Esperneava na carência e na necessidade de validação, nomeando como solidão sem entender o que sentia de fato.
Hoje, sem querer validação (visto que nem eu estou me validando) e sem estar carente (talvez pq o vazio precise ser preenchido por dentro e não com uma peça de fora), percebo que a solidão é doce. E triste.
Das pequenas coisas que guardo nesses dias para ancorar o propósito de seguir sem inserir mais alguem nesse contexto, poderia citar o peso do abraço do Lord perdido. A sensação que vai demorar meses, anos ou uma vida para ele sair de dentro dele mesmo para um bom papo. Não é uma reclamação, é uma impotência. Posso sentir o peso de alguém cansado da vida me abraçando e por confiança, soltando. Posso rezar pra sentir esse abraço de novo e saber que pode não acontecer.
Se me perguntarem: é o Lord?
Direi facilmente que não.
Mas com a bagunça dele, consigo ver a importancia de arrumar a minha antes de deixar mais alguém entrar.
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