Para mim, mais do que isso, alegria é um estado de espírito. Muitas vezes com pouca ligação com estado de felicidade plena e estável pois as vezes, conseguimos sorrir mesmo no meio da merda. Espero que possam perdoar o termo chulo, mas estou hoje alegre demais para poupar os vícios de linguagem.
Alegria para mim, é manifestação de bem estar consigo mesmo. E alegria pode muito bem ser fingida e manipulada, apresentado em alguns casos sorrisos amarelos e piadas sarcásticas de sabor amargo.
Alegria para mim tem gosto de algodão doce, leveza de bolhas de sabão, cores amenas e balões flutuantes.
Alegria para mim é poder chegar em casa a meia noite e encontrar pessoas com quem conversar sobre algum fato engraçado qualquer.
Alegria para mim é rir de piadas bobas, é rir de si mesmo, é sorrir ao ver alguém.
Alegria para mim é fazer o que tem que ser feito diariamente com um sorriso no rosto, de quem sabe o que faz, de quem sabe o que quer.
Alegria é como ter um palhaço em nossa mente, fazendo cócegas nos nossos mais sérios pensamentos, produzindo risos em série, risos que nos fazem chorar. Risos por coisas diárias.
E o riso é contagioso. O sorriso é reprodutor e fértil. E esse palhaço em nossa mente nos faz rir da piada e rir do nosso riso e rir do amigo e rir rir rir... Até que perca a graça. E reste somente a sensação leve de quem até se cansou de rir. Uma bobeirinha aguda. Uma sensação gostosa. Uma alegria de viver.
Em todos os caminhos por onde peregrinei, observei que a felicidade era algo muito muito almejado. Pessoas sisudas, amarradas que quando questionadas sobre o que queriam da vida, diziam: quero ser feliz!
Os esforços para chegar a felicidade eram mínimos e errôneos. As pessoas sequer sabem o que é felicidade e a imaginam como um carro, um emprego ou um status que jamais terão.
Pois bem, o que é que eu sou para achar que sei de alguma coisa?
Nascida e criada sem pai, mas com minha mãe e uma família grandiosa e alegre, conto agora com quase 25 anos. O tempo passou e boa parte desse tempo eu gastei correndo atrás do próprio rabo: Queria ser feliz. Trancada no quarto sonhando com um príncipe encantado, eu fui uma adolescente que queria percorrer o caminho todo e ser feliz no final.
Hoje, mato qualquer príncipe sem encanto a paulada: minha felicidade se tornou meu caminho. C-O-T-I-D-I-A-N-O.
Se sou feliz o tempo todo?
Para ser sincera, não. Nunca fui feliz realmente. Porque nunca me senti completa.
Vivi momentos alegres, calmos, deliciosos e tristes.
70% desse tempo, gastei esperando ser feliz.
Hoje, economizo expectativa. Meu príncipe? Na certa ainda é sapo. Mas ainda faz parte do meu sonho de felicidade total. Sonho infantil que realizarei com mente adulta. Acho que ser infeliz foi de grande valia para meu crescimento pessoal.
Hoje, valorizo coisas simples da minha vida. Como um sorriso, um abraço, uma coincidência.
Sem pressa nem tempo considerado perdido.
Com alegria quaaaaaase o tempo todo.
E com muito silêncio para reciclar sozinha o lixo que a tristeza gera aqui, dentro de mim.
Com muita alegria, finalizo esse post alegre e sem pé nem cabeça com a música do circo du soleil.
E com muita alegria, deixo aos leitores ótimas energias em formato de bolhas de sabão. E desejos de que a alegria esteja sempre no coração de todos vocês.
Com amor,
Aline Bridget
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