sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
domingo, 26 de dezembro de 2010
O anjo de 2011
Salmo 118 - elemento: fogo sutil (Espada/Balança)
Seu nome significa "Príncipe da Luz", grito de batalha. Comandante do Exército Celeste. Controla as chamas, quando acender uma vela peça para queimar tudo que é passageiro e permissão para o eterno brilhar.
Preside também os raios solares.
Os raios solares destroem as trevas e trazem a luz.
Padroeiro dos policiais, Arcanjo da coragem, defende e protege.
Hierarquia angelical - Arcanjos - Ancora com flores.
São os lideres entre os anjos, os generais do céu.
Estão ligados aos espíritos planetários.
Auxiliam os homens nas situações de perigo físico.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Carta ao bom velhinho (agora de verdade)
Querido Papai Noel,
Sei que já fiz muitas gracinhas com relação ao seu nome e meu possível pedido. Mas dessa vez, essa carta é a verdadeira que escrevi em cima da hora.
Sei também que comprar um presente assim, na véspera, seria impossível, por isso fique tranqüilo Papai Noel: não vai precisar encarar shoppings ou 25 de março porque não quero nada material.
Esse ano eu tentei de todas as formas ser uma boa menina. Mas com tanta torcida contrária, remando contra a maré, eu tive que ser o que deu pra ser sem exigir demais dos meus tão cansados corpo e mente. Diria até alma mas seria drama demais. Já te disse que não fiz xixi na cama e deixei quase tudo no lugar. Revi com carinho todos os meus amores. Joguei alguns fora pois não eram amores. Arrumei novos. Matei a saudades e guardei de novo aquele mais querido de novo. E vivi esse ano da melhor forma que pude.
Sei que o Sr. Dirá:
- Ho Ho Ho, você foi atrapalhada, menina.
É, papai Noel. Eu sempre serei.
Então de presente nesse Natal lindo de viver, quero te pedir apenas duas coisas:
1) Força renovada. A minha está muito perdida em meio a tantas confusões.
2) Discernimento necessário para não viver tantas tormentas em vão. E aprender tudo o que precisar com todas elas.
Obrigada por sempre lembrar-se de mim que já nem sou tão criança e inocente assim, Papai Noel.
Doe seu amor e sua alegria em forma de presentes para todas as crianças do mundo: elas merecem. Presenteie também aquelas crianças tão minhas que foram morar com o Papai do Céu.
Um Feliz Natal, querido!
Com amor, da eterna menina,
Aline Bridget
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Era uma vez...
Parecia utópico no mundo feliz da imaginação. Mas não foi tombo dos grandes não.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Por causa da chuva

Na janela, apenas gotas que caem.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Reflexão
sábado, 11 de dezembro de 2010
Amores incomuns (E o meu)

Certas relações são assim... dos altos e baixos.
Da paixão ao ódio misturado com um pouco de mágoa, admiração e atração.
Certos amores nascem certos, vivem tortos e de aleijados, nunca morrem. Sobrevivem, a espera de um bom motivo para acreditar novamente. Ou quem sabe uma nova briga. Ou quem sabe, a espera da morte, eutanásia, sabe-se lá a espera de quê.
Não há indícios de tão grande felicidade em um amor como esses: é muito comum em novelas, subentendido em cada olhar e totalmente feliz em qualquer the end.
Na vida real, os personagens são bem mais orgulhosos e preguiçosos para tentar. Tentar fazer um amor dar certo dá trabalho: Nos contos de fadas, tudo flui! Queremos um amor que flua!
E com isso, a gente cala os sentimentos. As vezes, um ex marido, do qual não precisamos, mas fazemos questão de brigar por uma pensão. Um vizinho com seu cachorro insuportável. Um ex que a gente cisma em perseguir nas redes sociais. Pessoas que a gente mantém por perto de forma doentia. A gente faz isso de forma automática sem nunca se perguntar o porque de tresloucadas atitudes. Eu digo: a gente faz isso porque no fundo, lá no fundo, algum sentimento nos impulsiona. Uma paixão mal resolvida, alguma vontade sobressalente talvez até mesmo o amor.
Escondido e incompreendido amor.
E o outro?
Bem, para o outro deve ser difícil olhar para uma pessoa tão atrapalhada aos seus pés, fazendo o possível e o impossível por um segundo de atenção. Na briga, na alegria, na saúde e na doença: conheço pessoas que são capazes de adoecer por um pouco de atenção do ser amado.
Deve ser difícil mas há indícios de que muitas vezes, essas atitudes são motivadas pelo “outro”. Apaixonado ou egocentrado. Estar numa relação (falo de relação de verdade e não de paixonites platônicas) como essa é sinal de que o “outro” alimenta atitudes passionais e quando não as corresponde. Por amor. Ou para massagear o próprio ego?
Questões que nunca saberão, as partes mais apaixonadas das situações.
O que eu sei é que conheço histórias dessas, ouço e vejo muito aqui no vilarejo onde moro.
Vejo amores que a gente nota no olhar: e tem sempre um mais durão que insiste no não.
Vejo casais que mais parecem lutadores de boxe.
E vejo um sentimento muito bonito brotando em cada ato, intimo demais, carinhoso demais: quem está de fora vê com mais facilidade as infinitas possibilidades de felicidade que dois, com óculos sujos de tanta mentira e medo, acabam não enxergando.
