segunda-feira, 31 de maio de 2010

Feliz Aniversário...

"E eu desistira da eternidade para te tocar
Pois eu sei que de alguma maneira você pode me sentir
Você é o mais próximo do paraíso em que eu jamais estarei
E eu não quero ir para casa agora
E tudo que vejo é este momento
E tudo que respiro é sua vida
Porque mais cedo ou mais tarde isso irá acabar
Eu só não quero sentir sua falta esta noite

E eu não quero que o mundo me veja
Pois não acho que eles compreenderiam
Quando tudo é feito pra não durar
Eu quero apenas que você saiba quem sou eu

E você não pode enfrentar as lágrimas que não vem
Ou o momento de verdade em suas mentiras
Quando tudo parece como nos filmes
Sim, você sangra apenas pra saber que está viva

Não quero que o mundo me veja
Pois não acho que eles compreenderiam
Quando tudo é feito pra não durar
Eu apenas quero que você saiba quem sou eu

E não quero que o mundo me veja
Pois não acho que eles compreenderiam
Quando tudo é feito pra não durar
Eu apenas quero que você saiba quem sou eu
E não quero que o mundo me veja
Pois não acho que eles compreenderiam
Quando tudo é feito pra não durar
Eu apenas quero que você saiba quem sou eu
Eu apenas quero que você saiba quem sou eu
Eu apenas quero que você saiba quem sou eu
Eu apenas quero que você saiba quem sou eu"



Apenas voltando para casa,


Aline Bridget


Obs: O nome da musica acima é Iris e, cantanda pelo Goo Goo Dolls é a trilha de Cidade dos Anjos.
Toca alto em qualquer rádio que me pertença há cerca de 10 anos.

domingo, 30 de maio de 2010

Um dia a gente acorda diferente...

Hoje ao acordar, desesperadamente procurava meu RG para sair.
Não estava em minha gaveta e tive uma idéia: deve estar na gaveta de minha mamis... Não encontrei meu RG, mas achei uma página do meu blog impressa e guardadinha lá.
Aquilo me fez chorar por demais.
E então eu entendi a responsabilidade que tenho na vida. E então senti vergonha de todos os textos revoltados que já fiz aqui, como o dia em que perguntei onde encontraria Deus ou porque eu simplesmente não morria em dias difíceis.
Meu amor com minha mãe sempre foi assim. As escondidas. Nos sinais. Poucas palavras, apenas amor.
E então, esse blog que primeiro era para ser só um lugar para organizar minhas idéias e depois apenas meu portfólio, agora se tornou uma extensão de mim. Um local onde posso ser eu mesma e onde costumo fazer belas homenagens aos meus amores. Algumas, eu deixo no ar apenas o tempo bastante para a pessoa ler e guardo com amor.

Então, Mãe. Não sei se vai ler de novo esse espaço aqui, mas quero te dizer, já que a unica forma que tenho coragem de dizer, que a música abaixo diz o que sinto por ti, mas que só me lembrei dela no dia seguinte. Que no dia do seu aniversário, veio na minha cabeça apenas a gratidão por ser tudo o que sou por sua culpa...hehehe

A música se chama Sina Nossa. E é do Teatro Mágico.

Mia senhora,
És de lua e beleza
És um pranto do avesso
És um anjo in verso
Em presença e peso
Atrevo-me atravesso
Pra perto do peito teu

Teu sagrado e tua besteira
Teu cuidado e tua maneira
De discordar da dor
De descobrir abrigo
Entre tanto amor
Entretanto a dúvida
A música que casou
Um certo surto que não veio

Há uma alma em mim,
Há uma calma que não condiz...
Com a nossa pressa!
Com resto que nos resta
Lamentavelmente eu sou assim...

Um tanto disperso
Às vezes desapareço
Pois depois recomeço
Mas antes me esqueço

Nossa sina é se ensinar...
A sina nossa é...
Nossa sina é se ensinar...
A sina nossa...

Minha senhora diz:
Bons ventos para nós
Para assim sempre
Soprar sobre nós...

Com amor,

Aline Bridget

sábado, 29 de maio de 2010

Belo Roubo...


"Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos”


Roubei do blog do meu amigo Gabriel. A Autoria atribuida é Pablo Neruda.


Aline Bridget

Ahhhh o amor...



