontros"...

Os encontros mais importantes já foram combinados pelas almas antes mesmo que os corpos se vejam.
Geralmente estes encontros acontecem quando chegamos a um limite, quando precisamos morrer e renascer emocionalmente. Os encontros nos esperam – mas a maior parte das vezes evitamos que eles aconteçam. Entretanto, se estamos desesperados, se já não temos mais nada a perder, ou se estamos muito entusiasmados com a vida, então o desconhecido se manifesta e nosso universo muda de rumo.
Todos sabem amar, pois já nasceram com este dom. Algumas pessoas já o praticam naturalmente bem, mas a maioria tem que reaprender, relembrar como se ama, e todos – sem exceção – precisam queimar na fogueira de suas emoções passadas, reviver algumas alegrias e dores, quedas e subidas, até conseguir enxergar o fio condutor que existe por detrás de cada novo encontro.

(Paulo Coelho - http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/)


Aline Bridget

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Pensar...

Confesso minha indisciplina, irresponsabilidade e senso crítico em excesso... Mas preciso fazer um desabafo!

Domingo é um dia muito importante e estou falando do âmbito nacional. Da responsabilidade que adquirimos com isso que chamamos de "democracia" (mesmo obrigatória). E eu simplesmente não sei quais são meus candidatos a muitos dos cargos para os quais tenho que votar.

Pensei, analisei, assisti horários eleitorais gratuitos, ouvi pelo rádio, vi debates e pesquisei: conclusão alguma! Para os cargos de maior importância, como presidente e governador, já tenho meus preferidos que escolhi pela pesquisa de histórico e pela igualdade de idéias... Mas para deputado e senador, a coisa está pior do que votação para Grêmio Estudantil... Sim, falo com conhecimento de causa porque já escolhi meu semblante mais sério e dei minha cara a tapa para virar uma mísera secretária de Grêmio. Em minha eleição para o cargo, nenhuma gracinha e nenhuma vantagem para ganhar o voto: apenas a promessa de ser uma boa representante do grupo de alunos que me elegessem.

Fiz meu trabalho juvenil de descrever pautas para a secretaria de ensino com muita seriedade. E eu tinha só 12 anos!
Então hoje, mais de 10 anos depois, quando o colégio deixou de ser meu mundo, quando uma sala com computadores e verba de festa de halloween deixaram de ser as demandas mais importantes do momento, eu fico indignada com a falta de foco dos que deveriam trabalhar pelos meus direitos. Mais que indignada, eu fico muito puta da vida mesmo!

Assistir ao horário eleitoral gratuito foi como assistir ao Zorra Total: Piadas sem graça que não me apetecem. Comparação injusta pois até o Zorra Total tem quadros que me fazem dar um sorrisinho.
Eu não ri no horário eleitoral. Brincadeira tem hora. Foco!

Deixa de ser uma questão de engraçada ou uma questão de ser Caxias se a gente parar de pensar como bobos alegres e conseguir pensar com seriedade em alguns momentos.
Ajuda muito se a gente parar de pensar que nada tem solução e repetir todos os dias o mantra: vou fazer a MINHA parte da melhor forma que eu puder. E de forma consciente.
Assim, seu candidato será escolhido por ter convencido você de suas idéias e sua história decente. E não porque ele vai ganhar mesmo já que todo mundo vai votar nele.


Bom, agora melhor eu parar antes que algum Tiriritista decida descer o cassete em mim!

Pense um pouco, hã?

Até domingo!

Aline Bridget

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Menina Pimenta e a delicia de ser autentica

Recentemente, uma série de novas descobertas tem acompanhado a mim e as minhas companheiras de aventura: são alegrias fugazes, estrelas cadentes as quais a gente se agarra, novidades explosivas as quais não temos tempo o suficiente de nos dedicar...

Menina Pimenta é uma estrela cadente... Nos agarramos a ela pelo cansaço do antigo e do sonho em comum.
Nos agarramos a ela pela igualdade de pensamentos e pelas diferenças que se complementam.
Menina Pimenta é antes de uma marca, um sonho de liberdade....
Quando penso em Menina Pimenta penso na mulher que sabe o que é e não tem medo de ser.
Penso na mulher livre com raízes no tradicional.
Penso na mulher em sua essência: antes de ser mãe, profissional e dona de casa, ela é simplesmente MULHER. Com desejos, com detalhes e com mil tons e nuances, naturais ou neóns.
Menina Pimenta é o meu sonho repartido e dividido que se multiplicou. E é esse sonho que me movimenta em prol da satisfação da mulher que antes de ser ocupada, estudante, modelo, amante, esposa, dona de casa ou qualquer ocupação, é aquela que é capaz de fazer diversas atividades ao mesmo tempo, com seu próprio jeito e sensibilidade... Madura, menina, com a alma sempre mais jovem que o corpo: Mulheres-meninas-pimentas sabem temperar todos os momentos da vida de forma marcante... porque o fazem de forma única!


