sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Ficção

Porque não morremos em dias assim?
Seria mais fácil e mais limpo do que desenvolver força e habilidade para suportar lições e momentos muito difíceis...
Porque não desaparecemos nesses momentos em que as sementes dos males estão brotando, antes que ervas daninhas enormes de fato nasçam?
É doloroso ver tudo ruir.
É uma guerra burra, uma briga cega, uma luta em que já se conhece o perdedor.
Porque não desertamos?
Desistir é um bom caminho, começar de novo em outro lugar.
Novas chances de acertar podem ser utópicas de fato.
Mas novas chances de recomeçar podem ser úteis para o crescimento.
Podem ser importantes para evitar sofrimento.
Novelas acabam sempre depois do final feliz... A vida de um ser humano devia acabar sempre antes do meio infeliz.
Mesmo que saibamos que "vai passar": A dor é a mesma.
O desespero é igual e tangível.
Porque não morrer antes de vive-lo?
E recomeçar...
O recomeço tem cheiro de terra molhada...
Inicio, novidade... A paz mora ali.
Fugir as vezes parece o melhor caminho... Fugir para longe, fugir da realidade...
Mas isso nunca nos da a paz necessária. A não ser que nos esqueçamos... E esquecer as vezes é bem difícil.
Fazendo um balanço do que vale ou não a pena.
Juntando o que dizem os psicólogos, o que aconselham os gurus com o que os horóscopos prevêem, somando a todas as religiões e seitas, eu fico com a verdade: Se é pra viver, que seja feliz. Se tudo começar a dar errado, o melhor mesmo é morrer.
Assim que é!
Beijos me liguem no verão.

Obs 1.: Esse texto é indiretamente inspirado em um livro da Lya Luft que já não lembro qual é. Tampouco lembro do que fala o livro. Sei que a primeira frase da sinopse é essa: Porque não morremos em tempos assim?
Eu li o livro, sabe? Acho Lya Luft fantástica, melancólica e perfeita. Recomendo a todos. O grande problema é que eu confundo as historias... Culpa de meu ascendente confuso, claro!

Obs 2: Esse texto pouco tem ligação com minha realidade. Acredito que tenho mais é que viver e lutar e pronto e acabou. Mas as vezes me da uma vontade de escrever coisas tristes. Sei lá, me parecem mais belas as palavras com sentimento e com sofrimento.
Não sei. Só sei que esse texto é meu, a Inspiração é da Lya Luft e essa história está aberta (mas eu torço para que não apareça ninguém querendo ser personagem dela)

2 comentários:

  1. Acho que posso me candidatar a qualquer momento... A cada dia acredito menos no ser humano assim como as coisas perdem um pouco do sentido e não existe vida sem sentido!!!!

    Amo vc farfalla...

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  2. Ola Aline

    Não consigo me calar e tenho que deixar um comentário após ler o seu texto rs...rs...
    Primeiro é que eu tambem gosto muito da Lya Luft e um dos livros que mais gostei dela foi "Pensar é transgredir".
    Outra é que pessoas aparecendo querendo (ou mesmo sem querer) ser protagonista dessa historia com certeza não vai faltar.
    Eu mesma seria uma forte canditada, embora não concorde com alguns trechos.

    Bjus

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