terça-feira, 31 de agosto de 2010

Vibrações para malucos belezas...

Confesso que ainda fico chocada com algumas dessas "loucurinhas" diárias tão doces de viver. Mas ando pensando se a vida não é mais fácil assim.

Ouvi esse final de semana uma pessoa centrada dizer que preferia enlouquecer na velhice do que ficar consciente de sua dor, sua situação.
Ouvi essa pessoa, presente e atuante em minha família, dizer que preferia estar um pouquinho doidinha para não entender o que estava acontecendo e continuar vivendo a vida colorida.
Não foi normal e habitual. Não foi simples ouvir.
Somos uma família. Um todo com partes individuais e diferentes. Juntos na vida e na morte, cumprindo fielmente à risca o dever de amor ao qual nos comprometemos. Estaremos sempre juntos. Estaremos sempre ligados.
Não foi simples raciocinar dessa forma e entender que tudo é mais grave do que parece.
Não foi alegre constatar que festejei um final de semana para relaxar e me preparar para uma semana de tudo ou nada.
Não está fácil contar com o tudo.
Mas eu entendi o recado, entendi a lição.
Sorri mais uma vez de uma maluquicezinha qualquer e decidi que era hora de enlouquecer um pouco também.
Como resultado, decidi sonhar acordada (um parêntese para uma frase dita por meu pequeno príncipe de 4 anos de idade: A gente sonha quando dorme e quando ta acordado. Quando tá dormindo é sonho mesmo e quando tá acordado é imaginação).

Malucos como estamos, sentido não faremos.


Aline Bridget


Obs 1.: Não me leve ao pé da letra, essa história não tem pé nem cabeça...

Obs 2.: Paraboleando ou não, O Rappa com Cristo e Oxalá me mostra que fugas da realidade são aprovadas e abençoadas pelo Pai:

O Cristo partiu do alto do morro que nós somos /rodeado de helicópteros que caçavam marginais / A mostrar mais uma vez o seu lado herói, herói / Se transfomando em Oxalá, vice-versa tanto faz / A rodar todo branco na mais linda procissão / Abençoando a fuga numa nova direção /Minha fé, é meu jogo de cintura, minha fé / Minha fé, é meu jogo de cintura, minha fé, minha fé

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Desabafo apressado


Ainda faço uma resenha que valerá pontos para atividade complementar de algum incauto.

Por ora, devo dizer que APRENDIZ DE FEITICEIRO dos estudios Walt Disney é uma delicia! Violento, mas uma delicia.

O filme tem um enredo mega bom, Nicolas Cage tá uma delicia cremosa com pedaços inteiros de chocolate Nestlé na pele do feiticeiro Balthazar e até o nerd atrapalhado Dave é uma gracinha como diria minha amiga Hebe.

Eu daria minha fortuna para esse moço (se tivesse uma) para que as pessoas parassem de falar que ele está falido. Gente intrometida, poxa. Não falem do meu queridinho.


Aline Bridget
Obs.: na imagem acima, Nicolas e Mônica Belucci como Balthazar e Veronica.

domingo, 29 de agosto de 2010

Aos 25, eu aprendi...

O já tradicional texto de comemoração do dia natal surge envergonhado em meu coração...
Me lembrei de uma musica que canto muito com o thithi sobre aniversário que diz:

Hoje eu sinto que cresci bastante
Hoje eu sinto que estou muito grande
Sinto mesmo que sou um gigante
Do tamanho de um elefante

É que hoje é meu aniversário
E quando chega meu aniversário
Eu me sinto bem maior, bem maior, bem maior, bem maior
Do que eu era antes

E de fato, hoje me sinto expandida. Me sinto maior que meus problemas. Me sinto melhor.

Aprendi, nos ultimos 365 dias a amar loucuras, a apreciar belezas puras, a me amar acima de tudo, a acreditar em Deus, a cuidar sem medo de machucar, a querer bem, a deixar de querer, a esquecer e a pior coisa que tive que aprender foi deixar pessoas e pensamentos para trás. As vezes, eu ficava pesava de tanta coisa que tinha que carregar... agora levo só o leve, levo só o essencial...

Aprendi a me apaixonar de novo, aprendi a abrir o coração e meu inferno astral foi repleto de confusões que deixei para trás junto com a idade velha.

Eu me sinto velha. De verdade. Velha e cansada. E já sinto medo de rugas... Mas sinto uma renovada energia para continuar tentando, para continuar vivendo...
Sinto em mim também o vazio característico de quem não tem mais expectativas, de quem não precisa mais mudar para se adequar a nada...a data é simbólica mas ela me transformou numa folha nova em branco...

E por mais inutil que uma folha branca possa parecer para qualquer um, para mim ela significa o melhor presente que Deus me deu:

A POSSIBILIDADE DE COMEÇAR A ESCREVER UMA NOVA HISTÓRIA PARA MINHA VIDA!

Sem os vilões que forjaram suas armas em minhas fraquezas, sem os galãs que se aproveitavam da minha ingenuidade e sem a tristeza solitária de quem está perdido no mundo!