Escrevo esse texto me inspirando em meu próprio coração: aqui vive um amor ora no tatame, ora no motel, ora no altar, ora no céu.
Quem poderia me julgar?
Tamanho sentimento é tão lindo e tão leve que me permite viver o que eu tiver que viver. Como se o que prendesse fosse um corda imaginária, invisível e que não incomoda. Imperceptível.
Se volto, se será eterno, se um dia... Seja um dia hoje, amanhã ou daqui a vinte anos, faço questão de não saber.
Sei que amo e que vivo diversas formas de amor.
E por ora, isso basta.
Aline Bridget
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Parabéns!

Ela quer olhar nos olhos
E sorrir com alegria verdadeira
Ela quer abraços apertados
E fraternos desejos de bons dias
Ela quer beijos longos
E a certeza de corações entregues
Ela quer amor a noite toda
E dormir abraçada se refazendo do cansaço.
Ela está cansada da feiura dos sentimentos
E das faces quase mansas que a falsidade apresenta
Ela está farta de tanta mentira
E as vassouras de seu coração já não aguentam mais varrer tanto lixo:
Há lixo nas ruas, nas casas, nos corações, nos pensamentos e nas palavras
E ela, quer apenas um pouco de limpeza
Uma amizade sincera, uma esperança renovada
A leveza do branco sem poeira
O calor que aquece sem queimar
Ela está cansada de perder tempo
Ela quer amor de verdade,
Homens que queiram fazer planos.
Ela quer planejar e colocar em prática
Cada passo de uma vez...
Ela sabe o que quer e quer pouco: Nada além de ser feliz
Seguir as regras e inventar novas
Ela quer sorvete e chocolate mas não todos os dias
Ela quer trabalhar naquilo que acredita
Ela quer despertar sorrisos e não suspeitas
Ela quer acreditar... Ela sempre tenta acreditar!
Ela tem fé, tem saúde, tem vontade e tem força
Como vês: ela tem quase tudo. Só lhe faltam oportunidades.
Ela precisa de portas que se abram sem que seja preciso implorar ou abrir a pontapés
Ela precisa de portas cujos interiores precisem de pessoas verdadeiras sem medo do trabalho
Ela precisa de portas que acolham pessoas que, como ela, precisam antes de mais nada, da MUDANÇA.
Ela é minha chefinha. E hoje é o dia dela!
Lu,
sábado, 4 de dezembro de 2010
Diálogo
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
O que é felicidade para você?
Terás sempre meu amor, mesmo que diga que não o quer.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Transitório
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir...
(Ana Carolina)
sábado, 20 de novembro de 2010
Felicidade e Alegria
“Ser alegre (muito melhor do que ser feliz) é gostar de viver mesmo quando a vida nos castiga”
Quando eu era criança ou adolescente, pensava que a felicidade só chegaria quando eu fosse adulto, ou seja, autônomo, respeitado e reconhecido pelos outros como dono exclusivo do meu nariz.
Contrariando essa minha previsão, alguns adultos me diziam que eu precisava aproveitar bastante minha infância ou adolescência para ser feliz, pois, uma vez chegado à idade adulta, eu constataria que a vida era feita de obrigações, renúncias, decepções e duro labor.
Por sorte,
1) meus pais nunca disseram nada disso; eles deixaram a tarefa de articular essas inanidades a amigos, parentes ou pedagogos desavisados;
2) graças a esse silêncio dos meus pais, pude decretar o seguinte: os adultos que afirmavam que a infância era o único tempo feliz da vida deviam ser, fundamentalmente, hipócritas;
3) com isso, evitei uma depressão profunda pois, uma vez que a infância e a adolescência, que eu estava vivendo, não eram paraíso algum (nunca são), qual esperança me sobraria se eu acreditasse que a vida adulta seria fundamentalmente uma decepção?
Cheguei à conclusão de que, ao longo da vida, nossa ideia da felicidade muda:
1) quando a gente é criança ou adolescente, a felicidade é algo que será possível no futuro, na idade adulta;
2) quando a gente é adulto, a felicidade é algo que já se foi: a lembrança idealizada (e falsa) da infância e da adolescência como épocas felizes.
Em suma, a felicidade é uma quimera que seria sempre própria de uma outra época da vida -que ainda não chegou ou que já passou.
No filme de Arnaldo Jabor, “A Suprema Felicidade”, que está em cartaz atualmente, o avô (extraordinário Marco Nanini) confia ao neto que a felicidade não existe e acrescenta que, na vida, é possível, no máximo, ser alegre.
Claro, concordo com o avô do filme. E há mais: para aproveitar a vida, o que importa é a alegria, muito mais do que a felicidade. Então, o que é a alegria?
Ser alegre não significa necessariamente ser brincalhão. Nada contra ter a piada pronta, mas a alegria é muito mais do que isso: ser alegre é gostar de viver mesmo quando as coisas não dão certo ou quando a vida nos castiga. É possível, aliás, ser alegre até na tristeza ou no luto, da mesma forma que, uma vez que somos obrigados a sentar à mesa diante de pratos que não são nossos preferidos ou dos quais não gostamos, é melhor saboreá-los do que tragá-los com pressa e sem mastigar. Melhor, digo, porque a riqueza da experiência compensa seu caráter eventualmente penoso.
