sexta-feira, 2 de abril de 2010

Doces confusões...

(Meia noite, minha casa...)
- Vó, onde a sra. vai toda arrumada?
- Vou fazer café pro pessoal que vai trabalhar, uai.
- Vó, é meia noite, hora de dormir!
- Que dormir o que... você é maluca, Aline.

...
- Rita, levantou tão cedo...
- Vó, eu ainda não dormi... acabamos de chegar da faculdade, é meia noite.
- O que???? Mais eu já dormi tanto...
- Vem vó, vamos tomar um cházinho de camomila para dormir mais um pouquinho.

(Dia seguinte, de manhã...)
- Aline, essa "facurdade" que você ta fazendo é pra ser médica? Fez um chá tããão gostoso que 'minhas dor até passou'.
- Tô fazendo faculdade de fazer chá, vó.

E ela até engasga de rir.


Cenas como essa têm sido comum aqui em casa. Doces confusões, doces esquecimentos.
Cenas que enternecem. Cenas que nos unem ainda mais.

Passamos por perrengues no inicio do ano mas hoje, tirando umas leves confusões quanto a horários e alguns fatos, todo o resto segue normalmente.

Hoje foi dia do tradicional bacalhau da sexta feira santa. Já há alguns anos a procissão foi abolida das práticas da igreja da comunidade local. De qualquer forma, não conseguiriamos segui-la esse ano: Nossa fé pelo simbolismo dessa data fica demonstrada em nossas orações e em nossa gratidão pelos ensinamentos desse mestre que teve uma morte dolorosa, mas que muita coisa nos ensinou.

Hoje ela até bebericou um pouco de vinho tinto. Disse que não entende como podemos beber, a sensação é horrível.

Ela é uma mulher linda, uma mulher forte, uma mulher que sabe rir de si mesma.
Ela me ensina a viver, ela me mostra o lado certo das coisas e não há duvidas de que é por ela que tudo isso existe.

Amo você, Vó.


Aline Bridget

terça-feira, 30 de março de 2010

Diga sempre o precisar dizer...

Dono de uma das vozes mais fofas que ouvi atualmente, John Mayer é presença marcante no MP4 que peguei emprestado de minha prima adolescente.
Uso sempre a desculpa de que preciso saber o que ela têm ouvido mas a verdade é que os mocinhos de hoje em dia tem feito musicas para lá de Up! E eu ando meio cansada de músicas que falam de dores, de amores e blá blá blá.
Sempre gostei das musicas realistas do Rappa, das músicas motivadoras do Live, das músicas que me faziam suspirar e rir do Zeca Baleiro. Sem muita tristeza, sem muito lugar comum.
Voltando ao meu amigo John Mayer (Bela voz, companheiro!), segue a tradução da musica que ouço nesse momento feliz de hora de almoço. Musica que me faz sorrir em segredo. Musica que botou meu otimismo nas alturas.

O nome dela é Say.

Take all of your wasted honor.
Pegue toda a sua honra desperdiçada
Every little past frustration.
Todas as pequenas frustrações passadas
Take all of your so called problems,
Pegue todos os seus "chamados" problemas
Better put 'em in quotations.
Melhor colocá-los em oferta
Say what you need to say (x8)
Diga o que você precisa dizer...
Walkin' like a one man army,
Caminhando como um exército de um homem só
Fightin' with the shadows in your head.
Lutando contra as sombras em sua mente
Livin' up the same old moment
Vivendo o mesmo velho momento
Knowin' you'd be better off instead
Sabendo que você estaria em melhores condições se pudesse
If you could only...Say what you need to say (x8)
Se você pudesse apenas... Diga o que você precisa dizer...
Have no fear for givin' in.
Não tenha medo de continuar
Have no fear for giving over.
Não tenha medo de desistir
You better know that in the end
Seria melhor você saber que no final
It's better to say too much, than never to say what you need to say again.
é melhor falar demais do que nunca dizer o que você precisa dizer de novo
Even if your hands are shaking,
Mesmo que suas mãos estejam tremendo
And your faith is broken.
E sua fé esteja perdida
Even as the eyes are closin',
Mesmo se os olhos estiverem se fechando
Do it with a heart wide open.
Faça isso com o coração aberto
(Wide Heart)
(De coração aberto)
Say what you need to say (x7)
Diga o que você precisa dizer...
Say what you need to, Say what you need to...
Diga o que você precisa, Diga o que você precisa...
Say what you need to say.
Diga o que você precisa dizer...