Essa é minha marca... esse é meu sonho.

E em breve compartilharei com vocês.

Aline Bridget

domingo, 26 de setembro de 2010

Em cima do muro


Recentemente, vivi uma situação indigesta e gostaria de compartilhar um ponto de vista meu até então escondido no meu inconsciente.
Sempre defendi os meus. Sei que sou totalmente desequilibrada para defender meus entes amados e sei que devo melhorar. Mas por ora, preciso cuidar do que tenho. E recentemente, me colocaram numa história entre duas pessoas queridas.

Eu nunca escolheria.
Eu agiria assim para sempre. Eu nunca intermediaria, nunca me meteria.
Pense: Você é amigo do João e é amigo de Maria. João e Maria brigam. E tentam mostrar a você o ponto de vista um do outro. Em quem você acredita??
No mundo em que vivo, aprendi a não querer acreditar em ninguém. A não me meter.
E minha atitude bem neutra é essa: Não me meto.
Como resultado, as duas partes ficam muito decepcionadas com meu amor que não as defendeu.
E como resultado, eu fico como a vilã da história porque não defendi, não escolhi e não acreditei.

Não pude, não posso e não poderia.
E o motivo é simples: João e Maria são importantes para mim em grau de igualdade.
Não existe Aline sem o João e não existe Aline sem a Maria.
Maria e João são parte do que eu sou.
E se eu tivesse que escolher entre arrancar o braço direito ou o braço esquerdo, eu ia escolher não arrancar nenhum!

E é assim que a vida faz!

Aline Bridget

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Histórias de amor...

Num belo dia normal, a gente acorda normal.
Não imagina o que nos espera e segue o procedimento já adotado: rotina, diário.
Dias em que o tempo corre logo cedo. Sem pausa.

Num belo dia normal, eu acordei normal.
Me vesti do meu jeito simples e anormal e segui o meu apressado procedimento diário. Rotina.
O tempo correu logo cedo nesse dia... e correu de encontro a um destino.
Estaria mentindo se dissesse que senti logo cedo que algo mudaria: eu não senti nada... até a hora chegar.

A gente não percebe. Olha uma pessoa nos olhos pela primeira vez e por maior que seja o encanto, raras são as vezes que a gente sente no primeiro olhar o impacto que aquela pessoa terá em nossa vida.
Surgem os medos: de não agradar a pessoa ou de a pessoa não nos agradar. De não ser bom o bastante. De já existir outra pessoa... Uma infinidade de medos que nos paralisam em um primeiro momento.
Surgem as sensações: alegria boba, borboletas na barriga, falta de palavras, vontades estranhas...
Surge a convivência: conhecemos um pouco, expectativas são supridas, outras são descartadas, defeitos esquecidos.
Surgem os sentimentos: um carinho, uma saudade presa ali num momento bobo do dia, uma ansiedade, desejos estranhos...
E então, a gente percebe.
Freqüentemente, a gente lembra daquele mesmo dia normal... E as vezes, para tudo parecer mais especial, a gente diz: eu senti naquela manhã que tudo mudaria.

Eu não percebi. Olhei nos olhos de alguém e o que senti foi tristeza: meu coração não era meu e aquele encontro por mais especial que fosse, havia acontecido num momento não propicio.
Surgiu o medo: de me apaixonar, de não ser amada, de não ser o bastante, de não agradar, de machucar alguém.
Surgiram as sensações: borboletas na barriga, milhões de bolhas de sabão, medos, vontades.
Surgiu a convivência: contávamos sobre nossos dias, nossos planos: os frustrados e os que iríamos realizar em breve, nossas famílias, nossos amigos, nossos relacionamentos, filmes, musicas... só nunca conversamos sobre nós.
Os sentimentos que surgiram, eu escondi. Um carinho inexplicável e enorme. Uma ansiedade. E qualquer outro sentimento que eu não consegui nunca categorizar.
E então, quando eu percebi, tudo mudou de lugar.
Como se eu tivesse mudado de fase num vídeo game, "mudaram" o cenário.

