sexta-feira, 7 de maio de 2010

Eu tenho o pé no chão, porque sou de virgem...

Mas a cabeça, gosto que voe.

Essa frase é o inicio de uma música do Rappa que não consigo lembrar qual é. Tampouco me lembro se quem fala é o Wally Salomão ou o Jards Macalé.
Sei que é um dos dois mas tanto faz porque tenho uma admiração por ambos pois juntos, eles fizeram de presente para mim para todo mundo a música Vapor Barato.
O fato é que o ser de luz que disse isso, compartilha comigo, além do maldito signo, a percepção acerca da vida.
Eu tenho os pés fincados na realidade. Eu sei o que sou, o que vivo o que devo e o que posso fazer.
Eu sei de minhas obrigações muito bem, obrigada.
Eu sei do que é considerado impossível e detesto que me lembrem disso a todo momento. Porque um dia recebi um conselho que ecoa em mim. Faça de conta que a palavra impossível não existe.
Eu sei o que é minha vida e, guiada pela intuição, posso dizer que sei a que vim.
Mas ainda gosto de sonhar acordada com meu lugar perfeito e minha vida sem dor (e o lugar depois do arco-irís que vi no cantinho místico de uma amiga muito querida)
Eu ainda gosto de pensar e lembrar de momentos em que fui puramente feliz.
Momentos de não preocupação.
Momentos de paz no coração.
Momentos simples, de brilho no olhar, de cumplicidade no sorriso, de rir até chorar por bobeirinhas. Momentos diários feitos para quem sabe valorizar quem se tem na vida.
Eu ainda gosto de olhar as pessoas e imaginar o som de sua voz ou se sua pele é muito quente ou muito fria (eu adoro essa babaquice)
Eu ainda gosto de andar na rua imaginando que todo mundo que me vê pode ouvir a mesma música que eu, como um fundo musical da novela mexicana que sou eu.
Eu ainda adoro imaginar que estou deitada na rede com meu Vini dormindo numa tarde feliz de primavera.
Eu ainda gosto de lembrar um passeio de mãos dadas numa tarde ensolarada e fria de outono e fingir que foi ontem.
Eu ainda gosto de fingir que não ouço as pessoas reclamando em meus ouvidos.

Em meu mundo, essas utopias são o supra-sumo de minha alegria inconseqüente.
Eu meu mundo, eu e todas as alines que posso ser, adoramos viajar na maionese e fugir para o mundo paralelo sem medo de ser feliz.
Vergonha eu até tenho... Mas eu supero!
Eu gostaria de conhecer de perto alguém do mesmo signo que eu, apenas para saber se esse meu paradoxo existe por conta do meu ascendente (meu oposto peixes) ou se é assim porque eu tenho uns parafusos a menos.
Apenas por curiosidade mesmo, como se houvesse uma rosa dos ventos de minha personalidade.
Apenas porque no fundo, gosto muito disso que sou. E, pelo menos uma vez, gostaria de conhecer alguém que se parecesse comigo.

No fim,

Aline Bridget

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