Essa alegria, de longe preferível à felicidade, é reconhecível sobretudo no exercício da memória, quando olhamos para trás e narramos nossa vida para quem quiser ouvir ou para nós mesmos. Alguém perguntará: é reconhecível como?
Pois é, para quem consegue ser alegre, a lembrança do passado sempre tem um encanto que justifica a vida. Tento explicar melhor.
Para que nossa vida se justifique, não é preciso narrar o passado de forma que ele dê sentido à existência. Não é preciso que cada evento da vida prepare o seguinte. Tampouco é preciso que o desfecho final seja sublime (descobri a penicilina, solucionei o problema do Oriente Médio, mereci o Paraíso).
Para justificar a vida, bastam as experiências (agradáveis ou não) que a vida nos proporciona, à condição que a gente se autorize a vivê-las plenamente.
Ora, nossa alegria encanta o mundo, justamente, porque ela enxerga e nos permite sentir o que há de extraordinário na vida de cada dia, como ela é.
É óbvio que não consegui explicar o que são a alegria e o encanto da vida. Talvez eles possam apenas ser mostrados: procure-os em “Amarcord” (1973), de Federico Fellini, em “Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas” (2003), de Tim Burton ou no filme de Jabor. “A Suprema Felicidade” me comoveu por isto, por ter a sabedoria terna de quem vive com alegria e, portanto, no encantamento.
Segundo Max Weber (1864-1920), a racionalidade do mundo industrial teria acabado com o encanto do mundo. Ultimamente, bruxos, vampiros, lobisomens, deuses e espíritos andam por aí (e pelas telas de cinema); aparentemente, eles nos ajudam a reencantar o mundo.
Ótimo, mas, para reencantar o mundo, não precisamos de intervenções sobrenaturais. Para reencantar o mundo, é suficiente descobrir que o verdadeiro encanto da vida é a vida mesmo.
(Contardo Calligaris na Folha de São Paulo 18/11/2010)
Acima temos um texto que acredito ser importante o bastante para ser compartilhado.
Aline Bridget
Reflexão
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Carta ao bom velhinho
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Coragem
sábado, 13 de novembro de 2010
Pés cansados
"Sou só uma moça que assume que errou, assume que perdeu tempo indo numa rua reta sem fim. Sou só uma moça que vai continuar seguindo por essa rua (como se sabe não se pode voltar) até encontrar uma travessa. Não precisa ser uma grande avenida. Pode de verdade ser uma rua deserta. O que importa é chegar ao fim desse caminho errado. E começar a caminhar no caminho certo."
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Enquanto espero...
Há dias em que o menor de nossos atos provocam uma reação em cadeia. Interferência ou participação previamente agendada?
Há dias em que o inexplicável toma conta do que deveria ser só mais um dia normal. Cotidiano.
Há dias que a chuva nos impede de sair ou de voltar para casa.
Geralmente esses são os dias em que mais precisamos sair ou voltar.
A sensação de estar ilhado é amedrontadora. E a vontade de ficar e se esconder onde quer que esteja é grande.
Devemos considerar que a chuva uma hora estia. Se não o fizer completamente, basta esperar que ela acalme... uma garoa não mata ninguém. Há dias que devemos memorizar para não esquecer: somos fortes.
Eu poderia discorrer bem mais sobre o teatro da vida e o espetáculo que foi meu dia.
Mas a chuva acalmou e eu quero muito ir pra casa.
Uma boa noite de chuva, querido diário.
Aline Bridget
domingo, 7 de novembro de 2010
Chaplin
A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas",
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher."
sábado, 6 de novembro de 2010
Múltipla Escolha...
Um palco é uma escada, um corredor, um poço: esta ali desde quando nascemos, com chão firme ou lajes escorregadias – que no correr do tempo a gente vai transformando numa cadeia de tentativas, erros, acertos e acasos.
O que se abre para nos junto com cada uma dessas portas – o que ali vai se desenrolar por decisão nossa, seja ela vitoria ou desastre -, que aposentos vão se elaborar, em que pátios vamos caminhar, em que águas vamos nos afogar, talvez?
Vamos encontrar material previamente depositado, ou seremos depois boicotados pela fatalidade, nessa tarefa de ordenar espaços, colocar assoalho, erguer paredes, abrir janelas (e mais portas), inventar personagens além disso que seremos?
Talvez haja insetos rastejantes que tem de ser eliminados, vozes e recados que não entendemos (há que se apurar o ouvido), olhos nem sempre bons espreitando no escuro (vai ser preciso também instalar alguma luz).
No ar. Pendendo sabe se lá em que estrutura apenas esboçada, esta o nosso roteiro a ser cumprido: cada um do seu jeito, conforme nossa visão e informação, possibilidades e projetos. Sem esquecer a coragem para escolher, a cultura em que estamos metidos, as leis a que nos submetemos e as vezes em que soubemos escapar do comodismo.
Há que ter alguma coragem. Há que tem algum sonho correndo nas veias, e um grão de loucura faiscando na alma. Ou apenas desejo de viver a vida em vez de ser arrastado por ela como uma criança puxa atrás de si, na poeira, um brinquedo sem graça.
