quarta-feira, 5 de maio de 2010

Sobre contar comigo mesma...

Eu nunca fui muito de pedir as coisas.
Pedir perdão tem sido minha constante, mas perdão não é algo que obrigue alguém à reação. Digo isso, porque, peço perdão apenas para demonstrar meu arrependimento pelo ato. Não peço compreensão, não peço que me amem. Peço apenas que aceitem que fui injusta e sinto culpa.
Isso é um adendo. Ainda sou da opinião de que não sou de pedir.

Não gosto de precisar, gosto de fazer o meu possível e impossível e conseguir sozinha.
Não peço nada nem em minhas conversas com Deus. Nada além de perdão.
Hoje acordei pensando que talvez essa atitude seja apenas para ter crédito (para um empréstimo divino nos piores momentos).

Ontem a noite, eu fiz um pedido.
Chorei por ter pedido, meio que me envergonhei de não ser capaz de ajudar com meus esforços.
Pedi a Deus um pouco de sorte para conseguir hoje.
Barganhei: Deus, se és mesmo onipresente, vá até lá e convença a ter boa vontade.
Pedi e chorei até dormir.

Bem, analisando o resultado, me parece que meus créditos estão baixos.
Não que seja algo grave. Não é questão de saúde dos meus, logo não é emergência.
Mas eu gostaria de fazer dar certo hoje. Porque eu sinto que não estou dando o melhor de mim.

Nunca fui muito de pedir. Mas se o Sr. estiver aí me ouvindo, por favor, me ajude a encontrar o lenitivo, porque eu estagnei. Já não sei mais se aprendo.

Poucas pessoas são corajosas a ponto de recomeçar do zero.
Pois bem, eu sou parte das muitas pessoas que mantém o que têm.
Por medo de mudar, por apego às pessoas e aos costumes, por conveniência.

Então, mais como um aprendizado dessa arte de pedir, segue um pedido que parece ser adequado:
Pai, me ajude a ser melhor. Me ajude a ter força para mudar o que sou.

Obrigada.


Com amor,


Aline Bridget

Obs: Sem pedir, ganhei um presente mega legal hoje. Só saberei de fato o significado daqui uns tempos. Certas rosas levam um tempo para florecer, já diria meu príncipe.
O fato é que algo em mim sente gratidão, por nunca ter pedido. Algo em mim sente um certo orgulho de ser merecedora de tal prêmio.
Mesmo assim, algo em mim encontra-se em tristeza profunda há dias.
Tá tudo certo, exceto os 5% errados.
E por incrível que pareça, nessa conta maluca, 95% de mim está triste por conta dos 5%.

Vai entender...

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