sábado, 3 de abril de 2010

Chuva, Chuvisco, chuvarada...

Olhando e cima, a chuva é só uma nevoa.
Você não a sente, mas enxerga o tempo fechado de mãos atadas.
Olhando de cima, a chuva é só uma fumaça inofensiva que impede de ver o outro lado da situação. A chuva, tão intensa, tão perigosa e tão molhada, olhada daqui, é apenas nevoa.
Assim são as lagrimas.

Quando se olha de “cima”, quando se permite olhar com verdade e imparcialidade a tristeza, fica fácil ver: apenas um véu encobrindo a realidade. Apenas um torpor. A chuva, as lágrimas...uteis para a Terra, úteis para entender o que há no coração... Apenas o torpor que impede de ver a verdade, a VIDA de verdade.
Essa que caminha na contra mão do sentimento de culpa, de vitima, de sofrimento.
Essa vida de verdade que entra no coração das pessoas que têm sempre o tempo aberto e o céu azul.

Aqui de cima onde estou, vejo a chuva em minha vida em momentos isolados.
Tristezas com motivos e outras nem tanto. Chuvas torrenciais e chuvas de verão.
Dores de perdas nunca superadas (serão sempre tempestades) e dores por carência e excesso de expectativa nas pessoas.
Vejo chuvas isoladas em tardes ensolaradas. E me vejo de novo em pleno verão.

Olhando de cima, a chuva embeleza.
Momentos tristes algumas vezes são responsáveis por momentos de pura elucidação.
Momentos tristes unem corações e enlaçam almas.
Momentos tristes são uteis para que a raça humana não viva como raça de boboloides, rindo a toa sem motivo e sem por que.
E momentos tristes devem ter a duração exata para depois morrer. Excesso de chuva, aqui na metrópole, causa apenas inundações que atrapalham e causam danos irreparáveis.
A chuva deve durar, cair e escoar. Não deve encontrar “Bocas de lobo” cheias de lixo impedindo a passagem da água.
As lagrimas devem cair livremente, sem encontrar mágoas que a impeçam de cessar. Nada de inundações de sentimentos ruins!

Um dia de cada vez, sempre.

O dia de hoje?
Bem, o céu está aberto e há muito céu azul em meu coração. A melhor parte de mim me mostra o amor como o melhor caminho para driblar a falta de tempo. Sem guarda chuva: pronta pro que acontecer. Sequer consultei os metereologistas.

Saindo da metáfora, acabei de descer e cai uma chuva torrencial em São Paulo.
Paulistas do alto de seus prédios não verão com clareza, assim como eu não vi.
Mas não tem problema, pois quando muito chove lá fora, eu ainda posso olhar para dentro. E o que vejo aqui é claro, é real e é concreto.

Todo o resto? Apenas quimeras.


Aline Bridget

Ps.: O titulo é de uma musica do Cocoricó que cantavamos muito, o Thiago e eu, antes de ele se apaixonar pelo palavra cantada...
Chove, mas como chove.
Chuva, Chuvisco, Chuvarada.
Porque é que chove tanto assim?

Um comentário:

  1. Inundação é uma palavra interessante sabe bem que ando inundada por sentimentos que ainda não consegui associar. Chuva, lagrimas e tristeza têm feito parte de nós por tanto tempo que acho que já estamos acostumadas a sentir todo o torpor de nossas vidas! De qualquer maneira não podemos esquecer que depois da chuva vem a bonança e o arco iris está mais perto do que a três anos, logo seremos borboletas e estaremos prontas para alçar voos cada vez maiores na imensidão azul celeste... Não esqueça que te amo como a irmã mais velha que não tive você é melhor amiga que poderia ter, meu porto seguro, a luz que me mostra o caminho certo a seguir!

    Com você eu vou até o fim...

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