segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

28 de fevereiro

Hoje faz 2 anos que ele se foi. Eu facilmente acreditaria se alguém me dissesse: faz uma semana.
Não foi o tempo que parou: fui eu quem simplesmente não consegui mais me concentrar no tempo.


Se alguém me dissesse que ele está aqui, eu facilmente iria procurar nos cômodos da casa.
Não fui eu quem enlouqueci. Eu simplesmente ainda me recuso a acreditar, mesmo já estando conformada.


Se eu fechar os olhos, até consigo imaginar um bate papo de ouvidos bem abertos.
Não fiquei surda com o tempo. O tom de voz dele sempre foi tímido demais.




É, o tempo de convivência contigo foi de aprendizado, alegria, amor e exercício diário de paciência (mútua).
Agora, precisamos seguir nossos caminhos. Estaremos sempre, todos nós, unidos por sentimentos de amor.


De qualquer forma, saudades de você.


Aline Bridget

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Momento musical

"...E sei que a noite refletiu
O que eu tento esquecer
Já que se permitiu
Não dá mais pra se arrepender...

Se o final deu inicio aqui
Deixo tudo acontecer
Nunca é tarde pra
Recomeçar a viver.."

(Dos mineirinhos do Strike)

Aline Bridget

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Gostos pessoais (que compartilho)


"Oh, it's a mystery to me
É um mistério para mim
We have a greed with which we have agreed
Nós temos uma ambição que concordamos.
And you think you have to want more than you need
E você pensa que você tem que querer mais do que precisa.
Until you have it all you won't be free
Até você ter tudo, você não estará livre.

Society, you're a crazy breed
Sociedade, sua raça louca.
Hope you're not lonely without me...
Espero que não esteja solitária sem mim.

When you want more than you have
Quando você quer mais do que tem
You think you need...
Você pensa que precisa.
And when you think more than you want
E quando você pensa mais do que você quer
Your thoughts begin to bleed
Seus pensamentos começam a sangrar.
I think I need to find a bigger place
Acho que preciso encontrar um lugar maior
Because when you have more than you think
Pois quando você tem mais do que imagina,
You need more space
Você precisa de mais espaço.

Society, you're a crazy breed
Sociedade, sua raça louca.
Hope you're not lonely without me...
Espero que não esteja solitária sem mim.

There's those thinking, more-or-less, less is more
Tem gente achando, mais ou menos, que menos é mais
But if less is more, how you keeping score?
Mas se menos é mais, como você mantém um placar?
Means for every point you make, your level drops
Quer dizer que pra cada ponto que faz, seu nível cai
Kinda like you're starting from the top
É como começar do topo
You can't do that...
Você não pode fazer isso.

Society, you're a crazy breed
Sociedade, sua raça louca.
Hope you're not lonely without me...
Espero que não esteja solitária sem mim.


Society, have mercy on me
Sociedade, tenha piedade de mim
Hope you're not angry if I disagree...
Espero que não fique brava se eu discordar
Society, crazy indeed
Sociedade, realmente louca
Hope you're not lonely without me...
Espero que não esteja solitária sem mim"


Nesse vídeo temos:
  • Meu ator amado
  • Meu cantor amado
  • Minha música amada.

Postei apenas porque não sou egoísta e quis compartilhar tanto amor com meus leitores amados =)

Aline Bridget

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Um quase sonambulismo

Já raciocinou na hora em que estava na fila errada?
Precisava comprar pipoca mas estava na fila do ingresso de novo?

Já acordou bem na hora em que ia tocar a campainha daquela casa que sabe que não mora ninguém?
Ia chamar, chamar e ninguém ia te atender? Você nem sabia o que queria falar...

Já olhou no espelho (o físico e o do interior) e viu que você não era nada daquilo que estavam te chamando?
Você estava de rosa e alguém dizia "Ei, você de azul" e por um momento, você acreditou que estava de azul?


Se você disse que sim em algum momento, sabe a sensação de confusão mental depois desses surtos.
E nesse estado aí que eu estou.

Estava na fila errada, na porta errada e ninguém estava me vendo como eu realmente sou.

O bom é que quando passar essa confusão, poderei ser eu mesma, em qualquer lugar, em fila nenhuma.

Eu vou abrir portas melhores do que essas que me foram fechadas. 

Aline Bridget

domingo, 6 de fevereiro de 2011

por enquanto

Começo a pensar que deveria desistir.
Deixar de lado as armas
As estratégias
Os argumentos
Os escudos

Partir, assim cabisbaixa mesmo, para batalha alguma... Desertar. Viver de fugir.
Descobri quem sou e gosto. Descobri que sou mais do que pensam. Descobri que sou mais do que essa soldada que vive as turras, numa guerra suja sem prazo pra terminar.

Tenho pensado se talvez na fuga eu encontre aliados. Bandoleiros, perdidos tanto quanto eu.
Talvez assim eu me sinta menos sozinha do que me sinto no meio de uma guerra insana que comecei sem saber o motivo e luto como se dela não pudesse sair.

