Começo a pensar que deveria desistir.
Deixar de lado as armas
As estratégias
Os argumentos
Os escudos
Partir, assim cabisbaixa mesmo, para batalha alguma... Desertar. Viver de fugir.
Descobri quem sou e gosto. Descobri que sou mais do que pensam. Descobri que sou mais do que essa soldada que vive as turras, numa guerra suja sem prazo pra terminar.
Tenho pensado se talvez na fuga eu encontre aliados. Bandoleiros, perdidos tanto quanto eu.
Talvez assim eu me sinta menos sozinha do que me sinto no meio de uma guerra insana que comecei sem saber o motivo e luto como se dela não pudesse sair.
Mas se eu pudesse um só dia vislumbrar um sucesso nessa busca férrea, poderia continuar sem culpa e sem cansaço.
Não, não vejo. Há neblina. Há cansaço. E há feridas que sangram há anos mesmo depois de se tornarem apenas cicatrizes.
E hoje, essa noite, aqui em meu esconderijo, eu vejo minha arma secreta; sementes que plantei.
Eu penso em ir embora e percebo que nunca sai daqui. Nada conheço.
Penso em ir sem conseguir imaginar um caminho.
Então decido ficar mais um pouco. Seguindo o oráculo que fala só na minha cabeça. Esperar um pouco mais.
Tanta luta me fez perceber que já não me importa a vitória: estou viva pela luta. porque gosto de lutar.
Mas não se deixe enganar: eu não sou uma soldada qualquer como as outras.
Aline Bridget
domingo, 6 de fevereiro de 2011
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ai ai... rs
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