sábado, 9 de outubro de 2010

Obrigada!

Fazendo uma limpeza no meu idoso e respeitável computador, encontrei um texto com muuuuito tempo de idade. Nunca tive intenção de divulga-lo (e nem sei se já o divulguei um dia) mas hoje, quando o li, percebi que tratava-se de grande verdade.
Não o escrevo como recado a ninguém. Esse texto salvo numa pasta escondida com o título "Obrigada" vai ao ar hoje pela beleza de alguém que foi forte ao final de uma relação.
Me acusem do que quiserem mas não o farão com verdade se disserem que não sou forte.

Então, para vocês, um texto de quase 10 anos de idade, cujo título é: Obrigada!

Obrigada!
Por me ensinar a contar só comigo.
Por me mostrar que não existe porto seguro a não ser em nós mesmos.
Por me mostrar que as pessoas mentem
Que promessas são quebradas
Que beijos não são alianças
Que palavras são esquecidas
E ofensas são parte da vida

Obrigada por me ensinar a ser livre
Por me mostrar que ter alguém não é indício de ter apoio
Por me ensinar que tenho que resolver meus problemas e dividir coisas boas e alegres
No fim, toda a dor que senti me fez ver que eu sou capaz de me virar sozinha.
Eu gosto. Eu prefiro!
Hoje me sinto preparada para amar de novo.
Dividir coisas boas, ensinar e aprender....
Sem precisar de apoio, sem necessitar de alguém pros momentos difíceis.

Por isso hoje agradeço pela sua passagem na minha vida!
E agradeço a Deus a possibilidade de amadurecer... me sinto tão diferente...
Tenho medo de te ver... sei que diria que deixei de ser o anjo que sempre fui na sua vida...
Mas honestamente, isso não importa mais.

Sou mais feliz e sou o que sempre quis ser.

Daqui pra frente, carrego só o que for leve... Infelizmente, vc foi ficando pesado.

Obrigada por tudo!

Com todo o amor que um dia vc deixou de lado,

Aline Bridget

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Citando "Encontros"...

Os encontros mais importantes já foram combinados pelas almas antes mesmo que os corpos se vejam.
Geralmente estes encontros acontecem quando chegamos a um limite, quando precisamos morrer e renascer emocionalmente. Os encontros nos esperam – mas a maior parte das vezes evitamos que eles aconteçam. Entretanto, se estamos desesperados, se já não temos mais nada a perder, ou se estamos muito entusiasmados com a vida, então o desconhecido se manifesta e nosso universo muda de rumo.
Todos sabem amar, pois já nasceram com este dom. Algumas pessoas já o praticam naturalmente bem, mas a maioria tem que reaprender, relembrar como se ama, e todos – sem exceção – precisam queimar na fogueira de suas emoções passadas, reviver algumas alegrias e dores, quedas e subidas, até conseguir enxergar o fio condutor que existe por detrás de cada novo encontro.

(Paulo Coelho - http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/)


Aline Bridget

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Pensar...

Confesso minha indisciplina, irresponsabilidade e senso crítico em excesso... Mas preciso fazer um desabafo!

Domingo é um dia muito importante e estou falando do âmbito nacional. Da responsabilidade que adquirimos com isso que chamamos de "democracia" (mesmo obrigatória). E eu simplesmente não sei quais são meus candidatos a muitos dos cargos para os quais tenho que votar.

Pensei, analisei, assisti horários eleitorais gratuitos, ouvi pelo rádio, vi debates e pesquisei: conclusão alguma! Para os cargos de maior importância, como presidente e governador, já tenho meus preferidos que escolhi pela pesquisa de histórico e pela igualdade de idéias... Mas para deputado e senador, a coisa está pior do que votação para Grêmio Estudantil... Sim, falo com conhecimento de causa porque já escolhi meu semblante mais sério e dei minha cara a tapa para virar uma mísera secretária de Grêmio. Em minha eleição para o cargo, nenhuma gracinha e nenhuma vantagem para ganhar o voto: apenas a promessa de ser uma boa representante do grupo de alunos que me elegessem.

Fiz meu trabalho juvenil de descrever pautas para a secretaria de ensino com muita seriedade. E eu tinha só 12 anos!
Então hoje, mais de 10 anos depois, quando o colégio deixou de ser meu mundo, quando uma sala com computadores e verba de festa de halloween deixaram de ser as demandas mais importantes do momento, eu fico indignada com a falta de foco dos que deveriam trabalhar pelos meus direitos. Mais que indignada, eu fico muito puta da vida mesmo!