Não é uma delicia cremosa?
A primeira vez que vi esse vídeo, fiquei muito triste pela menininha que começa tão cedo a sofrer por estar apaixonada... Esse sentimento que nos tira o chão quando nos apresenta a distancia.

E mesmo pessoas que costumam fingir uma imagem de durona (EU!), as vezes sofrem por amor, por paixão e etc e tal...

Mais isso fica pra outro post, em outra ocasião.


No mais, esse post vai com muito amor (e muito bom humor) para T.B., minha amiga de todas as briguinhas, de todas as manhas, todos os trabalhos, todos os chocolates e todas as horas.
Porque se ela é emotiva, eu sou mais racional.

Aline Bridget

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O caminho pode ser igual...

...Mas eu vou caminhar com meus próprios pés. E enxergarei a diferença em minhas pegadas.

Em frente... em frente... em frente...

Aline Bridget

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Penetre cegamente no universo das palavras

Se eu pudesse mudar o mundo
Como um conto de fadas
Eu beberia o amor
do seu cálice sagrado
Eu começaria com amor
Diga ao Belzebu
Pra sair da cidade
Porque você perdeu o emprego

Como fomos tão afetados?
Porque eu acho que o amor é amor refletido

Tempo
não deixe-o passar
Levante seu copo
em um drinque ao passado
No tempo
todos nós vamos viajar
Não irrite o céu,
há o inferno para ir
O ciclo se completa

E se
Houvesse um feitiço em você
Que eu pudesse tirar
Eu o faria e
A propósito
Um brinde ao paraíso
Pois o ciclo continua
Não esta certo, estou nervoso,
e saia do meu pé

Eu achava
Que tudo o que eu fazia era loucura
Mas agora acho
Que os tiras do karma estão te perseguindo


Toda vez que você se enrosca
No sonho louco de outra pessoa
Isso é um erro
Todo mundo tem um monte de nada
Acabando com eles ao invés de passar o tempo...

,

Quando visito o Museu da Lingua Portuguesa, Na estação da Luz da minha amada cidade São Paulo, assisto a um filminho que já decorei na voz da minha amada Fernanda Montenegro e parto para a apresentação multimidia, da qual não vou falar muito porque pode ser que as pessoas não a tenham visto ainda.
O fato é que, no inicio dessa apresentação relaxante (um dos poucos momentos em que nos sentamos após um dia de passeios a museus), uma voz repete:

"Penetra cegamente no universo das palavras..."
(Ou seria surdamente? Bem, não me lembro)
O fato é que eu amo palavras. Acho incrível o poder que elas tem, tanto faladas quanto escritas. Eu simplesmente amo falar e amo comunicação, mesmo não sendo tão comunicativa assim.

E hoje, num momento que meu blog ficou doidão e aumentou a tradução da minha música.
Eu tentei ler mas já estava tão cansada que vi mais um jogo maluco de palavras e me lembrei da apresentação.

Então é isso.

Visite:

Museu da Lingua Portuguesa
Praça da Luz, S/N
Tel: 11-3326-0775


Aline Bridget

Obs.: A tradução é de Full Circle do Aerosmith.

domingo, 23 de maio de 2010

Lar é onde está seu coração...


Um dia me disseram que os encontros mais improváveis são os que mais abrem portas, mesmo que sejam as do coração.

Há cerca de 2 anos, por intermédio de um trabalho acadêmico, um encontro abriu uma porta do meu coração e me fez enxergar o que quero de verdade fazer na vida. Eu demorei até entender o insight que tive. Achei que fosse só um encantamento momentaneo. Hoje, é óbvio para mim: só encontrarei a satisfação pessoal plena quando trabalhar (voluntariamente ou mesmo em regime CLT) com idosos.
Sei das dificuldades. E sei que todos os que me ouvem falar dos meus queridos velhinhos, me olham de esguelha, quase emitindo um "só faltava essa". Mas quem não se comove com um olhar que já viu muita coisa, já sofreu, já riu, já foi feliz e agora fica meio que à espera do momento de morrer?
Eu tento entender os motivos dos familiares que abandonam os seus à própria sorte, nesses lugares que tem nome de lar mas em grande parte são depósitos de gente à espera de sua senha. 1524? Sou eu, adeus amigos, agora morrerei.

