segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Eis os motivos do meu encalhamento...

Que me perdoem os corajosos: eu nasci para não mostrar o que sinto.
Não parece, né?
Todos os que lêem esse blog sabem que demonstro e digo com facilidade o que sinto... Mas dessa vez estou me referindo ao amor romântico, entre homem e mulher.
E me desculpem e até tenham dó de mim: Eu sou osso duro de roer nesse sentido. Mas não foi sempre assim.
Eu já amei sem medo de amar, já me joguei, me entreguei, me apaixonei por um olhar e vivi por esse olhar... Pela Lei de Murphy o que temos: um pé na bunda tamanho 44.
Resultado: medo!
Eu admiro pessoas que se declaram, que dizem que vão esperar, que ligam, que mandam um torpedo dizendo algo como estou com saudades e tals. Eu penso: poxa vida, eu já fui assim. Travei.
Por medo, por falta de tempo, por estar de saco cheio ou por simplesmente não sentir o retorno necessário para tais atitudes... Até ligo de vez em quando com papos malucos. Até converso se puxar assunto. Até escrevo textos dizendo que o sequestraria sem direito a resgate. Mas dizer o que sinto, dizer que espero, mostrar o quanto é especial?
Nem que a vaca tussa e torça o rabo!!!

Num mundo de tantos relacionamentos que começam do lado errado e terminam na velocidade da luz, eu que não vou ser besta de acreditar em papai noel.

Estou revoltada. Estou rebelde. Estou cansada. Estou ansiosa.
Sou uma amostra da população que deve ser pesquisada: Não sou burra. Não acredito em qualquer promessa. Não preciso desesperadamente de um homem.
Sou uma daquelas moças tão em falta no mercado que têm outras coisas em mente, que não acredita em qualquer: "vem cá, nenem.", que só acreditam no "Eu te amo" depois de vê-lo virar ação.
Sou daquelas moças difíceis e "personalientas" por demais. Que querem ser tratadas com respeito e com carinho mas como gente adulta.
Sou uma moça cansada porém com disposição. O que quero de um homem não é proteção. Nem apenas sexo.

Quero, se possível for, carinho, cumplicidade, diversão, muito beijo na boca e todo o resto como consequência (e não objetivo). Quero a liberdade da rotina. A tranqüilidade de um casal que sabe o que quer e o que sente.
O que? Não sou o que você procura?
Saia!


Aline Bridget

Um achado

" Eu gostaria que você largasse seus problemas, renunciasse aos seus problemas.... E se você puder desistir de seus problemas, aí o caminho para a alegria poderá ser aberto. E se você conseguir abandonar os seus problemas, você irá perceber que aquilo que você pensava ser problema nada mais era que ilusão. E os seus problemas não o estavam segurando; você é que os estava segurando. Mas uma vez que você os deixe ir, você irá saber então quem estava segurando quem.
Compreenda uma coisa mais: foi de fora que você pegou as dores e as trouxe para dentro de si. Por favor, volte com elas para o lado de fora.
A dor não é interna; todas as dores são trazidas do lado de fora. Quando você nasceu, qual era a natureza do seu ser? Não havia dor: a dor foi trazida de fora.
Se um homem o maltratou e fez você ficar infeliz, o maltrato foi trazido de fora. Agora, você irá acumular essa dor do lado de dentro, deixará que ela cresça, irá reprimi-la, assim ela se expandirá e envenenará toda e qualquer célula do seu corpo. .... Você traz a dor de fora. Ela não está em sua natureza.
É por isso que eu lhe digo que você pode livrar-se da dor. Você não consegue se livrar da natureza, daquilo que é a fonte do sentir. Você pode livrar-se apenas daquilo que não é seu. Não há jeito de você livrar-se daquilo que é seu.A alegria está dentro. Ninguém a traz de fora. Ela não vem de fora, ela é a sua natureza, ela é você. Ela está escondida dentro, ela é a sua alma. Se for jogado fora esse lixo que veio de fora e que tem sido acumulado, então, a alma interna começará a expandir, começará a crescer.
Você começa a ver a sua luz e a ouvir a sua dança, você começa a mergulhar na música mais interna.Mas isso só acontece se você liberar o lixo de modo que o céu interior possa se estabelecer, algum espaço criado. Então, aquele espaço que está escondido dentro pode expandir-se.Um pouco de coragem é requerida e você poderá abandonar o seu inferno - exatamente como um homem que se sujou na rua e volta para casa para tomar um banho e a sujeira é lavada. Da mesma maneira, a meditação é o banho e a dor é a sujeira.
Assim como, depois do banho, a sujeira foi lavada e você se sente fresco, da mesma forma você terá um vislumbre, sentindo dentro de si a felicidade e alegria que é a sua natureza".

