domingo, 24 de abril de 2011

Renascer

Vez ou outra acontece de a gente acreditar que nossa demanda é grande e merece intervenção divina.
Nos vemos pedindo ajuda de Deus para conseguir uma coisinha aqui ou acolá.
Nesses momentos, nunca pensamos se aquilo será o melhor para todos os envolvidos: é sempre o que queremos e pronto.

Falo esse texto generalizando mas sei que faço referência a meu próprio ser.
Eu já pedi coisas. Desejei profundamente, sem analisar se aquilo me faria feliz, se faria alguém feliz.

Eu poderia realmente me culpar, tornar publica minha culpa ou viver reclusa mas me contento com a experiência e me contento com a lição.
E agradeço por não ter conseguido o que queria: eu não tinha discernimento para querer nada.
Sei que não posso prever o  futuro. Posso criar demandas absurdas novamente e lutar por elas. Mas acreditarei em todos os momentos que o melhor está reservado para mim.

E, mesmo com vergonha pelas demandas inúteis pelas quais lutei, posso seguir em frente de cabeça erguida: errar é humano. Acordar para a vida, é quase divino.


Aline Bridget

domingo, 17 de abril de 2011

Compartilhando...

O Grande Amor de Nossas Vidas

"Como definir este sentimento tão intenso, que faz ver estrelas de dia? Chorar de felicidade, o coração explodindo de tanta emoção e muita, muita paz na alma... Que o nosso amor seja eterno enquanto dure... dizia o poeta. Podemos amar mais de uma vez? Amar vale a pena? A segurança e a estabilidade do até que a morte os separe... são reais? 

Arrumar desculpas para não viver uma grande história de amor por medo. Medo de não dar certo (a vida é feita de incertezas), medo de tentar (pior do que tentar e não dar certo), medo de se apaixonar de verdade (pavor de sofrer), medo de sentir prazer (será que é certo desfrutar da vida enquanto as outras pessoas estão infelizes)... medo pela eventual situação difícil das crianças (o casal se separa, mas continuam pai e mãe dos filhos)...

Medo de romper o antigo relacionamento por comodismo (Quem garante que vai melhorar)? Medo de ser abandonado (Todos corremos este risco), medo de magoar outras pessoas (Cuidado, nós podemos ficar doentes), medo do que os outros irão dizer (Eles falam, mesmo que não tenha motivo), medo de se declarar... e se levar um fora? Medo de escutar um não (Melhor um não logo do que perder anos nesta brincadeira)...

Ficar ao lado de quem já passou, recusar-se a curtir intensamente a vida, reprimir-se, ter atitudes fracas, passividade, vegetar... Tudo isto gera depressão. A alma pede e você não escuta! É necessário ter uma terceira pessoa para um relacionamento naufragar? Não, como estamos em constante mutação, as pessoas mudam e os sentimentos também. 

Ninguém é culpado, e o fato de ficar juntos, forçados, só piora a situação. Pode criar até antipatia e desprezo. Não estou sugerindo fazer as coisas de um impulso, mas analisar a situação objetivamente (Complicado, não?!) e depois de escutar o coração, resolver o que a alma deseja. A sua intuição é o parâmetro de suas emoções. Se sentiu interesse por outras pessoas, algo de errado há de existir neste relacionamento!

Como fazer para um casamento dar certo? Podemos comparar com uma plantinha. É necessário investir, regar sempre, dar alimentação adequada, carinho, trocar idéias, ser cúmplice, respeitar e principalmente dar muito, muito amor. Amor incondicional, sem controles, aceitando a outra pessoa como ela é sem tentar modificá-la, e incentiva-la a realizar os sonhos dela.

Um grande amor faz os olhos brilharem, faz você adorar a voz da pessoa, querer flutuar, ficar boba, olhos nos olhos, suspirar de alegria, sair dando pulinhos, sentir a vibração da pessoa ao seu lado, amar a sua pele, querer passar a mão em seus cabelos, dançar sozinho, cantar feliz, não querer que termine nunca, segurar a imagem da pessoa eternamente na retina...

Como saber se é o grande amor? Nunca teremos a certeza, pois amamos várias pessoas de diferentes maneiras. E cada uma é única, especial a seu modo. Tenha histórias marcantes, profundas de amor. Mesmo as que não deram certo, mas você teve a coragem de tentar. São vivências de momentos especiais, inesquecíveis... E cada momento deve ser curtido no presente. Não deixe de aproveitar todas as oportunidades positivas que surgirem na sua história. O passado não volta mais e o futuro você cria a partir do que realizar no presente... "

Mon Liu



Original aqui: http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=2703

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Pesadelo II

Ela estava sentada próxima a janela. Olhava seu vaso de flores miúdas e o bonsai que só nessa etapa da vida aprendeu a cuidar. Um pouco acima, um bebedouro para beija-flor. Ela quis um desses a vida toda, mas sua mãe dizia que atrairia pombos.

Ela estava com um pequeno brinco de pérolas e, por pirraça, mantinha os cabelos longos e brancos, presos num coque com grampos. Ela poderia ter pintado os cabelos, cortado à moda, curtos. Mas parecia gostar deles longos...

Ela vestia um vestido de flores e um casaco branco. As mãos, agora com unhas curtas e sem cor, afagavam, Vini, o gato.

Sim, ela tinha um gato. O gato era uma pirraça. Como se “ELE” pudesse saltar de sua memória para o presente e dizer: Ah Pára, eu ODEIO gatos.