Um belo dia, a gente acumula merecimento e essa história tem tudo para dar certo: e dá.Então surgem os planos e os medos somem.
As dúvidas dão lugar a certezas.
A gente passa até a perceber os defeitos... Mas é mais fácil de aceita-los.
Generalizando as histórias, a gente deixa de ser dois... e multiplica o amor e eterniza o sobrenome.

Um belo dia, eu acumulei débitos, medos, proteções e protegidos. E essa história que tinha tudo para dar certo se tornou um livro que o vento fechou antes que eu pudesse marcar a página.
No lugar de qualquer certeza, tristeza.
Percebi seus defeitos e descobri que eles só afastariam ainda mais você de mim.
Os planos se foram bem como você se foi. No lugar dos planos, o medo.
E o meu medo era um só (e por ironia, é o mesmo até hoje)
Meu medo é esquecer como é o seu rosto ou o seu tom de voz, conforme o tempo for passando...

Existem histórias e histórias.
E eu estou longe de conhecer, catalogar ou simplesmente cessar a vivência dessas.
O que aprendi com tudo o que ouvi, li e vivi é que todo amor que seja correspondido, vale a pena.
Que não temos que carregar culpa e que não temos que carregar nada: a vida já é dura por si só. Resolver problemas alheios não nos compete.
O que aprendi é que, ao contrário das histórias lendárias, certos príncipes vão embora mesmo sem volta nem reviravolta. Não existe milagre: é a lei da vida. E é preciso um certo respeito, um certo desprendimento e um certo jogo de cintura para conseguir fazer com que histórias como essas citadas acima dêem certo. Um pouco de amor ajuda também.


Nostalgicamente falando,


Aline Bridget

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sobre meus ídolos

Na época mais louca e bicho grilo da minha vida, um autor me acompanhava sempre que eu queria saber sobre suas idéias. Totalmente discriminado onde vá, ele foi o alicerce da minha formação totalmente maluca. Paulo Coelho. Não me envergonho.

Ontem a noite, explicava para minha prima adolescente o porque de meus dois maiores ídolos. Expliquei pois nossos idolos tem razões diferentes de existir em nossos corações. Esqueci de falar para ela os motivos por ter amado Paulo Coelho em minha adolescência.
Mas expliquei que O pequeno principe me ensinou tudo o que sei sobre amar ao próximo e cuidar do próximo. Sobre responsabilidade, verdade, sinceridade e amizade. Sobre perdoar e querer bem. Eu sou o que sou nesse sentido graças a ele.
E expliquei como Chaplin veio complementar isso, me mostrando com lições claras que eu tenho meu valor. Que eu sou importante e tenho talento. E que quem não consegue enxergar ou sentir isso, não merece minha atenção. Ou minha verdade.
Ela me olhou com olhos marejados e nada disse. Talvez tenha aprendido as lições que só aprendi após amar os dois personagens.

Hoje, acordei me lembrando que Paulo Coelho me ensinou tudo sobre correr atrás dos sonhos. Com garra e convicção de merecer o sonho.
Eu acreditava muito no acaso como ele me apresentava. Acreditava no paralelo, na força da alma do mundo e etc.
Hoje, honestamente, acredito na Lei de Ação e Reação. E acredito que, por não saber a que vim, devo sim lutar por todos os meus sonhos ininterruptamente. Acreditando em mim, como Chaplin e pensando no próximo como O Pequeno Principe.
Todos eles, meus amores eternos, formam minha essência.
Mas o que tenho para hoje são alguns textos que roubei emprestado no blog do Paulo Coelho para compartilhar:

Quando o amor chamar, aceitem seu chamado, mesmo que o caminho seja duro, difícil.
E quando suas asas se abrirem, entreguem-se, mesmo que a espada que está ali escondida termine provocando ferimentos.
E quando o amor disser algo, acreditem, mesmo que sua voz destrua seus sonhos, como o vento do norte devasta os jardins.
Porque o amor glorifica e crucifica. Faz crescer os ramos, e os poda. Tritura os homens, até que estejam flexíveis e dóceis. Os queima em fogo divino, para que possam converter-se em um pão sagrado, que será consumido no banquete de Deus.
Entretanto, se tiverem medo, e quiserem encontrar no amor apenas a paz e o prazer, melhor que se afastem de sua porta, e procurem outro mundo, onde poderão rir, mas sem toda alegria, e poderão chorar, mas sem usar todas as lágrimas.
O amor não dá nada e não pede nada além de si mesmo. O amor não possui nem é possuído – porque ele se basta.
E não tentem dirigir o seu curso: porque se o amor achar que são dignos, ele os dirigirá até onde devem chegar.


