Eu ouço essa frase com tanta freqüência quanto ouço Bom dia.
Geral quer ser feliz... E querem ser felizes o tempo todo. E criam ligações entre felicidade e outras coisas, pessoas e situações que nada de felicidade são capazes de trazer.
Uma grande porcentagem da "População" que deseja insistentemente ser feliz, até já possuem motivos para a felicidade em sua vida: paz, amigos, família e um emprego razoável. Isso faria de um mero mortal um feliz mortal. Com muita garra para ir além, conhecer novos lugares, aprender novas coisas, novas pessoas e manter-se no sossegado caminho da paz, economizando energias para uma possível batalha dessas que a vida sempre traz porque ser mocinha ou herói de novela não é fácil... Parece felicidade certa? E não é.
Uma outra porcentagem da "população" vive na outra margem do rio, do outro lado da calçada: são aqueles que tem problemas em família, problemas de saúde e não possuem emprego ou renda própria fixa. Vivem de sobressaltos: uma dor, um filho que algo fez de errado, um algo a ajustar por ali. De meros mortais, essas pessoas se transformam em super homens (ou mulheres maravilhas, como preferirem): E doentes, escolhem trabalhos aleatórios e alternativos, com rendas que muitas vezes compram apenas o necessário. Não economizam energia para a batalha: eles não têm escolha e vivem a batalha. Energia sobra, flui pelos poros. Parece motivo para ser infeliz o tempo todo? Não é.
Um ou outro gato pingado, que nem entram nos meus gráficos, são as pessoas que vivem a vida de um jeito leve e eu as considero sortudas: tudo parece vir de forma fácil para essas pessoas e por essa qualidade, qualquer problema é resolvido conforme a demanda e com facilidade. São raras mas eu as conheço. Elas não falam muito em felicidade: basta olhar para elas que você percebe que elas estão de mãos dadas com o próprio interior, seguindo a vida conforme manda o figurino, sempre com um plano de contingência caso tudo dê errado. Uma palavra os resume: confiança.
Eu, por minha vez, se tivesse que me categorizar, diria que sou o caso 1. A porcentagem dos que freqüentemente "choram de barriga cheia". E dentro dessa categoria, que abrange boa parte dos que conheço, existem os estágios:
- O primeiro estágio é daqueles que ainda buscam mudanças quando tudo fica ruim e não são sempre fortes, as vezes eles vacilam. O primeiro estágio é o das pessoas comuns, que buscam a felicidade e reconhecem que talvez já a tenham.
- O segundo estágio é daqueles que reclamam até quando tudo está bom: Droga, recebi um aumento de salário! Mas o vizinho recebeu um aumento de salário maior que o meu, como vou ser feliz assim? Droga, estava com muita dor, mas era só enxaqueca. O segundo estágio é dos reclamões.
- O terceiro estágio é daqueles que não mudam nunca. E para a vida ser menos monótona, eles vivem de problemas imaginários. O terceiro estágio é daqueles que deveriam procurar psicólogos. É o estágio dos pobres coitados.
E eu, aqui nessa categoria em que me encontro, continuo minha feliz busca: a felicidade está em mim. E eu sei que se eu parar o movimento externo, posso ouvir a voz do meu coração, aquilo que eu realmente sou e quero ser: e essa é a voz que me indica o caminho da felicidade, que nem sempre é pura alegria escandalosa e nem sempre é a pura paz da casa de campo.
Para mim, ser feliz, tem mais a ver com estar com a consciência tranqüila e sentir muito amor. Por mim, pelas pessoas, pelos filmes, pelas flores, pela vida. Pois como já disse Gandhi:
"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho."
Um beijo feliz,
Aline Bridget
Obs.: Citei população entre aspas por falar da população que conheço e que observo. São meus amigos, meus amores, minha família. Pessoas lindas, com qualidades e defeitos unicos. São eles os responsáveis por cia e alegria no meu caminho feliz para a felicidade. População aqui é um termo que indica uma quantidade limitada porque eu não sou lá nada popular. Mas vale a observação e os insights. Aqui, considerem a intenção. Obrigada!
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