OSHO - Tradução: Sw.Bodhi Champak -Fonte: revista Osho Times

domingo, 5 de setembro de 2010

Sobre aprender a perder...

Vou contar hoje uma estorinha de efeito moral, uma parábola sem fundo musical.

"Quando adolescente, entre minhas muitas paixonites, uma delas era por um moço estranho (novidade grande). Seu codinome aqui será J.
J. nunca quis nada comigo porque eu era gordinha, baixinha, dentuça e caia a cada 2 passos que dava no colégio. Éramos amigos e nada mais.
O tempo passou, terminei o colégio. Curiosamente, continuei gordinha, baixinha, dentuça e desequilibrada... Fato a parte. Um belo dia, uma pessoa a quem vou denominar F. me adiciona no MSN.
Aceito por educação e por rebeldia já pergunto logo de quem se trata. Diz ser a esposa do J. e viu um e-mail meu de muitos anos atrás e tals. Nem esquento com o ciúmes dela e penso: Que bom! Ele casou.
Tempos depois, eles terminam. J. sempre foi extremamente individualista e maluco. Eu penso até que o relacionamento deles durou bastante.
F. sofreu muito com o fim. Não sabia como recomeçar a viver. (não somos amigas, acompanhei tudo isso pelo orkut pois viramos amigas virtuais). Senti muito por ela, mas só o que podia fazer era rezar. E rezei. Mas depois, com meus próprios problemas e o tempo que passa inexoravelmente, me esqueci dela.
Até hoje, quando vi numa atualização de fotos de amigos. F. está grávida, casada (com outra pessoa) e feliz.

E a lição que fica?
Bem, misturando as histórias, a lição que fica eu li e aprendi com uma ex de um dos meus ex (minha vida é uma cadeia de pessoas, graças a Deus). Uma moça linda e alto astral que também já vive outra história como eu e que nada tem a ver como nosso ex em comum. A lição é:
Quando Deus tira uma coisa de você, ele não o está punindo.
Ele está te preparando para receber algo melhor.

Taí. Dá o tom pro meu domingo.

Aline Bridget

Quantos anos bastam para reconstruir um instante?

Você vai habitar meus melhores sonhos novamente?
Preso, atado secretamente em meu inconsciente, me lembrando todos os dias dos meus erros e dos meus medos?
Junto comigo em todos os momentos em que eu me lembrar que não sou o bastante para você?

Você estará novamente em meus assuntos?
Em cada comparação, comentário ou simples lembrança de qualquer fato, palavra ou gesto?

Você será sempre uma fotografia sem voz que vou ter que observar porque em breve seus traços sumirão de minha mente?
Você vai ser sempre meu segredo e minha verdade?
Você vai ser sempre meu local de paz e meu inferno pessoal?

O mais estranho é que parece que sim.
Olhando a enlouquecedora situação, parece que sim...

E eu me pergunto apenas porque?
Para que?

Por não saber, sigo em frente... para mais uma noite em que minha mente provavelmente forjará sua presença em meu sonhos.

O tempo vai me mostrar os motivos, as razões e até quem sabe, soluções.

Aline Bridget

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Homenagem para minha flor solar...




Depois dessa ventania o temporal
Fez da nossa vida
Um mundo desigual
Qual é a tua?
O teu segredo?
Me diz
Como eu vou decifrar?

E a verdade é absurda no plural
Mas pra mim
Honestamente isso é normal
Na minha onda, teu oceano
Me ensina como navegar...

Eu amo mais você
Do que eu...

A tardinha
As coisas mudam sem parar
E a gente fala muito por falar
Mas de repente, a gente sente
Que tudo sobrou num olhar...

Penso infinitamente sem parar
A verdade é transparente no mirar
Da tua retina, minha menina
Me diz como não te amar?