Assistir ao horário eleitoral gratuito foi como assistir ao Zorra Total: Piadas sem graça que não me apetecem. Comparação injusta pois até o Zorra Total tem quadros que me fazem dar um sorrisinho.
Eu não ri no horário eleitoral. Brincadeira tem hora. Foco!

Deixa de ser uma questão de engraçada ou uma questão de ser Caxias se a gente parar de pensar como bobos alegres e conseguir pensar com seriedade em alguns momentos.
Ajuda muito se a gente parar de pensar que nada tem solução e repetir todos os dias o mantra: vou fazer a MINHA parte da melhor forma que eu puder. E de forma consciente.
Assim, seu candidato será escolhido por ter convencido você de suas idéias e sua história decente. E não porque ele vai ganhar mesmo já que todo mundo vai votar nele.


Bom, agora melhor eu parar antes que algum Tiriritista decida descer o cassete em mim!

Pense um pouco, hã?

Até domingo!

Aline Bridget

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Menina Pimenta e a delicia de ser autentica

Recentemente, uma série de novas descobertas tem acompanhado a mim e as minhas companheiras de aventura: são alegrias fugazes, estrelas cadentes as quais a gente se agarra, novidades explosivas as quais não temos tempo o suficiente de nos dedicar...

Menina Pimenta é uma estrela cadente... Nos agarramos a ela pelo cansaço do antigo e do sonho em comum.
Nos agarramos a ela pela igualdade de pensamentos e pelas diferenças que se complementam.
Menina Pimenta é antes de uma marca, um sonho de liberdade....
Quando penso em Menina Pimenta penso na mulher que sabe o que é e não tem medo de ser.
Penso na mulher livre com raízes no tradicional.
Penso na mulher em sua essência: antes de ser mãe, profissional e dona de casa, ela é simplesmente MULHER. Com desejos, com detalhes e com mil tons e nuances, naturais ou neóns.
Menina Pimenta é o meu sonho repartido e dividido que se multiplicou. E é esse sonho que me movimenta em prol da satisfação da mulher que antes de ser ocupada, estudante, modelo, amante, esposa, dona de casa ou qualquer ocupação, é aquela que é capaz de fazer diversas atividades ao mesmo tempo, com seu próprio jeito e sensibilidade... Madura, menina, com a alma sempre mais jovem que o corpo: Mulheres-meninas-pimentas sabem temperar todos os momentos da vida de forma marcante... porque o fazem de forma única!


Essa é minha marca... esse é meu sonho.

E em breve compartilharei com vocês.

Aline Bridget

domingo, 26 de setembro de 2010

Em cima do muro


Recentemente, vivi uma situação indigesta e gostaria de compartilhar um ponto de vista meu até então escondido no meu inconsciente.
Sempre defendi os meus. Sei que sou totalmente desequilibrada para defender meus entes amados e sei que devo melhorar. Mas por ora, preciso cuidar do que tenho. E recentemente, me colocaram numa história entre duas pessoas queridas.

Eu nunca escolheria.
Eu agiria assim para sempre. Eu nunca intermediaria, nunca me meteria.
Pense: Você é amigo do João e é amigo de Maria. João e Maria brigam. E tentam mostrar a você o ponto de vista um do outro. Em quem você acredita??
No mundo em que vivo, aprendi a não querer acreditar em ninguém. A não me meter.
E minha atitude bem neutra é essa: Não me meto.
Como resultado, as duas partes ficam muito decepcionadas com meu amor que não as defendeu.
E como resultado, eu fico como a vilã da história porque não defendi, não escolhi e não acreditei.

Não pude, não posso e não poderia.
E o motivo é simples: João e Maria são importantes para mim em grau de igualdade.
Não existe Aline sem o João e não existe Aline sem a Maria.
Maria e João são parte do que eu sou.
E se eu tivesse que escolher entre arrancar o braço direito ou o braço esquerdo, eu ia escolher não arrancar nenhum!

E é assim que a vida faz!

Aline Bridget

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Histórias de amor...

Num belo dia normal, a gente acorda normal.
Não imagina o que nos espera e segue o procedimento já adotado: rotina, diário.
Dias em que o tempo corre logo cedo. Sem pausa.