Ei, querido John. parabéns pelo trabalho e muito obrigada por salvar meu dia.


de uma admirada,


Aline Bridget

segunda-feira, 29 de março de 2010

Um texto precioso

Achei esse texto na minha caixinha de “herança para você assim que eu morrer”.
Essa caixa é um segredo causador de muitas brigas entre meus amigos e eu. E as vezes, com o passar dos anos, eu mexo para ver o que ainda vale a pena ficar lá. Milhares de chaveiros já se foram.
Ainda ficaram cartas, textos, musicas, fotografias, dobraduras, peixes de todos os tipos (inanimados, claro), flores, notas fiscais (também não entendi) e outras coisas que pelo caminho me fizeram lembrar de amores e amigos que ainda vivem em mim.
O fato é que encontrei esse texto lá. E mesmo sendo para depois de minha morte, ele disse muito sobre o que sentia numa época remota. Curiosamente, diz muito sobre o que sinto. Não me envergonhei da simplicidade com que expus uma paixonite feliz. Na verdade, ri muito do meu momento bobeiragem total. Bora pro texto:

“Saudades.
O ultimo sentimento que deveria ter e é o que me domina.
É por saudade que penso em você o dia todo. Não é dependência nem é puramente atração.
É como se, ao me encontrar com você, um buraco que eu não sabia que existia tivesse aberto. Sua ausência agora faz com que eu o perceba.
Saudade forte que aperta. Olho no telefone, sensação de que pode ser que você ligue.
Por qual motivo meu coração acha que estou presente em seus pensamentos também? Um pouco de otimismo e vontade de acreditar, talvez. Tanto faz, um sonho me livra um pouco dessa quase aflição deliciosa de sentir.

Você possui olhos vivos, olhos que sorriem, olhos quentes. Bem, olhos sempre foram minha paixão. Olhos tristes, olhos atentos, olhos que me acompanham, me vigiam, reparam em minhas atitudes.
Olhos que me olham enquanto durmo, olhos abertos e risonhos em todos os meus sonhos. Há quanto tempo te conheço? Tanto faz. De alguma forma, você mudou o que eu era.
Mudou meu trajeto, meu rumo, minhas vontades.
Ainda não sei se mudou ou se fez minha cabeça balançar de tal forma que já não lembro mais o que era.
Bem, eu não sei. Não me lembro, não me atentei a esse fato.

Insônia.
Tão comum, essa minha companheira. Noites e noites musicais no meu quarto. Um cantor para cada sentimento, uma musica para cada vetor(?). Ai, já nem sei mais de que tribo deveria ser já que cada música diferente que ouço me faz lembrar você.
Um fone de ouvido me transportando para uma pista qualquer. Dançar abraçada, uma valsa, um bolero. Abraçar sem dançar, sentir a musica: que musica? Basta sentir.
Pensamento em você. Na pureza que me transmite, na certeza que me traz.
Universo paralelo... Universo? Onde mesmo estou?

Minha cabeça nas nuvens, meus pés fora do chão. Sei que tenho tarefas a realizar mas não consigo me lembrar quais são.

Jurei tanto que nunca mais sentiria isso. Mas na verdade nunca senti. E na verdade... Eu disse isso? Era eu? Não consigo me lembrar.

Duas únicas certezas me acompanham:
1) te ver de novo será indicio de que ficarei muito sem jeito.
2) Ainda bem que toda essa baboseira melosa jamais será lida por você.


Por ora isso é tudo. Fico aqui com um pouco mais de Rita Lee, me dizendo que para você eu digo sim.


Durma bem. Que meu carinho seja fonte inspiradora de ótimos sonhos essa noite.