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo....qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim."

assim farei!


Um beijo e meu eterno agradecimento a todos.

Aline Bridget

sábado, 28 de agosto de 2010

Mística...

Tão fácil crescer em dias assim... A maravilha do universo se mostrando novamente para mim...
Tão fácil sentir felicidade mesmo quando tudo dando errado. Pelo menos existe a sensação de estar esgotando todas as possibilidades... Não me acusem de sentir medo, não me acusem de me esconder: Coração aberto, cartas na mesa: estou fazendo exatamente o que tenho vontade em minha medíocre e feliz vidinha pacata.
Meu emprego tão complicado, relações tão de amor e ódio, positividade em tantos momentos. Doenças contra as quais lutamos (e pelas curas rezamos), um moço que não quer nada além de uma brincadeirinha cujo beijo tem gosto de bom dia, um novo ciclo, uma nova idade, decisões, amadurecimento de relações... Essa bagunça toda eu causei enquanto olhava as borboletas no caminho... tão distraída andei...

Se pensas que sinto muito, saiba que não sinto não. Tenho um não e uma porta fechada... e não vou mais ficar a bater...
Feliz estou por essa sensação de liberdade que me permite buscar novas portas, novos caminhos e transformar o não em sim.

Eu costumava dizer que era mais fácil crescer pelo amor... Mas eu estava errada: eu alcanço outra consciência em meio a dor. Mas não é nela que quero viver.

E hoje vou festejar minhas preocupações, minhas diferenças e o tanto de melancolia que me acompanha... Vou festejar até que o sol encontre novamente minha casa natal... e renove tudo o que já está envelhecido em meu ser.

Que venha o novo ciclo.

E que seja o ciclo do amor.


Aline Bridget

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Eu te roubaria para mim

Eu te roubaria para mim.
Facilmente, sem negociação ou razão para pedir resgate.
Eu te roubaria, te levaria para um lugar perto de mim. Bem perto de mim.
Eu expulsaria essa sensação de saudade que me acompanha.
E roubaria para mim o garoto de sorriso metálico que hoje é um homem sem tempo para muita coisa e sem tempo a perder com bobagens como "conhecer alguém novamente."
Eu roubaria para mim o moço de abraço apertado.
E roubaria para mim o cara que habitou minhas melhores lembranças por tantos anos.
E roubaria para mim essa pessoa que me ensina bastante do que sei sobre esperança, expectativa e até porque não, um pouco de ansiedade.

Eu te roubaria para mim.
Não porque preciso pois não me desesperaria sem você.
Mas porque gosto da sua presença, do seu jeito de falar, do seu jeito de sorrir e gosto de outros jeitos impronunciáveis.
Eu te roubaria pra mim porque parece acertado, parece certo, parece combinar.
E porque, no momento, é o que quero.

Aline Bridget

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Em busca do Ouro


Tenho esse filme há bastante tempo sem nunca ter assistido. Os motivos são a qualidade da imagem e o fato de ser um filme falado (e eu não estava acostumada.)
Ontem a noite decidi tentar ver pelo computador (já que se sabe que não enxergo lá essas coisas de longe... com o computador pertinho de mim, foi mais fácil). Como lamentei o tempo que perdi!!
Esse filme é o único que vi até agora com final feliz para o vagabundo...
Ele passa por momentos horríveis e é desse filme as clássicas cenas do ensopado de sapato e da dança dos pãezinhos. Identifiquei-me totalmente com essa ultima cena: imaginamos uma bela performance qualquer para fazer o ser receptor de nosso amor sorrir e nos admirar...todo ser apaixonado é inseguro. Carlitos não seria diferente.
O fato é que, depois de tanta tormenta, perigo e fome, meu amado vagabundo consegue ficar rico graças à mina de ouro que encontra e ainda fica noivo de Georgia. Um parentese para Georgia, mulher leviana, dançarina de salão de danças que a principio usa Carlitos para fazer ciumes a outro homem, depois o usa como diversão e por fim, quando percebe o sentimento secreto que é nutrido por ela, foge.
Encontra Carlitos já milionário num navio (com roupas maltrapilhas ainda) e até se oferece a pagar a passagem dele por desconhecer sua nova condição.
O mal entendido é resolvido e terminam o filme noivos, ricos e felizes.
E Fim!

Deveria fazer um belo comentário sobre esse filme... Mas o filme fala por si só.
Ele foi meu companheiro ontem, numa noite insone que me causou danos estomacais nessa segunda feira feliz. Ele me ajudou a manter o padrão alegre e leve de todo o meu Domingo... Eu ri até quase acordar todo mundo e fui dormir leve. Melancólica e leve.
Fica a dica então. Esse é fácil de achar por conta da releitura e dos prêmios que recebeu. A imagem não é das melhores mas a mensagem faz valer a característica mais marcante de Chaplin em toda sua vida: O otimismo e a segurança de que o melhor acontece sempre, basta querer e buscar.