Cada ser humano vive seu próprio desejo; faz parte do seu tesouro, e, embora seja uma emoção que possa afastar alguém, geralmente traz quem é importante para perto. É uma emoção que nossa alma escolhe, e é tão intensa que pode contagiar tudo e todos a nossa volta.
Escolhemos a verdade com a qual pretendemos viver. Procuramos ser práticos, eficientes, profissionais. Sempre é bom poder escolher o desejo como companheiro. Não por obrigação, nem para atenuar a solidão, mas porque é bom. Sim, é muito bom.
O amor é uma das coisas capazes de mudar totalmente a vida de uma pessoa, de um momento para o outro. Mas existe o outro lado da moeda, a segunda coisa que faz o ser humano tomar um curso totalmente distinto do que havia planejado: chama-se desespero. Sim, talvez o amor seja capaz de transformar alguém, mas o desespero, transforma mais rápido.
Podemos tolerar uma semana de sede, duas semanas de fome, muitos anos sem teto – mas não podemos tolerar a solidão. É a pior de todas as torturas, de todos os sofrimentos. Os homens sofrem com este sentimento destruidor – a sensação de que ninguém nesta terra se importa com eles.


Sempre antes de realizar um sonho, a Alma do Mundo resolve testar tudo aquilo que foi aprendido durante a caminhada. Ela faz isto não porque seja má, mas para que possamos, junto com o nosso sonho, conquistar também as lições que aprendemos seguindo em direção a ele.
É o momento em que a maior parte das pessoas desiste. É o que chamamos, em linguagem do deserto, de “morrer de sede quando as tamareiras já apareceram no horizonte”.
Confie em seu coração, mas não se esqueça de que você está no deserto.
Ninguém deixa de sofrer as conseqüências de cada coisa que se passa debaixo do sol.
Uma busca começa sempre com a Sorte de Principiante. E termina sempre com a Prova do Conquistador.


Bom, eu espero de verdade que eles possam ensinar a vocês tudo o que me ensinaram.
Não tenho a pretensão de ser modelo para ninguém. Nunca serei.
E se estou certa, nunca saberei.
O que sei é que com tudo o que aprendi, passei a ver a vida de uma forma mais leve. E passei a viver com a consciência mais leve.
Pode parecer besteira, mas para alguns (como eu), isso ainda basta.
Por pouco tempo pois novas e inúmeras lições me aguardam.
Uma boa semana a todos,
Aline Bridget
Obs 1.: Fonte dos textos: http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/
Obs 2.: O Pequeno Principe é um personagem do autor francês Antoine de Saint-Exupery
Obs 3.: Não citei nada de Exupery ou Chaplin pois eles são presença constante nesse blog feliz a quem chamo de meu.

sábado, 18 de setembro de 2010

POR QUE EVA COMEU A FRUTA ?

Não foi assim facinho não!!!
No início, Eva não queria comer a fruta.
- Come - disse a serpente astuta! - e serás como os anjos!
- Não - respondeu Eva. Virando a cara para o lado!
- Terás o conhecimento do Bem e do Mal - insistiu a víbora.
- Cruzou os braços, olhou bem na cara da serpente e respondeu firme: Não!
- Serás imortal.
- Não! Já disse!
- Serás como Deus!
- NÃO, e NÃO! Já disse que NÃO!

Irritadíssima, quase enfiando a fruta goela abaixo, a serpente já estava desesperada e não sabia mais o que fazer para que aquela mulher, de princípios tão rígidos e personalidade tão forte comesse a fruta. Até que teve uma idéia, já que nenhum dos argumentos haviam funcionado...
Ofereceu novamente a fruta e disse com um sorrisinho maroto:

- Come, boba!!! EMAGRECE!!!!

*Foi tiro e queda!!!! *


hehehe

Dias estranhos


Quem nunca acordou num dia que não deveria existir?
Mais do erros, cansaços e problemas, certos dias apresentam um peso que quem carrega desconhece a origem. E desconhece o antídoto.

Certos dias esticam as horas, parecem não terminar.
Cada palavra dita ou não dita torna tudo mais complicado do que já seria.
Cada lembrança uma lástima.
Eu poderia morrer num dia assim! Ou facilmente, esquece-lo.