Mas nós temos graça. Nós fazemos a vida. Falhamos em muitas decisões (portas soltas nos gonzos, portas que dão em lugar nenhum, portas que não abrem) e isso vai da ideologia ao emprego, ao lugar onde morar, ao amigo e ao amante. Mas a gente pode sempre avaliar alguma coisa.
(Não tudo: a vida não é tão generosa assim.)
Por cálculos malfeitos desperdiçamos tempo e experiência – mas se não formos nem tolos nem rígidos demais, se o pessimismo não nos dominar, podemos ter um amor bom se perdemos o que estava ruim, ou foi roubado pela morte. Podemos ter uma vida nova, se deixarmos a outra, tormentosa e falsa. Podemos ter um novo projeto de trabalho (até ganhando menos), se o anterior não satisfazia mais.
Podemos mudar um mínimo lapso que seja até mesmo do universo, ainda que ninguém perceba, nem nós mesmos, porque estamos cegos para a importância do mínimo.
Aprendemos que, por mais que os tempos mudem e os costumes se alterem, as emoções humanas continuam as mesmas: da Coréia à Finlândia, do Congo a Amsterdã, todos queremos significado, segurança e harmonia.
Podemos nos anistiar se erramos feio, se formos medrosos, quem sabe cruéis. Podemos – e devemos – ser indivíduos para alem do que nos quer ensinar nossa cultura, para alem do que ordenam nossos governos, para alem das propagandas, das regras e convenções da nossa tribo, todos nós querendo um acomodado rebanho fácil de comandar. Querer decidir, não sempre aceitar, exige audácia e fervor – gosto dessas duas palavras. (...)
A quem achar que sou demais romântica ou demais pessimista, direi que nem uma coisa nem outra: escrevo sobre a morte porque desejo a vida e, sobre a dor porque acredito na possível alegria. Falo das minhas preocupações porque tenho esperança; espreito a sombra porque acredito em alguma claridade que justifique o universo. Comento dramas familiares porque considero esse núcleo o chão para sempre. (...)
Somos fracos, somos poderosos, somos assustados mas nunca completamente bobos. Eu acredito nisso. Antes que tudo desande, antes que tudo acabe, seremos mais do que escravos carregando de um lado para outro, sem saber porque, cenários de uma peça que nem terminou de ser escrita.
E se concluída, não teria nada a dizer.
(Capítulo Final do Livro Múltipla Escolha - Lya Luft)
Tive que transcreve-lo aqui. Tenho lido esse capítulo incansávelmente desde ontem, tentando entender as decisões que preciso tomar. Deixar o medo de lado. Fazer acontecer como manda o figurino. Tenho esse livro há quase um ano sem nunca ter conseguido finalizar a leitura. Faltava tempo, no montante das tarefas infundadas que tenho que executar.
Compartilho com os poucos que me lêem. Sem motivo, porque não acredito que exista em qualquer parte do mundo, lendo meu blog ou não, alguém que precise tanto dessas palavras quanto eu mesma.
Aline Bridget
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Creio que ele aproveitou para evadir-se, pássaros selvagens que imigravam....
Mudança de planos, mudança de sentimentos, mudança de situações.
A prova de confiança que podemos dar a Deus, o tempo ou a quem quer que seja, é a paciência.
Toda situação é passageira. A boa, a ruim e a normal.
Demandas incontroláveis perdem totalmente o sentido com o tempo. Hoje vivo isso como experiência própria.
Veja bem, a sensação de perda de tempo é horripilante. No meu caso, foram anos de perda de tempo em um sonho e em um ideal que não prestavam. Não serviam.
Ontem, o que tomava conta do meu ser era culpa. Vontade de voltar no tempo e fazer tudo certo. Segunda chance era minha demanda.
Hoje, chego na linha de chegada (dessa corrida, pelo menos). Vitoriosa: posso estar atrasada mas cheguei inteira. Nem machucada estou.
Chego hoje a conclusão que não valeu a pena tal vivência e tal espera. Mas valeu a experiência.
Valeu por saber que sou só uma moçoila. Com sentimentos e necessidades super humanas.
Valeu por perceber que todo coração pode ser reconstruído e com o tempo, toda dor pode ser cicatrizada.
Valeu por perceber que as vezes, tentamos nos responsabilizar por situações que não nos dizem respeito. Cada ser aprende e se torna o que quiser se tornar. Veja bem, eu também já sofri. E não me tornei monstro algum. A vivência foi a mesma e é a mesma para milhares de pessoas no mundo: Geral já sofreu por algum motivo como rejeição, desamor, traição e etc.
O que cada um é capaz de fazer com o que aprendeu é que faz a diferença. Diferença entre os fortes. E os fracos que vão se proteger eternamente.
E por fim, valeu por perceber que o passado pode até ser relembrado. Mas na maioria das vezes, não deve ser revivido.
Aline Bridget
Obs.: O título é do Exupery - Sobre o momento que o Pequeno Principe abandona o Asteróide B612.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Texto nada meu...e nada mal.
Uma só!!
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
sábado, 30 de outubro de 2010
Dez coisas que levei anos para aprender
1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom ou empregado, não pode ser uma boa pessoa.
2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.
5. Não confunda sua carreira com sua vida.
6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.