Eu amo mais você do que eu...

Penso infinitamente sem parar
A verdade é transparente no mirar
Da tua retina, minha menina
Me diz como não te amar?

Eu amo mais você do que eu...

Essa música que ouvi hoje numa carona de volta para casa só me fez pensar em como tudo mudou tão drásticamente desde o começo desse ano... Como se já tivesse data marcada há tempos e só a gente não tinha percebido.

Verdade que isso não muda nosso sentimento, né? Mas mudam os cuidados e as preocupações. E muda porque fico triste por algumas situações.

Mas no geral, você vai ser sempre um grande amor, um grande exemplo e a melhor fazedora de café para mim.

Com amor,

Aline Bridget

Obs.: A música é Eu Amo mais Você do Catedral...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Um texto sobre mim?

'Eu sou um poema inacabado que ninguém nunca leu.
Eu sou a paisagem daquele quadro que o pintor não terminou.
Eu sou uma tarde quente de verão em que não choveu.
Eu sou Aquele rio que secou Antes de alcançar o mar.
Eu sou aquele sonho bonito que ninguém realizou.
Eu sou a escultura quase perfeita que caiu da mão e quebrou.
Eu sou aquela paixão gostosa que por medo, alguém sufocou.
Eu sou o amor que alguém esperava mas nunca chegou.
Eu sou metade do que eu desejava ser... o dobro do que eu nunca esperei...'

Desconheço a autoria mas deixo claro que não fui eu quem fiz... Li no orkut de uma moça artista que não posso propagar e sabe Deus porque cheguei até o orkut, blog e portfólio dela...
Por medo de achar mais coisas, estou me auto saindo da internet.

Cambio e desligo!

Aline Bridget

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Vibrações para malucos belezas...

Confesso que ainda fico chocada com algumas dessas "loucurinhas" diárias tão doces de viver. Mas ando pensando se a vida não é mais fácil assim.

Ouvi esse final de semana uma pessoa centrada dizer que preferia enlouquecer na velhice do que ficar consciente de sua dor, sua situação.
Ouvi essa pessoa, presente e atuante em minha família, dizer que preferia estar um pouquinho doidinha para não entender o que estava acontecendo e continuar vivendo a vida colorida.
Não foi normal e habitual. Não foi simples ouvir.
Somos uma família. Um todo com partes individuais e diferentes. Juntos na vida e na morte, cumprindo fielmente à risca o dever de amor ao qual nos comprometemos. Estaremos sempre juntos. Estaremos sempre ligados.
Não foi simples raciocinar dessa forma e entender que tudo é mais grave do que parece.
Não foi alegre constatar que festejei um final de semana para relaxar e me preparar para uma semana de tudo ou nada.
Não está fácil contar com o tudo.
Mas eu entendi o recado, entendi a lição.
Sorri mais uma vez de uma maluquicezinha qualquer e decidi que era hora de enlouquecer um pouco também.
Como resultado, decidi sonhar acordada (um parêntese para uma frase dita por meu pequeno príncipe de 4 anos de idade: A gente sonha quando dorme e quando ta acordado. Quando tá dormindo é sonho mesmo e quando tá acordado é imaginação).

Malucos como estamos, sentido não faremos.


Aline Bridget


Obs 1.: Não me leve ao pé da letra, essa história não tem pé nem cabeça...

Obs 2.: Paraboleando ou não, O Rappa com Cristo e Oxalá me mostra que fugas da realidade são aprovadas e abençoadas pelo Pai:

O Cristo partiu do alto do morro que nós somos /rodeado de helicópteros que caçavam marginais / A mostrar mais uma vez o seu lado herói, herói / Se transfomando em Oxalá, vice-versa tanto faz / A rodar todo branco na mais linda procissão / Abençoando a fuga numa nova direção /Minha fé, é meu jogo de cintura, minha fé / Minha fé, é meu jogo de cintura, minha fé, minha fé

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Desabafo apressado


Ainda faço uma resenha que valerá pontos para atividade complementar de algum incauto.

Por ora, devo dizer que APRENDIZ DE FEITICEIRO dos estudios Walt Disney é uma delicia! Violento, mas uma delicia.