Ela disse baixinho, como que para se defender: gatos são bonzinhos... Os olhos cheios de lágrimas. Um coração com mais saudades do que um ser humano seria capaz de sentir.

Ela se lembrou de um dia que o tempo não apagou. Ele estava deitado em seu colo, falando alguma coisa engraçada como sempre. Ela, mexia em seus cabelos. O clima intimista dessa lembrança causou em mim um certo constrangimento, afinal, o que fazia eu naquela casa, escondida em algum lugar que não conhecia, olhando aquela senhora novamente, tentando novamente descobrir algo sobre ela sem sucesso? Eu estava invadindo as lembranças dessa senhora. E essa “mágica” causava em mim uma dor de perda quase física.

A senhora parecia perceber. E se lembrou de seu primeiro beijo com esse homem engraçado.
Eu assisti, com o coração apertado, um beijo terno, desajeitado, seguido de um beijo na testa (dado por ele) e um beijo na mão dele (dado pela senhora, então jovem).
O olhar dos dois era algo como fogo e algodão. Eu nunca em minha vida havia presenciado tanta intensidade...

A senhora se levantou e se encaminhou para um quarto. A esse ponto, minha curiosidade já ultrapassara o limite da educação: eu estava seguindo a senhora pela sua casa. Entrou em um quarto e, em um quadro desses que a gente vê em colégio, com cortiça, haviam diversas fotos:  um bebê de enormes olhos castanhos, uma adolescente solar, uma moça de cabelos longos e negros, uma família toda, cerca de 7 fotos de gatos diferentes, todos com a inscrição “Vini” abaixo da foto... Me perdi olhando tais fotos, reconhecendo alguns personagens naquele mural... até que vi a foto que ela observava:
A jovem de cabelos negros sorria e o rapaz engraçado a abraçava. Dava pra perceber que o rapaz era bem mais alto que a senhora. E possuia olhos claros mas a foto, propositadamente, era em preto e branco.

Ela acariciou o rosto do rapaz na foto com os olhos marejados.
Fiquei com tanta dó que fui abraça-la, perguntar o que tinha acontecido. Mas o despertador tocou. E chocada, eu acordei.

Antes de levantar as pressas novamente, percebi: a senhora era eu. As pessoas no mural, eram pessoas minhas. A moça de cabelos negros sou eu.
E essa senhora, que ultimamente tem invadido meus sonhos, parece querer me mostrar que não existe saída para isso que estou vivendo.

Aline Bridget

domingo, 10 de abril de 2011

10 de abril - Minha primavera pessoal!

"A semana inteira, fiquei esperando, pra te ver sorrindo, pra te ver cantando.
Quando a gente ama, não pensa em dinheiro, só se quer amar, se quer amar, se quer amar..."


Incrível. Há anos essa tem sido a música oficial de seus aniversários.
Sua ansiedade e seu entusiasmo para festas contagiam. Aliás, pequena flor, você é um ser contagiante!

Eu não consigo imaginar o que seria do mundo se não houvesse você.

Eu tenho acompanhando seu crescimento... suas dúvidas, suas decisões. O que tenho a dizer sobre o que você é e sobre o que você se torna a cada pequeno acontecimento é: fascinante.

Hoje você completa exatos 16 anos. Uma idade linda onde você tem a liberdade de ser criança e a pretensão de ser adulta. Da largata à borboleta. Quando é essa sua vontade, claro.

Esse é o seu caminho. Caminho que você trilha com a graça de quem sabe o que quer.

Você sabe, esse seu caminho é o sucesso. O sucesso diário, que você alcança a cada passo, sem esperar com ansiedade o destino.


Feliz Aniversário, minha querida! Que possamos comemorar com muuuuuuuita alegria mais, pelo menos, 200 anos de vida juntas.

Obrigada por todas as perguntas e por todas as respostas que você me dá, diariamente.
Amo você.


Aline Bridget

domingo, 3 de abril de 2011

Estagnação conjunta

Ela olhou para ele novamente. O mesmo olhar de todos os anos.
Todos esses anos que passaram entre brigas e ternuras.
Ele, sentado. Ela, em pé.
Ele segurou a mão dela, ela se abaixou e deu-lhe um demorado e cheio de amor beijo na testa. E foi embora.


Esse casal está destruído, acabado. Por culpa de um sentimento que não devia existir: orgulho.
Foi essa necessidade de estar sempre em posição de "estou certo" que acabou com o que eles eram.
Não existem mais as conversas diárias, os planos, os sonhos, os beijos ou os pesados sonos abraçados.
A proteção, o calor, o amor... tudo foi jogado fora. Porque ambos querem "estar certos".


Certa vez, ela, cansada de tanta tristeza longe daquele que seria seu homem, decidi dizer: Ok, estou errada. Vamos começar outra vez?
Tiro pela culatra: a sensação de poder já o havia corrompido. Disse ele: Sim, você está errada, eu estou certo. Não dá pra recomeçar.


E ela cansou. Seguiu sozinha e devagar um longo caminho esperando que ele a seguisse. E ele não seguiu. Ele estava certo.
E ela cansou. Cansou de ceder, cansou de esperar, cansou de ser a errada. Cansou e parou: não vai mais a lugar nenhum.


A conheci numa rua escura do meu sub-consciente. A vida dela, assim como a minha, já não tem mais sentido algum.


Aline Bridget

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Citando o ídolo

“Criamos a época da velocidade, mas senti-mo-nos enclausurados dentro dela. Os nossos conhecimentos tornaram-nos cépticos; a nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.”


(Charlie Chaplin)