7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu todo o seu potencial, essa palavra seria ‘reuniões ‘.
8. Há uma linha muito tênue entre ‘hobby’ e ‘doença mental’.
9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.
10. Lembre-se: nem sempre os profissionais são os melhores. Um amador construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
Uma última, mas não menos sábia. ‘Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra’.
(Luís Fernando Veríssimo)
Pra ser feliz...
- O primeiro estágio é daqueles que ainda buscam mudanças quando tudo fica ruim e não são sempre fortes, as vezes eles vacilam. O primeiro estágio é o das pessoas comuns, que buscam a felicidade e reconhecem que talvez já a tenham.
- O segundo estágio é daqueles que reclamam até quando tudo está bom: Droga, recebi um aumento de salário! Mas o vizinho recebeu um aumento de salário maior que o meu, como vou ser feliz assim? Droga, estava com muita dor, mas era só enxaqueca. O segundo estágio é dos reclamões.
- O terceiro estágio é daqueles que não mudam nunca. E para a vida ser menos monótona, eles vivem de problemas imaginários. O terceiro estágio é daqueles que deveriam procurar psicólogos. É o estágio dos pobres coitados.
domingo, 24 de outubro de 2010
Por favor, desenha-me um carneiro?
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Eu canto pela Paz... pela MINHA Paz...
Fazem a gente aprender
A superar como for
Um mal de amor pra valer
Verbos e sonhos se vão
Deixando a mesma impressão
Não vale a pena viver por viver
Pelo seu amor, chorei
Pelo seu amor que essa alma se lançou
E o encanto bom que existe então chegou
Quer viver assim, assim tão perto de mim?
E eu que era sozinho agora estou
Em paz
Estrela do meu céu azul renasceu
Em paz
Indo do Cruzeiro pra Sul renasceu
Em paz"
(Em Paz - Natiruts)
Eu acompanho esses moços de Brasilia desde o comecinho. Não me comparo aos fãs pois pouco sei sobre eles, mas amo de paixão a forma leve e livre com que eles cantam a vida e o amor.
E essa, antiguinha já, se chama EM PAZ... E no momento ela fala sobre mim.
Fala sobre minhas constatações e sobre a minha feliz descoberta que um tanto quanto melancólica e amedrontada ainda me deixa... E no panorama analisado, me sinto em paz comigo mesma.
E isso é tudo, ué.
Aline Bridget
Obs.: é do Natiruts também a música Iluminar que sempre canto pra minha irmã. Já devo tê-la citado aqui. Fácil perceber que Natiruts tem sempre um bom conselho e uma boa música para diversas ocasiões e relações.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Recomeçar... Onde mesmo eu parei?
sábado, 9 de outubro de 2010
Obrigada!
Dividir coisas boas, ensinar e aprender....
Por isso hoje agradeço pela sua passagem na minha vida!
Sou mais feliz e sou o que sempre quis ser.
Daqui pra frente, carrego só o que for leve... Infelizmente, vc foi ficando pesado.
Obrigada por tudo!
Com todo o amor que um dia vc deixou de lado,
Aline Bridget
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Citando "Encontros"...
Geralmente estes encontros acontecem quando chegamos a um limite, quando precisamos morrer e renascer emocionalmente. Os encontros nos esperam – mas a maior parte das vezes evitamos que eles aconteçam. Entretanto, se estamos desesperados, se já não temos mais nada a perder, ou se estamos muito entusiasmados com a vida, então o desconhecido se manifesta e nosso universo muda de rumo.
Todos sabem amar, pois já nasceram com este dom. Algumas pessoas já o praticam naturalmente bem, mas a maioria tem que reaprender, relembrar como se ama, e todos – sem exceção – precisam queimar na fogueira de suas emoções passadas, reviver algumas alegrias e dores, quedas e subidas, até conseguir enxergar o fio condutor que existe por detrás de cada novo encontro.
(Paulo Coelho - http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/)
Aline Bridget
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Pensar...
Confesso minha indisciplina, irresponsabilidade e senso crítico em excesso... Mas preciso fazer um desabafo!
Domingo é um dia muito importante e estou falando do âmbito nacional. Da responsabilidade que adquirimos com isso que chamamos de "democracia" (mesmo obrigatória). E eu simplesmente não sei quais são meus candidatos a muitos dos cargos para os quais tenho que votar.
Pensei, analisei, assisti horários eleitorais gratuitos, ouvi pelo rádio, vi debates e pesquisei: conclusão alguma! Para os cargos de maior importância, como presidente e governador, já tenho meus preferidos que escolhi pela pesquisa de histórico e pela igualdade de idéias... Mas para deputado e senador, a coisa está pior do que votação para Grêmio Estudantil... Sim, falo com conhecimento de causa porque já escolhi meu semblante mais sério e dei minha cara a tapa para virar uma mísera secretária de Grêmio. Em minha eleição para o cargo, nenhuma gracinha e nenhuma vantagem para ganhar o voto: apenas a promessa de ser uma boa representante do grupo de alunos que me elegessem.
Fiz meu trabalho juvenil de descrever pautas para a secretaria de ensino com muita seriedade. E eu tinha só 12 anos!