Um beijo,

Aline Bridget

Obs.: A imagem acima refere-se ao filme Luzes da Cidade, ok?

domingo, 22 de agosto de 2010

Ficaremos quites

A unica forma de acabar com uma história é vivendo-a.
Não se termina de ler um livro sem começar.
Não poderia eu, mesmo com tanta vontade, viver uma história ou finaliza-la de vez para minha própria paz, sem ter coragem, vontade e disposição.

E eu não tive. Em nenhum momento.
Uma repulsa atraente. Um imã invisível. Um medo inexplicável.
Agora reduzidos a quase nada... Minha tormenta. Minha delícia. Meu inferno pessoal. Minha assombração.

Sabemos que falta pouco, que finalizaremos isso de uma vez. Sabemos que ficaremos livres da pergunta: E se?

E se acabarmos com o encanto, tudo bem. Precisamos de praticidade.

E se destruirmos um coração, tudo bem. Sabemos ser esse coração bem forte para suportar. Ele não vai esperar de novo. Vai ser tudo diferente agora, porque somos diferentes. (eu deveria esconder e não divulgar o lamento pela mudança em sua personalidade mas parte de mim se culpa por essa mudança).

Em breve, alguns textos saudosos ou perdidos ao fim de uma linha, um ciclo e uma história constarão aqui. Mais vorazes que todos os que já fiz, esses textos apresentarão certezas e não mais as doces dúvidas que me acompanharam junto com a saudade e a vontade de que você voltasse. Dessa vez não vou seguir seus passos ou tentar te ligar. Será realmente o final.

Me perdoe, mas não acredito em você. E por mais que queira, não acredito em nós.

Entenda que não sou o que você pensa que sou. E entenda rápido porque tudo isso vai se esvair como pó, vai embora como areia numa ampulheta. Tenho certeza, que tudo o que vivemos no nosso mundo imaginário, não sobreviverá nem sete dias. Apostaria contigo se não estivesse tão cansada de ouvir suas promessas tão vazias.

Todos saberão de sua existência em minha vida apenas por textos nesse blog.

E talvez seja esse um bom motivo para eu começar um novo, comprando para mim mesma um diário que um Marck Darcy me daria. Porque com todas as experiências tristes que já vivi, entendi que Marck Darcy’s não existem.

Não existem contos de fadas. E já está passando da hora de acordar.

Eu pensei que não doeria tanto. Mas já que vai doer, estou preparada.

Aline

sábado, 21 de agosto de 2010

Texto emprestado de um autor que desconheço

"Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata!

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai"?
Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente sentimos."

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Com cheiro de dama da noite...

é assim que a semana termina.
Queria dizer que todas as perguntas calaram mas na verdade elas aumentaram.
Queria dizer que tomei as decisões mas elas foram adiadas novamente.
E tudo prossegue.

Esse "disse me disse" pouco me agrada. Não aprovo conversinhas. Não preciso de advogados.
Assim... gostaria que as pessoas parassem de procurar nelas a culpa por uma insatisfação tão minha. O problema sou eu. Eu estou em manutenção. E já estou resolvendo esse assunto.
Estou farta de ver o olhar resignado dos que tentam ouvir o que eu tenho a dizer. Poxa, não ouça nada. Eu sei que é ruim. Eu sei que está complicado. Não sejam caridosos comigo. Não sou uma pobre coitada.
Não me digam o que sei fazer de bom porque eu prefiro reconhecer todos os lugares onde errei e saber que no final dessa contabilidade, não haverão débitos nem créditos.
Por favor, não culpem os inocentes que de errado tiveram apenas o mau comportamento.
Não me defendam, não me ouçam, não me protejam.

Com 25 anos de idade, vestida como uma menininha, cansada, cheia de olheira, sentada em minha cama, tudo o que sei é que sou uma mulher adulta. Vacinada. E infeliz.
E esse fato tem origem onde?
Esse é o erro do sistema que estou tentando descobrir.
Não me acomodei, não se preocupem. Não vou morrer, não me culpem.

Mas por favor... por enquanto... não me deêm tanto amor... porque eu posso não suportar tamanho remorso.

Eu amo todos vocês.

Aline Bridget

Para J

Eu te amaria mesmo se esses 25 anos não tivessem existido.
E mesmo se não houvesse ou houvesse de novo os traumas de nosso passado... eu ainda te amaria.
Se te visse nas ruas, olhar tão firme escondendo tantos segredos. Eu te amaria. Sem apego, mas amaria.
Eu te amaria se soubesses perdoar. Se tivesse agido de forma diferente. Se fosses mais humana.
Mas te amo mesmo não sendo.
Pela força do sangue.
Pela intensidade do amor que não há quem explique.
Eu te amei hoje pela manhã. Pela coragem.
E me amei por não ter demonstrado meus verdadeiros medos.
Eu te amarei dia 1º.
E te amarei todos os outros vindouros, perto ou longe de ti.
Porque assim que as coisas são.

Conte sempre comigo.

Aline Bridget