Ps 1.: A assinatura não existe. Nunca assinei minhas cartas e foi difícil começar a assinar meus textos. Porque não assinava? Não sei. Só sei que já briguei muito sobre isso. Meu argumento era que o recebedor da minha carta deveria lembrar pra sempre quem era eu, sem precisar consultar a memória pelo meu nome.
Ps 2.: Não há data. Curiosamente, não datei. Era como se esperasse me sentir assim o tempo todo.
Ps 3.: Eu me sinto nesse texto e me sinto nesse contexto. Mas não me reconheço nesse passado presente. Como se tivesse me perdido no futuro. O Red Bull em excesso de ontem mas todo o stress mental causado por problemas acadêmicos devem ter me feito mal. Juro que digitei partes deste texto no Google para ver se achava o autor. É meu mesmo. Há errinhos de português mega fofos. Eu era uma adolescente fofíssima
Ps 4.: Nunca tive coragem de entregar essa carta. Sei quem era o moço de sorte mas nunca entreguei. Dei a ele meu coração, minha alma, tudo que havia em mim e milhares de outras cartas. Bem, essa não foi. Ficou para herança depois que eu morresse. Amores como esse não morrem, se materializam, frutificam, mudam. Mas permanecem sempre, como uma brisa leve, um pôr do sol visto há tempos e guardado na memória. Amores não acabam, relações acabam. Amores perduram e percorrem a eternidade. Ainda bem.
Ps 4.: São 23:00. Estou chateadérrima pelo meu erro quase fatal de hoje e com muito sono por não ter durmido nada além de 2 horas noite passada. Esse texto mega engraçado está me fazendo chorar e nem sei porque. Não é como se me sentisse triste. É só que sinto saudade: Saudades de quem, Meu Deus????
Ps 5.: Vou dormir.



Agora, com assinatura:


Aline Bridget

sábado, 27 de março de 2010

Autor desconhecido...

"Quando não se tem mais nada a perder,
só se tem a ganhar.
Quando se pára de pedir,
a gente está pronto para começar a receber.
O futuro é um abismo escuro,
mas pouco importa onde terminará a minha queda.
De qualquer forma,
um dia seremos poeira.
Quem é você?
Quem sou eu?
Sei apenas que navegamos no mesmo barco furado,
e nosso porto é desconhecido.
Você tem seus jeitos de tentar.
Eu tenho os meus!"

Tempo, tempo, tempo, mano velho...



Horas a mais para descansar: deitar na rede e ficar olhando o céu. Pensar na vida, pensar em nada, ler um livro, jogar conversa fora.
Conceda-me Senhor, milhões de horas felizes como essa. Conceda-me por merecimento o direito ao ócio. Conceda-me nos momentos oportunos o direito ao cio.


Horas a menos de reclamação: negatividade, síndrome de vitima, tristeza, dor, mágoa, raiva... Tudo de ruim, tudo o que põe para baixo. Conceda-me Senhor, o poder de transformar esses momentos inevitáveis em meros segundos imperceptíveis e esquecíveis. Permita, Senhor, que a negatividade emanada por esses não se imprima ao meu redor: que se vá com o vento sem pressa ou intenção de voltar.


Tempo, experiência, vivência, rotina, cotidiano, metamorfose, VIDA!

"As vezes faço o que quero e as vezes faço o que tenho que fazer"


Pois bem, fiz obrigações todo o dia. Agora quero dormir.


Aline Bridget

Obs.: Acima temos "Relógios derretidos" de Salvador Dali que foi "apresentado" a mim por T.B. Pois bem, querida. Roubei só um pouquinho. Há controvérsias pois em pesquisas simples, encontro a mesma imagem com o título de "A persistência da Memória". A interpretação também diverge pois fala da preocupação do Homem acerca da memória e do tempo.
Bem, para mim e para minha interpretação, casa. E por ora isso basta.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Os bons morrem cedo... II

Incrivel como minha mente apaga as datas mais dolorosas.
Incrivel como o tempo passa sem que a gente perceba: parece que foi ontem e ainda sinto sua ausência... Um silêncio do qual eu não preciso, um vazio pela casa causado pelo olhar que já não vejo: mais de um ano já se foi e ainda sou capaz de jurar que foi ontem.
Hoje me vi assustada: Com certeza já fazia mais tempo do que eu pensava.
Então, mandei um torpedo perguntando a data certa: 28/02/2009. Eu nunca esqueço o que senti nessa data. Mas eu nunca lembro a data. Cérebro maluco que se protege!

Bem, atrasado então:
Tio,

Juro que não sabia que já fazia um ano da sua ida para o plano espiritual.
Juro que não foi por falta de amor. Foi só porque o tempo pouco importa nessas questões.
Foi só porque, daqui dez anos, ainda sentirei a mesma coisa.
Perdoe. E faça o melhor no seu caminho por ai. Seu lugar me meu coração é eterno!