Então hoje, mais de 10 anos depois, quando o colégio deixou de ser meu mundo, quando uma sala com computadores e verba de festa de halloween deixaram de ser as demandas mais importantes do momento, eu fico indignada com a falta de foco dos que deveriam trabalhar pelos meus direitos. Mais que indignada, eu fico muito puta da vida mesmo!
Assistir ao horário eleitoral gratuito foi como assistir ao Zorra Total: Piadas sem graça que não me apetecem. Comparação injusta pois até o Zorra Total tem quadros que me fazem dar um sorrisinho.
Eu não ri no horário eleitoral. Brincadeira tem hora. Foco!
Deixa de ser uma questão de engraçada ou uma questão de ser Caxias se a gente parar de pensar como bobos alegres e conseguir pensar com seriedade em alguns momentos.
Ajuda muito se a gente parar de pensar que nada tem solução e repetir todos os dias o mantra: vou fazer a MINHA parte da melhor forma que eu puder. E de forma consciente.
Assim, seu candidato será escolhido por ter convencido você de suas idéias e sua história decente. E não porque ele vai ganhar mesmo já que todo mundo vai votar nele.
Bom, agora melhor eu parar antes que algum Tiriritista decida descer o cassete em mim!
Pense um pouco, hã?
Até domingo!
Aline Bridget
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Menina Pimenta e a delicia de ser autentica
Menina Pimenta é uma estrela cadente... Nos agarramos a ela pelo cansaço do antigo e do sonho em comum.
Nos agarramos a ela pela igualdade de pensamentos e pelas diferenças que se complementam.
Menina Pimenta é antes de uma marca, um sonho de liberdade....
Quando penso em Menina Pimenta penso na mulher que sabe o que é e não tem medo de ser.
Penso na mulher livre com raízes no tradicional.
Penso na mulher em sua essência: antes de ser mãe, profissional e dona de casa, ela é simplesmente MULHER. Com desejos, com detalhes e com mil tons e nuances, naturais ou neóns.
Menina Pimenta é o meu sonho repartido e dividido que se multiplicou. E é esse sonho que me movimenta em prol da satisfação da mulher que antes de ser ocupada, estudante, modelo, amante, esposa, dona de casa ou qualquer ocupação, é aquela que é capaz de fazer diversas atividades ao mesmo tempo, com seu próprio jeito e sensibilidade... Madura, menina, com a alma sempre mais jovem que o corpo: Mulheres-meninas-pimentas sabem temperar todos os momentos da vida de forma marcante... porque o fazem de forma única!
Essa é minha marca... esse é meu sonho.
E em breve compartilharei com vocês.
Aline Bridget
domingo, 26 de setembro de 2010
Em cima do muro

quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Histórias de amor...
Num belo dia normal, a gente acorda normal.
Não imagina o que nos espera e segue o procedimento já adotado: rotina, diário.
Dias em que o tempo corre logo cedo. Sem pausa.
Num belo dia normal, eu acordei normal.
Me vesti do meu jeito simples e anormal e segui o meu apressado procedimento diário. Rotina.
O tempo correu logo cedo nesse dia... e correu de encontro a um destino.
Estaria mentindo se dissesse que senti logo cedo que algo mudaria: eu não senti nada... até a hora chegar.
A gente não percebe. Olha uma pessoa nos olhos pela primeira vez e por maior que seja o encanto, raras são as vezes que a gente sente no primeiro olhar o impacto que aquela pessoa terá em nossa vida.
Surgem os medos: de não agradar a pessoa ou de a pessoa não nos agradar. De não ser bom o bastante. De já existir outra pessoa... Uma infinidade de medos que nos paralisam em um primeiro momento.
Surgem as sensações: alegria boba, borboletas na barriga, falta de palavras, vontades estranhas...
Surge a convivência: conhecemos um pouco, expectativas são supridas, outras são descartadas, defeitos esquecidos.
Surgem os sentimentos: um carinho, uma saudade presa ali num momento bobo do dia, uma ansiedade, desejos estranhos...
E então, a gente percebe.
Freqüentemente, a gente lembra daquele mesmo dia normal... E as vezes, para tudo parecer mais especial, a gente diz: eu senti naquela manhã que tudo mudaria.
Eu não percebi. Olhei nos olhos de alguém e o que senti foi tristeza: meu coração não era meu e aquele encontro por mais especial que fosse, havia acontecido num momento não propicio.
Surgiu o medo: de me apaixonar, de não ser amada, de não ser o bastante, de não agradar, de machucar alguém.
Surgiram as sensações: borboletas na barriga, milhões de bolhas de sabão, medos, vontades.
Surgiu a convivência: contávamos sobre nossos dias, nossos planos: os frustrados e os que iríamos realizar em breve, nossas famílias, nossos amigos, nossos relacionamentos, filmes, musicas... só nunca conversamos sobre nós.
Os sentimentos que surgiram, eu escondi. Um carinho inexplicável e enorme. Uma ansiedade. E qualquer outro sentimento que eu não consegui nunca categorizar.
E então, quando eu percebi, tudo mudou de lugar.
Como se eu tivesse mudado de fase num vídeo game, "mudaram" o cenário.
Um belo dia, a gente acumula merecimento e essa história tem tudo para dar certo: e dá.Então surgem os planos e os medos somem.
As dúvidas dão lugar a certezas.