Um dia por semana de visita abate o peso na consciência? Há familiares que sequer comparecem nesses dias.
Vi, em uma de minhas visitas, um senhorzinho todo cheiroso, sentado próximo ao portão esperando sua filha. Ele ficou exatas 2 horas esperando, o horário acabou e ela não apareceu.
Desconheço a história de vida. Esse senhor pode ter espancado a filha a vida inteira. Ou não. Mas não justifica abandona-lo. Não justifica tamanho descaso com quem tem tão pouco hoje.
Envelhecer não significa se preparar para morrer. Um idoso não precisa necessariamente sentar em seu sofá com seu cobertor esperando sua senha chegar. Há limitações, obviamente. O corpo já não tem a vitalidade da juventude, o companheiro morre, amigos morrem. Mas ainda há vida.

Costumo ter conversas com minha avó. Sobre coisas de agora, sobre fatos de sua infância, sobre suas dores, seus afazeres, suas indignações. São tantas lições que aprendo em uma frase que ela diz, que eu fico achando que minha avó é a própria reencarnação de Gandhi.
É muita sabedoria para um só ser que nunca estudou, nunca soube sequer escrever seu nome.
Teria eu, ou alguém de minha família, coragem de coloca-la num asilo, simplesmente porque as vezes ela some pelo quintal e volta cheia de hematomas por qualquer esbarrão?
Deveriamos "guarda-la" nesse lugar porque sua pressão arterial sobe demais ou desce demais e seus esquecimentos sobre fatos corriqueiros são frequentes?
E o amor, onde fica?

Há casos e casos, já se sabe.
O lugar que visitei, que realizei um trabalho e criei vinculos de amor (apenas de minha parte, pois eles esqueceram-se de mim no dia seguinte) se chama "Lar Santo Alberto". Não há indícios de maus tratos e os idosos até conseguem confraternizar entre si.
Quase todos tem Mal de Alzheimer. A unica excessão é um senhor que tem mal de Parkinson. Me lembro de sua timidez ao derrubar um copo de refresco que eu, muito atrapalhada, entreguei em sua mão. Ele é o único que tem consciência de sua condição ali. E por isso é o que mais é alvo de minha preocupação.
Os outros, ainda acham que são donos da casa ou simples empregados. Tem uma senhora que garante ter um namorado gago, uma outra senhora que me pediu carona para ir embora para o Bom Retiro. E por aí vai, a lista é infinita.

A casa pede, aos que a visitam e que sentem tocar o coração, qualquer tipo de ajuda financeira, bem como fraldas e alimentos. Acima de tudo (e o que mais falta), pede voluntários para conversar, fazer companhia, expulsar a solidão desse lar. Eles pedem também voluntários para manutenção na casa (carpir, trocar lâmpadas e etc) porque a mão de obra é escassa.
As pessoas que lá residem, nada pedem. Olham com olhar de experiência de vida. E olham com olhar de quem quer ser tratado sem dó, sem pena. Olhar de quem quer ser tratado com dignidade e decência de quem lutou a vida inteira e agora merece antes de caridade, amor e respeito.
Vale uma visita:
Lar Santo Alberto
Rua Prof. Dorival Dias Minhoto, 231 - Lauzane Paulista (Em frente ao Shopping Santana Park)
Tel.: 11-2236-1418
(Confirmar horário de visita no telefone pois as informações que tenho podem estar obsoletas.)

Breve histórico da casa:

Criada em 1983, o lar santo Alberto é uma entidade beneficente sem fins lucrativos que atende idosos acima de 60 anos, sem distinção de sexo, raça ou credo religioso.

Inicialmente o lar ficava num casarão do bairro do Morumbi, porém devido ao tamanho da casa e a quantidade de escadas mudaram para o bairro Lauzane Paulista em 1987, onde se encontram até hoje.

Com uma estrutura física privilegiada o lar propicia aos internos espaços para convivência e agradáveis momentos em contato com a natureza, além da equipe médica e de enfermagem sempre presente.

Atendendo hoje 56 idosos, dentre os quais 35 mulheres e 21 homens, o lar é mantido pela Associação Santo Agostinho - Asa e encontra-se carente principalmente de trabalho voluntário.

Vídeo do Grupo Open Mind


Então é isso. Em certos momentos, temos muito amor parado dentro de nós. Nessa casa, facilmente encontramos pessoas para doar e colocar todo esse amor em movimento, afinal, como eu sempre digo, amor é verbo!

Bora amar!

Aline Bridget


Ensaio sobre uma amizade improvável...

