Confesso que ainda fico chocada com algumas dessas "loucurinhas" diárias tão doces de viver. Mas ando pensando se a vida não é mais fácil assim.
Ouvi esse final de semana uma pessoa centrada dizer que preferia enlouquecer na velhice do que ficar consciente de sua dor, sua situação.
Ouvi essa pessoa, presente e atuante em minha família, dizer que preferia estar um pouquinho doidinha para não entender o que estava acontecendo e continuar vivendo a vida colorida.
Não foi normal e habitual. Não foi simples ouvir.
Somos uma família. Um todo com partes individuais e diferentes. Juntos na vida e na morte, cumprindo fielmente à risca o dever de amor ao qual nos comprometemos. Estaremos sempre juntos. Estaremos sempre ligados.
Não foi simples raciocinar dessa forma e entender que tudo é mais grave do que parece.
Não foi alegre constatar que festejei um final de semana para relaxar e me preparar para uma semana de tudo ou nada.
Não está fácil contar com o tudo.
Mas eu entendi o recado, entendi a lição.
Sorri mais uma vez de uma maluquicezinha qualquer e decidi que era hora de enlouquecer um pouco também.
Como resultado, decidi sonhar acordada (um parêntese para uma frase dita por meu pequeno príncipe de 4 anos de idade: A gente sonha quando dorme e quando ta acordado. Quando tá dormindo é sonho mesmo e quando tá acordado é imaginação).
Malucos como estamos, sentido não faremos.
Aline Bridget
Obs 1.: Não me leve ao pé da letra, essa história não tem pé nem cabeça...
Obs 2.: Paraboleando ou não, O Rappa com Cristo e Oxalá me mostra que fugas da realidade são aprovadas e abençoadas pelo Pai:
O Cristo partiu do alto do morro que nós somos /rodeado de helicópteros que caçavam marginais / A mostrar mais uma vez o seu lado herói, herói / Se transfomando em Oxalá, vice-versa tanto faz / A rodar todo branco na mais linda procissão / Abençoando a fuga numa nova direção /Minha fé, é meu jogo de cintura, minha fé / Minha fé, é meu jogo de cintura, minha fé, minha fé
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