Num belo dia normal, eu acordei normal.
Me vesti do meu jeito simples e anormal e segui o meu apressado procedimento diário. Rotina.
O tempo correu logo cedo nesse dia... e correu de encontro a um destino.
Estaria mentindo se dissesse que senti logo cedo que algo mudaria: eu não senti nada... até a hora chegar.

A gente não percebe. Olha uma pessoa nos olhos pela primeira vez e por maior que seja o encanto, raras são as vezes que a gente sente no primeiro olhar o impacto que aquela pessoa terá em nossa vida.
Surgem os medos: de não agradar a pessoa ou de a pessoa não nos agradar. De não ser bom o bastante. De já existir outra pessoa... Uma infinidade de medos que nos paralisam em um primeiro momento.
Surgem as sensações: alegria boba, borboletas na barriga, falta de palavras, vontades estranhas...
Surge a convivência: conhecemos um pouco, expectativas são supridas, outras são descartadas, defeitos esquecidos.
Surgem os sentimentos: um carinho, uma saudade presa ali num momento bobo do dia, uma ansiedade, desejos estranhos...
E então, a gente percebe.
Freqüentemente, a gente lembra daquele mesmo dia normal... E as vezes, para tudo parecer mais especial, a gente diz: eu senti naquela manhã que tudo mudaria.

Eu não percebi. Olhei nos olhos de alguém e o que senti foi tristeza: meu coração não era meu e aquele encontro por mais especial que fosse, havia acontecido num momento não propicio.
Surgiu o medo: de me apaixonar, de não ser amada, de não ser o bastante, de não agradar, de machucar alguém.
Surgiram as sensações: borboletas na barriga, milhões de bolhas de sabão, medos, vontades.
Surgiu a convivência: contávamos sobre nossos dias, nossos planos: os frustrados e os que iríamos realizar em breve, nossas famílias, nossos amigos, nossos relacionamentos, filmes, musicas... só nunca conversamos sobre nós.
Os sentimentos que surgiram, eu escondi. Um carinho inexplicável e enorme. Uma ansiedade. E qualquer outro sentimento que eu não consegui nunca categorizar.
E então, quando eu percebi, tudo mudou de lugar.
Como se eu tivesse mudado de fase num vídeo game, "mudaram" o cenário.

Um belo dia, a gente acumula merecimento e essa história tem tudo para dar certo: e dá.Então surgem os planos e os medos somem.
As dúvidas dão lugar a certezas.
A gente passa até a perceber os defeitos... Mas é mais fácil de aceita-los.
Generalizando as histórias, a gente deixa de ser dois... e multiplica o amor e eterniza o sobrenome.

Um belo dia, eu acumulei débitos, medos, proteções e protegidos. E essa história que tinha tudo para dar certo se tornou um livro que o vento fechou antes que eu pudesse marcar a página.
No lugar de qualquer certeza, tristeza.
Percebi seus defeitos e descobri que eles só afastariam ainda mais você de mim.
Os planos se foram bem como você se foi. No lugar dos planos, o medo.
E o meu medo era um só (e por ironia, é o mesmo até hoje)
Meu medo é esquecer como é o seu rosto ou o seu tom de voz, conforme o tempo for passando...

Existem histórias e histórias.
E eu estou longe de conhecer, catalogar ou simplesmente cessar a vivência dessas.
O que aprendi com tudo o que ouvi, li e vivi é que todo amor que seja correspondido, vale a pena.
Que não temos que carregar culpa e que não temos que carregar nada: a vida já é dura por si só. Resolver problemas alheios não nos compete.
O que aprendi é que, ao contrário das histórias lendárias, certos príncipes vão embora mesmo sem volta nem reviravolta. Não existe milagre: é a lei da vida. E é preciso um certo respeito, um certo desprendimento e um certo jogo de cintura para conseguir fazer com que histórias como essas citadas acima dêem certo. Um pouco de amor ajuda também.


Nostalgicamente falando,


Aline Bridget

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sobre meus ídolos

Na época mais louca e bicho grilo da minha vida, um autor me acompanhava sempre que eu queria saber sobre suas idéias. Totalmente discriminado onde vá, ele foi o alicerce da minha formação totalmente maluca. Paulo Coelho. Não me envergonho.

