Ontem fui lembrada de uma data muito triste, uma data que esqueço todos os dias antes de dormir.
O dia em que cheguei em casa e toda a minha família estava desesperada pois ele estava passando mal.
O dia em que pedi com muita fé a Deus para fazer algo por ele, um milagre, um favor, um lenitivo.
O dia em que, mesmo em meio a dor, ele pediu desculpas e agradeceu.
O dia que marca o principio do fim, é bem verdade.
A lembrança, a ausência, o medo que dá de esquecer tudo que ele foi tem um sabor amargo, uma insatisfação.
Ainda não foi possível aceitar a perda, o novo caminho.
A morte, tão natural nos seres vivos, desceu guela abaixo, sem escolha, sem tempo para digerir, sem consentimento dos entes queridos que ainda não estavam prontos para dizer Adeus.
A morte, esse tema de tantas discussões e seitas, o descanso para tantas dores e a causa de tantas tristezas, é uma incógnita, um inimigo invencível e desconhecido.
Ela desampara mães, cria buracos em famílias, dores e saudades incuráveis.
Ela tem sido tema de muitos dos meus posts aqui, eu sei.
Mas é porque aqui eu escrevo o que eu sinto no momento.
E eu sinto falta dele em todos os momentos.
Não sinto raiva, não me revolto.
É só tristeza, é só saudade.
É só vontade de chorar quando lembro dele... quando lembro do jeito tímido como ele sorria, quando lembro da forma como ele ria das gracinhas, quando lembro dele agradecendo quando voltou para casa, quando lembro dele cantando a música do Padre Marcelo.
Mas é só tristeza e um pouco de incerteza quanto a morte.
Não chega a ser um inconformismo, uma rebeldia: Conformada eu estou, não penso em boicotar a morte ou desrespeitar qualquer lei da vida.
Chego até a dizer que estou consolada. (Porque o próprio pequeno príncipe já disse que a gente sempre se consola).
Mas a saudade aperta, a ausência pesa...
E mesmo com dor, a vida não para.
E mesmo não parando, a lembrança não foge.
Estarás sempre vivo em meu coração.
Com amor,
Aline Bridget Alves
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
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