Com amor,


Aline Bridget


Obs.: Esse sr. querido pacas tem mais espaço nesse blog do que qualquer um.
O primeiro que fiz para ele, já póstumo, foi: http://alinebridget.blogspot.com/2009/03/os-bons-morrem-cedo.html
Se me perguntares porque tem ele tanta "moral" e tanto espaço em minha vida, meu coração, minha mente e meu blog, eu digo sem pensar: POR MERECIMENTO. SEMPRE POR MERECIMENTO.

terça-feira, 23 de março de 2010

Um conto sobre um ponto

"Quando eu estava internado na Casa de Saúde Dr. Eiras comecei a ter crises de pânico. Um dia, resolvi consultar o psiquiatra encarregado do meu caso:
- Doutor, o medo me domina, me tira a alegria viver”.
- Aqui no meu consultório tem um ratinho que come meus livros- disse o médico. - Se eu ficar desesperado com este ratinho, ele se esconderá de mim, e não farei outra coisa na vida a não ser caçá-lo. Portanto, eu coloco os livros mais importantes num lugar seguro, e deixo que ele roa alguns outros. Desta maneira, ele continua um ratinho, e não se torna um monstro.
Tenha medo de algumas coisas, e concentre todo o seu medo nelas – para que tenha coragem no resto”.


(O Rato e os Livros - Paulo Coelho)

Tenho esse conto no livro: Histórias para pais, filhos e netos. Um livro que foi um dos presentes mais queridos que já ganhei porque eu o queria muito muito.
Eis que encontrei esse texto como post do Blog do autor:
http://colunas.g1.com.br/paulocoelho/

Todos o criticam só porque ele comete alguns erros de gramática.
No geral, seus ensinamentos acompanharam minha adolescência e eu ignoro os pormenores.
E na visão global, esse texto de hoje fala sobre mim.


Isso é tudo, pessoal!


Aline Bridget

segunda-feira, 22 de março de 2010

O que vale a pena de verdade...

O que é um pum para quem está cagado?

Essa é a frase que ecoa em minha mente agora.
Realmente a fase é de transformação e reestruturação das velhas crenças. Cada dia uma nova descoberta, mais dolorosa que a anterior. Cada decepção mostrando pra mim que pouco importa o que você é ou representa ou viveu: Você é descartável para cerca de 50% das pessoas que você conhece. E deve aproveitar ao máximo a credibilidade que ainda tem com os outros 50% pois relações são perecíveis nesse mundo onde amor é para poetas e o resto a gente compra parcelado com o cartão de crédito para dar para quem a gente quiser.
Cada um tem o que merece.
É a frase que me consola nesses dias de dor e de piedade com os que sofrem.
Justiça divina? As vezes acho que é apenas lógica em andamento. Colheita daquilo que plantamos. Quem planta vento, colhe tempestade.
E quem colhe tempestade, não tem paz no coração para plantar algo que preste.
O que sobra para quem olha de fora, para quem como eu sofre uma agressão gratuita de um alguém que está no mesmo time que você, é a sensação amarga e o baixo astral: Okay, agora eu conto com quem?
O que nasce de aprendizado dessas situações é o confiar em si mesmo e contar consigo mesmo.
Perdoar é fácil. Ninguém é 100%. O tempo apaga. Mas deixa aquela sensação de trauma, como a criança que apanhava do pai e cresce sem lembrar. Mas tem sempre uma certa desconfiança que os adultos consideram infundada: Pois bem, não é infundada.
Eu demoro um tempo demasiadamente grande para aprender a confiar em uma pessoa: com essa pessoa foi mais que automático: eu sinto que já saí da maternidade amando-a.
O tempo cura, a força do amor se sobressai, é claro.
É uma bela cicatriz da qual eu não precisava porém um belo aprendizado que eu precisava sim: o bastante para agir diferente e para pensar diferente nessa nova fase que começa de um jeito tão triste.
Amanhã vai ser um dia melhor, eu sei disso.
Uma bela recompensa para um hoje tão ruim. Um dia ruim é só um dia ruim e vai passar.
Tudo bem, eu sei esperar. Vou fazendo o meu melhor enquanto isso.

Amor pulsa, amor é verbo.

Eu sigo amando...
Aline Bridget.

domingo, 21 de março de 2010

Ele não é um delinquente...


O sono pesa, mas estou tão maravilhada com o que acabei de assistir que preciso compartilhar.


Contrariando meu "pré-conceito", o filme "Um sonho possível" não trata de mais um delinquente norte americano. Nesse filme, Big Mike (Um astro conhecido do Futebol Americano hoje. Seu nome é Michael Oher) é uma criança grande que fala em honra e coragem.