Mas esses dias tão complexos, gélidos, cansativos, cruéis e sem cor deixam em minha alma tão sedenta e carente cansada. Um cansaço que me causa insônia, apatia, preguiça. E um cansaço que me custa muitas horas de muito sono para repor energias jogadas foras porque o sol nasceu na hora errada.

Tudo bem. Superar é para os fortes e eu sou pouco mais que um titã.

Não contem comigo pelas próximas 15 horas, crianças!

Um beijo cansado e melado,

Aline Bridget

domingo, 12 de setembro de 2010

A falta de sentido


Um belo dia a gente acorda e percebe que poucas de nossas lutas fazem sentido. Uma guerra diária tão insana que dá até medo de parar de lutar... Porque não paramos? Pelo medo de perder o tesão, a vontade de viver.

Tudo me parece assim: estranho, alheio, distante. Me sinto distante.
Volto a me sentir mais acelerada do que as coisas. Volto a ter desejos malucos. Volto a esquecer todos os dias das coisas que tenho que me lembrar.

Obrigações, laços, atitudes e escolhas: Um dia a dia repleto de movimento me torna cada dia mais cansada e dinâmica.... Até que eu acordo um belo domingo e nada faz sentido: Nenhuma luta, nenhum, laço, nenhuma obrigação e nenhuma das escolhas que tenho que fazer.
Percebo que imploro por um pouco de amor e tenho de sobra dentro de mim.
Percebo que meus laços me levam a uma escravidão de pouca afinidade.
Percebo que minhas obrigações me emburrecem e me deixam cada dia mais longe do que realmente quero fazer na vida.
Percebo que tenho muitas escolhas a fazer por dia e por algum motivo que desconheço, escolho sempre errado.

E então? Eu vou continuar a lutar porque?

Desisto de ser um soldado nessa vida insana.
Numa guerra, minha participação poderá ser apenas como a do Exupery: piloto de aviões.
Eu não quero mais lutar por nada que não seja minha liberdade de voar quando a coisa ficar muito incomoda em determinado lugar.

Covarde?
Tudo bem, não quero aprovação de ninguém mesmo.

Aline Bridget

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Universo Paralelo

O cansaço que atinge periodicamente quem costuma lutar por seus sonhos é proporcional a carga de obstáculos encontrados. E esses obstáculos podem querer:
a) provar que o objetivo não é necessário para o crescimento pessoal de ninguém;

b) atrapalhar pura e simplesmente por azar do lutador;

c) chamar a atenção para detalhes que o lutador quase sempre esquece quando olha fixamente o objetivo.

É o preço que se paga por querer demais. É o preço que se paga por não deixar as coisas correrem livre e cegamente. Todo o planejamento parece vir por água abaixo e as vezes apenas para uma muda voz dizer: Oi, quem manda aqui sou eu!
É... as vezes acontece...

No momento, eu sou uma lutadora cansada.
E de tanto cansar, estou fugindo. Porque meus obstáculos são mais numerosos que meus sonhos e eu não sei se estou tão displicente assim com outros detalhes que deixei passar. Eu não deixei tanta coisa fora do lugar. Eu não faria as coisas tão dessa forma.
Estou cansada de pensar em soluções que nunca virão e cansada de remoer problemas que não consigo solucionar. Decidi viajar... na maionese... é isso aí!
Vou sorrir feito louca: na minha mente, tudo vai bem. Eu não quero mais saber.
O mundo para onde tenho ido todas as noites (e até durante o dia) é um lindo lugar solar e ameno onde encontro saúde e alegria para mim e para os meus e encontro até aqueles que não querem me encotrar (e com quem convivo pacificamente). Esse mundo paralelo se apresenta em minha mente e em meu coração e é para mim o paraíso fugidio do meu inferno particular...

Não sintam dó, do contrário: invejem-me.
Pura criatividade me fez criar um local tão lindo e vestidos tão floridos que nunca achei em loja alguma para comprar.
Puro amor no coração me fez criar tantas tarefas alegres e fáceis de executar.
Pura saudades de tempos tão felizes me faz lembrar e recriar momentos tão meus.

Eu não estou louca. Estou apenas sobrevivendo do jeito que posso.

Aline Bridget

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Poema de Mulher


Que mulher nunca teve:
Um sutiã meio furado.
Um primo meio tarado.
Ou um amigo meio viado?

