É uma espécie de luto mas não houve morte: certos sonhos, sonhados sem ser catálogados em "possíveis de dar certo" e "certamente darão errados" são como grandes amigos. Percebemos que enquanto vivemos um sonho desses, vivemos sozinhos com eles e pronto.
Mas como era de se esperar, chega a hora de acordar...
Esses sonhos sem categoria definida a príncipio, logo deixam claro tratar-se de sonhos "sonhados por idiotas que sonham demais". Como resultado, depois de uma sucessão de fatos que só causam constrangimento e espera inútil, o sonho acaba.
O que percebemos, caindo dos olhares acusadores e das meias palavras que dizem mais que frases feitas, é o final de algo que nem começou. Nem poderia, era um sonho só. Pra ser sonhado num sábado preguiçoso de manhã, pra salvar da solidão, pra fazer sorrir numa tarde de outono. Mas insistimos em torna-lo palpável. E é aí que começam os problemas com insônia...
Existem ainda, os sonhos da categoria "era sonho de amigo mas o sonhador viajou na maionese". É aquele tipo de sonho destruidor de amizades. Confundimos as coisas e no final perdemos tudo. O luto nesse caso é dobrado. A incerteza quanto a veracidade da amizade ou do amor, planta em nossos corações uma semente de erva daninha. Esse sonho já está na categoria pesadelo: acordamos dele e não temos mais nada.
A semelhança entre os sonhos citados acima está no erro de mira do cupido. Tem que haver algum culpado, não é verdade? E dessa vez, ainda em sonho, digo que a culpa é dele.
Foi ele com sua flecha desregulada que me acertou pela segunda vez sem acertar o moço. Sua flecha, banhada no mais potente sonífero misturado com chá de cogumelo, me levou a um sonho maluco novamente. E eu acabei de acordar.
É óbvio que nesse exato momento, o sr. cupido está em outro canto, fugindo de mim e criando maiores confusões com outras pessoas.
A mim, só resta tentar esquecer um sonho lindo que sonhei sozinha, enxugar as lágrimas e levantar dessa cama. Chega de sonhos por enquanto. É triste mas preciso me concentrar em viver a realidade.
Aline Bridget
domingo, 22 de janeiro de 2012
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Gostou do que leu? Não gostou e eu mereço uma crítica?
Tudo bem... talvez eu chore, mas eu ainda vou gostar de você
Escreva nesse quadradinho abaixo...E não esqueça de assinar...
Obrigada!