
Deitada em minha cama, cansada de olhar o teto, cansada das mesmas músicas, me lembrei que havia comprado um filme e esquecido em meu guarda roupa para quando tivesse tempo.
Superei o medo de escuro e o medo de ficar sozinha e fui assistir O garoto do Charlie Chaplin.
O filme já começa com a introdução: "O filme que vem com um sorriso - E talvez uma lágrima"
Pois bem, eu ri e eu chorei.
Uma aspirante a atriz se envolve com um aspirante a pintor e comete seu maior pecado: engravidar.
Sozinha e sem condições, abandona O garoto numa rua. Meu vagabundo preferido o encontra e, pressionado por um guarda que acredita ser ele o culpado pelo abandono, fica com ele.
Lembre-se que meu vagabundo é pobre pobre pobre de marré marré marré... e essa história é de 1921.
Carlitos adapta sua "casa" para receber o garoto. O filme já corre para 5 anos depois onde vemos Carlitos como um vidraceiro ambulante e o garoto como seu ajudante: Quebra os vidros para que Carlitos possa arruma-los.
Lindo, né?
Pois bem, mesmo em 1920, a justiça já cobrava dos tutores de criança e Carlitos quase perde a "guarda" do garoto. Sua luta para recupera-lo comove.
No final, a mãe do garoto (agora uma atriz famosa) descobre onde está seu filho e recebe os dois em sua mansão.
Chaplin tinha razão: O filma provoca risos e provoca lágrimas.
Eu tinha razão: Chaplin tem o dom de acalmar meu coração, me deixar relaxada o bastante para conseguir dormir.
Então, é isso.
Aline Bridget
Obs 1: demorei para dormir pois ainda fiquei pensando qual terá sido o destino do pequeno ator desse filme, Jackie Coognan. Garoto de sorte grande. Terá sentido orgulho por ter trabalhado com o meu preferido? Invejinha boa me deu.
Obs 2: Não conferi, mas fiz uma busca e me parece que o filme todo está no youtube. Os links são:
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