sexta-feira, 2 de abril de 2010

Doces confusões...

(Meia noite, minha casa...)
- Vó, onde a sra. vai toda arrumada?
- Vou fazer café pro pessoal que vai trabalhar, uai.
- Vó, é meia noite, hora de dormir!
- Que dormir o que... você é maluca, Aline.

...
- Rita, levantou tão cedo...
- Vó, eu ainda não dormi... acabamos de chegar da faculdade, é meia noite.
- O que???? Mais eu já dormi tanto...
- Vem vó, vamos tomar um cházinho de camomila para dormir mais um pouquinho.

(Dia seguinte, de manhã...)
- Aline, essa "facurdade" que você ta fazendo é pra ser médica? Fez um chá tããão gostoso que 'minhas dor até passou'.
- Tô fazendo faculdade de fazer chá, vó.

E ela até engasga de rir.


Cenas como essa têm sido comum aqui em casa. Doces confusões, doces esquecimentos.
Cenas que enternecem. Cenas que nos unem ainda mais.

Passamos por perrengues no inicio do ano mas hoje, tirando umas leves confusões quanto a horários e alguns fatos, todo o resto segue normalmente.

Hoje foi dia do tradicional bacalhau da sexta feira santa. Já há alguns anos a procissão foi abolida das práticas da igreja da comunidade local. De qualquer forma, não conseguiriamos segui-la esse ano: Nossa fé pelo simbolismo dessa data fica demonstrada em nossas orações e em nossa gratidão pelos ensinamentos desse mestre que teve uma morte dolorosa, mas que muita coisa nos ensinou.

Hoje ela até bebericou um pouco de vinho tinto. Disse que não entende como podemos beber, a sensação é horrível.

Ela é uma mulher linda, uma mulher forte, uma mulher que sabe rir de si mesma.
Ela me ensina a viver, ela me mostra o lado certo das coisas e não há duvidas de que é por ela que tudo isso existe.

Amo você, Vó.


Aline Bridget

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