domingo, 25 de julho de 2010

A Ultima Chance

Todo mundo diz que só nós sabemos quem somos.
Que a opinião dos outros não serve para nada.
Que não precisamos de ninguém, etc e tal...
Eu também já pensei assim... Até me ver pelos olhos de outras pessoas.
Essa manhã, quando acordei confusa e de ressaca, mais confusa que na noite anterior e passei toda a situação para uma pessoa, o que recebi de diagnóstico foi o que sou. E não me senti invadida. Foi bom alguém me lembrar como sou. Foi bom me ver nos olhos de alguém, com meus defeitos, com minhas qualidades e com minhas crenças.

No geral, as pessoas que me conhecem, conhecem mesmo. Sou transparente. Totalmente transparente. Totalmente simples. Totalmente do milênio passado. Totalmente fora de moda.
Que mal tem?
E essa angustia de não ser igual nunca fez parte do que sou.
Sempre disse que o primeiro passo para a felicidade é o auto conhecimento. E se não tive discernimento antes para tomar a decisão "interior" que tomei hoje de manhã foi porque algo cegava meus olhos. "Algo" que cegava meus olhos há muitos e eternos 4 anos. Um "algo" que era a exceção de minhas regras. Um alguém que era minha perdição.

Esse assunto tomou conta de minha ultima semana e sei que estou um porre. Aliás é só por isso que estou expondo meu inferno pessoal nesse blog: pra não infernizar ninguém. Mas a verdade é que passei esses dias digerindo uma situação muito antiga e hoje de manhã, finalmente terminei. Game over.

O pior dessas histórias é aceitar o fracasso. Mas não é hora de auto piedade ou auto degradação. É hora de aceitar que fiz o que pude, finalmente. Hora de entender que não há arrependimento por algo que não tenha feito, uma vez que fiz tudo que pude. E hora de preparar meu coração para essas portas que estão tão abertas em minha frente, esperando apenas que eu entre.

Se havia uma dívida ou um carma (como é comum dizer), já não me interessa mais.
Fiz o que pude. E nunca saberei se foi o bastante.
Posso falar?
Não quero nem saber.

Aline Bridget

Obs.: Uma música chamada A Ultima Chance costumava resumir essa história para mim e eu me sentia a vilã, a bruxa má disso tudo. O que vejo hoje é que a ultima chance não foi minha não. A Ultima Chance foi para a outra parte dessa história. E a vida segue...

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