Que mulher nunca tomou:
Um fora de querer sumir.
Um porre de cair.
Ou um lexotan para dormir?

Que mulher nunca sonhou:
Com a sogra morta, estendida.
Em ser muito feliz na vida.
Ou com uma lipo na barriga?

Que mulher nunca pensou:
Em dar fim numa panela.
Jogar os filhos pela janela.
Ou que a culpa era toda dela?

Que mulher nunca penou:
Para ter a perna depilada.
Para aturar uma empregada.
Ou para trabalhar menstruada?

Que mulher nunca comeu:
Uma caixa de Bis, por ansiedade.
Uma alface, no almoço, por vaidade.
Ou, um canalha por saudade?

Que mulher nunca apertou:
O pé no sapato para caber.
A barriga para emagrecer.
Ou um ursinho para não enlouquecer?

Que mulher nunca jurou:
Que não estava ao telefone.
Que não pensa em silicone.
Ou que “dele” não lembra nem o nome?


terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ficamos quites

Papai Noel, Boi-tatá, Curupira, Big Brother, Amor e Homens: Eu acredito em tudo.
Ingênua, tonta, idiota, retardada, romântica e lelé da cuca.
Estou acostumada a ser a branca de neve da maluca realidade paralela em que vivo: gata borralheira, não tão bela adormecida, heroína moderna que nada salva além de si mesma do marasmo que é a vida... Não aprendi a confiar em príncipe algum mas vejam só que ironia: Ainda acredito na existência deles.

Essa é minha essência: acreditar, olhar nos olhos, esperar o melhor, sorrir até com lágrimas nos olhos, chorar por ver a dor de outrem, acreditar, amar, acreditar de novo, oferecer outra chance, e outra, e outra e ter em mente que ninguém é perfeito. E por isso, acreditar de novo. E oferecer outra chance.
E eu já disse um bilhão de vezes que nada externo vai mudar o que carrego no meu interior. Então, que fique claro que eu sei que estou errada: e eu não vou mudar.

Eu ainda vou acreditar, ainda vou amar, ainda vou dar todas as chances.
E eu vou me machucar, eu vou ter que engolir sapos e eu vou chorar. Mas eu não vou dizer que criei proteção nenhuma em lugar nenhum: Naturalmente disposta a viver o que tiver que viver... Mas não com você.

Você esgotou minha paciência e rebaixou minhas expectativas.
Você desprezou minhas verdades e veja que paradoxo: Ficamos quites porque agora você partiu meu coração.

Adeus.

Aline Bridget

Conselho roubado, conselho dado

Quanto tempo ainda vai esperar pra arriscar sem medo de errar?
Quantas coisas quis fazer, mas na hora deu pra trás?
Há coisas na vida, que não podemos adiar.
Viva agora. Esse é o momento. Viva o hoje como se o amanhã não fosse chegar.
Se algo deu errado, volte, faça outra vez.
Se tem uma opinião, expresse-a.
Se tem um amigo, abrace-o.
Se tem um amor, ame.
Diga ás pessoas a importância delas em sua vida.
Diga para cada o quão te fazem bem e te importam.
Diga 'eu te amo' quantas vezes puder.
Mas não diga se realmente não for isso que sentir.
'Eu te amo' não é um 'bom dia' que podemos dar á todos, quando e onde quisermos.
'Eu te amo' tem valor.
Não engane.
Quantas chances acha que precisa pra corrigir seu erro?
Quanto tempo ainda acha que tem pra dizer o que sente?
Pra fazer o que sonha?
Pra viver como quiser?
Não deixe pra amanhã, o que tem ou quer fazer hoje.
Aja. Mas aja agora. Não adie sua felicidade.
Ela não vem até sua porta.
Por isso, vá, corra atrás dela enquanto há tempo.
Converse, brinque, abraçe, beije, faça. Mas faça hoje.
Amanhã pode ser tarde demais.

Aline Bridget


Obs.: Esse texto não é meu... Mas ele é "eu" nesse momento. E ele segue de conselho mudo pra um alguém que nunca citarei o nome. E que se ler e se identificar, dane-se. E segue de conselho pras minhas preferidas Camis e Stebarie... para que aprendam que o verdadeiro valor das coisas está no que sentimos. Porque um dia tudo acaba. E a gente só leva pro infinito o que está dentro da gente. Amem com tudo o que podem, minhas lindas. E não percam tempo porque esse é precioso.