A gente passa até a perceber os defeitos... Mas é mais fácil de aceita-los.
Generalizando as histórias, a gente deixa de ser dois... e multiplica o amor e eterniza o sobrenome.
Um belo dia, eu acumulei débitos, medos, proteções e protegidos. E essa história que tinha tudo para dar certo se tornou um livro que o vento fechou antes que eu pudesse marcar a página.
No lugar de qualquer certeza, tristeza.
Percebi seus defeitos e descobri que eles só afastariam ainda mais você de mim.
Os planos se foram bem como você se foi. No lugar dos planos, o medo.
E o meu medo era um só (e por ironia, é o mesmo até hoje)
Meu medo é esquecer como é o seu rosto ou o seu tom de voz, conforme o tempo for passando...
Existem histórias e histórias.
E eu estou longe de conhecer, catalogar ou simplesmente cessar a vivência dessas.
O que aprendi com tudo o que ouvi, li e vivi é que todo amor que seja correspondido, vale a pena.
Que não temos que carregar culpa e que não temos que carregar nada: a vida já é dura por si só. Resolver problemas alheios não nos compete.
O que aprendi é que, ao contrário das histórias lendárias, certos príncipes vão embora mesmo sem volta nem reviravolta. Não existe milagre: é a lei da vida. E é preciso um certo respeito, um certo desprendimento e um certo jogo de cintura para conseguir fazer com que histórias como essas citadas acima dêem certo. Um pouco de amor ajuda também.
Nostalgicamente falando,
Aline Bridget
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Sobre meus ídolos
Ontem a noite, explicava para minha prima adolescente o porque de meus dois maiores ídolos. Expliquei pois nossos idolos tem razões diferentes de existir em nossos corações. Esqueci de falar para ela os motivos por ter amado Paulo Coelho em minha adolescência.
Mas expliquei que O pequeno principe me ensinou tudo o que sei sobre amar ao próximo e cuidar do próximo. Sobre responsabilidade, verdade, sinceridade e amizade. Sobre perdoar e querer bem. Eu sou o que sou nesse sentido graças a ele.
E expliquei como Chaplin veio complementar isso, me mostrando com lições claras que eu tenho meu valor. Que eu sou importante e tenho talento. E que quem não consegue enxergar ou sentir isso, não merece minha atenção. Ou minha verdade.
Ela me olhou com olhos marejados e nada disse. Talvez tenha aprendido as lições que só aprendi após amar os dois personagens.
Hoje, acordei me lembrando que Paulo Coelho me ensinou tudo sobre correr atrás dos sonhos. Com garra e convicção de merecer o sonho.
Eu acreditava muito no acaso como ele me apresentava. Acreditava no paralelo, na força da alma do mundo e etc.
Hoje, honestamente, acredito na Lei de Ação e Reação. E acredito que, por não saber a que vim, devo sim lutar por todos os meus sonhos ininterruptamente. Acreditando em mim, como Chaplin e pensando no próximo como O Pequeno Principe.
Todos eles, meus amores eternos, formam minha essência.
Mas o que tenho para hoje são alguns textos que roubei emprestado no blog do Paulo Coelho para compartilhar:
Quando o amor chamar, aceitem seu chamado, mesmo que o caminho seja duro, difícil.
E quando suas asas se abrirem, entreguem-se, mesmo que a espada que está ali escondida termine provocando ferimentos.
E quando o amor disser algo, acreditem, mesmo que sua voz destrua seus sonhos, como o vento do norte devasta os jardins.
Porque o amor glorifica e crucifica. Faz crescer os ramos, e os poda. Tritura os homens, até que estejam flexíveis e dóceis. Os queima em fogo divino, para que possam converter-se em um pão sagrado, que será consumido no banquete de Deus.
Entretanto, se tiverem medo, e quiserem encontrar no amor apenas a paz e o prazer, melhor que se afastem de sua porta, e procurem outro mundo, onde poderão rir, mas sem toda alegria, e poderão chorar, mas sem usar todas as lágrimas.
O amor não dá nada e não pede nada além de si mesmo. O amor não possui nem é possuído – porque ele se basta.
E não tentem dirigir o seu curso: porque se o amor achar que são dignos, ele os dirigirá até onde devem chegar.
Cada ser humano vive seu próprio desejo; faz parte do seu tesouro, e, embora seja uma emoção que possa afastar alguém, geralmente traz quem é importante para perto. É uma emoção que nossa alma escolhe, e é tão intensa que pode contagiar tudo e todos a nossa volta.
Escolhemos a verdade com a qual pretendemos viver. Procuramos ser práticos, eficientes, profissionais. Sempre é bom poder escolher o desejo como companheiro. Não por obrigação, nem para atenuar a solidão, mas porque é bom. Sim, é muito bom.
O amor é uma das coisas capazes de mudar totalmente a vida de uma pessoa, de um momento para o outro. Mas existe o outro lado da moeda, a segunda coisa que faz o ser humano tomar um curso totalmente distinto do que havia planejado: chama-se desespero. Sim, talvez o amor seja capaz de transformar alguém, mas o desespero, transforma mais rápido.
