segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sobre meus ídolos

Na época mais louca e bicho grilo da minha vida, um autor me acompanhava sempre que eu queria saber sobre suas idéias. Totalmente discriminado onde vá, ele foi o alicerce da minha formação totalmente maluca. Paulo Coelho. Não me envergonho.

Ontem a noite, explicava para minha prima adolescente o porque de meus dois maiores ídolos. Expliquei pois nossos idolos tem razões diferentes de existir em nossos corações. Esqueci de falar para ela os motivos por ter amado Paulo Coelho em minha adolescência.
Mas expliquei que O pequeno principe me ensinou tudo o que sei sobre amar ao próximo e cuidar do próximo. Sobre responsabilidade, verdade, sinceridade e amizade. Sobre perdoar e querer bem. Eu sou o que sou nesse sentido graças a ele.
E expliquei como Chaplin veio complementar isso, me mostrando com lições claras que eu tenho meu valor. Que eu sou importante e tenho talento. E que quem não consegue enxergar ou sentir isso, não merece minha atenção. Ou minha verdade.
Ela me olhou com olhos marejados e nada disse. Talvez tenha aprendido as lições que só aprendi após amar os dois personagens.

Hoje, acordei me lembrando que Paulo Coelho me ensinou tudo sobre correr atrás dos sonhos. Com garra e convicção de merecer o sonho.
Eu acreditava muito no acaso como ele me apresentava. Acreditava no paralelo, na força da alma do mundo e etc.
Hoje, honestamente, acredito na Lei de Ação e Reação. E acredito que, por não saber a que vim, devo sim lutar por todos os meus sonhos ininterruptamente. Acreditando em mim, como Chaplin e pensando no próximo como O Pequeno Principe.
Todos eles, meus amores eternos, formam minha essência.
Mas o que tenho para hoje são alguns textos que roubei emprestado no blog do Paulo Coelho para compartilhar:

Quando o amor chamar, aceitem seu chamado, mesmo que o caminho seja duro, difícil.
E quando suas asas se abrirem, entreguem-se, mesmo que a espada que está ali escondida termine provocando ferimentos.
E quando o amor disser algo, acreditem, mesmo que sua voz destrua seus sonhos, como o vento do norte devasta os jardins.
Porque o amor glorifica e crucifica. Faz crescer os ramos, e os poda. Tritura os homens, até que estejam flexíveis e dóceis. Os queima em fogo divino, para que possam converter-se em um pão sagrado, que será consumido no banquete de Deus.
Entretanto, se tiverem medo, e quiserem encontrar no amor apenas a paz e o prazer, melhor que se afastem de sua porta, e procurem outro mundo, onde poderão rir, mas sem toda alegria, e poderão chorar, mas sem usar todas as lágrimas.
O amor não dá nada e não pede nada além de si mesmo. O amor não possui nem é possuído – porque ele se basta.
E não tentem dirigir o seu curso: porque se o amor achar que são dignos, ele os dirigirá até onde devem chegar.


Cada ser humano vive seu próprio desejo; faz parte do seu tesouro, e, embora seja uma emoção que possa afastar alguém, geralmente traz quem é importante para perto. É uma emoção que nossa alma escolhe, e é tão intensa que pode contagiar tudo e todos a nossa volta.
Escolhemos a verdade com a qual pretendemos viver. Procuramos ser práticos, eficientes, profissionais. Sempre é bom poder escolher o desejo como companheiro. Não por obrigação, nem para atenuar a solidão, mas porque é bom. Sim, é muito bom.
O amor é uma das coisas capazes de mudar totalmente a vida de uma pessoa, de um momento para o outro. Mas existe o outro lado da moeda, a segunda coisa que faz o ser humano tomar um curso totalmente distinto do que havia planejado: chama-se desespero. Sim, talvez o amor seja capaz de transformar alguém, mas o desespero, transforma mais rápido.
Podemos tolerar uma semana de sede, duas semanas de fome, muitos anos sem teto – mas não podemos tolerar a solidão. É a pior de todas as torturas, de todos os sofrimentos. Os homens sofrem com este sentimento destruidor – a sensação de que ninguém nesta terra se importa com eles.


Sempre antes de realizar um sonho, a Alma do Mundo resolve testar tudo aquilo que foi aprendido durante a caminhada. Ela faz isto não porque seja má, mas para que possamos, junto com o nosso sonho, conquistar também as lições que aprendemos seguindo em direção a ele.
É o momento em que a maior parte das pessoas desiste. É o que chamamos, em linguagem do deserto, de “morrer de sede quando as tamareiras já apareceram no horizonte”.
Confie em seu coração, mas não se esqueça de que você está no deserto.
Ninguém deixa de sofrer as conseqüências de cada coisa que se passa debaixo do sol.
Uma busca começa sempre com a Sorte de Principiante. E termina sempre com a Prova do Conquistador.


Bom, eu espero de verdade que eles possam ensinar a vocês tudo o que me ensinaram.
Não tenho a pretensão de ser modelo para ninguém. Nunca serei.
E se estou certa, nunca saberei.
O que sei é que com tudo o que aprendi, passei a ver a vida de uma forma mais leve. E passei a viver com a consciência mais leve.
Pode parecer besteira, mas para alguns (como eu), isso ainda basta.
Por pouco tempo pois novas e inúmeras lições me aguardam.
Uma boa semana a todos,
Aline Bridget
Obs 1.: Fonte dos textos: http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/
Obs 2.: O Pequeno Principe é um personagem do autor francês Antoine de Saint-Exupery
Obs 3.: Não citei nada de Exupery ou Chaplin pois eles são presença constante nesse blog feliz a quem chamo de meu.

Um comentário:

  1. ja gostei muito de Paulo Coelho, o primeiro livro que li na minha vida foi "Veronika decide morrer" e com certeza tambem aprendí muitas coisas lendo seus livros. Sou uruguaio mas leio seus livros em português e Coelho com seus livros foi quem me fez aprender o bom que é a leitura, hoje isso é quase um vicio. É claro que hoje tem algumas coisas que vejo diferente, mas ainda tenho ao Paulo como um grande escritor.
    Neste texto me identifiquei muito.Parabens pelo blog.

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