Eu senti pena do Thiago quando ele me disse ontem que não quer mais ser amigo de ninguém que seja grande (obviamente ele me considera pequena também).
Fiquei triste por ele, pois por ser muito criança ainda nos seus 4 aninhos felizes, ele ainda se ilude com os adultos, espera e cria expectativas que nós, os "adultos", nunca seremos capazes de suprir.
Eu tentei dizer ao Thiago que as coisas eram assim mesmo. Que é preciso ser muito paciente com os adultos e tolerar todos os seus erros, afinal eles sabem pouco ou quase nada da vida de verdade. Mas achei melhor não fazer isso com a infância feliz dele.
Porque crianças sempre esquecem essas brigas e crises. Em breve ele se tornará novamente amigo de muitos adultos. E em breve descobrirá que eles se sentem cansados, sem paciência e que eles respondem "Porque sim" com uma frequência muito grande.
Não quis contar a verdade pro Thiago pois sei que em pouco tempo ele descobrirá que eu não tenho a mesma idade que ele, mesmo que passemos horas vendo desenho ou brigando por qualquer coisa. Meu medo é que ele descubra que eu não sou como ele. Meu medo é perder esse ser que é o que tenho de mais precioso no mundo.

Eu não consigo mais conceber minha vida sem ele. Não consigo imaginar como era tudo antes dele nascer. Tão redondinho, tão peludo... Depois tão risonho, tão solar.
Personalidade forte desde bebê. Meu ariano marrudinho que entrou em meu coração e em meu mundo sem nem pedir licença. Sem aviso, pegou todo o espaço que estava vago esperando por ele. Espaço que se expande a cada dia, como se fosse possível.

Hoje, peguei-o emprestado para ir ao cinema. Vimos "deu a louca nos bichos", que não é um desenho como esperávamos, mas que conseguiu prender nossa atenção. E conseguiu inventar um apelido a mais para meu bebê: Guaxinim.

Ia fazer um texto sobre o filme como é de praxe, mas honestamente, o filme é a treva. E eu tive que correr no meio do filme com uma criança para o banheiro. Então, fica a dica: Não gastem seu rico dinheirinho... Em breve esse filme vai pra sessão da tarde.

No mais, isso é tudo.


Aline Bridget

sábado, 22 de maio de 2010

Um texto, uma carta, um desabafo qualquer...

Você sorri com os olhos... E emana uma energia que funciona quase como calefação.
Eu sei nada sobre você e sinto que nem quero saber. Mas seu sorriso, tão expansivo, tão contagiante e tão intimidador tem dado o tom de alguns de meus dias.
Olhos que riem, sorrisos que dizem muita coisa.
Palavras zombeteiras... você nem me conhece! Nem quero que conheça.
Para longe de mim com esses olhares queimantes e alegres demais.
Para minha vida, eu quero é paz.
Saia logo daqui, antes mesmo de entrar, com esse ar de alegria que contagia, aquece, encanta e intimida.
Suma daqui com essas promessas de sonhos que já sei que não existem. De onde você vem? Ninguém cresce por lá? As pessoas vivem sonhando e brincando e zombando para sempre?
Saia já daqui com essa alegria comprada e embalada que não serve para mim.

Aline Bridget

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Multipla Escolha... 3

(...) Esperamos demais, nessa mitificação dos amores maravilhosos, das uniões absolutas e dos recados impecavelmente transmitidos. Talvez seja preciso encararo outro, pai, filho, amante, colega como individuo com seu espaço reservado, suas necessidades, privacidade e muros inarredáveis. O desejo frenético de possuir a criatura amada torna-se destrutivo e afasta por susto o objeto desse delirio. Uma boa dose de bom senso, um equilibrio possivel, um respeito da parte dos dois, amante e amado, pai e filho, amigo e amigo, ajudariam a ter equilibrio e naturalidade.
Mas os modelos que nos oferecem no que diz respeito a amor e familia são tantas vezes irreais, tantas vezes insensatos e nós fracos demais, com pouca bagagem emocional para discernir isso, que nos sentimos obrigados à mentira da união perfeita.
Se fôssemos mais comedidos nas expectativas, mais tranquilamente respeitosos uns com os outros na mais intensa afeição e confiança, ou na melhor parceria de trabalho, poderiamos reter, cada um, a naturalidade necessária para preservar a liberdade a dois, que caracteriza uma relação positiva. (...)

Ta aí. Concordo.


Lya Lyft - Múltipla escolha

Aline Bridget