Ontem a noite, explicava para minha prima adolescente o porque de meus dois maiores ídolos. Expliquei pois nossos idolos tem razões diferentes de existir em nossos corações. Esqueci de falar para ela os motivos por ter amado Paulo Coelho em minha adolescência.
Mas expliquei que O pequeno principe me ensinou tudo o que sei sobre amar ao próximo e cuidar do próximo. Sobre responsabilidade, verdade, sinceridade e amizade. Sobre perdoar e querer bem. Eu sou o que sou nesse sentido graças a ele.
E expliquei como Chaplin veio complementar isso, me mostrando com lições claras que eu tenho meu valor. Que eu sou importante e tenho talento. E que quem não consegue enxergar ou sentir isso, não merece minha atenção. Ou minha verdade.
Ela me olhou com olhos marejados e nada disse. Talvez tenha aprendido as lições que só aprendi após amar os dois personagens.

Hoje, acordei me lembrando que Paulo Coelho me ensinou tudo sobre correr atrás dos sonhos. Com garra e convicção de merecer o sonho.
Eu acreditava muito no acaso como ele me apresentava. Acreditava no paralelo, na força da alma do mundo e etc.
Hoje, honestamente, acredito na Lei de Ação e Reação. E acredito que, por não saber a que vim, devo sim lutar por todos os meus sonhos ininterruptamente. Acreditando em mim, como Chaplin e pensando no próximo como O Pequeno Principe.
Todos eles, meus amores eternos, formam minha essência.
Mas o que tenho para hoje são alguns textos que roubei emprestado no blog do Paulo Coelho para compartilhar:

Quando o amor chamar, aceitem seu chamado, mesmo que o caminho seja duro, difícil.
E quando suas asas se abrirem, entreguem-se, mesmo que a espada que está ali escondida termine provocando ferimentos.
E quando o amor disser algo, acreditem, mesmo que sua voz destrua seus sonhos, como o vento do norte devasta os jardins.
Porque o amor glorifica e crucifica. Faz crescer os ramos, e os poda. Tritura os homens, até que estejam flexíveis e dóceis. Os queima em fogo divino, para que possam converter-se em um pão sagrado, que será consumido no banquete de Deus.
Entretanto, se tiverem medo, e quiserem encontrar no amor apenas a paz e o prazer, melhor que se afastem de sua porta, e procurem outro mundo, onde poderão rir, mas sem toda alegria, e poderão chorar, mas sem usar todas as lágrimas.
O amor não dá nada e não pede nada além de si mesmo. O amor não possui nem é possuído – porque ele se basta.
E não tentem dirigir o seu curso: porque se o amor achar que são dignos, ele os dirigirá até onde devem chegar.


Cada ser humano vive seu próprio desejo; faz parte do seu tesouro, e, embora seja uma emoção que possa afastar alguém, geralmente traz quem é importante para perto. É uma emoção que nossa alma escolhe, e é tão intensa que pode contagiar tudo e todos a nossa volta.
Escolhemos a verdade com a qual pretendemos viver. Procuramos ser práticos, eficientes, profissionais. Sempre é bom poder escolher o desejo como companheiro. Não por obrigação, nem para atenuar a solidão, mas porque é bom. Sim, é muito bom.
O amor é uma das coisas capazes de mudar totalmente a vida de uma pessoa, de um momento para o outro. Mas existe o outro lado da moeda, a segunda coisa que faz o ser humano tomar um curso totalmente distinto do que havia planejado: chama-se desespero. Sim, talvez o amor seja capaz de transformar alguém, mas o desespero, transforma mais rápido.
Podemos tolerar uma semana de sede, duas semanas de fome, muitos anos sem teto – mas não podemos tolerar a solidão. É a pior de todas as torturas, de todos os sofrimentos. Os homens sofrem com este sentimento destruidor – a sensação de que ninguém nesta terra se importa com eles.


Sempre antes de realizar um sonho, a Alma do Mundo resolve testar tudo aquilo que foi aprendido durante a caminhada. Ela faz isto não porque seja má, mas para que possamos, junto com o nosso sonho, conquistar também as lições que aprendemos seguindo em direção a ele.
É o momento em que a maior parte das pessoas desiste. É o que chamamos, em linguagem do deserto, de “morrer de sede quando as tamareiras já apareceram no horizonte”.
Confie em seu coração, mas não se esqueça de que você está no deserto.
Ninguém deixa de sofrer as conseqüências de cada coisa que se passa debaixo do sol.
Uma busca começa sempre com a Sorte de Principiante. E termina sempre com a Prova do Conquistador.


