
Na janela, apenas gotas que caem.
Tento concatenar idéias sem sucesso. Me concentro em contar as gotas mas me perco contando lágrimas, contando carneiros... O que são números?
Olhando de cima, a chuva é só névoa. Olhando de longe, é uma cortina intransponível. Estando na chuva como estou, olhando-a pela janela de um carro qualquer, a chuva parece um choro. Ora um choro daqueles desesperados. Ora um choro silencioso cheio de tristeza. A névoa no vidro não me deixa enxergar nada.
Eu contei e recontei mas fui vencida: há tristezas que por mais tentemos controlar e parametrizar, nos fogem pelos dedos.
Eu não sou exatamente uma pessoa fraca. Aprendi a me virar e reforçar e, chorando na rampa, aprendi a sobreviver. Mas hoje, até eu pediria ajuda. Até eu ia precisar de um colo, um lenitivo, um bom motivo, uma saída.
Andar na chuva é como mergulhar em si mesmo... Estou totalmente encharcada e vejo nitidamente cada parte da minha tristeza e da minha forma imperfeita de ser.
Estou cansada e ainda não cheguei em lugar nenhum. Pior é pensar que pelo visto, ainda vai chover por um bom tempo.
Aline Bridget
Aline...a cada dia mais tua fã!
ResponderExcluirQuando crescer...vou escrever que nem vc!
Bjussss