Um recomeço, uma renovação, uma quebra?
O que sei é que todo fim machuca, desestabiliza. E eu vivi poucos "fins" porque tudo pra mim é eterno e ciclico.
Mas o que vejo agora diante de mim e dessa ribanceira é a triste dor de um final: fiz tudo o que pude, recebi tudo o que era direito. A escolha: fico e caio ribanceira abaixo. Confio na minha capacidade e saio dessa ribanceira voando alto. Ou um rasante. Um algo qualquer que não me machuque.
Porque não morremos em dias assim?
Lembro de ter lido essa frase num livro da Lya Luft, minha amada escritora. é uma frase melancólica mas é real. Porque não poderia morrer já que algo tão valioso durante tanto tempo chega ao fim? Serei capaz de me doar com tamanha paixão novamente? Será igual?
Estranho pode parecer, mas não falo de amor. Não falo de homem algum, minha relação com homens vai bem, obrigada.
Estranho pode parecer, mas não falo de amor. Não falo de homem algum, minha relação com homens vai bem, obrigada.
Falo de uma relação desgastada, de troca, que chega ao fim.
Uma vez li que quando Deus nos tira algo não está nos punindo e sim nos preparando para receber algo melhor.
O estranho é que nunca vivi essa relação de vai e vem. Reconheço que devo ter muito o que expiar por aqui e por isso levo uma vida tão reta e de certa forma limitada: ossos do ofício! Reconheço que não tenho tempo pra errar e tento ao máximo não errar.
Mas é sempre uma decepçãozinha aqui, um coração que a gente quebra ali, um rusga, um dia ruim... e lá vem mais débitos.
Se o inferno para a maioria das pessoas é a dor, eu digo que meu inferno pessoal é a culpa!
Mas aqui, nesse fim, não falo de culpa.
Falo de medo.
Medo do desconhecido.
Medo da decisão.
Medo do que vai acontecer depois.
Bem, medos que ficarão para amanhã de manhã... Porque agora, vou tentar dormir.
Vocês me amam!
Xoxo
Aline Bridget
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