Quando questionado sobre as razões de não ter se contaminado com os vícios dos que o rodeavam, Big Mike conta que, quando pequeno, sua mãe pedia para que ele fechasse os olhos enquanto ela se drogava. E foi assim: Big Mike fechou os olhos a tudo que era ruim e se tornou um homem bom, com instinto de proteção, com principios de Honra e Coragem.


Lindo, não??

Ok. Junte isso ao amor que ele demonstra pela nova familia que o acolhe de braços abertos e ao pequeno SJ (seu irmão caçula da nova família) que o ensina a treinar e a não desistir.

Fascinante.


As críticas estão sendo duras e sem coração com o filme. Mais ainda com a Sandra Bullock. Vejo atrizes beeeeeem piores (uma delas faz o papel de mocinha que mais amo na vida). A moça mereceu o Oscar, vai. Ela convence como boa moça com muito dinheiro. Ela convence como boa mãe e ela convence pela confiança que tem em Big Mike desde o inicio.

Em minha leiga e romântica opinião, o filme Vale a pena!



Aline Bridget

Ensaio sobre a Amizade - Apenas um rascunho

Um tema tem pesado bastante em minha mente.
Culpa, preocupação, cansaço.
No fundo, já sei que minha crença não vai mudar sobre esse sentido:
Um amigo te ensina a andar. Mas não pode andar por você.

Teu caminho é teu. Todo teu, somente teu.
Você escolheu por seus motivos particulares. Você sabe porque. Você sabia que conseguiria.

Antes de nascer, você acreditava que era forte.
Eu compreendo que na carne, tudo fica envolto numa névoa que impede de ver a verdade.
É preciso uma sensatez careta para ver.
É preciso uma sobriedade irritante para saber.

Sentir tristeza e se entregar à bagunça não cura: camufla sentimentos e sensações que levam à uma só certeza: algo está errado. Algo está em desacordo com o combinado.

Hoje sei, olhando para meu comportamento, que não sou a melhor amiga do mundo. Tampouco sou a amiga que as pessoas esperam que eu seja.
Não peço desculpas porque não me arrependo. Conheço meus limites. Estou fazendo o que me sinto capaz de fazer pelas pessoas e por mim.

Se as coisas andam mal talvez seja o momento de analisar os reais motivos, as reais aspirações.
O que se quer? O que se espera? Quais são as atitudes tomadas diariamente, planejadamente para se chegar aos objetivos finais?

Careta?
Não, eu só não acredito que minha vida se resuma nessa existencia nesse plano terreno.
Eu só não acho que precise viver desesperadamente mais coisas do que meu coração é capaz de comportar: em silêncio e em repouso eu também tenho vida.
Na solidão, estou em companhia de duas importantes pessoas: Eu e Deus.

Não tenho pretensão de convencer. Não tenho intuito de me defender por não apoiar e não levar as pessoas no colo. Não levo porque não posso. Porque a vida é uma oportunidade única de aprendizado.
Olhos e ouvidos atentos: Cada dia a gente aprende um pouco mais.

O post ficou confuso, eu sei bem disso.
Mas o que quero dizer para alguém que sabe bem do que estou dizendo é isso.
Sou sua amiga mas não posso viver por você.
Reclamar apressa o processo de auto-destruição: O otimismo te ajuda a chegar até lá.
Existe um lugar lindo lindo onde todas as dores somem e todos os amores são reais e sem ressentimentos. Mas esse lugar a gente só encontra em nossa mente, quando estamos com a mesma em paz e em sintonia com o coração.
Esperar que a vida te traga o melhor não vai ajudar: Escolha você o melhor que quer e corra atrás.
O tempo não para, o tempo não espera... E o mundo não gira ao seu redor. Ele gira porque tem que girar. É só o que ele sabe fazer. As coisas se encaixam e encontram seus lugares corretos, sim. Mas sem uma atitude mínima nossa, nada vai acontecer.

Bora!!!!!!!

Aline Bridget

Ps.: Um dia eu também fui fraca. Um dia eu também precisei de muletas. Nesse dia conheci um grande amigo que tenho nessa vida. Um amigo que me ouvia em silêncio e dizia apenas "Firma a cabeça".
Eu passei muito tempo ressentida com esse amigo. Achava injusto, achava que não se importava comigo. Hoje eu o entendo e hoje eu o agradeceria se já não tivesse esgotado as possibilidades sobre esse assunto. Esse amigo me ensinou a contar comigo mesma. Esse amigo me ensinou a achar a força dentro de mim. E nem por isso ele é menos meu amigo.
E isso é tudo, pessoal.