Mas se eu pudesse um só dia vislumbrar um sucesso nessa busca férrea, poderia continuar sem culpa e sem cansaço.
Não, não vejo. Há neblina. Há cansaço. E há feridas que sangram há anos mesmo depois de se tornarem apenas cicatrizes.

E hoje, essa noite, aqui em meu esconderijo, eu vejo minha arma secreta; sementes que plantei.
Eu penso em ir embora e percebo que nunca sai daqui. Nada conheço.
Penso em ir sem conseguir imaginar um caminho.

Então decido ficar mais um pouco. Seguindo o oráculo que fala só na minha cabeça. Esperar um pouco mais.

Tanta luta me fez perceber que já não me importa a vitória: estou viva pela luta. porque gosto de lutar.
Mas não se deixe enganar: eu não sou uma soldada qualquer como as outras.

Aline Bridget

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Momento musical...

Nada sei sobre essa moça de voz forte além de seu nome: Natasha Bedingfield. 

Em sua voz, duas das musicas que mais amo na vida: Pocket full of Sunshine (Com seu alegre apelo "Me leve pra longe, pra um lugar secreto, uma doce fuga..." 
E a nova musica (nova para mim), que descobri graças ao trailer de um filme que quero muito ver. O filme é Uma manhã Gloriosa e ainda não estreiou (para minha total ansiedade). A música se chama Strip Me. 
Ela diz mais sobre mim hoje. E a tradução dela segue abaixo:


"Todo dia eu luto por
Todas as coisas do meu futuro
Mil pequenos prêmios
Eu tenho que escolher entre
Eu poderia passar uma vida inteira
Ganhando as coisas que eu não preciso
Isso é como perseguir o arco-íris
E voltando para casa vazia

E se você tira de mim,
Tira tudo isso fora
Se você tira de mim,
O que você acha?
Se você tira de mim,
Tira tudo isso fora
Eu ficarei bem

Pegue o que você quer
Roube meu orgulho
Me eleve
Ou me corte no tamanho desejado
Me cale
Mas eu só vou gritar
Eu sou apenas uma voz em um milhão
Mas você não vai tirar isso de mim
Oh oh não, você não está levando isso de mim

Eu não preciso de um microfone
Para dizer o que eu estava pensando
Meu coração é como um alto-falante
Que está sempre no volume alto

E se você tira de mim,
Tira tudo isso fora
Se você tira de mim,
O que você acha?
Se você tira de mim,
Tira tudo isso fora
Eu ainda sou a mesma

Pegue o que você quer
Roube meu orgulho
Me eleve
Ou me corte no tamanho desejado
Me cale
Mas eu só vou gritar
Eu sou apenas uma voz em um milhão
Mas você não vai tirar isso de mim
Oh oh não, você não está levando isso de mim

Porque quando tudo se resume
No final do dia
É o que você faz e diz
Isso faz de você quem você é
Faz você pensar,
Pense nisso
Não é
Às vezes basta uma só voz

Pegue o que você quer
Roube meu orgulho
Me eleve
Ou me corte no tamanho desejado
Me cale
Mas eu só vou gritar
Eu sou apenas uma voz em um milhão
Mas você não vai tirar isso de mim
Oh oh não, você não está levando isso de mim"
Pra mostrar como sou boazinha, segue o vídeo.
Tá, é mais como compensação pela ausência de textos novos.


Aline Bridget

domingo, 30 de janeiro de 2011

Mestres improváveis

"A gente tem que rir, não é menina?
Se a gente não levar a vida assim, brincando, tudo fica ruim, triste.
A gente tem que rir, tem que falar besteira, tem que jogar conversa fora. E viver sempre alegre"

Essas são frases de Dona Ondina, pessoa que estará sempre em meu coração mesmo que eu tenha que reconquista-la a cada visita.
Já imaginaram, né? Dona Onda, como é chamada, tem Mal de Alzheimer. Simpática que só, faz questão de dizer que sentiu muita saudades a cada vez que me vê.

Essa e muitas outras pessoas me dão lições gratuitas de vida, sempre que eu disponho meu tempo e vou de cara limpa e coração aberto visita-las. Estão em um asilo sobre o qual já falei nesse blog. Mas não é preciso viajar muito para vê-los: em cada casa de repouso, moram pessoas com vidas diferentes e muitas lições a ensinar. Pessoas que muitas vezes não recebem visita alguma. Ninguém para conversar. Ninguém que esteja aqui fora sentindo saudades.
As conseqüências das ausências de visitas para essas pessoas eu desconheço. Sei que para mim, as conseqüências são o endurecimento do meu coração e minha descrença em pequenos milagres da vida.
Milagres como esse: a alegria.

A voz já fraquinha dessa senhora ecoa em minha mente: a gente tem que rir, menina.
E, no momento em que penso em uma tristeza qualquer, ela fala mais alto: a gente tem que rir, menina.

