Insista em si mesmo, nunca imite. Você pode usar seu Dom a todo momento com a força cumulativa do esforço de toda uma vida; mas do talento adotado de outro você só tem meia posse extemporânea. Aquilo que cada um fez de melhor apenas seu criador pode ensinar. (...) Onde esta o mestre que pode Ter ensinado Shakespeare? Onde esta o mestre que pode Ter instruído Franklin, Washington, Bacon ou Newton? Cada homem é único. (...) Shakespeare nunca seria criado pelo estudo de Shakespeare. Faça o que é determinado a ti e não poderá esperar demais ou ousar demais.
Emerson (do livro Chaplin Uma Vida de Stephen Weissman)
Essa frase lida por mim hoje de manhã em pé num ônibus cheio me soou como um chacoalhão.
Me fez ver a quantidade de tempo que todos perdemos quando tentamos nos enquadrar no que consideramos o melhor para nós (e mais normal para todos) sem nos preocupar com o que de fato necessitamos fazer e ser.
Meus talentos... considero todo o tipo de manifesto que escondo por medo de mostrar e não ser aceita. Em poucos momentos cogitei imitar ou copiar alguém porque não levo jeito para isso. Em contrapartida, conheço pessoas que usam minha superfície como espelho e mesmo com esse texto ainda não sei o que dizer a elas. Não digo nada, finjo não perceber.
Quando li esse pequeno texto, pensei apenas nas malditas horas felizes e percalços que eu enfrentaria se tivesse a coragem de mandar pro ar tudo o que me causa dor e vivesse daquilo que me faz sentir leve.
Lendo esse texto, me lembrei (e por coincidência encontrei) com o homem mais honesto, integro, doce e engraçado que já conheci. E sua presença me fez ver que não faltam portas abertas para quem tem o coração aberto e sabe batalhar pelo bem.
Hoje, lendo esse texto que tanto me fez pensar, me senti totalmente cansada das idiotices que faço pela minha maldita mania de colocar as pessoas no meu coração e acreditar, confiar e me preocupar com elas. Essa burra forma de acreditar que todo mundo pensa como eu e que a maldade não existe para quem tem o santo forte e o coração tão franco como o meu. Confesso todos os meus defeitos para quem quiser saber mas não me acuso injustamente de ser leviana em meus sentimentos.
Hoje, com todo esse cansaço e decepção comigo mesma, o que posso dizer é que minha vontade de largar tudo e seguir com aquilo que me faz feliz é grande. Tão grande que me agarro a pequenos e políticos motivos para continuar onde estou. E que Deus me ajude a conseguir.
Eu sou Aline Bridget
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