sexta-feira, 21 de maio de 2010

Multipla Escolha... 3

(...) Esperamos demais, nessa mitificação dos amores maravilhosos, das uniões absolutas e dos recados impecavelmente transmitidos. Talvez seja preciso encararo outro, pai, filho, amante, colega como individuo com seu espaço reservado, suas necessidades, privacidade e muros inarredáveis. O desejo frenético de possuir a criatura amada torna-se destrutivo e afasta por susto o objeto desse delirio. Uma boa dose de bom senso, um equilibrio possivel, um respeito da parte dos dois, amante e amado, pai e filho, amigo e amigo, ajudariam a ter equilibrio e naturalidade.
Mas os modelos que nos oferecem no que diz respeito a amor e familia são tantas vezes irreais, tantas vezes insensatos e nós fracos demais, com pouca bagagem emocional para discernir isso, que nos sentimos obrigados à mentira da união perfeita.
Se fôssemos mais comedidos nas expectativas, mais tranquilamente respeitosos uns com os outros na mais intensa afeição e confiança, ou na melhor parceria de trabalho, poderiamos reter, cada um, a naturalidade necessária para preservar a liberdade a dois, que caracteriza uma relação positiva. (...)

Ta aí. Concordo.


Lya Lyft - Múltipla escolha

Aline Bridget

Um comentário:

  1. Interessante como sempre mesmo sem nem perceber me aponta o caminho certo a seguir e como ver melhor as coisas uma vez ouvi dizer que as pessoas que mais amamos sabem mais sobre a gente do que nós mesmos não acreditava nisso até conhecer você...

    Com você até o fim!

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