O filme tem um enredo mega bom, Nicolas Cage tá uma delicia cremosa com pedaços inteiros de chocolate Nestlé na pele do feiticeiro Balthazar e até o nerd atrapalhado Dave é uma gracinha como diria minha amiga Hebe.

Eu daria minha fortuna para esse moço (se tivesse uma) para que as pessoas parassem de falar que ele está falido. Gente intrometida, poxa. Não falem do meu queridinho.


Aline Bridget
Obs.: na imagem acima, Nicolas e Mônica Belucci como Balthazar e Veronica.

domingo, 29 de agosto de 2010

Aos 25, eu aprendi...

O já tradicional texto de comemoração do dia natal surge envergonhado em meu coração...
Me lembrei de uma musica que canto muito com o thithi sobre aniversário que diz:

Hoje eu sinto que cresci bastante
Hoje eu sinto que estou muito grande
Sinto mesmo que sou um gigante
Do tamanho de um elefante

É que hoje é meu aniversário
E quando chega meu aniversário
Eu me sinto bem maior, bem maior, bem maior, bem maior
Do que eu era antes

E de fato, hoje me sinto expandida. Me sinto maior que meus problemas. Me sinto melhor.

Aprendi, nos ultimos 365 dias a amar loucuras, a apreciar belezas puras, a me amar acima de tudo, a acreditar em Deus, a cuidar sem medo de machucar, a querer bem, a deixar de querer, a esquecer e a pior coisa que tive que aprender foi deixar pessoas e pensamentos para trás. As vezes, eu ficava pesava de tanta coisa que tinha que carregar... agora levo só o leve, levo só o essencial...

Aprendi a me apaixonar de novo, aprendi a abrir o coração e meu inferno astral foi repleto de confusões que deixei para trás junto com a idade velha.

Eu me sinto velha. De verdade. Velha e cansada. E já sinto medo de rugas... Mas sinto uma renovada energia para continuar tentando, para continuar vivendo...
Sinto em mim também o vazio característico de quem não tem mais expectativas, de quem não precisa mais mudar para se adequar a nada...a data é simbólica mas ela me transformou numa folha nova em branco...

E por mais inutil que uma folha branca possa parecer para qualquer um, para mim ela significa o melhor presente que Deus me deu:

A POSSIBILIDADE DE COMEÇAR A ESCREVER UMA NOVA HISTÓRIA PARA MINHA VIDA!

Sem os vilões que forjaram suas armas em minhas fraquezas, sem os galãs que se aproveitavam da minha ingenuidade e sem a tristeza solitária de quem está perdido no mundo!

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo....qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim."

assim farei!


Um beijo e meu eterno agradecimento a todos.

Aline Bridget

sábado, 28 de agosto de 2010

Mística...

Tão fácil crescer em dias assim... A maravilha do universo se mostrando novamente para mim...
Tão fácil sentir felicidade mesmo quando tudo dando errado. Pelo menos existe a sensação de estar esgotando todas as possibilidades... Não me acusem de sentir medo, não me acusem de me esconder: Coração aberto, cartas na mesa: estou fazendo exatamente o que tenho vontade em minha medíocre e feliz vidinha pacata.
Meu emprego tão complicado, relações tão de amor e ódio, positividade em tantos momentos. Doenças contra as quais lutamos (e pelas curas rezamos), um moço que não quer nada além de uma brincadeirinha cujo beijo tem gosto de bom dia, um novo ciclo, uma nova idade, decisões, amadurecimento de relações... Essa bagunça toda eu causei enquanto olhava as borboletas no caminho... tão distraída andei...

Se pensas que sinto muito, saiba que não sinto não. Tenho um não e uma porta fechada... e não vou mais ficar a bater...
Feliz estou por essa sensação de liberdade que me permite buscar novas portas, novos caminhos e transformar o não em sim.

Eu costumava dizer que era mais fácil crescer pelo amor... Mas eu estava errada: eu alcanço outra consciência em meio a dor. Mas não é nela que quero viver.

E hoje vou festejar minhas preocupações, minhas diferenças e o tanto de melancolia que me acompanha... Vou festejar até que o sol encontre novamente minha casa natal... e renove tudo o que já está envelhecido em meu ser.

Que venha o novo ciclo.

E que seja o ciclo do amor.


Aline Bridget