Bom, eu espero de verdade que eles possam ensinar a vocês tudo o que me ensinaram.
Não tenho a pretensão de ser modelo para ninguém. Nunca serei.
E se estou certa, nunca saberei.
O que sei é que com tudo o que aprendi, passei a ver a vida de uma forma mais leve. E passei a viver com a consciência mais leve.
Pode parecer besteira, mas para alguns (como eu), isso ainda basta.
Por pouco tempo pois novas e inúmeras lições me aguardam.
Uma boa semana a todos,
Aline Bridget
Obs 1.: Fonte dos textos: http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/
Obs 2.: O Pequeno Principe é um personagem do autor francês Antoine de Saint-Exupery
Obs 3.: Não citei nada de Exupery ou Chaplin pois eles são presença constante nesse blog feliz a quem chamo de meu.

sábado, 18 de setembro de 2010

POR QUE EVA COMEU A FRUTA ?

Não foi assim facinho não!!!
No início, Eva não queria comer a fruta.
- Come - disse a serpente astuta! - e serás como os anjos!
- Não - respondeu Eva. Virando a cara para o lado!
- Terás o conhecimento do Bem e do Mal - insistiu a víbora.
- Cruzou os braços, olhou bem na cara da serpente e respondeu firme: Não!
- Serás imortal.
- Não! Já disse!
- Serás como Deus!
- NÃO, e NÃO! Já disse que NÃO!

Irritadíssima, quase enfiando a fruta goela abaixo, a serpente já estava desesperada e não sabia mais o que fazer para que aquela mulher, de princípios tão rígidos e personalidade tão forte comesse a fruta. Até que teve uma idéia, já que nenhum dos argumentos haviam funcionado...
Ofereceu novamente a fruta e disse com um sorrisinho maroto:

- Come, boba!!! EMAGRECE!!!!

*Foi tiro e queda!!!! *


hehehe

Dias estranhos


Quem nunca acordou num dia que não deveria existir?
Mais do erros, cansaços e problemas, certos dias apresentam um peso que quem carrega desconhece a origem. E desconhece o antídoto.

Certos dias esticam as horas, parecem não terminar.
Cada palavra dita ou não dita torna tudo mais complicado do que já seria.
Cada lembrança uma lástima.
Eu poderia morrer num dia assim! Ou facilmente, esquece-lo.

Mas esses dias tão complexos, gélidos, cansativos, cruéis e sem cor deixam em minha alma tão sedenta e carente cansada. Um cansaço que me causa insônia, apatia, preguiça. E um cansaço que me custa muitas horas de muito sono para repor energias jogadas foras porque o sol nasceu na hora errada.

Tudo bem. Superar é para os fortes e eu sou pouco mais que um titã.

Não contem comigo pelas próximas 15 horas, crianças!

Um beijo cansado e melado,

Aline Bridget

domingo, 12 de setembro de 2010

A falta de sentido


Um belo dia a gente acorda e percebe que poucas de nossas lutas fazem sentido. Uma guerra diária tão insana que dá até medo de parar de lutar... Porque não paramos? Pelo medo de perder o tesão, a vontade de viver.

Tudo me parece assim: estranho, alheio, distante. Me sinto distante.
Volto a me sentir mais acelerada do que as coisas. Volto a ter desejos malucos. Volto a esquecer todos os dias das coisas que tenho que me lembrar.

Obrigações, laços, atitudes e escolhas: Um dia a dia repleto de movimento me torna cada dia mais cansada e dinâmica.... Até que eu acordo um belo domingo e nada faz sentido: Nenhuma luta, nenhum, laço, nenhuma obrigação e nenhuma das escolhas que tenho que fazer.
Percebo que imploro por um pouco de amor e tenho de sobra dentro de mim.
Percebo que meus laços me levam a uma escravidão de pouca afinidade.
Percebo que minhas obrigações me emburrecem e me deixam cada dia mais longe do que realmente quero fazer na vida.
Percebo que tenho muitas escolhas a fazer por dia e por algum motivo que desconheço, escolho sempre errado.

E então? Eu vou continuar a lutar porque?

Desisto de ser um soldado nessa vida insana.
Numa guerra, minha participação poderá ser apenas como a do Exupery: piloto de aviões.
Eu não quero mais lutar por nada que não seja minha liberdade de voar quando a coisa ficar muito incomoda em determinado lugar.

Covarde?
Tudo bem, não quero aprovação de ninguém mesmo.

Aline Bridget