Podemos tolerar uma semana de sede, duas semanas de fome, muitos anos sem teto – mas não podemos tolerar a solidão. É a pior de todas as torturas, de todos os sofrimentos. Os homens sofrem com este sentimento destruidor – a sensação de que ninguém nesta terra se importa com eles.
Sempre antes de realizar um sonho, a Alma do Mundo resolve testar tudo aquilo que foi aprendido durante a caminhada. Ela faz isto não porque seja má, mas para que possamos, junto com o nosso sonho, conquistar também as lições que aprendemos seguindo em direção a ele.
É o momento em que a maior parte das pessoas desiste. É o que chamamos, em linguagem do deserto, de “morrer de sede quando as tamareiras já apareceram no horizonte”.
Confie em seu coração, mas não se esqueça de que você está no deserto.
Ninguém deixa de sofrer as conseqüências de cada coisa que se passa debaixo do sol.
Uma busca começa sempre com a Sorte de Principiante. E termina sempre com a Prova do Conquistador.
sábado, 18 de setembro de 2010
POR QUE EVA COMEU A FRUTA ?
No início, Eva não queria comer a fruta.
- Come - disse a serpente astuta! - e serás como os anjos!
- Não - respondeu Eva. Virando a cara para o lado!
- Terás o conhecimento do Bem e do Mal - insistiu a víbora.
- Cruzou os braços, olhou bem na cara da serpente e respondeu firme: Não!
- Serás imortal.
- Não! Já disse!
- Serás como Deus!
- NÃO, e NÃO! Já disse que NÃO!
Irritadíssima, quase enfiando a fruta goela abaixo, a serpente já estava desesperada e não sabia mais o que fazer para que aquela mulher, de princípios tão rígidos e personalidade tão forte comesse a fruta. Até que teve uma idéia, já que nenhum dos argumentos haviam funcionado...
Ofereceu novamente a fruta e disse com um sorrisinho maroto:
- Come, boba!!! EMAGRECE!!!!
*Foi tiro e queda!!!! *
hehehe
Dias estranhos

Quem nunca acordou num dia que não deveria existir?
domingo, 12 de setembro de 2010
A falta de sentido

Um belo dia a gente acorda e percebe que poucas de nossas lutas fazem sentido. Uma guerra diária tão insana que dá até medo de parar de lutar... Porque não paramos? Pelo medo de perder o tesão, a vontade de viver.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Universo Paralelo
a) provar que o objetivo não é necessário para o crescimento pessoal de ninguém;
b) atrapalhar pura e simplesmente por azar do lutador;
c) chamar a atenção para detalhes que o lutador quase sempre esquece quando olha fixamente o objetivo.
É o preço que se paga por querer demais. É o preço que se paga por não deixar as coisas correrem livre e cegamente. Todo o planejamento parece vir por água abaixo e as vezes apenas para uma muda voz dizer: Oi, quem manda aqui sou eu!
É... as vezes acontece...
No momento, eu sou uma lutadora cansada.
E de tanto cansar, estou fugindo. Porque meus obstáculos são mais numerosos que meus sonhos e eu não sei se estou tão displicente assim com outros detalhes que deixei passar. Eu não deixei tanta coisa fora do lugar. Eu não faria as coisas tão dessa forma.
Estou cansada de pensar em soluções que nunca virão e cansada de remoer problemas que não consigo solucionar. Decidi viajar... na maionese... é isso aí!
Vou sorrir feito louca: na minha mente, tudo vai bem. Eu não quero mais saber.
O mundo para onde tenho ido todas as noites (e até durante o dia) é um lindo lugar solar e ameno onde encontro saúde e alegria para mim e para os meus e encontro até aqueles que não querem me encotrar (e com quem convivo pacificamente). Esse mundo paralelo se apresenta em minha mente e em meu coração e é para mim o paraíso fugidio do meu inferno particular...
Não sintam dó, do contrário: invejem-me.
Pura criatividade me fez criar um local tão lindo e vestidos tão floridos que nunca achei em loja alguma para comprar.
Puro amor no coração me fez criar tantas tarefas alegres e fáceis de executar.
Pura saudades de tempos tão felizes me faz lembrar e recriar momentos tão meus.
Eu não estou louca. Estou apenas sobrevivendo do jeito que posso.
Aline Bridget
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Poema de Mulher

Que mulher nunca teve:
Um sutiã meio furado.
Um primo meio tarado.
Ou um amigo meio viado?
Que mulher nunca tomou:
Um fora de querer sumir.
Um porre de cair.
Ou um lexotan para dormir?
Que mulher nunca sonhou:
Com a sogra morta, estendida.
Em ser muito feliz na vida.
Ou com uma lipo na barriga?
Que mulher nunca pensou:
Em dar fim numa panela.
Jogar os filhos pela janela.
Ou que a culpa era toda dela?
Que mulher nunca penou:
Para ter a perna depilada.
Para aturar uma empregada.
Ou para trabalhar menstruada?
Que mulher nunca comeu:
Uma caixa de Bis, por ansiedade.
Uma alface, no almoço, por vaidade.
Ou, um canalha por saudade?
Que mulher nunca apertou:
O pé no sapato para caber.
A barriga para emagrecer.
Ou um ursinho para não enlouquecer?
Que mulher nunca jurou:
Que não estava ao telefone.
Que não pensa em silicone.
Ou que “dele” não lembra nem o nome?