E eu, inconscientemente, sigo a ordem dada pela voz de quem já viveu tanto e hoje se lembra de tão pouco.

A gente tem que rir, meninas e meninos. Tem que levar a vida com alegria.

Aline Bridget

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O Ultimo Discurso - Chaplin



Já postei esse texto mas achei o vídeo. Fica bem mais convincente.

Aline Bridget

Pesadelo

Ela estava mais uma vez num cinema. Vicio que carregou por toda a vida.
Sentou-se novamente num lugar bem ao centro, visão total da tela, desligou seu telefone e esperou pacientemente pelo filme.
Olhou nas poltronas abaixo e viu diversos casais conversando ou em momentos íntimos de carinho. Sentiu de novo os olhos marejados por tudo aquilo que não teve.
As escolhas na vida dessa senhora a levaram a uma vida de espera. Por conta própria abriu mão de um amor novo, de ir ao cinema de mãos dadas, de planejar, de viver. Por um juramento que havia feito. Por um amor que durante a vida toda esperou voltar.
Ela olhou todos aqueles casais num chamego só, enquanto o cinema tocava ao fundo uma música clássica (mania dos cinemas fazerem isso, mesmo após cinquenta anos). E chorou. Como não havia chorado a vida inteira, chorou pelo peso dos anos. Pelos sonhos que não realizaria mais. Pelos filhos que não teve.
Chorou porque foi jovem. E só se lembrava do seu unico amor. Dos momentos vividos com ele num cinema assim como esse, na hora da música clássica também. 
A vida dessa senhora havia tachado esses momentos de puro crime e pecado: a condenação foi não mais tê-los.
Ela enxugou as lágrimas e o filme não começava.
Nem trailer, nada.
Era uma lição que a senhora tinha que aprender ali, na sala de cinema.
Começaram os trailers finalmente. A senhora enxugou os olhos já enrugados e tentou se concentrar nos filmes que seriam lançados em breve.
O filme começou e nele a mesma provação: amores que as pessoas viviam. E ela não. Não poderia mais.
Não havia vivido nenhum desde que ele se fora. A senhora viveu uma vida de espera. De entrega. De lembranças. Por escolha dela.
Mas quando o filme acabou, uma comédia romântica do jeito que ela amava, sempre havia amado, seus olhos estavam vermelhos de tanto chorar. Ela esperou que todos saissem: a música final das comédias românticas era sempre uma baladinha gostosa.

Antes do final das letras que sobem, ela já havia se levantado para ir embora.
E antes que ela chegasse a porta, eu acordei aos prantos.

Aline Bridget

Para que nada se perca

"Quando eu morrer, minhas memórias vão se perder. Mas não quero que se percam. Tenho de dá-las para alguém que tome conta delas. Aí me vem a aflição por escrever. Quando escrevo, estou lutando contra a morte. A morte das coisas que o meu amor ajuntou e que vão se perder quando eu morrer."

Rubem Alves - Se eu pudesse viver minha vida novamente.


Nunca fui convidada a escrever pra ninguém. Minto, já tive que escrever cartas de amor para amigas que não o souberam fazer. Foram tarefas engraçadas, falar sobre um amor que não sinto para alguém que não amo.


Muitas das coisas que escrevo, ficam guardadas. Outras, sequer são lidas.
E mesmo assim, basta um minuto de silêncio para que minhas idéias fluam.
Não tenho a pretensão de escrever para multidões ou de escrever perfeita e admiravelmente. Aqui, escrevendo, sou simplesmente eu com minhas idéias, fictícias ou não. 


Eu raciocino melhor quando escrevo. Motivo que justifica o número elevado de rascunhos que acumulo na faculdade, trabalho e quando leio algum livro mais complicado.


Existem coisas que eu bem que gostaria de transformar em texto. Fazer alguém ler. Tornar eterno. E não é nada assustador: é a borboleta que voa em minha volta (bom agouro), a primeira vez que vi meu primo, recém nascido (e me apaixonei), meu primeiro beijo, outras tantas primeiras coisas que foram por demais lindas, uma surpresa de aniversário, um arco íris, o mar.


São coisas simples que eu gostaria de eternizar em texto.
Arquivar tudo em .txt, .doc e .pdf. Pra lembrar sempre, até quando estiver sem memória.
Pra contar a meus filhos quando os tiver. Aos meus netos. 


Pra que esses saibam, naqueles dias cinzas da vida, que dá pra ser feliz...
...se souber colorir
...se descobrir o que mais agrada
...se souber comunicar pra não deixar se apagar.


Até hoje, mantive lindas memórias em meu coração. Mas há uma certa urgência no ar, na forma como esse quarto gira sem razão.
Há uma urgência a cada segundo que o relógio deixa ir sem me esperar.


E talvez eu deva priorizar essa urgência. Toda urgência no fundo quer dizer: Logo mais pode ser tarde.


Começo hoje, com ótima trilha sonora.

Aline Bridget