quinta-feira, 11 de março de 2010

O Sentido da Vida

Em uma sessão de troca de idéias altamente filosófica sobre nossos últimos acontecimentos, minha querida amiga Laurinha Jagodiz me veio com um pedido que me fez ficar insone alguns dias: Escrever um texto sobre o sentido da vida.
Pensei, pensei, briguei, perguntei a opinião das pessoas e me peguei lendo livros e pesquisando para ver se alguma inspiração surgia... Até descobrir que o sentido era o que havia em meu coração, a minha convicção acerca do propósito da vida. Então esse post vai atende ao pedido da Laurinha e é dedicado a ela, sem querer ser verdade absoluta, sem a intenção de persuadir ninguém:

O sentido da vida? Tipo assim, para que serve?
Para mim, a utilidade, o sentido e a razão de viver estão em amar.
Todos os caminhos levam ao amor e ao verbo amar.
Todas as lições levam ao amor. Ou pelo menos deveriam levar a isso, se estivéssemos atentos o bastante para perceber.
As opiniões divergem.

Os cristãos me dizem que o sentido está em servir ao próximo.
Eu insisto que servir é só uma das atividades pertinentes ao amor.

Os materialistas me dizem que o sentido está em crescer na vida
Eu digo que só o amor faz crescer e faz ir mais longe.

Os vaidosos me dizem que o sentido da vida está em ser o melhor e o mais bonito
Eu digo que o sentido está no amor. Somente amando a si mesmo é possível ver que somos o melhor que podemos ser e que a beleza é relativa. E ela existe mais no brilho no olhar do que em um corpo perfeito.


E o que é o amor?
Eu falo tanto de amor. é a palavra mais usada em meu vocabulário.
Os religiosos usam muito essa palavra também. Mas eles a pronunciam como Deus.
Para mim, os dois são uma coisa só.
É a energia criadora, pacificadora, purificadora.
É o amor que perdoa, o amor que mostra nossos erros nos dando nova chance para acertar, é o amor que nos leva até onde devemos ir.
É por amor que perdoamos.
Por amor que acreditamos
É amor que vemos em nosso próximo. É amor que projetamos.

A natureza é toda prova de amor.
Há alimento e suprimento para todas as espécies sem exceção. Há beleza para todos os olhos, melodias para todos os ouvidos: A natureza é amor.
Nossa família, com todas as coincidências e todas as diferenças é puro amor.
Nascer é um ato de amor. é a dor de um ser que logo é esquecida pois há uma nova vida para comemorar.

Porém, amor é sentimento. Aliás, diga-se de passagem, é o sentimento mais deturpado atualmente. Loucuras por amor, amor próximo ao ódio, amor que machuca. (tudo bem, já falei sobre isso). Falei do sentimento para ficar mais fácil de entender. Na realidade, meu intuito é dizer que o sentido da vida está em amar. O Verbo, a Ação. Aquilo que a gente aprende com o tempo.

Essa é a parte bonita da minha convicção... Agora vem a parte real, a parte que eu encontrei para viver de forma confortável com a minha realidade. O melhor que eu consegui fazer com o que me foi dado:
Amar é doação... Eu usaria o termo incondicional.
Mais aprendi que há condições para tudo.
Não se trata de exigir retorno. As vezes, oferecemos amor a pessoas que não o desejam. Não estão preparadas.

Para exemplificar, vamos dizer que amor é energia. Energia elétrica mesmo, dessas que você paga para a eletropaulo, que utiliza recursos naturais. Luz.
Amor é luz elétrica.
E se um quarto está vazio, você não vai deixar a luz desse quarto acesa.
Você acende a luz que vai ser usada.
Diferente de economizar amor. Trata-se de fornecer ilimitadamente amor a quem de fato queira amor. Deixar todas as luzes do quarto habitado acesas. E proteger o coração contra aqueles que não o querem.

É contrario a tudo que Jesus disse, eu sei disso.
Mas eu também sei que eu não sou Jesus e estou longe de chegar em seu patamar evolutivo.
Eu sei que, se eu ficar oferecendo amor a quartos vazios, em pouco tempo vou me cansar de acender luzes: Ficarei eu um quarto vazio com lâmpadas queimadas.

Doar-se em prol de causas perdidas é para aqueles espíritos com muita bala na agulha. Não me adianta ter errado até aqui e, de repente, ao invés de tentar acertar comigo, decidir salvar o mundo. Salvar o mundo não é o sentido da minha vida!
Salvar-se de si mesmo e do mal que ainda habita dentro de si parece ser o mais adequado.
Todas essas estórias heróicas e lindas contadas por poetas são arte.
Arte deve ser apreciada, não seguida como verdade.

Não se trata de egocentrismo. Amor próprio e reconhecimento dos próprios limites são os termos adequados.
Acredito que a humildade está em assumir o que somos e o que não somos capazes de fazer. Como sempre digo, achar a forma mais correta e confortável para lidar com todas as situações todos os dias.

Para mim, descobre-se o sentido da vida quando descobre-se o amor próprio.
E todas as descobertas que surgem daí fazem desse processo um looping. Sem fim e sem volta.

E podem acreditar, o resultado é fascinante.



Aline Bridget


PS.: Duvido que essa discussão acabará.
Para saber mais, confira em http://laurinhajagodiz.blogspot.com

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