Tão fácil sentir felicidade mesmo quando tudo dando errado. Pelo menos existe a sensação de estar esgotando todas as possibilidades... Não me acusem de sentir medo, não me acusem de me esconder: Coração aberto, cartas na mesa: estou fazendo exatamente o que tenho vontade em minha medíocre e feliz vidinha pacata.
Meu emprego tão complicado, relações tão de amor e ódio, positividade em tantos momentos. Doenças contra as quais lutamos (e pelas curas rezamos), um moço que não quer nada além de uma brincadeirinha cujo beijo tem gosto de bom dia, um novo ciclo, uma nova idade, decisões, amadurecimento de relações... Essa bagunça toda eu causei enquanto olhava as borboletas no caminho... tão distraída andei...
Se pensas que sinto muito, saiba que não sinto não. Tenho um não e uma porta fechada... e não vou mais ficar a bater...
Feliz estou por essa sensação de liberdade que me permite buscar novas portas, novos caminhos e transformar o não em sim.
Eu costumava dizer que era mais fácil crescer pelo amor... Mas eu estava errada: eu alcanço outra consciência em meio a dor. Mas não é nela que quero viver.
E hoje vou festejar minhas preocupações, minhas diferenças e o tanto de melancolia que me acompanha... Vou festejar até que o sol encontre novamente minha casa natal... e renove tudo o que já está envelhecido em meu ser.
Que venha o novo ciclo.
E que seja o ciclo do amor.
Aline Bridget
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